Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Cativa do Submndo

Cativa do Submndo

Lilith Ferretti Belladonna, a temida Rainha de Copas, exige o pagamento de uma dívida ancestral. Para salvar sua linhagem, a família La Notte entrega a primogênita, Eliza Angie, como quitação viva. Nesse cenário de máfia e poder, o contrato evolui para uma tensão obsessiva. Entre ordens e silêncios, a resistência de Eliza colide com o desejo sombrio de Lilith, que agora busca a entrega voluntária de sua cativa. Um romance sáfico dark onde a posse se torna a única lei.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 1

"Eu sei o que é ter alguém que você ama preso em outro mundo, querendo uma coisa e tendo outra, mas na verdade não tendo nada. Com medo de encarar a verdade" E.P.

AVISO

Esta é uma obra de dark romance contemporâneo, destinada exclusivamente ao público maior de 18 anos.

O enredo aborda temas sensíveis e controversos, incluindo, mas não se limitando a questões relacionadas à consentimento, agressão física e verbal, linguagem imprópria e conteúdo sexual explícito. Trata-se de uma narrativa ficcional, construída dentro de um universo literário sombrio, intenso e extremo.

A autora não apoia, incentiva ou romantiza qualquer tipo de violência, abuso ou comportamento retratado nesta obra quando transposto para a vida real. Os elementos apresentados fazem parte da construção narrativa e emocional do gênero dark romance, com foco em conflito, tensão psicológica e relações de poder.

A leitura não é recomendada a pessoas sensíveis a esse tipo de conteúdo ou que não se sintam confortáveis com temas obscuros e perturbadores, uma vez que a obra contém gatilhos emocionais relevantes, que podem causar desconforto durante a leitura.

Gatilhos presentes na obra:

-Violência física e psicológica

-Cativeiro e privação de liberdade

-Manipulação emocional

-Conteúdo sexual explícito

-Linguagem sexual, dominação e submissão

-Erotismo com elementos de humilhação

-Morte explícita

-Temas sombrios relacionados a desejo, posse e poder.

Ao prosseguir com a leitura, o leitor declara estar ciente do teor da obra e assume total responsabilidade por sua experiência.

Lilith Ferretti Belladonna 

Lilith não foi feita para passar despercebida, foi moldada para ser inevitável.

Há nela uma beleza fria, quase indomável, que não pede aprovação nem se oferece em troca de nada. Alta, de postura ereta e movimentos calculados, impecável, Lith ocupa qualquer espaço como quem já nasceu pertencendo a ele. Não há pressa em seus gestos; tudo nela transmite controle, como se o mundo precisasse se ajustar ao seu ritmo, e não o contrário.

Seus cabelos loiros, longos, ondulados, pesados, quase sempre soltos emolduram um rosto de traços firmes, belos de um modo perigoso. O maxilar marcado denuncia determinação e os lábios, sempre contidos, raramente se curvam em sorrisos verdadeiros. Quando o fazem, é porque alguém já perdeu. Seus olhos são claros demais para o que ela se tornou, um contraste cruel. Observadores, atentos, carregam uma frieza estratégica que aprendeu a esconder emoções e a ler fraquezas com precisão cirúrgica.

Ela se veste como quem constrói uma armadura elegante. Alfaiataria impecável, tecidos escuros, cortes que valorizam o corpo sem jamais expô-lo por completo. Nada é casual: saltos firmes, joias discretas, perfumes marcantes usados com parcimônia. Cada detalhe comunica poder, autoridade e ameaça velada. Ela não precisa levantar a voz para ser obedecida.

Por dentro, porém, ela é feita de camadas mais perigosas do que qualquer arma que carrega. Há nela um conflito constante entre a mulher que aprendeu a sobreviver no submundo e a agente que um dia acreditou em justiça. Essa divisão a tornou mais dura, mais silenciosa e profundamente solitária. Lith sente pouco, mas quando sente, é em excesso. Não ama com leveza; ama como quem possui, protege e destrói, se necessário.

Ela não se vê como vilã, tampouco como heroína,  Lith é resultado de escolhas que não admitem arrependimento. No xadrez que move, ela nunca é o peão, é a mão que decide quem será sacrificado.

No submundo, seu nome é pronunciado com respeito e medo. Entre aliados, inspira lealdade silenciosa. Entre inimigos, antecipa a derrota. Ela não grita, não ameaça em vão, não perde o controle. Sua violência é fria, estratégica e exatamente por isso, mais aterradora.

Ainda assim, existe nela uma contradição perigosa: sob o gelo, algo pulsa. Um desejo que ela mantém trancado. Uma necessidade de posse que vai além do poder. Quando Lilith deseja, não é de forma leve ou passageira, é absoluta, obsessiva, transformadora. Ela não quer tocar. Quer marcar.

Lilith é o tipo de mulher que não pede permissão e quando ela fixa o olhar em alguém, não é curiosidade.

É cálculo.

É desejo.

É sentença.

Eliza Angie La Notte

Ela é o tipo de presença que não impõe medo, impõe silêncio.

Há nela uma delicadeza que parece deslocada do mundo em que vive, como algo que sobreviveu por engano às rachaduras de uma estrutura prestes a ruir. Não é frágil no sentido comum, é contida, moldada por anos de apagamento. Aprendeu cedo a ocupar pouco espaço, a baixar o olhar no momento certo, a falar apenas quando necessário. Ainda assim, existe algo nela que resiste. Algo que não se dobra por completo.

Seus cabelos claros caem macios sobre os ombros, quase sempre presos de forma simples, como se nunca tivesse tido permissão para vaidade. O rosto é suave, de traços gentis, marcado por uma beleza que não foi cultivada para ser vista. Os olhos grandes, atentos, carregam uma mistura inquietante de cautela e curiosidade. É neles que mora sua contradição mais perigosa: Eliza observa mais do que deveria, sente mais do que demonstra.

Ela se veste como foi ensinada a se vestir: roupas discretas, cores neutras, tecidos corretos demais para alguém tão jovem. Nada grita quem ela é, tudo parece feito para escondê-la. Ainda assim, quando caminha, há uma graça involuntária em seus movimentos, uma feminilidade que não pede permissão, apenas existe. E isso a torna visível, mesmo quando tenta desaparecer.

Lizzie foi criada para obedecer, não para escolher. Acostumou-se a aceitar decisões alheias como destino, a engolir palavras e a chamar isso de maturidade. Mas por trás da docilidade há uma mente sensível, inteligente, capaz de perceber nuances emocionais que outros ignoram. Ela sente o peso dos olhares, entende o subtexto dos silêncios mesmo sem jamais ter sido treinada para o jogo de poder.

O que ela ainda não sabe é que sua maior fraqueza, essa mistura de doçura, resistência e vulnerabilidade também é sua força mais perigosa. Porque ela não nasceu para o submundo...

mas o submundo a notará.

E quando ela erguer o olhar pela primeira vez sem pedir permissão, alguém vai perceber tarde demais que a inocência também pode ser uma forma de ameaça.

Dimitry Benjamin Jones

Dimitry era o tipo de homem que inspirava confiança antes mesmo de abrir a boca e talvez fosse exatamente por isso que fosse tão perigoso.

Comissário da polícia de Nova Orleans, carregava o cargo como uma insígnia moral. Alto, postura impecável, ombros largos moldados por anos de academia e pela disciplina quase militar que fazia questão de exibir. Os cabelos castanho-escuros, sempre bem aparados, começavam a mostrar fios grisalhos nas têmporas, detalhe que reforçava a imagem de experiência e autoridade. O rosto era anguloso, bonito de um jeito clássico, endurecido apenas o suficiente para parecer sério, mas suavizado por um sorriso ensaiado, aquele sorriso que dizia "você pode confiar em mim".

E as pessoas confiavam.

Dimitry sabia ouvir. Sabia baixar o tom de voz no momento certo, tocar o ombro de quem sofria, usar palavras como justiça, dever e proteção com a naturalidade de quem acredita nelas. Em público, era o defensor incansável da lei, o homem que não tolerava abusos, que discursava sobre ética policial e aparecia em eventos comunitários ao lado de famílias humildes, sempre com uma criança no colo ou uma viúva agradecida apertando sua mão.

Nos bastidores, porém, Dimitry era outra coisa.

Seus olhos, de um castanho profundo, quase negro, não perdiam nada. Observavam, calculavam, avaliavam riscos e oportunidades com frieza cirúrgica. Ele não era impulsivo como os corruptos comuns. Não se sujava com pequenas propinas. Dimitry operava em silêncio, em camadas. Protegia quem lhe rendia lucro, abafava investigações inconvenientes, desviava provas com a mesma naturalidade com que assinava relatórios oficiais.

Fingia ser bom porque entendia o valor da aparência.

Acreditava que a verdadeira corrupção não estava em quebrar a lei, mas em controlá-la.

Para ele, o crime era apenas um mercado paralelo e a polícia, a ferramenta perfeita para regulá-lo. Sabia exatamente até onde ir, quem sacrificar, quem salvar. Nunca deixava rastros diretos. Nunca levantava a voz. Nunca ameaçava abertamente. Dimitry não precisava intimidar, bastava sugerir.

Com mulheres, era cuidadoso. Gentil demais. Um cavalheiro que abria portas, oferecia ajuda, se colocava como porto seguro. Gostava de ser visto como o homem confiável em um mundo podre. Gostava, sobretudo, de ser desejado por quem acreditava estar segura ao seu lado.

Por trás do distintivo polido e do discurso exemplar, Dimitry era um homem que vendia a própria alma em parcelas bem calculadas e dormia tranquilamente todas as noites, convencido de que não era um vilão.

Afinal, vilões não usam uniforme. E heróis... raramente fingem tão bem.

Você pode gostar

Capa do romance A vida dupla de um mentiroso
8.8
Alberto Prondell ostenta uma vida de luxo e uma família invejável, mas sua fachada de empresário exemplar esconde segredos sombrios. Em viagens à capital, ele se liberta de seu casamento frio, mergulhando em prazeres caros. Tudo muda ao conhecer uma jovem doce que conquista seu coração, tornando-se sua amante. Sem poder se divorciar por questões financeiras, ele se afunda em mentiras para manter sua namorada humilde sem que ela descubra sua verdadeira identidade.
Capa do romance Em Acordo 2
8.4
Loise e Amber enfrentam um ponto de virada inesperado quando um novo pacto surge em seus caminhos. Esta reviravolta coloca à prova a conexão entre as duas, trazendo incertezas sobre o futuro do casal. Enquanto navegam pelas implicações desse compromisso, Loise busca superar os desafios impostos para alcançar a plenitude emocional. Resta saber se ela conseguirá trilhar o mesmo destino de felicidade que marcou a história de amor vivida por seus pais.
Capa do romance Luz no Fim do Túnel
7.8
Em 2038, Júlia vive um romance virtual no VRMMORPG com Gabriel, o CEO da empresa onde trabalha. Apesar das promessas, ele a trai com sua ex, retirando seu cargo e emitindo uma ordem de caça injusta contra ela. Humilhada por ser considerada feia no jogo, Júlia encontra apoio em Heitor, um capitão da polícia. No grande torneio, ela revela sua verdadeira aparência, expõe as mentiras dos rivais e vence, assumindo o controle de seu destino como uma deusa.
Capa do romance Meu melhor amigo (Romance gay)
9.1
Leonardo e Renato compartilham uma amizade profunda, mas escondem realidades distintas. Enquanto Renato vê a relação como um laço puramente fraternal, Léo luta contra uma paixão secreta que guardou por anos, temendo a rejeição. Ele acredita que o amigo jamais corresponderia ao seu amor, mantendo o segredo sob sete chaves. Contudo, um encontro inesperado em uma boate muda tudo, forçando novas descobertas e transformando o destino dessa conexão para sempre.
Capa do romance O marido do senador.
7.9
Casado com um influente senador, um homem descobre que sua vida conjugal é uma farsa distante de seus sonhos. Em meio ao desânimo, seu caminho cruza com o de Elian Davis, um ex-militar fugitivo carregando traumas profundos. Contra todas as probabilidades, uma paixão avassaladora nasce entre eles. Elian se vê perdidamente rendido ao único homem proibido: o esposo de uma figura pública poderosa, iniciando um romance marcado por riscos e sentimentos intensos.
Capa do romance O príncipe que eu deveria odiar
8.2
Luke, o filho rebelde do Conde de Athea, planejava apenas sabotar o casamento da irmã com o Príncipe Artanis. Contudo, uma reviravolta o coloca no altar como o noivo oficial. Entre segredos obscuros e mentiras que desmoronam sua visão de mundo, ele percebe que não conhece ninguém de verdade. No centro de uma rede de intrigas e novas descobertas, o ódio profundo que nutre pelo príncipe pode ser o único laço real capaz de sustentá-lo nessa jornada.