
Contrato de Casamento - Livro 2
Capítulo 3
Ethan
Conhecem a expressão aos trancos e barrancos? Foi exatamente assim que entramos no seu apartamento e eu tenho certeza de que nada ficou inteiro pelo caminho. No meio da madrugada os nossos sons se misturaram e se espalharam pelo seu quarto, enquanto suávamos os seus lençóis. O seu calor e o seu aperto me deixaram fora de órbita e em algum momento fiz questão de fazê-la gritar o meu nome, enquanto a fodia com força por três vezes consecutivas. E quando ela literalmente apagou o dia já estava amanhecendo. Ninguém sabia o nome de ninguém e nem era preciso. A final, isso não passou de uma transa de uma noite só. Portanto, assim ela que começou a ressonar, vesti as minhas roupas, peguei a minha carteira e as chaves, e saí do seu AP de fininho com uma única certeza. Nunca mais a verei outra vez.
— Bom dia, Senhor Stanford! — Lena, a secretária do meu pai diz assim que saio de dentro do elevador.
— Bom dia, Lena, a sala de reuniões já está pronta? — procuro saber enquanto caminho apressado devido a um atraso mínimo de dez minutos. Essa porra tinha que acontecer logo no meu primeiro dia como presidente interino, droga!
— Sim, Senhor, e a equipe Belfort já o está aguardando há algum tempo. — Solto uma respiração consternada.
— Porra, onde eles estão?
— Aguardando na sala de reuniões número três, Senhor! — Puxo uma respiração profunda, soltando-a de modo audível pela boca em seguida.
— Prepare um mimo para eles, Lena. Como um pedido de desculpas pelo meu inconveniente.
— Certo, Senhor! — Lena se afasta rapidamente e eu vou direto para a primeira reunião do dia. Só espero que não seja um desastre como esse pequeno fiasco inicial. Penso e levo uma mão a maçaneta, encontrando dois Senhores acomodados a uma mesa retangular me esperando.
— Bom dia, Senhores! Me desculpem por esse atraso, infelizmente o trânsito estava uma loucura! A propósito, eu sou Ethan Stanford, o presidente interino da Stanford Corporation — Me apresento, lhes estendendo a minha mão que eles apertam no mesmo instante. Contudo, os homens mal chegam a dizer qualquer coisa.
— E o Senhor Kalel Stanford, ele não vem? — Uma voz feminina questiona os interrompendo e eu me viro para trás, para ver de quem se trata. E eu posso afirmar com todas as letras que praticamente me engasguei com a minha própria saliva. No ato, franzo a testa e começo a suar frio. Puta que pariu, é a garota na noite passada!
— E você quem é? — questiono um tanto seco, tentando manter a minha voz firme.
— Me chamo Samanta Belfort e sou a atual dona e presidente da Belfort Farmacêutica LTDA. — PUTA. QUE. PARIU! Rasgo um palavrão quando percebo que eu fodi literalmente com a cliente mais importante da Stanford. A garota mantém o seu olhar firme no meu, enquanto me estende a sua mão e após afrouxar a minha gravata, eu a seguro com um aperto firme. Contudo, estou sem ação. — Vamos começar? — Um sorriso vem junto com esse convite presunçoso e após sacudir sutilmente a minha cabeça para jogar essa lerdeza para longe de mim, ocupo no meu lugar na cadeira e escuto a presidente da Belfort falar por longos minutos sobre a sua perspectiva com os números da sua empresa. A porra toda é que eu não consigo tirar os meus olhos da sua boca pintada de vermelho, que não para de se mexer e a minha mente está povoada de imagens desses lábios macios me tocando, sentindo o meu gosto e me beijando arduamente. Porra, Ethan você precisa ligar o seu botão profissional ou porá tudo a perder! Rosno mentalmente irritado comigo mesmo.
— E então, eu posso contar com você? — Ela inquire e eu desperto, fitando os seus olhos perspicazes. Contar comigo? Com o que mesmo?
— Claro, nós da Stanford teremos um imenso prazer de lavá-la ao topo, Senhorita Belfort. — Santo bordão!
— Ótimo! — Ela diz satisfeita.
— Verei um dos nossos melhores contadores para esse trabalho.
— Não! Eu quero você a frente das minhas finanças. — Ela exige com uma certa firmeza. Fodeu! Penso completamente consternado. Não dá para assumir um trabalho com uma transa de uma noite, certo? Quer dizer, eu posso cair em tentação e Deus do céu, levar esse corpo monumental para a cama de novo é um... problema? Não seria mais uma transa de uma noite e sim de várias noites. Que droga, Ethan e toda aquela história de autocontrole? Pois é, está indo de água abaixo. Samanta exala um poderio enquanto fala, gesticula e até quando anda. No seu olhar escuro e cheio de brilho, na voz aveludada e determinada, nos gestos das mãos enquanto fala e principalmente no seu perfume. Ah, esse perfume!
Que porra é essa? Como ela ousa me envolver dessa maneira?
— Que seja! — Me pego dizendo e internamente dou uma bofetada na minha cara.
— Ótimo! Nesse caso, espero por você no meu apartamento para um jantar de negócios.
— Como assim? — indago aturdido quando ela se levanta e os homens fazem o mesmo em seguida.
— Creio que você já sabe o meu endereço, Senhor Stanford. — Não acredito que ela fez o meu rosto queimar com essa pergunta absurda! Que porra está acontecendo com você, Ethan que ainda não rebateu a sua ousadia?
— Espere, Senhorita Belfort, eu não... — A filha da mãe nem esperou eu terminar a minha frase e simplesmente saiu, fechando a porta atrás de si. Um movimento lá embaixo me fez olhar na mesma direção e eu me vi completamente duro. Eu fiquei excitado com essa droga de reunião, sério? — O que é isso, você é adepto a mulheres mandonas agora, porra?! — ralho furioso para o meu pau e bufo audivelmente irritado.
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