
Comprada pelo Melhor amigo do meu pai
Capítulo 3
Embaixo da mesa, tirei um dos meus sapatos.
Meu pé deslizou no chão frio, sentindo um pequeno choque, respirando fundo sabendo que poderia dar merda, direcionei minha perna até a sua o tocando de leve, vi quando ele travou, segurando a taça de vinho forte.
Por uns três segundos eu conseguia ver que ele estava tentando ver se fiz isso mesmo e quando comecei a roçar a perna na dele, vi sua mão indo para baixo da mesa, travei sentindo que enfim ele faria algo.
E realmente fez, sua mão foi direto para minha coxa, apertando tão forte que provavelmente ficaria com marca, seu olhar era duro, uma ordem silenciosa para eu parar, e por mais que algo em mim quisesse obedecer, eu não consegui.
Vejo ele passando a língua nos lábios e sigo o movimento hipnotizada, dá um pequeno sorriso e se mexe e para a minha surpresa não é para se afastar, ele se aproxima um pouco mais, me fazendo prender a respiração quando começa a fazer pequenos círculos em minha coxa, me fazendo sentir molhada.
- E aí, Lucius? Voltando a pensar em mulher ou ainda na fossa? - meu pai pergunta, dando uma risada me fazendo ficar nervosa com um possível flagra, mas não dá para parar agora, não quando ele está entrando no jogo.
Presto atenção na sua resposta, será que ele está com alguém e eu só estou parecendo uma atirada?
- Estou... pensando sobre isso. - responde com a voz em nada afetada, me deixando surpresa, que autocontrole do cacete.
Sua resposta com sua mão subindo mais um pouco, me deixa louca, só um pouquinho mais e ele vai sentir o quanto estou molhada.
O jantar continua, com eles falando de relacionamentos e tudo mais, sem sua mão sair do lugar, eu não comi quase nada, só empurrava a carne no prato, desejando que estivéssemos sozinhos.
Meu pai fala sobre o clube de campo, sobre um amigo em comum, sobre política, tudo o que não interessa. Lucius responde a tudo com monossílabos
Meu pai se vira mais pra ele que tenta retirar a mão de minhas pernas, mas não deixo, aperto bem, você está preso querido, não tentei fugir, penso.
Enquanto ele e papai falavam em voz alta, uma batalha silenciosa, mas bem molhada estava acontecendo por baixo dos panos.
Ouço um barulho de ligação e levanto os olhos.
- O celular está tocando no escritório. Volto já, pessoal. - papai diz e sorrio internamente, obrigada, eu te amo.
Assim que ele sai da sala de jantar, sinto o ar mudar, meu coração acelera.
Viro meus olhos para Lucius, mas ele não olha para mim.
Seus olhos estão presos na taça em sua outra mão, enquanto ele roda levemente o líquido, fazendo a tensão aumentar, ele está brincando comigo, me testando, engulo em seco.
- Lucius - chamo, baixo.
Lentamente ele vira o rosto para mim, impassível por fora, mas seu maxilar apertado e seus olhos queimando com desejo, raiva, talvez culpa? Uma mistura perigosa que fez meu coração disparar.
- O que você está fazendo? - ele perguntou, a voz tão baixa que eu quase não ouvi.
- Eu não estou fazendo nada - menti, sorrindo, enquanto sentia que estava mexendo com algo muito maior.
Ele balançou a cabeça, um gesto pequeno, quase imperceptível, como se estivesse lutando consigo mesmo ou tentando decidir o que fazer comigo.
- Eu sou amigo do seu pai.
- Eu sei.
- Eu tenho vinte anos a mais que você.
- Eu sei.
- Isso não vai acontecer. - decreta.
- Você está falando com você mesmo ou comigo? - pergunto, doce.
Ele fechou os olhos por um segundo, retirando a mão de perto de mim, me fazendo sentir um vazio, mas quando me encarou o brilho ali era perigoso.
- Você não sabe o que está fazendo, Alice.
- Eu sei exatamente o que estou fazendo - respondi, mas com base no sorriso que começou a brotar em seu rosto, eu não tenho mais tanta certeza.
Sua mão se levanta tão rápido que quando percebo já está em volta do meu pescoço, em um aperto que não me machucou mas imobilizou.
- Se continuar com essa merda, eu juro, vou te punir tanto, que não vai sentar por uma semana. - ameaça tirando a mão do meu pescoço quando o som de passos são ouvidos.
Meu coração está em disparada, minha calcinha está encharcada, isso mesmo a ameaça dele surtiu outro efeito em mim.
Meu pai se senta e Lucius volta com sua máscara impenetrável, e eu? Estou me sentindo uma bagunça, mas uma bagunça com um plano.
- Com licença, um segundo. - aviso me levantando, vendo um pequeno sorriso em seu lábio, ah querido não ache que me assustou.
Vou ao banheiro, tiro a calcinha que está totalmente encharcada, e como é bem pequena não dá para notar que está enrolada em minha mão, sorrio e respiro fundo saindo do lavabo.
- Tudo bem princesa? Você está um pouco vermelha. - meu pai pergunta e dou um sorriso doce.
- Tudo sim pai, deve ser o calor, que tempo doido, cada dia temos uma temperatura diferente. - falo me sentando.
- Realmente, olha que esses dias deu uma chuva bem forte. - meu pai começa com o falatório e eu encosto de novo meu pé em Lucius que vira sutilmente para mim com raiva nos olhos.
Sua mão desce devagar pela mesa, pronto para apertar meu corpo e é nesse momento em que ponho a pequena calcinha em sua mão.
Vejo seu corpo enrijecer e olhar em direção a sua mão, ponto pra mim, então eu consigo te desmontar também.
Quase solto um gemido ao ver ele guardando a calcinha no bolso da calça, volto para o meu jantar, agora feliz, consegui o que queria.
Dou um pequeno pulinho no meu lugar ao sentir sua mão de volta, dessa vez ele parece procurar algo, relaxo e abro um pouco a perna para ele, sentindo minha buceta palpitar.
Tapo a boca no momento em que sinto seu dedo encostar no meu grelinho, me fazendo ver estrelas, sim, por favor, penso.
Mas não dura muito, o infeliz tira o dedo discretamente enquanto o leva perto dos lábios, passando a língua.
- Delícia. - diz rouco me fazendo virar o rosto e me segurar antes que eu acabei gozando aqui mesmo, nunca vi uma cena tão erótica em toda a minha vida.
- Meu amigo, muito obrigado por esse jantar, foi bem... saboroso, mas está na minha hora. - ele fala depois de mais um tempo sem meu pai parar de falar e fico triste, mas disfarço.
- Tem certeza? Podemos tomar mais um pouco de vinho, assistir algo. - meu pai sugere e quase concordo.
- Que tal se deixarmos para outro dia, hoje estou bem... cheio. - meu pai concorda com a cabeça sem entender o duplo sentido que me faz abaixar a cabeça e olhar para o meio de suas pernas.
Porra, o volume ali é imenso, aperto as pernas.
- Vou te acompanhar até lá fora então, só me deixe pegar um vinho que comprei de boas vindas, está no escritório. - meu pai diz me fazendo ficar cheia de expectativa.
Assim que ele cruza o corredor a razão dos meus orgasmos vira para mim.
- Você é uma puta teimosa, se quer brincar assim, tudo bem, mas não tem escapatória. - fala se aproximando de mim.
Suas mãos apertam minha cintura, puxando meu corpo contra o dele.
- Hum. - gemi ao sentir seu corpo no meu.
- Está tão sensível assim? Mas é isso que você quer, só gozar, não vale meu tempo e não aguentaria, sua putinha. - fala se afastando um pouco, olhando para a porta descendo a mão até minha bunda.
- Mesmo você não merecendo, vou te dar uma recompensa por ser tão persistente. - não entendo o que ele diz até o momento que sua mão toca meu nervinho, fazendo movimentos circulares, a sensação do toque duro no meu montinho sensível me faz revirar os olhos.
Me seguro nele ao sentir o orgasmo se aproximar.
- Tão molhada, goza sua puta. - e obedeço tapando a boca enquanto me desmancho em seus braços.
- Deliciosa, mas isso não vai mais acontecer, então sossegue essa buceta gostosa, entendeu? - fala sério, mas eu tento me manter em pé.
Os passos de meu pai se aproxima e Lucius se afasta indo em direção a porta me deixando sozinha, me sento na cadeira e ouço a conversa dos dois ao longe enquanto sorrio.
Agora mesmo é que eu não te deixo em paz, não até me enjoar de você, não até ficar preenchida por você.
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