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Capa do romance Casamento por Contrato - A Redenção de Gabriel

Casamento por Contrato - A Redenção de Gabriel

Gabriel e Clara firmam um matrimônio de conveniência para expandir os negócios familiares, ocultando um pacto secreto: o divórcio viria logo, sem herdeiros, para que ele voltasse à namorada em Nova York. Contudo, uma gravidez inesperada surge, e Gabriel, sentindo-se traído, abandona Clara à própria sorte. Anos depois, após criar o filho sozinha com determinação, uma reviravolta do destino força o reencontro do casal, trazendo à tona mágoas e novas chances.
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Capítulo 3

POV Clara.

Me senti molhar com aquele beijo. Minha nossa senhora da bicicletinha, que homem! Devia ter um metro e oitenta e poucos, esculpido pra representar a perfeição. E se vestido ele parava todo o trânsito, imagina ele todo sem roupa!

Gabriel ia colocar a mão na minha bunda, mas eu abri os olhos e vi a câmera nos olhando. Alertei ele sobre estarmos sendo vistos e achei Gabriel ia desistir, mas para minha surpresa ele quis me levar até seu quarto.

- Que? Não. Eu sou virgem, e não quero transar sem estar casada.

Novamente o filho da mãe me dá aquela gargalhada gostosa.

- Clara, estamos em 2016. Em que ano você parou?

O elevador se abriu e entraram mais pessoas, o que fez com que ficássemos em silêncio. Ele sacou seu telefone e digitou algo muito rápido, em seguida recebi uma mensagem no WhatsApp.

- Vamos pro quarto. Qual o problema de transar?

O elevador chegou no estacionamento e eu saí de lá apressada.

- Clara, me espera!

- Já disse que não!

Gabriel me alcançou e pegou meu braço.

- Por que está correndo?

- Eu não quero transar.

- E eu não vou te obrigar! Mas quero entender o por que.

Se ele insistisse mais um pouquinho eu iria entregar os pontos. Mas e se ele me largasse depois? Ali no Rio isso era comum. Mas e na minha cidade? Fora que seria um escândalo para as nossas famílias, e minha reputação estaria acabada.

- Fale comigo apenas pelo WhatsApp. Semana que vem estarei embarcando para a Flórida, vou ver minha irmã.

- Não, não vai. Temos uma sessão de fotos marcada para semana que vem e a Revista Famous quer uma entrevista comigo. Tenho que apresentar minha noiva para a sociedade carioca.

- Como assim entrevista? Sessão de fotos? Ninguém me avisou nada!

- Eu estou avisando agora. Além disso, qual o casal feliz e apaixonado que a noiva viaja para o exterior dias depois de anunciarem o casamento?

Bufei, mas tive que concordar.

POV Gabriel

Clara foi se embora pelo estacionamento. Meu pau doeu e eu fiquei louco de ódio por ela ter escapado de mim. Voltei ao elevador com uma cara emburrada e apertei o botão do meu andar, e só quando saí e fui em direção ao quarto consegui lembrar que havia mandado fazer a maldita decoração romântica.

Os funcionários foram primorosos: a cama estava com um lençol branco de seda e com pétalas de rosas. A banheira já cheia, e ao lado dela um balde com gelo e champanhe. Champanhe francesa, a melhor de nossa adega conforme eu havia pedido.

Aquele quarto cheirava a romantismo, e só piorava o meu mau humor. Eu juro, se a Clara não for virgem eu vou arrombar a buceta e o cu daquela vagabunda e peço o divórcio no dia seguinte!

Peguei o celular no bolso e olhei a foto na tela: eu em Nova York, junto com Patrícia, meu grande amor. Meu coração doeu e eu quis chorar, pois tinha deixado minha princesa lá para me casar. Meu pai não a aceitou, pois não a conhecia e alegou que Paty podia querer nosso dinheiro apenas. Agora estou aqui, preso nesse contrato maldito, com uma garota que adora fazer cu doce.

Clara me disse para ver tudo o que queria e enviar para ela por WhatsApp, para colocarmos no nosso contrato "secreto". Mas ela que me aguardasse, pois tão logo papai se instalasse lá naquele fim de roça eu pediria o divórcio. E ainda iria falar para nossas famílias sobre nosso segredinho.

Telefonei para uma cafetina que eu conhecia há muito tempo e pedi três acompanhantes de luxo. Pedi que viessem rápido e que se preparassem para uma noite inteira de sexo, pois eu estava tinindo pra foder.

Liguei na recepção e pedi preservativos, já avisando que as putas iam subir. Sabe como é, temos que avisar quando vamos receber visitas nos quartos, para evitar problemas.

Meia noite e meia às três chegaram: Uma loira, uma morena e uma ruiva.

- Tirem as roupas. As três nuas. - Ordenei. - Você, vem aqui. - Falei para a morena.

Ela veio e me chupou gostoso, mas eu não estava conseguindo relaxar. A loira e a ruiva estavam se chupando, mas aquilo em vez de me aliviar só me irritou.

- Chega! Vamo todo mundo pra banheira!

A morena ficou sem entender, pois simplesmente tirei o pau da boca dela.

Entramos na banheira e mandei a ruivinha estourar a champanhe. Só então me dei conta de que tinham apenas duas taças.

- Liga pra recepção e manda trazer duas taças pra cá. Veste alguma coisa, não vai atender pelada. Te contratei pra ficar nua pra mim, não pros empregados.

As três estranharam minha grosseria, e eu mesmo não estava me aguentando. Não é do meu feitio tratar nenhuma mulher mal, nem mesmo GP. Está certo que será apenas uma noite, mas eu gosto de tratá-las muito bem, e dependendo do meu humor ainda dou presentes. Saí da banheira e fui sentar na cama.

- Gato, cê tá bem? Quer um boquete, alguma coisinha diferente? - Questionou a loira, que havia ficado na banheira com a morena.

A ruivinha estava ainda parada perto da porta, com cara de quem não entendia nada. Que merda!

Deitei na cama e bufei. Contei até cinco, expulsando Clara dos meus pensamentos, e em seguida levantei.

- Põe o roupão. O funcionário deve estar chegando com as taças.

A ruiva acatou, e eu voltei pra banheira com as outras duas.

Acordei de manhã vomitando. As três me ajudaram a ir pro banheiro, e vomitei tanto que chegaram a me escapar lágrimas dos olhos.

Eu consegui me recompor e paguei as três por transferência bancária. Foram embora e eu fiquei sentado na cama, só de calça e de meias.

Bebemos muito champanhe. Transei como um louco, como uma garoto que vai pela primeira vez no puteiro. O quarto virou uma bagunça completa, e eu uma bagunça maior ainda.

As onze da manhã minha mãe ligou.

- Bom dia meu filho. E então? A farra foi boa?

- Farra?

- Está hospedado no nosso hotel, leva três prostitutas, gasta 8 mil reais no cartão do seu pai, e tudo isso horas depois de ser clicado jantando com a sua noiva!

Eu gelei. Dona Heloísa era ainda mais temível do que o senhor Teodoro. Papai zelava por nosso patrimônio, e mamãe pela nossa imagem. Nem preciso dizer que Miguel jamais receberia uma ligação daquele tipo, pois ele é insuportavelmente certinho Já eu...

Mamãe gritou, piorando ainda mais minha enxaqueca. Provavelmente alguém do hotel me delatou, ou o gasto incomum apitou no telefone deles.

Ela e meu pai conheciam Clara e sua família de longa data. E havia uma grande expectativa para que eu levasse minha noiva até lá, já que no dia em que assumimos o compromisso ela estava na Espanha tratando de negócios.

Dormi mais um pouco, e depois das três da tarde liguei para Clara. Pelo tom de voz dela imaginei que não sabia que estávamos nas colunas sociais. Pedi que ela se arrumasse e me encontrasse no lobby do hotel em que eu estava, pois iria levá-la para conhecer minha mãe, agora como sua sogra. Ficou combinado que de noite eu alteraria meu status de relacionamento nas redes sociais e a marcaria, e a entrevista para a revista, já assumindo oficialmente nosso compromisso foi adiantada para dali três dias.

Nosso casamento seria em Maio, já que era mês das noivas.

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