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Capa do romance Contrato de Casamento - Livro 2

Contrato de Casamento - Livro 2

Samanta Belfort, herdeira única, vive sob o comando do pai rígido, Hugo. Para assumir os negócios da família, ela é forçada a um casamento que despreza. No entanto, o destino a une a Ethan Stanford, um bilionário carismático de Seattle. O que deveria ser apenas um encontro casual de uma noite evolui para um contrato matrimonial inesperado. Entre o gênio difícil de Samanta e a audácia de Ethan, surge uma relação intensa e possessiva repleta de altos e baixos.
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Capítulo 2

Ethan

— Por que você vive com essa cara enfiada nesses livros? — resmungo assim que entro na sala de visitas da casa dos meus pais e encontro Eleanor, a minha irmã caçula deitada em um dos sofás e lendo um livro de romance.

Meninas!

Por que elas acreditam nessas baboseiras? Estão sempre suspirando pelos cantos e sonhando acordadas. Eu entendo que o amor existe. Eu tenho vários exemplos clássicos girando ao meu redor. O Timothy, o Tomás, Tio Mateo e até mesmo o meu pai. Cada um deles tem uma história para contar, mas vamos ser sinceros? Não dá para viver de sonhos. Não sou um homem de coração duro e nem nada assim. Estou mais para um cara pragmático. Atualmente eu sou o vice-presidente da Stanford Corporation e logo serei o presidente dessa empresa, mas não cheguei até aqui com sonhos e suspiros. Eu estudei, me esforcei e dei o meu melhor para ser visto pelo meu pai, e reconhecido pelos meus méritos. Sou determinado e tenho os meus pés fixados no chão.

— Eu amo acompanhar o amor crescendo em seus corações. Você deveria tentar. — Ela diz fechando o exemplar e salta para fora do sofá, me envolvendo com os seus braços em seguida. Retribuo o seu gesto, deixando um beijo carinhoso no topo da sua cabeça.

— A Marie já chegou? — Procuro saber assim que me afasto dela.

— Deve estar na varanda agarrada ao pescoço daquele monumento do Victor. — Rolo os olhos para esse comentário. O que há de errado com essas garotas de hoje em dia? Resmungo mentalmente e olho para o relógio o meu pulso. — Vou falar com o papai e dar um beijo na mamãe. Sairemos vinte minutos após os parabéns, certo? — aviso e me afasto imediatamente, direto para o seu escritório.

Não vou dizer que não quero um amor como o dos meus pais para mim, mas eu bem sei que ele é um sentimento tardio, que chega desavisadamente e que adora nos dar as suas rasteiras. Contudo, conheço bem os seus sintomas e estou atento a cada um deles. Pode ter certeza de saberei quando ele bater a minha porta. Mas principalmente, eu saberei o momento exato de abri-la para ele. No entanto, enquanto isso não acontece estarei brincando de fazer amor, se é que me entendem. Duas batidas leves na madeira anunciam a minha chegada e logo que abro a porta recebo uma visão um tanto constrangedora de Luna – a minha mãe sentada no colo do meu pai por trás da sua mesa. Fecho imediatamente a porta, abrindo um sorriso nervoso. Droga, eles precisam ficar se pegando o tempo todo? Segundos depois, a porta se abre e a mamãe surge no meu campo de visão. Devo dizer que não foi exatamente um flagrante, porque eles não estavam fazendo nada demais, mas ainda assim é constrangedor.

— Olá, querido!

— Boa noite, mamãe, e meus parabéns! — A abraço bem apertado e beijo carinhosamente o seu rosto, recebendo o seu afago, e encontro o seu sorriso assim que me afasto dos seus braços.

— Obrigada, querido! As suas irmãs já chegaram?

— A Marie está na varanda com o namorado e a Eleanor está lendo um livro na sala.

— Entendi. O seu pai pediu para entrar. — É claro que ele pediu! Ralho mentalmente. Se tem uma coisa que o meu pai tem de sobra é o poder. Mesmo que as nossas garotas não percebam isso, ele mantém tudo sobre o seu olhar altivo e está sempre atento aos detalhes. Penso e assim que ela se afasta, adentro a sala. Kalel Stanford é mais do que o meu pai, ele é o meu herói, o meu exemplo de luta e de sobrevivência. O homem que me ensinou tudo o que eu sei, inclusive sobre as coisas do coração. A sua história de amor é um ícone para Eleanor e a Marie, mas para mim não passa de um romance estendido. É claro que amo os ver juntos e aos beijos, sempre trocando olhares, sempre se declarando, mas de verdade? Não quero um amor pegajoso assim para mim. Eu prefiro aquele amor comportado, com tudo sobre controle, na medida certa e com hora certa para explodir. Eu sei, pareço pedir demais. Entretanto, me encarregarei de manter as rédeas desse sentimento ou serei eu a ser controlado por ele. E sinceramente, ninguém me controla. — Mandou me chamar? — indago assim que ocupo a cadeira de frente para a sua mesa.

— Mandei. Como sabe, hoje é aniversário da sua mãe.

— Sim, eu sei.

— E após cantarmos os parabéns eu quero levá-la para Roma. Você pode cuidar da empresa para mim por uma semana inteira? — CA. RA. LHO! Rosno mentalmente eufórico. Eu esperei por esse momento praticamente a minha vida inteira! Ok, é só maneira de dizer, a final, vinte e quatro anos não se trata da minha vida inteira. Mas voltando ao assunto. Se Heitor, o presidente da Stanford quer entregar a empresa em minhas mãos, isso quer dizer que já estou preparado. Yes! Chego a vibrar por dentro, mas como um homem de negócios lhe respondo como tal.

— Claro! — Firme e calmo. Pareço controlador? Ótimo, é isso mesmo que eu quero.

— Perfeito! Avisarei para o Tomás e para o Timorhy que estarei fora por alguns dias. Fique de olho nos meus e-mails e se precisar de mim... — Não tenho dúvidas de que herdei a sua perspicácia, o seu jeito mandão e autoritário, entre outras qualidades profissionais que me renderão muito sucesso em minha carreira. Por fim, não demorou para estarmos reunidos na sala, cantando parabéns e assistindo mamãe apagar as velas com um sorriso estravagante no rosto. E logo após isso, eles saíram apressados para o aeroporto, e nós para uma danceteria. A final, somos jovens e diversão nunca é demais.

A Vênus é a nossa casa noturna preferida e devo confessar que adoro me aventurar nesse lugar. É aqui que costumo caçar e depois me proporciono uma noite maravilhosa de prazer. A coisa é bem simples. Eu arrasto os olhos de um canto a outro do lugar, avalio a multidão e paro bem em cima do meu alvo. A escolha não é feita à primeira vista e sim, na quinta vista. Ou seja, primeiro o contato visual, depois presto a atenção nas suas curvas, em seguida observo o comportamento da garota. Então procuro ter a certeza de que ela está sozinha e por fim o meu ataque. E falando em presa. Eu já encontrei a dessa noite. Morena, corpo esguio, sorriso fácil e pelo jeito ela gosta de dançar. Falo isso porque ela está na pista de dança desde que cheguei aqui. Os seus movimentos e a sua sensualidade em conjunto com o seu sorriso é de tirar o fôlego. A melhor parte? Ela está sozinha. E como eu sei disso? Já tem quase uma hora que ela está dançando e nenhum marmanjo chegou perto ainda.

— Eu vou pegar uma bebida para as meninas. Você quer algo? — Victor, o namorado da Marie pergunta e sem olhá-lo faço não com a cabeça. No entanto, sigo para a escadaria de ferro. Como se fosse atraído por ela, e vou direto para a pista, bem no meio da multidão de corpos suados, parando bem atrás dela. Ousadamente as minhas mãos tomam posse da sua cintura. Ela dá aquela olhadinha de lado, o seu sorriso se amplia e eu tenho a minha carta branca. Portanto, me encosto no seu corpo delicioso e me mexo seguindo o seu ritmo. A coisa toda é uma droga sensual que me embriaga, que me envolve e me deixa completamente alucinado. O meu corpo inteiro está fervilhando por dentro e porra, eu estou louco para provar do seu sabor. Mas calma, Ethan, você precisa ir devagar. Primeiro alimente o seu desejo, desperte o seu fogo adormecido, faça-a querer mais e aí ela será todinha sua. Não demora para os nossos corpos estrem colados e suados. As nossas respirações estão pesadas e ofegantes, e para completar já estamos no terceiro copo.

Está na hora de levá-la para a cama!

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