
Contrato de casamento Bruno e Eduarda
Capítulo 2
Saio da mesa e vou para meu quarto o jet-lag está me deixando mal e com dor de cabeça tomo uma aspirina e tento dormir até a festa da minha irmã começar.
Acordo assustada com batidas na porta e olho para o relógio e são 18:45 a recepção dos convidados começa às 19:15 tomo um banho rápido, colo meu vestido na cor marsala, sem alças e com um detalhe em flores na fenda do vestido na perna direita, e junto uma sandália de salto fino preto, deixou meus cabelos loiros por trás da orelha e soltos chegando até o meio das minhas costas faço um delineado pouco marcado e passo um batom quase no mesmo tom do vestido para finalizar coloco o colar de esmeralda que meu pai me deu no meu aniversário de 8 anos e lembro de cada palavra que ele disse quando estava o colocando no meu pescoço "esse colar reflete os seus olhos mas não são tão bonitos quanto eles" me perco nessa lembrança e quando olho para o relógio me desespero já são 19:25 me atrasei e não é nenhuma novidade. Saio apressada do quarto e esbarro em um convidado que mais parecia uma parede e quando estou perto de cair no chão ele agarra minha cintura e quando eu encaro seu rosto eu fico perdida nos seus olhos castanhos que pareciam olhar até a minha alma aquela sensação me causou um arrepio mas me recupero e me afasto dele.
- Me desculpa senhor, eu sinto muito mesmo.
Desço as escadas rapidamente sem dar chance de ele me responder e nem de ver a vergonha estampada em meu rosto. Encontro minha mãe subindo as escadas.
- Estava indo te chamar. Está melhor ?
- Estou sim, obrigada mãe.
Acompanho minha mãe até o jardim onde estão os convidados e dou umas olhadas para trás para achar aquele homem mas não o vejo.
O Jardim está lindo com toda a decoração, minha irmã está perto do seu pai e nós vamos em direção a eles. E então ele me anuncia para todos os presentes.
- Quero que conheçam minha sobrinha que considero minha filha Eduarda.
Todos me olham e me cumprimentam até que uma senhora se aproxima de mim, pega nas minhas mãos e me avalia demoradamente em cada traço do meu rosto depois ela suspira me olha nos olhos profundamente e diz.
- Você me lembra muito seu pai, o rosto angelical e a sinceridade no olhar como se fosse possível enxergar sua alma através dos teus olhos. Que linda mulher você se tornou, ele teria muito orgulho de você querida.
Todas aquelas palavras me jogaram de volta ao passado lembrando de como meu pai era um homem maravilhoso.
- Não chore querida. Eu sei como é difícil perder quem amamos.
- Obrigada, a senhora é muito gentil e está muito bonita. Desculpa ser indelicada como é seu nome?
- Me desculpa por não me apresentar, sou Abigail Lester e obrigada querida pelo elogio, senti que era uma ocasião especial. Venha, quero te apresentar ao meu marido e meu neto Bruno.
Não deu tempo nem de responder e a senhora foi me puxando pelo jardim de um ponto ao outro. Chegando perto da mesa tinha um homem virado de costas e um senhor que nos acompanhava com os olhos enquanto nos aproximávamos da mesa.
- Olhe querido como ela é linda. Esse é meu marido Eduarda, senhor Afonso Lester. Afonso está é a jovem Eduarda Andrade.
- Estendo minha mão para ele que a pega e puxa para o seu encontro me envolvendo em um abraço, me sinto amada por eles sem nem os conhecer. Solto ele e me recompondo abro um sorriso agradecendo pelo carinho.
- Prazer senhor Lester.
- Eduarda esse é o meu neto Bruno Lester.
Quando olho em direção aquele homem que estava sentado vejo ele se levantando e quando olho para seu rosto é o homem com que esbarrei no começo da festa fiquei corada instantaneamente ele me olha com intensidade e sinto um frio na minha barriga como se ele pudesse sentir as sensações que me causa sou despertada desse transe com ele estendendo a sua mão em minha direção.
- Prazer Eduarda sou Bruno.- Sua voz sai grave e seu rosto não demonstra muitas emoções. O que me faz acreditar que ele não gostou de mim.
- Prazer, Sr. Bruno. -Tento soar o mais formal possível. Abigail aponta para uma cadeira ao lado do Bruno para que eu me sente e assim eu faço. Sentados todos a mesa a Abigail quebra um pouco do clima.
- Então Eduarda, como foi ficar tanto tempo fora do país estudando gostou da escola?
- Sim, eu gostei muito de morar na Coreia.
-Me diga querida e quais são os seus planos agora vai tirar um ano sabático para aproveitar mais a família?
-Não, eu ganhei uma bolsa e já estou até matriculada na faculdade começo no próximo verão.
-Sua mãe não tinha me falado sobre isso.
-Ela não sabe senhora, eu ainda não contei, voltei agora e vou ficar alguns dias só e irei viajar de novo preciso arrumar meu dormitório na faculdade.
-E vai estudar aonde ?
-Em uma escola de artes e moda em Londres.
-É um pouco longe da família, não acha Eduarda?
-São apenas algumas horas de avião e vou vir com mais frequência depois que me estabilizar.- Sinto o clima na mesa ficar um pouco pesado depois de eu falar que ia para faculdade mas afinal eles não tem nada a ver com as minhas decisões. Peço licença e vou ao encontro da minha mãe.
- Eduarda, vi que estava com os Lester. O que achou do Bruno?
- Nossa mãe você é bem direta. Mas respondendo são boas pessoas e o Bruno é normal.
-Acho que você não lembra deles. Você era muito pequena quando a mãe deles faleceu, mas ela era a Júlia que está em algumas fotos suas de bebê.
-Aquela mulher morena com os olhos azuis?
-Sim, essa mesmo. Ela era muito especial para mim e para seu pai.
-Mas ela não tem mais filhos?
-Sim, ela teve mais dois filhos, os gêmeos Gabriela e Gabriel são mais novos que o Bruno.
- E onde eles estão ? Você não os convidou?
- Chamei a família inteira mais o Gabriel saiu da escola e tirou um ano para viajar o mundo ele não aceita muito bem a irmã deles ter síndrome de down e então ele se afastou e a Gabriela não vem porque chegou ontem de viagem e não passa bem.
-Nossa mãe que situação complicada.
Ao me virar para olhar novamente para aquela família vejo que estavam me encarando quando volto para pedir dos pais deles vejo minha mãe caindo no chão desmaiada e fico desesperada tento acordar ela e grito por ajuda Bruno a pega no colo e vai em direção ao seu quarto e eu chamo seu médico o médico chega e diz que ela vai ficar bem e pede para eu avisar os outros para não ficarem preocupados converso com os convidados e eles vão indo embora e desejando melhoras a minha mãe a família Lester foi um dos últimos a sair senhora Abigail me abraçou e desejou forças. Fico ao lado da minha mãe durante a noite depois do médico sair e não dizer nada sobre o que ela tinha. Eu e a Mariah dormimos com ela.
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