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Capa do romance Casei com o Noivo dela

Casei com o Noivo dela

Percival, um bilionário focado em expandir seu império, precisa de uma esposa, mas sua noiva recusa o compromisso imediato. Diante disso, sua avó escolhe Regina, uma simples empregada, para um matrimônio de conveniência. Desesperada para custear o tratamento médico da mãe, Regina aceita o acordo de um ano. O que deveria ser apenas um contrato temporário e financeiro logo se torna complexo. Será que o amor surgirá nesse cenário de interesses?
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Capítulo 1

Ponto de vista de Percival:

"Sr. Percival, sinto muito, mas o Sr. Ronald não está no escritório agora. Talvez seja melhor o senhor voltar uma outra hora."

Era a quarta vez esta semana que isto acontecia e claro que eu já sabia que essa era apenas uma desculpa do Sr. Ronald para não me receber. Por anos, eu sonhei em trabalhar com esse homem, mas quando finalmente surgiu a oportunidade, ele se revelou um cara à moda antiga.

Sua condição para se associar a mim era que eu fosse casado. Ele acredita que só pode confiar no discernimento dos homens casados, pois esse era o verdadeiro significado de estabilidade para ele.

Isso era um absurdo. Eu achei que ele estava apenas blefando.

Mas sua atitude me dizia que ele estava falando sério.

Então, era isso que eu tinha que fazer agora...

"Não tem problema. Eu não vim aqui para falar de trabalho com o Sr. Ronald. Eu só queria contar a ele que vou me casar em breve. Por favor, passe o meu recado adiante."

Assim que terminei de falar, o assistente do Sr. Ronald me olhou em choque. Afinal, eu tinha acabado de inventar essa notícia no improviso.

Casar não seria um problema para mim porque já tenho alguém com quem quero passar o resto da minha vida.

Entretanto, minha noiva, Violet Howell, é uma cantora mundialmente famosa, cuja carreira está no seu auge. Eu sei que jamais conseguiria convencê-la a se casar comigo neste momento e eu a entendo completamente.

Mesmo assim, ainda preciso de uma esposa. Agora que havia dado minha palavra, era meu dever cumpri-la.

***

Com um suspiro, liguei para a minha avó. Ela era a única em quem podia confiar para resolver esse assunto.

"Vovó, preciso que você me arranje uma esposa. De preferência, uma bem feia que não se deixe afetar pela minha fortuna e que saiba bem qual é o seu lugar."

"Percy, não sei se acho essa uma boa ideia. Quero dizer, Violet concordou mesmo com isso?"

"Ela me entende. Não posso desperdiçar essa oportunidade por causa de um motivo ridículo desses!"

Eu sabia que Violet não se oporia a nada que pudesse me ajudar a expandir meu império no mundo dos negócios.

"Tudo bem então. De que tipo de garota você precisa?" Minha avó questionou.

Claro que quanto mais fácil de manipular, melhor.

"Uma garota que se contente com uma boa quantia para que não venha me incomodar sobre o divórcio depois."

***

Ponto de vista de Regina:

"Depressa, limpe lá também!" Uma empregada, colega minha, gritou, fazendo com que eu largasse o vaso na minha mão imediatamente para limpar o lugar que ela mandou.

Já faz uma semana que trabalho aqui. Como ainda estou em período de experiência, tenho que fazer tudo que meus superiores mandam porque preciso muito manter esse emprego! A cirurgia da minha mãe não podia mais esperar!

"Vocês duas! Parem o que estão fazendo! A dona Katherine pediu para nos ver na sala agora mesmo." Nossa colega, Thalia, veio avisar.

"Está bem, está bem", respondemos juntas.

Sempre que a dona Katherine chamava, era melhor estar lá num piscar de olhos.

Esta foi a primeira coisa que aprendi desde que comecei a trabalhar aqui.

***

Todas as empregadas, incluindo a mim, encontravam-se paradas diante da dona Katherine.

A mulher idosa nos encarou uma por uma.

Achei aquilo estranho, pois parecia que ela estava nos avaliando a um nível mais profundo, como se quisesse enxergar dentro de nossas almas.

"Você!" De repente, ela apontou na minha direção, fazendo-me engolir em seco.

O que foi que eu fiz?

Será que eu a ofendi?

Ela vai me demitir?

"Me siga."

Pisquei por um instante antes de segui-la em silêncio até o escritório.

Com a cabeça baixa, mantive meu olhar no chão enquanto me perguntava o que havia feito de errado. Será que a patroa queria me despedir?

"Case-se com o meu neto", ela declarou.

O QUÊ? Levantando a cabeça de supetão, eu a encarei em choque. Ela estava mesmo falando comigo? Eu olhei por cima do ombro, mas não havia ninguém atrás de mim.

"Senhora... eu..." O que estava acontecendo?

"Se casar com meu neto, você ganhará 50 milhões de dólares. Metade do pagamento será feito hoje mesmo e a outra metade você receberá quando terminar o trabalho daqui um ano."

Agora entendi tudo. Ela queria me pagar para que eu ficasse casada com o neto dela por um ano.

Mas por que eu? O herdeiro de um homem tão rico não deveria se casar com uma garota de família nobre? Por que oferecer isso logo para mim, que não tinha onde cair morta? Eu sou praticamente uma figura insignificante no mundo dela.

No entanto, dona Katherine não me deu a chance de perguntar nada e prosseguiu: "Se não aceitar, posso fazer a mesma proposta à Thalia ou Russell."

Ela não quis me dar nenhuma informação a mais. Eu não sabia como era o neto dela ou se eles fariam alguma exigência exorbitante, como me obrigar a ter um bebê ou algo do tipo. Na verdade, ela não parecia estar me perguntando nada. Ela só estava me informando.

Porém... 50 milhões de dólares... Isso era muito dinheiro...

Naquele momento, não pude deixar de pensar nos custos hospitalares da minha mãe.

Sem dúvidas, esse valor cobriria tudo.

E ainda sobraria muito dinheiro para mim.

Talvez eu finalmente pudesse continuar meus estudos.

"Está de acordo?" Dona Katherine perguntou com seriedade. Pelo seu tom, aquela parecia ser a última oportunidade que ela me daria de responder. Eu não podia mais enrolar ou acabaria perdendo minha única chance de salvar minha mãe.

Eu não pertencia a uma família particularmente nobre, sem falar que precisava do dinheiro.

Minha mãe me tirou de um orfanato e me criou como se fosse sua própria filha. Após a empresa do meu pai adotivo falir, ele morreu por conta de um infarto do miocárdio e logo depois, minha mãe foi diagnosticada com câncer. Dessa forma, todo o peso de nos sustentar caiu sobre os meus ombros, mas eu precisava aguentar firme. Não podia perder minha mãe. Nada era mais importante do que ela!

Pensando nisto, eu assenti com firmeza.

A idosa anuiu satisfeita antes de finalmente me explicar os detalhes daquele contrato ridículo. "Vocês não vão ser um casal de verdade. Você não deve se aproximar do meu neto. Seu trabalho é fingir ser esposa dele quando for necessário."

Por sorte, eu não precisaria fazer sexo ou ter filhos com ele. Mas que tipo de mulher esse homem poderia querer que não tinha para ter que se casar com uma empregada como eu?

"Entendi, serei apenas uma empregada." Eu sabia que ela estava preocupada de eu ser o tipo de pessoa que poderia se deixar envolver pelo neto dela. Então, fiz questão de mostrar minha determinação.

"Você é muito esperta. Agora, assine os papéis se estiver de acordo com tudo." Ela colocou um contrato sobre a mesa e me entregou uma caneta.

Depois de ler cada cláusula minuciosamente, assinei meu nome com uma expressão solene.

Em seguida, engoli em seco.

Era difícil acreditar que estava me casando aos dezenove anos.

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