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Capa do romance CEO mulherengo conquistou o amor

CEO mulherengo conquistou o amor

Sebastian Ferraço é um CEO arrogante e egoísta que vive para a curtição, mas sua rotina vira um caos com a chegada de Abigail. Forte e determinada, ela surge como um furacão na vida do empresário mulherengo. Além da personalidade conflitante, ambos compartilham a sociedade da mesma empresa. Em meio a uma rivalidade intensa e um ódio latente, será que sentimentos verdadeiros podem florescer? Uma jornada de desejo e superação entre dois sócios.
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Capítulo 1

Sebastian Ferraço

O puteiro da noite anterior que havia ido com meu melhor amigo Guilhermo não foi dos melhores. Por que estou reclamando? Porque até para ser puta tem que entender do serviço! A prostituta não conseguiu engolir meu cacete! Quanto mais empurrava a cabeça dela contra meu pau, ela engasgava com ânsia de vômito. Dá pra acreditar? Ela me fez perder o tesão! Para me vingar não paguei, afinal de contas, nem sequer comi! Voltei para casa furioso enquanto meu amigo continuou no puteiro.

Meu mau-humor naquela manhã era insuportável até mesmo para mim. Rasguei alguns documentos irritado e precisei recuperá-los através do meu e-mail. Fernanda, minha secretária feiosa, me trouxe ainda mais problemas. Por que ela não me deixava em paz? Quando contratei ela foi por desespero após perder todas as secretarias anteriores por elas serem gostosas e acabarmos transando no meu escritório. Elas se iludiam comigo, portanto, elas mesmas pediam demissão ao perceber que não conseguiriam nada além de sexo com o chefe. Como minha nova secretária era feia, não tinha problema nenhum conosco, nem eu e nem ela tínhamos interesses um no outro.

— O senhor precisa comparecer no velório do seu sócio. Não deixem que saibam que o senhor abriu um champanhe em comemoração. Como quer comprar a outra parte da sua empresa assim?

Revirei os olhos. Odiava quando minha subordinada tinha razão. Fernanda o que tinha de feia tinha de inteligente, posso afirmar que era muito inteligente! Devido a uma crise financeira na minha empresa de produtos de construção, precisei vender metade dela, portanto, passei anos sendo sócio de um velho caduco que não concordava em nada comigo. O falecimento dele era motivo de muita comemoração, no entanto, era minha obrigação comparecer no velório e desejar meus pêsames à família dele. Eu não sabia nada da vida pessoal dele e nem queria saber, meu negócio era comprar a outra parte da empresa e ser o único dono.

— Fernanda, diga a família do velho que estou muito triste com seu falecido e que mais tarde estarei em seu velório para me despedir. Ah! Não posso esquecer, compre um daqueles colírios que me forçam a chorar!

Serei julgado? Eu usava o colírio sempre que precisava fingir estar em profunda tristeza, em algumas ocasiões!

— Senhor Ferraço, deveria ser mais compreensivo com a dor do próximo! Desde que comecei trabalhar nesta empresa, vi e faço cada coisa! Quero um extra porque sempre que posso até falo mentiras para encobrir seus erros!

Já disse que minha secretária era inteligente? Intrometida, porém, muito esperta. Se ela não fosse tão competente jamais deixaria que falasse daquela maneira comigo.

— Certo, vou te dar um extra, Fernanda. Agora, anda logo, para comprar o meu colírio!

— Estou indo, mas não deixe que dessa vez vejam o senhor usando o colírio!

Virei a poltrona ficando de costas para ela. Por que ela tinha que me fazer recordar do dia que fui flagrado forçando meu choro? Foi no velório do filho de um amigo do meu pai, aí a pirralha da irmã dele me viu e saiu contando para todo mundo da minha falsidade, quer dizer, meu teatro, claro! Quando ouvi a porta bater, virei novamente a poltrona. O velho Benício merecia uma coroa de flores, portanto, telefonei para uma funerária pedindo que entregassem onde estava ocorrendo o velório do meu falecido sócio. Eu era um homem generoso, pois gastei do meu bolso com um belo presente para ele!

Assinava alguns papéis quando Guilhermo adentrou o escritório. Senti vontade de esgana-lo, por ter me levado naquele puteiro péssimo! Meu amigo tinha o costume de aparecer sem avisar na empresa, como se estivesse em sua casa. Aonde ficava o respeito assim? Ele era um abusado e a culpa era minha por ter lhe dado tanta liberdade.

— Amigão, onde você se enfiou ontem? Quando terminei de dar um trato naquela gostosa, procurei por você, disseram que você tinha ido embora e sem pagar a moça. Isso é verdade? Não pagou pelo trabalho dela? Tadinha...

Aquele estúpido estava zombando de mim! Saí da poltrona e o empurrei. Não tinha graça nenhuma para ele estar rindo da minha cara.

— Você não sabe o sufoco que passei! Sabia que aquela mulher quase vomitou com o meu pau na boca? Ela não sabia onde enfiar minha rola e nem é tão grande assim!

— Caralho, Sebastian, me poupe dos detalhes! Não quero saber do seu pau!

O que ele queria? Naquele horário meu amigo costumava estar aproveitando a piscina da sua casa. Ele nunca trabalhara na vida dele e desvalorizava quem costumava fazer isso, no caso, a mim!

— Guilhermo, vou ter que comparecer no velório do velho Benício. Bem que você poderia ir comigo em apoio...

— Eu? Em um velório? Não será desta vez! Seu sócio deve ter morrido mais rápido porque você vivia desejando a morte dele! Ei, não me olhe assim com ódio, sabe que estou dizendo a verdade! O velhote ter falecido de um câncer que descobriu em estado avançado foi muito benéfico pra você. Logo você recupera a empresa e será apenas sua novamente como queria tanto.

— Você falando assim, pareço um mau-caráter e eu não sou! Quer dizer, às vezes sou, mas é justificável! E você também não é um santo, muitas vezes me ajudou a aprontar pra cima do velho!

Uma vez, Guillermo travou a cadeira de rodas que o velho usava e ele caiu de cara no chão. Eu como seu sócio compreensivo ajudei ele voltar para cadeira de rodas, contudo, o que queria mesmo era dizer que ele merecia por ser um ranzinza.

— Lembra daquela vez que você pagou duas prostitutas para seu sócio aqui no escritório? Foi sensacional! Ele saiu da empresa direto para o hospital devido ao nervosismo que passou. Benício não quis aproveitar aquele baita presente e ainda infartou! Você abriu um dos seus vinhos caros pensando que o velho estava nas últimas, porém, não foi daquela vez que ele partiu para eternidade.

— Nem me fale da decepção que tive quando soube que ele sobreviveria. Agora não tenho mais com o que me preocupar, ele não levantará do caixão para me assombrar!

— A família dele pode dificultar as coisas. Você parou para pensar? Talvez não queiram te vender a outra parte da empresa.

— Para de ser agourento! Eles venderam para mim, o sócio que esteve do lado do senhor Benício até seus últimos dias!

Fernanda adentrou o escritório com a sacolinha da farmácia, no momento em que seus olhos bateram em Guilhermo fez careta. Ela não escondia de ninguém seu descontentamento em relação ao meu amigo.

— Senhor Ferraço, trouxe seu colírio! Deixarei em cima da sua escrivaninha.

Enquanto minha secretária estava de costas, meu amigo ficou debochando da maneira que ela caminhava. Fernanda caminhava um pouco torta, devido seu problema de escoliose. Ele era terrível por zombar do problema físico dela.

— Obrigado, Fernanda, por comprar o que te pedi. Melhor você voltar para sua mesa agora ou acabarei socando um imbecil na sua frente...

— O imbecil bem que merece levar uma surra, senhor. Não tem graça senhor Guilhermo em rir de mim assim! Eu não fico rindo da sua deficiência mental, ou fico?

— Sebastian, vai deixar que ela fale assim comigo? Ela disse que tenho deficiência mental!

— E não tem? Guilhermo, alguém que faz chacota do problema físico de alguém tem alguma demência, isso sim!

Eu ter concordado com ela fez meu amigo ficar furioso. Fernanda saiu do meu escritório com um sorriso de satisfação. Jamais apoiaria ele humilhar minha secretária.

— Você sempre defende essa secretaria. Por acaso tá comendo ela também como fez com as outras? Você desceu seu nível, Sebastian? Agora fode até as feias?

— Vai se ferrar, seu infantil! Melhor você sair agora do meu escritório, tenho que trabalhar para poder passar mais tarde no velório do meu sócio!

— A noite após você sair desse velório chato, esteja pronto para sairmos. Tem uma boate nova que estão falando muito dela e vamos esta noite!

— Certo, vou precisar mesmo me divertir após fingir estar triste pela morte daquele velho.

Despedi-me do meu amigo e retornei as minhas obrigações. Quando concluí meu serviço, coloquei o colírio no bolso da calça social e desci pelo elevador até o térreo, caminhei até a garagem e entrei no meu carro. Durante o trajeto até o local onde acontecia o velório de Benício ensaiei falas que falaria de condolências para a família, no entanto, descobri ao adentrar o local que não seria necessário, pois ninguém da família estava, isso mesmo ninguém! Tinham somente amigos do velho e ninguém da família.

— A família do senhor Benício, foi embora? — questionei, para uma senhora, próxima ao caixão dele.

— Vocês não eram próximos, não é meu rapaz? A única família de Benício é sua filha adotada. Ele era solitário e a jovem era a vida dele, ela não suportou ficar no velório do próprio pai. Não posso julgá-la, era muito apegada ao pai e estava sofrendo muito, sei que de alguma maneira ela irá superar sua perda.

Uma filha e jovem? Não poderia receber notícia melhor, com certeza, era uma boba e seria fácil enrolar ela e comprar a outra parte da empresa por um preço abaixo do que realmente valia.

— Com licença, irei me despedir do meu grande amigo e sócio senhor Benício!

Quando ninguém estava olhando pra mim, tirei o colírio do bolso e usei, entretanto, ardeu mais do que o esperado meus olhos. Xinguei palavrões e no fim, caí sobre o caixão do velho e fiquei fedendo a flores de defunto! Não via a hora de sair daquele velório para curtir uma noitada com meu melhor amigo, aquela noite prometia, pois, não passaria sozinho.

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