Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Comprada pelo Melhor amigo do meu pai

Comprada pelo Melhor amigo do meu pai

Acostumada a ter tudo, encontrei meu desafio em Lucius, o melhor amigo do meu pai. Ele é frio, controlador e finge indiferença, mas sinto sua tensão. Para forçar sua rendição, decidi me leiloar em um evento secreto para milionários. O plano era ser comprada por ele, mas Lucius joga sujo. Agora, estou presa em uma teia de obsessão e dominação. Quanto mais ele tenta me controlar, mais desejo me perder em sua escuridão e pertencer a ele totalmente.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

Passei uma semana pensando em como fazê-lo quebrar aquela pose de homem distante.

Meu pai animado o chamou no final de semana para o jantar que tínhamos combinado, ele ficou me contando sobre seus dias na juventude junto de Lucius e deixei que falasse para conhecer mais do homem sem deixar tudo suspeito.

Passei a tarde toda no meu quarto, tendo o dia de princesa, hidratei meus cabelos pretos, que estão só o brilho, fiz as unhas, me depilei, passei meu hidratante, mas agora estou aqui na frente da pilha de roupas em cima da minha cama, sem saber o que escolher.

Experimentei três vestidos. O primeiro era preto, elegante, seguro, lindo, mas não servia para meu propósito. O segundo era branco, transparente demais, quase vulgar, se fosse uma festa na piscina até funcionária, mas infelizmente tive que guardar para outra ocasião. O terceiro...

Vestido curto, cor de champanhe, renda na barra, decote generoso mas não vulgar, ok, talvez um pouco vulgar, mas papai não falaria nada, já que estaremos em casa. O tecido colava no meu corpo como se tivesse sido feito sob medida, vesti ele sem sutiã, eu sufocaria se colocasse.

Olhei no espelho, soltei o cabelo, ele caiu em ondas escuras até quase minha cintura, passei gloss nos lábios.

- Gostosa pra porra. Disse dando uma voltinha, pondo um salto baixo.

Quando desci as escadas ouvi a voz dele antes de vê-lo. Aquele tom grave, aveludado, que reverberou dentro de mim como um trovão distante. Meu pai ria de alguma coisa que ele disse, parei um degrau antes do fim, só para observar.

Lucius estava sentado à mesa, pernas cruzadas e uma taça de vinho na mão, camisa social aberta no primeiro botão, os cabelos grisalhos levemente bagunçados, como se ele tivesse passado a mão neles várias vezes, uma delícia de homem.

Desci o último degrau fazendo barulho de propósito. Meu pai se virou pra mim e sorriu.

- Você está linda, minha princesa.

- Obrigada, pai.

Meus olhos foram direto para Lucius. A taça de vinho parou no ar perto dos lábios dele por um segundo a mais antes de ele beber, seu olhar foi tão intenso e duro que me fez abaixar o rosto.

- Boa noite, Lucius. - falo sentindo minha confiança se esvair, esse homem tem algo que me desmonta inteira.

- Boa noite, Alice. - respondeu duro voltando seu olhar para outro lugar, mas aí é que está o problema.

Quando ele me dá aquele olhar que me faz sentir minúscula, eu me sinto insignificante, mas quando ele desvia, volto ao normal querendo sentir a sensação que nunca tive antes.

Sentei na cadeira ao lado da dele, escolhi essa de propósito. Meu pai ficou na cabeceira, mas isso não me incomodava. Se alguma coisa me dava mais liberdade era o perigo e a merda que poderia sair disso.

- Lucius - eu disse, inclinando a cabeça e sorrindo - feliz em ver você aqui, a última vez foi tão... rápido.

Ele finalmente voltou seus olhos pra mim, os olhos dele eram de um castanho escuro, quase preto, e quando encontraram os meus foi como se eu tivesse levado um choque, tentei sustentar seu olhar, mas três segundos foi o meu máximo.

- O prazer é meu, Alice - respondeu, e o jeito que ele disse meu nome, fez meu estômago se contrair.

Meu pai, abençoadamente cego, já estava falando sobre vinho, sobre ações, sobre qualquer outra coisa. Eu fingia que ouvia, mas meus olhos estavam presos em Lucius.

Ele não me olhava de volta. Olhava para a mesa, para o pai, para a taça, e esse descaso dele era o que estava me matando de tesão, eu via a mandíbula dele contrair de tempos em tempos, os dedos tamborilando levemente no braço da cadeira.

Ele estava calmo e eu surtando por dentro, sempre tive tudo sobre controle, o que eu queria era meu, então isso foi perdendo a graça e homens perderam a graça quando eu tinha 15 anos e seus olhos só tinham tesão, nada mais, nada que me daria vontade de fazer algo com isso, mas ele é diferente e atualmente o motivo dos meus sonhos molhados.

O jantar começou. Meu pai serviu a carne, eu enchi minha taça de vinho mais do que devia, o suficiente para ter coragem, eles falavam conversa sem graça: trabalho, viagens, o divórcio de Lucius que ele mencionou como se fosse só um contratempo.

- Foi melhor assim - ele disse, cortando um pedaço de carne. - Terminou há dois anos. Ninguém estava feliz.

- Sinto muito - eu disse, e me inclinei um pouco para sua direção, tocando em seu braço.

Lucius levantou os olhos para mim. Me analisou, olhou para meu decote e com nossa diferença de altura, podia ver meus seios, seu olhar era avaliativo e duro, como se estivesse ponderando se isso valia a pena, sua mandíbula contraiu e engoli em seco, me sentindo pelada diante de seu olhar.

Enquanto eu tentava recuperar minha respiração, ele voltou sua atenção para seu prato, cortando a carne tranquilamente, nenhum pouco afetado, eu acreditaria nisso se não fosse seu corpo rígido.

- Alice, passa o sal, filha? - meu pai pediu, completamente alheio.

- Claro.

- Aqui - eu disse, estendendo o saleiro, tendo uma ideia.

Me levantei pegando a jarra de suco e servindo meu pai, que sorriu em agradecimento e voltou a comer, me virei para Lucius, me curvei um pouco e coloquei o suco para ele.

Ele levantou os olhos para mim, eu estava em pé ao lado dele, perto demais, ele podia ver minhas pernas, o vestido subindo um pouco na coxa. Podia sentir meu perfume, eu mesma tinha escolhido aquele, almiscarado e doce, o mais caro que eu tinha.

- Obrigado - ele disse, e sua voz saiu um pouco mais grossa que antes, fazendo minha buceta contrair e eu sorrir.

Consegui.

Voltei para meu lugar, sentei, cruzei as pernas devagar, o movimento fazendo meu vestido subir, vi o olhar dele seguir o movimento antes de se forçar a desviar, sorrio.

A conversa deles voltaram, meu pai contou uma história sobre a juventude dos dois, que eu já tinha ouvido antes, alguma briga no bar, estava prestando atenção, com a mente ocupada imaginando Lucius jovem, imaginando Lucius furioso, imaginando Lucius fazendo qualquer coisa que não fosse sentado tão quieto ao meu lado,que droga, me recuso a aceitar a derrota.

Quanto mais você me ignorar pior será querido Lucius.

Você pode gostar

Capa do romance A Babá do Filho Esquecido do CEO
8.4
Valentina, uma estudante em crise financeira e sob risco de despejo, aceita o desafio de ser babá do pequeno Felipe. O menino é filho de Aslan, um CEO gélido que não consegue manter funcionários por muito tempo. Enquanto tenta lidar com a carência da criança e o rigor do empresário, Valentina descobre que por trás da fachada calculista de seu chefe existe um homem complexo. Aos poucos, a convivência transforma a vida dos três em uma união profunda e inesperada.
Capa do romance A Noiva Inocente do CEO
9.1
Nathaly encara um destino amargo: casar-se com Kostas, o homem que ela mais detesta. O que parece uma união tradicional entre famílias poderosas da Grécia é, na verdade, uma transação financeira fria. Diante de um noivo arrogante que desconhece sua realidade sofrida, ela esconde segredos profundos que podem mudar tudo. Nathaly não aceitará ser apenas uma mercadoria; ela planeja manipular o jogo com astúcia para garantir sua liberdade e desaparecer para sempre.
Capa do romance  Casamento Falso com uma Grávida
8.8
Veronika vive o caos de um divórcio cruel e a perda de seu lar após a traição de Arthur com sua própria irmã. Sozinha com a pequena Sídney, ela tenta se reerguer até receber uma proposta inusitada de Sebastian, um poderoso empresário. Ele oferece suporte financeiro em troca de um namoro de fachada por trinta dias. Dividida entre o orgulho e a necessidade, ela aceita o trato, sem imaginar que o passado guarda uma conexão profunda e esquecida entre os dois.
Capa do romance Grávida do pai do meu ex-noivo
9.8
Na véspera do casamento, Liv Bennett flagra o noivo, Aaron, com a meia-irmã. Desolada, ela busca refúgio no álcool e vive uma noite intensa com um desconhecido. O choque vem depois: o homem é Kaelon Blackwood, o bilionário pai de seu ex. A situação escala quando Liv se descobre grávida dele, mergulhando em um escândalo familiar. Agora, ela deve decidir se foge desse amor proibido ou se enfrenta o poder dos Blackwood para trilhar seu próprio destino.
Capa do romance La Malquerida
9.6
Amélia abdicou de seus sonhos para sustentar a irmã doente e a mãe. Como secretária na Diaz Corporation, ela aceita um casamento por contrato proposto pelo CEO Daniel Diaz para aliviar suas dívidas. O acordo pragmático evolui para uma paixão inesperada, mas a descoberta de uma gravidez coincide com uma traição devastadora: Daniel possui outra mulher. Diante do divórcio e da indiferença dele, Amélia deve decidir se abandona tudo ou se ainda há um amor oculto a ser revelado.
Capa do romance Laura: Esposa Desprezada, Vingança
8.8
Laura acreditava no apoio de Lucas, mas, em uma exposição, flagrou o marido com Sofia, sua nova diretora de arte e amante. A humilhação pública revelou uma rede de mentiras e uma chantagem cruel envolvendo a saúde de sua mãe para forçar um divórcio amigável. Chamada de intrusa pelo homem que amava, Laura decide que não será mais uma vítima silenciosa. Em meio à dor da traição, ela começa a arquitetar uma vingança implacável para destruir quem a desprezou.