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Capa do romance Casei com o Noivo dela

Casei com o Noivo dela

Percival, um bilionário focado em expandir seu império, precisa de uma esposa, mas sua noiva recusa o compromisso imediato. Diante disso, sua avó escolhe Regina, uma simples empregada, para um matrimônio de conveniência. Desesperada para custear o tratamento médico da mãe, Regina aceita o acordo de um ano. O que deveria ser apenas um contrato temporário e financeiro logo se torna complexo. Será que o amor surgirá nesse cenário de interesses?
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Capítulo 3

Ponto de vista de Percival:

Estava prestes a começar a jantar quando meu celular tocou.

Sorri ao ver que era Violet ligando.

"Então, meu noivo se casou hoje. Será que eu deveria parabenizá-lo?" Ela falou com sarcasmo.

"Ah, qual é, querida. Já conversamos sobre isso."

"Ela é alguém com quem eu deva me preocupar?"

"Nós confiamos um no outro, Violet. Isso é tudo que importa. Você não precisa se preocupar com nada."

"Coloque no viva-voz, eu quero falar com ela", pediu minha avó, animada.

Assim que fiz isso, Austin disparou:

"Faz meses que eu não a vejo, Violet. Estou com saudades."

"Own! Também estou com saudades suas. Agora, me fale sobre a garota. Ela é bonita?"

Fechei meus olhos brevemente.

Lá vamos nós de novo.

"Não, ela não é e irei me certificar de que ela continue feia", minha avó respondeu.

É, minha avó sempre foi assim. Ela desprezava qualquer pessoa de classe inferior.

"Ela já comeu?" Perguntei à minha avó, que balançou a cabeça em negativo.

Pisquei, incrédulo. "Ela não é uma escrava aqui. Se não a tratarmos direito, como posso esperar que ela coopere na frente do Sr. Ronald?"

"Está bem, vou pedir que mandem comida para ela regularmente, mas ela está proibida de comer nesta mesa de jantar. Essa garota pode até salvar sua pele por um ano, mas ela não deve se esquecer qual é o lugar dela."

"Alôôô... Eu ainda estou aqui", Violet voltou a dizer do outro lado da linha.

"Desculpe, querida." Após pegar meu celular, saí da sala de jantar para falar com ela em particular.

Ai, como eu queria que ela já fosse minha esposa.

Odeio ter que aturar outra mulher por um ano.

***

Ponto de vista de Regina:

No dia seguinte...

Ninguém havia trazido minhas coisas.

Ninguém.

Eu pedi tanto para que minhas coisas fossem entregues a mim, mas fui totalmente ignorada.

Apesar de este ser meu segundo dia nesta casa, eu não via meu marido desde da noite que tive um vislumbre de suas costas.

Era frustrante ter que ficar no quarto o dia todo.

"Como vou tomar banho sem meus pertences?" Murmurei enquanto caminhava na direção do banheiro. Talvez já o tivessem arrumado para mim.

Como o quarto tinha dois banheiros, presumi que um fosse para ele e outro para mim.

Ousei abrir as duas portas para ver qual banheiro era maior. Obviamente, era o dele.

Eu sabia qual era o dele porque apenas um dos banheiros tinha dois roupões, que com certeza pertenciam a ele, enquanto o outro não tinha nada.

Não tinha nem mesmo um sabonete.

"Isso já é demais..." Eu apenas me atrevi a sussurrar em desagrado.

No final, não tive outra escolha senão entrar no banheiro e usar seu sabonete líquido para tomar um bom banho. No entanto, como não tinha um roupão ou pijama, tive que secar minhas roupas com o secador e vesti-las úmidas mesmo depois de lavá-las na banheira.

Depois que acabei, fui até a porta do quarto. Desde ontem, eu ainda não havia saído deste cômodo! Hoje de manhã, pelo menos, tiveram o bom senso de me trazerem o café da manhã, apesar de apenas me deixarem comer no quarto. Eu vou enlouquecer se as coisas continuarem assim.

"Não tem problema se eu sair, tem? O contrato só exigia que eu ficasse longe dele, não falava nada sobre eu ser mantida presa aqui." Aproximei-me da porta devagar.

A casa era ainda mais linda do que eu tinha imaginado. Com cada azulejo brilhando, o lugar todo cheirava a dinheiro...

Eu estava prestes a ir lá para fora quando, de repente, alguém me segurou.

"Ah!" Gritei, descontrolada. Ao olhar para cima, vi um homem sorrindo para mim.

Ele tinha um cabelo loiro escuro e era muito atraente.

Será que este era o meu marido? Não lembro de ele ter essa cor de cabelo naquela noite.

No entanto, como o quarto estava meio escuro, eu não tinha como ter muita certeza do seu tom de cabelo.

"E pensar que a vovó disse que você não era bonita. Ela sequer sabe qual é o significado dessa palavra?"

Vovó?

Ele deve estar falando da dona Katherine.

Ele só podia ser meu marido, certo?

"Venha, você ainda não pode sair do seu quarto", comentou ele suavemente.

"Você é... hum... Não sei se devo perguntar, mas estou curiosa. Você é meu marido?"

Voltamos para o quarto e ele assentiu com um sorriso.

"Sim." Pensei que meu marido misterioso seria um homem distante, alguém quem eu temesse falar, mas, agora, ele parecia tão amigável.

"Você é linda", ele disse, aproximando-se de mim.

Pisquei os olhos por um instante.

Por que a expressão em seu rosto mudou de repente?

"Suba na cama, minha esposa!" Ele ordenou.

Dona Katherine havia dito que não haveria nenhum tipo de intimidade entre nós.

Sendo assim, afastei-me dele e balancei a cabeça com medo.

"Não..."

"Não seja tímida. Tenho certeza de que você vai gostar", ele sussurrou de maneira sedutora.

"Ah..." Quando estava prestes a fugir dele, ele me segurou e me atirou na cama.

Não! Desse jeito não!

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