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Capa do romance Contrato Sob Ameaça

Contrato Sob Ameaça

Maggie carrega as cicatrizes de um passado traumático, mas um inesperado contrato de casamento surge em seu caminho. Agora, ela enfrenta um dilema: será este acordo uma chance real para a felicidade ou apenas mais uma ameaça em sua vida conturbada? Entre superações e novos sentimentos, a protagonista precisa decidir se permite que a dor antiga dite seu futuro. Acompanhe uma narrativa intensa sobre vulnerabilidade e as reviravoltas do amor moderno.
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Capítulo 2

CAPÍTULO 2

A Minha Figura

Narrado por Maggie

"Seja luz na vida das pessoas"

Voltamos para casa a pé, eu e a Lou fazemos quase todo o caminho em silêncio.

— Estás chateada comigo? — pergunto sem olhar para ela.

Ela pára de repente e fica a olhar para mim.

— E porque havia de estar chateada contigo? Não foste tu que me fizeste mal, mas sim aquelas três otarias.

— Eu sei, mas elas metem-se contigo, porque tu andas comigo. — digo triste.

— Elas são umas parvas, continuo a dizer que tu lhes devias fazer frente, mas elas não vão parar com a merda que fazem. Elas se acham as melhores, porque são filhas de pais ricos e bem influenciados e nós não, não somos ricas, mas somos de famílias de classe média e somos importantes. Podemos não ter nem metade do que elas têm, mas acredita, que somos muito mais felizes, Maggie. Elas são umas riquinhas inúteis, que com toda a certeza nem limpar o rabo sabem. — ela fala irritada. — Aposto que a maior parte das vezes têm até a calcinha cheia de merda.

Aquilo me faz rir e acabamos por rir as duas.

Chegamos à porta da minha casa e nos despedimos.

Lou mora na casa em frente à minha com os seus pais.

Vivo aqui em Santa Mônica desde sempre, os meus pais são divorciados e eu vivo com a minha mãe aqui, o meu pai depois do divórcio, mudou-se de malas e bagagens para Olympia, a capital do estado de Washington, isso foi há 10 anos atrás.

O meu pai voltou a casar e tenho uma meia irmã que tem agora 2 anos, a Catherine ou Cathy, como carinhosamente a chamamos.

De vez em quando estamos juntos, mas não tanto como gostaria.

Entro em casa deixando a mochila e os sapatos ali mesmo no hall de entrada e vou direto para a cozinha.

Espreito no frigorífico o vejo um ovo cozido, faço uma sandes com ele.

Encho o copo de sumo de laranja natural e sento-me a saborear o meu lanche.

Depois de acabar, coloco a louça suja na máquina e vou tomar banho.

Depois do banho, enrolo-me na toalha e olho para o meu reflexo no espelho.

Não admira que a Daisy e as amigas me gozem, sou mesmo completamente sem graça. Não sou magra, sou um pouco para o cheinha, o meu cabelo é encaracolado, sou ruiva, tenho sardas e olhos extremamente verdes. Talvez se me cuidasse mais, podia ser até uma garota bonitinha, mas só quero passar despercebida, ser invisível para todos, então uso sempre o cabelo amarrado em coques, uso roupas largas que não me favorecem em nada e uso óculos com armação preta. Estão só a ver a minha figura, certo?

Visto o meu pijama amarelo e deito-me na minha cama. A minha mãe é médica e hoje vai fazer o turno da noite, por isso hoje já não a vejo.

As Minhas Cadelinhas Amestradas

Narrado por Daisy

"A maldade não está no pensamento, está sim no coração"

— Vocês viram bem a cara daquelas duas antas quando se viram cheias de lixo? Ahahaha, foi do melhor.

Rimos ao lembrar da cena, foi realmente hilário.

— VAMOS, DÁ CABO Dele, Ryan! — grito das bancadas para o melhor jogador da escola.

Ryan é o capitão da equipa de futebol americano da nossa escola, a "Santa Monica High School".

Além de ser o capitão é também o melhor jogador.

Ele é o típico garoto lindo, sarado e gostoso e como é óbvio, é o meu namorado, só podia ser namorado da melhor, mais linda, mais rica e mais perfeita de todas as garotas do liceu, pois claro, não podia ser de outra maneira.

O jogo acaba e ele vem até mim, tira o capacete, e o protetor bucal e me dá um beijo arrebatador.

Humm, como ele é maravilhoso.

— Gostaste do jogo? — ele pergunta.

— Sempre gosto, tu és maravilhoso.

Ele sorri, dá-me um selinho e vai a correr para o balneário.

— Nos vemos depois.

— OK! — grito para ele.

— O Ryan está caidinho por ti Daisy. — Sarah diz.

Olho para trás por cima do meu ombro.

— E quem não estaria? Eu sou maravilhosa, linda, como ele não haveria de gostar de mim! — falo toda pomposa. — Vá, vamos embora, está a ficar tarde e eu tenho que ir para casa.

— Vais fazer o quê com essa pressa toda? Fazer o jantar?

Às vezes a minha vontade é bater nestas duas parvas, mas elas dão-me jeito, para fazer as minhas merdas.

É mesmo como aquela parva da Lou disse, elas são as minhas cadelinhas amestradas e tenho que as manter por perto, mas não as deixo abusar, senão esta merda vira uma zona.

— O que disseste, Sarah? — falo chegando mais perto dela.

Óbvio que ela se assusta com a minha proximidade, porque percebe que não estou a brincar e que não gostei minimamente do que ela falou.

— Estava a brincar, Daisy — ela fala amedrontada.

— Mais uma gracinha estúpida dessas e vais passar para o lado daquelas inúteis das sebosas, é isso que tu queres, Sarah? Passares a ser a Sarah sebosa? — pergunto bem séria.

Vejo ela engolir em seco.

— Que ideia Daisy, claro que não, já te disse que estava a brincar, eu hein! — ela se desculpa toda incomodada com a ideia.

— Acho bem, Sarah, eu sou lá garota de ir fazer jantar ou qualquer merda de casa. Tenho empregadas para isso. Vamos deixar de conversa fiada e vamos mas é embora.

Pareço Invisível

Narrado por Daisy

"Um caos disfarçado de calmaria"

Chego em casa, uma enorme mansão, sou rica, muito rica.

O meu pai é dono de uma cadeia de bancos e a minha mãe não precisa de fazer nada, passa o dia a mandar nos empregados, a ir ao clube, manicure, cabeleireiro e por aí vai.

Tenho um irmão mais velho, o Tom, tem 23 anos e está a acabar a faculdade para ir trabalhar para um dos bancos do meu pai.

— Oi mãe! — cumprimento ao chegar.

Ela está ao telefone.

— Espera um pouco. — diz para a pessoa com quem ela está ao telemóvel.

Olha para mim com cara de zangada e já sei o que aí vem.

— Quantas vezes já te disse para não me interromperem quando estou ao telemóvel? — ela me repreende.

— Mas mãe, só te quis cumprimentar! — me defendo.

— Não interessa o que tu queres menina! Agora vai, estou a resolver uma coisa importante.

Faz sinal com a mão como se tivesse a enxutar uma mosca.

A resolver uma coisa importante! Sei, deve ser a escolha da cor das unhas.

Pareço invisível nesta casa.

Vou para o meu quarto, ao menos aqui sinto-me eu.

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