Capa do romance Casamento de Gelo

Casamento de Gelo

9.7 / 10.0
Mia enfrenta um grande desafio ao entrar em um casamento de conveniência com Elijah, um homem de coração frio. Entre segredos revelados e reviravoltas intensas, ela tenta derreter o gelo que o protege e ensiná-lo a amar novamente. Em meio a sentimentos contraditórios e uma paixão ardente, resta saber se a relação evoluirá para algo real ou se permanecerá apenas um acordo de interesses. Uma jornada emocional profunda onde o tempo ditará o destino final.

Casamento de Gelo Capítulo 1

Casamento de Gelo

PRÓLOGO

Tudo tem um início, um meio e um fim.

Onde se enquadra a tua vida?

O Início de Tudo

— Anda sua safada, monta em mim como tu gostas.

Ela se senta em cima dele, e coloca o membro dele todo dentro da sua intimidade.

Ela geme de prazer, ele geme de tesão.

Ela anda para cima e para baixo, mexe o seu quadril bem gostoso e rebolando, enquanto ele com as suas mãos grandes percorre todo o seu corpo nu, milímetro a milímetro.

Ela chega ao êxtase rapidamente e ele sorri, e rapidamente a coloca de quatro e penetra-a com força, e ela dá um grito de dor e de tesão.

— É assim que tu gostas, não é? — pergunta enquanto lhe dá uma palmada na bunda — Ele não te fode assim, pois não?

— Não, não fode. — Ela diz quase sem fôlego, por conta da tamanha excitação que ele lhe dá.

— Diz como tu gostas, anda, fala para mim, gostosa. — Ele fala enquanto geme.

— Gosto que faças assim mesmo, com força, anda fode-me.

— Assim? É assim que tu queres safada! — ele pergunta enquanto aperta a sua bunda durinha.

Ele tira o pau da sua boceta molhada, e coloca-o no rabo dela, ele sabe que ela adora que ele a preencha completamente.

Ela grita de prazer.

Ele fode-a violentamente como ela gosta, e goza dentro dela.

— MAS QUE MERDA SE PASSA AQUI???

Ele entra naquele quarto e apanha-os em flagrante. Nus, suados, satisfeitos, mas… puramente fodidásticos.

CAPÍTULO 1

Cinco Anos Depois

Mia Knight

Narrado por Mia

Saio de um turno de vinte e quatro horas e foi simplesmente um turno de merda.

Estou cansada, chateada e aborrecida.

São oito e meia da manhã e depois de sair do hospital, venho sempre aqui a este café maravilha, que tem no fundo da rua do hospital.

Para alegrar mais o meu dia, está a chover, e como se não bastasse não há lugar à porta, afff.

Estaciono do outro lado da rua, abro o chapéu de chuva e dou uma corrida.

Entro e dou graças a deus que não está muito cheio, boa.

Sento-me ao balcão e o Peter vem logo ter comigo.

— Bom dia, Dra. Mia! —

Cumprimenta-me enquanto passa o pano no balcão — O mesmo de sempre?

O mesmo de sempre é, um croissant misto com pouca manteiga e um galão escuro com adoçante e morno.

Nunca falha.

— Bom dia, Peter, sim, o de sempre, obrigada.

Enquanto espero, olho ao meu redor para ver as vistas.

Ali no ambiente, vejo uma senhora com uma criança em uma mesa, e duas mesas afastadas, está um homem de costas, parece bem musculado, com umas costas largas, veste terno escuro, não consigo ver a cara dele.

Hum, nada de interessante e, entretanto, chega o meu pequeno almoço.

Dou uma dentada no meu croissant, hummm, que delícia, é quase tão bom como um orgasmo, quaseeee.

Rio com o meu pensamento, e é claro, que a retardada aqui se engasga.

Começo a tossir prestes a deitar os pulmões para fora, mas depressa me recomponho.

— Está bem, Dra? — ele pergunta olhando por cima do balcão.

— Ah, sim. — Digo ainda meia engasgada — Já passou.

Que vergonha, ainda bem que não está aqui quase ninguém.

A senhora e a criança olham para mim, o homem que estava ali à pouco de costas, já ali não está.

O turno correu mal, e parece que fora do turno não está a correr melhor.

E quando eu pensava que nada mais podia piorar, vejo entrar no café o Damien.

Puta que pariu para a minha sorte.

Ele entra e vem direitinho aqui à minha pessoa.

Reviro os olhos e faço uma careta, para ele perceber o quanto eu não quero falar com ele, mas como sempre, ele se faz de desentendido.

— Sabia que te ia encontrar aqui. — Ele fala.

— Que queres agora, Damien? — Eu pergunto seca.

Ele senta-se no banco ao meu lado, mas que abusado.

Olho para ele, visivelmente incomodada com a presença dele.

— Será que podemos conversar com duas pessoas adultas? — Ele pergunta.

— E tu por acaso sabes fazer isso, Damien? E além do mais, já falamos tudo o que tínhamos a falar. — Eu digo, terminando o meu croissant, que por esta altura já não me sabe a nada, lá se foi a sensação orgásmica que tinha.

— Tu estás a ser infantil e radical demais, Mia.

— E tu continuas o mesmo asno de sempre. — Digo tentando acabar com aquela conversa.

Ele estreita o seu olhar para mim, agarra-me no braço e puxa-me para junto dele.

— Deixa-me, mas tu estás parvo?

— Eu estou é farto que me trates como se eu fosse um qualquer, eu sou o teu namorado.

Tento afastar-me dele, mas ele continua a agarrar-me.

— Namorado??? Não és mais o meu namorado já há algum tempo, que conversa sem sentido é essa, Damien?

— Eu não aceitei o fim da nossa relação, por isso continuo a ser o teu namorado!

Pois é, estão a ver quando vocês olham para uma pessoa que afinal não é nada do que vocês imaginaram? Esse é o Damien.

Começo a abanar o meu braço para ele me largar e ele aperta mais.

— Vai largar o braço da moça a bem, ou vai largar a mal?

Ouço a voz de um homem, que está por trás deste traste louco aqui à minha frente. Inclino a minha cabeça e vejo que é o homem que estava sentado há pouco de costas, mas de onde é que ele apareceu?? Ele já ali não estava!

Damien como é um metido à besta resolve enfrentar aquele homem.

Damien olha meio para trás, para ver quem está a falar com ele.

— E quem é que me vai obrigar, você? E já agora quem é você? O amante desta vagabunda aqui?

— O quê?? — Agora ele passou de todos os limites.

Ele vira a sua atenção para mim.

Fico espantada com tamanha ousadia dele, e sem pensar, dou-lhe um murro com a minha mão livre.

Caralho, nunca tinha dado um murro a ninguém, fiquei com a minha mão a doer, mas foi o suficiente para ele me largar o braço e agarrar o nariz com as duas mãos que estava a sangrar.

— Foda-se, Mia, partiste-me o nariz.

— É bem feito, quem manda me chamar de vagabunda! — pego nas minhas coisas — Vagabunda é a tua mãe.

Passo pelo homem que continua atrás do traste do Damien, agradeço e saio, linda e glamourosa.

Furioso

Elijah Bettencourt

Narrado por Elijah

Não dormi nada esta noite, e a culpa é do meu pai, que merda de conversa que ele veio ontem para cima de mim, mas ele pensa o quê? Que sou criança? Que não tenho uma palavra a dizer? Me colocando assim, entre a espada e a parede? Entro no café, preciso de cafeína forte, muito forte. Ter que encarar este dia vai ser tortuoso demais.

O hotel vai estar cheio, tão cheio como a minha cabeça.

A sério que às vezes penso que o meu pai está a ficar xexé, mas que ideia de Jericó que ele foi arranjar agora, era só o que me faltava, praticamente um ultimato, caralho.

Sento-me virado de frente para a janela e de costas para qualquer povo que possa entrar no café. Duas mesas ao meu lado está uma mulher e uma criança, mas são tranquilas, falam baixo, são, portanto, pessoas comportadas, o que é bom, já que preciso de silêncio, silêncio para pensar como agir, para pensar o que fazer.

Raios, levanto-me, preciso de ir à casa de banho, a minha bexiga está a matar-me.

Quem mandou beber tanto café?

Quando volto da casa de banho, vejo um mané a agarrar o braço de uma moça que está no balcão, eles estão a discutir e vejo o quanto ela está incomodada com a situação.

Eu não me devia meter, devia continuar com a minha vida, que já me dá demais o que fazer, mas não, já aqui estou atrás do pilantra e a fazer a perguntinha cheia de magia.

— Vai largar o braço da moça a bem, ou vai largar a mal?

Ele olha para mim de lado, e se sente afrontado e me desafia, tá louco, só pode.

Sai um monte de merdas da boca dele, mas uma delas faz a moça virar o bicho, ele a chamou vagabunda.

— O quê? — Ela diz passada da cabeça.

Ele vira para ela e no mesmo instante, ela acerta-lhe a mão que tinha livre mesmo no meio das fuças dele, eu me espanto, ele a larga na hora e agarra o nariz que sangra.

— Foda-se, Mia, partiste-me o nariz. — Ele diz, que inteligência.

— É bem feito, quem manda me chamar de vagabunda, vagabunda é a tua mãe.

Passa por mim, me agradece e sai.

Cacete de mulher poderosa.

Olho para aquele parvo ali e resolvo não o ajudar, estou me fodendo para ele, quem mandou tentar tratar mal a moça? Agora que se vire, tenho mais o que fazer.

E por causa desta merdice toda, acabei não resolvendo nada da minha vida.

Saio do café deixando para trás a figura sangrando.

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