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Capa do romance Casados Por Contrato - livro 1

Casados Por Contrato - livro 1

Margareth Miller viu sua felicidade ruir após um trágico acidente transformar sua rotina em um caos. Já Christian Winchester superou um passado difícil para viver entre festas e luxo. O destino deles se cruza quando um contrato de casamento imposto pelos pais os obriga a conviver por um ano. Apesar do ódio mútuo, eles precisam fingir um amor real. Nessa proximidade forçada, sentimentos inesperados surgem, desafiando o que sentem antes do fim do acordo.
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Capítulo 2

Meg Miller ♡

  — Como assim senhorita Mandyson? Eu quero saber de tudo agora? — Mamãe exige saber, ela vira para trás novamente e encara nós duas com uma expressão num misto de surpresa e confusão.

— Mandyson, eu quero saber de toda essa história agora. — Papai se junta a mamãe querendo uma explicação.

  Acho que fiz merda.

  — Você tinha que abrir essa boca, né Meg! — Ela exclama enfurecida elevando a voz para mim e ignorando nossos pais. Eu olho para ela incrédula balançando a cabeça negativamente.

  Ou talvez não.

  — Agora eu sou a culpada? Você que namora escondido e eu sou a culpada? Você é uma idiota, isso sim — retruco irritada olhando para ela, noto que seus olhos ficam ainda mais esverdeados devido à raiva que está sentindo.

  — Idiota é você! Só porque o garoto que você gosta não dá a mínima para você querida irmã, não quer dizer que você tem que estragar o meu namoro — ela debocha.

  — Isso não é verdade, eu não tava tentando acabar com o seu namoro — me defendo. — Mas assim deve ter sido melhor, ele iria se cansar rapidinho de você, ou você pensa que eu não sei da fama dele na escola? Ele só vai te usar e jogar fora — acrescento, sem me importar com a presença dos nossos pais.

  — É mentira, Noah me ama. — Mandy eleva ainda mais a voz. — Olha só. — Me mostra seu celular e várias mensagens com juras de amor deles aparece na tela e eu leio a última mensagem dele:

  “Mandy, minha linda. Eu espero o tempo que for para ter você. Quando estiver preparada quero ser o seu primeiro. Eu nunca quis tanto uma garota até conhecer você. ♡”

  Sinto vontade de vomitar lendo isso, pois sei que é tudo mentira. Noah é o pior garoto da nossa escola e famoso por só usar as garotas e depois chutar, e ainda se gaba com isso se achando o maior fodão da escola.

Que garoto idiota!

  — Agora chega, eu não quero mais brigas aqui dentro. — A mamãe esbraveja nos fazendo ficar quietas. — Mandy, me dê esse celular agora e depois vamos conversar sobre isso — ela estende a mão em direção a minha irmã.

  — Mas mãe, é a minha privacidade, eu não vou te dar — responde colocando o celular no peito.

  Nem a pau que vou deixar isso, eu quero que a minha irmã largue aquele garoto antes que ele a machuque.

  — Vai da sim — ordeno tentado pegar seu celular, porém ela o segura forte e não me deixa pegar. — Me dá ele! — Exclamo puxando sua mão com o celular, mas ela solta o seu cinto de segurança e tenta se afastar mais colando o corpo na porta do carro.

  — Mandyson e Meg eu quero os celulares das duas agora — papai ordena de forma autoritária.

  — Me solta Meg, eu não vou dá o meu celular!

  — Vai me dá sim! — Exclamo.

  — Meg, eu te odeio! — Grita enfurecida me fazendo parar de tentar pegar o celular e olhar assustada para ela, assim como provavelmente os nossos pais também estão olhando. — Sua egoísta de merda. Como sempre, você quer toda a atenção dos nossos pais. Sempre querendo ser o centro das atenções. Você deveria estar feliz por mim, mas o que faz? Destrói minha felicidade, como sempre. Você não suportar me ver feliz, né? Eu faço de tudo por você e para você, e é assim que retribuiu irmãzinha? — Esbraveja furiosa, enquanto me olha com raiva. — Que irmã maravilhosa eu tenho — ironiza com o tom de voz enfurecido.

  As palavras dela me deixou surpresa e sem reação. Eu não sabia que ela pensava assim sobre mim, porém eu tento disfarçar o nó que se instalou na minha garganta e engulo o choro, e respondo sem humor:

  — Acredite irmã, estou fazendo para o seu bem.

  Eu não sou egoísta, só não quero ver minha irmã sofrer.

  — Já pararam com isso e me entreguem logo os celulares, só por causa disso vocês iram ficar de castigo e teremos uma reunião em família para falarmos sobre esses assuntos — mamãe advertiu  já irritada, porém nem eu ou a Mandy obedecemos e continuamos a discutir e volto a tentar pegar seu celular.

  Aquele garoto idiota só pode está fazendo a cabeça da minha irmã contra mim, ele sabe que eu não gosto nem um pouco dele.

  — Me deem essas drogas de celulares agora! — Papai exclama elevando a voz num tom bravo, ele estende o braço para nós pedindo os celulares.

  — Não! Eu não vou te dar — minha irmã nega irritada sem olhar para ele e tenta pegar o celular dela — que eu consegui pegar — dá minha mão quando eu vou entregar ao papai.

  — Me devolva! — Minha irmã ordena exclamando enfurecida puxando meu braço que está o com o celular.

  — Meg já parou com essa briga e me dê esse celular — papai volta a ordenar, mas a Mandy consegue pegar seu celular de volta e então eu volto a tentar pegar dela. — Já parou às duas! — Papai volta a ordenar. — Em casa conversaremos sobre isso — acrescentou extremamente irritado.

  — Não, vamos resolver isso agora — exijo puxando o braço da minha irmã e ela reclama.

  — Meg obedeça ao seu pai — mamãe manda entrando na conversa.

  — Eu já disse que não! — Grito olhando para o papai, e ele em resposta se vira para trás, esticando um dos braços e tenta pegar objeto que é o motivo da nossa briga.

  Em seguida só se ouvem gritos no carro e sentimos a colisão, pois o meu pai tentando acabar com a nossa briga idiota perdeu o controle do carro o fazendo capotar na pista molhada.

Dois dias depois

  — Eu não devia ter vindo — sussurro olhando jogarem terra no caixão enquanto lágrimas escorrem sem parar pelo meu rosto. — Isso nunca devia ter acontecido — acrescento me jogando de joelhos no chão, soco o gramado várias vezes com uma mão sem me importar se irá machucar.

  — Para com isso minha querida, você vai acabar se machucando. — Anne chega perto de mim e me puxa para cima com a mão que estava socando o chão, pois a minha outra mão está enfaixada porque quebrei no acidente.

  Acidente esse que nunca vou esquecer.

  — Como eu vou viver agora? — Questiono quase sem voz enquanto olho para a lápide feita a pouco tempo na minha frente.

  — Vai ser difícil, mas você irá conseguir. Afinal você não está sozinha — ela tenta me consolar, e eu apenas balanço a cabeça confirmando mesmo sabendo que isso não é verdade.

  — Vamos embora — mamãe me chama sem me olhar.

  — Adeus — sussurro passando o dedo no nome que está na lápide.

  Logo uma memória invade a minha mente me fazendo lembrar do dia em que nunca vou esquecer.

  “Abro os olhos lentamente e logo o fecho, pois a claridade me incomoda. Assim que volto a abri-los, olho por todo o quarto branco para saber onde estou. Do me lado escuto uma máquina que apitava algumas vezes, vejo também um fio enfiado na minha pele e noto também a cama com lenços brancos que está me cobrindo.

  Eu estou no hospital.

  Como vim parar aqui?

  Olho para o lado e encontro minha mãe sentada numa cadeira. Ela olhava fixamente para o chão, mas logo desvia para mim quando a chamo. Ela se levanta e caminha até minha cama, assim que ela está perto o suficiente, eu vejo seus olhos vermelhos denunciando que ela estava chorando e também tinha um enorme curativo na testa, e olheiras profundas.

  — Mãe o que aconteceu? — Pergunto ainda confusa com tudo que aconteceu, mas logo cenas do acidente aparecem na minha mente.

  — Sofremos um acidente — murmura baixinho voltando a olhar para o chão.

  — O papai está bem? E a Mandy? — Questiono desesperada para saber, ela então me olha nos olhos e volta a chorar, com isso eu me sento na cama, pois pelo jeito, aconteceu algo.

  — O seu pai tá bem. Só quebrou o braço, já a sua irmã... — ela não consegue terminar de falar e seu choro aumenta.

  Não...

  Isso não pode tá acontecendo!

  — A minha irmã o que mãe? — A incentivo a falar enquanto meus olhos enchem de lágrimas, logo me encolho na cama tapando os ouvidos para não ouvir a reposta.

  Ela não tá…

  — Como a Mady estava sem o cinto o impacto nela foi maior — responde num fio de voz entre o choro. — Trouxeram ela às pressas para uma cirurgia urgente e… ela... não resistiu — mamãe força a voz sair para completar enquanto passa as mãos no cabelo desesperada.

  Não… não… não...

  — Isso não é verdade, me diz que isso é mentira — suplico quase sem voz em meios as lágrimas e soluços. — ISSO NÃO PODE TÁ ACONTECENDO! DIZ QUE É MENTIRA! — Grito desesperada.”

  Afasto esses pensamentos assim que chego em casa e minha mãe senta no sofá preto voltando a chorar, eu penso em ir até ela e confortá-la, mas não sei o que dizer e muito menos como agir. Logo a porta da frente é aberta e o meu pai entra cambaleando, e com uma garrafa de bebida na mão boa enquanto a outra está enfaixada. Desde que eu acordei naquele hospital, eu só tenho visto o papai com uma garrafa de bebida alcoólica na mão e com isso ele tem passado mais tempo bêbado do que sóbrio.

  — Olha só, quem tá aqui — ele afirma com ironia apontando a garrafa para mim. — Se não é a assassina — acrescenta e solta uma risada amarga.

  — Como assim assassina? — Murmuro confusa olhando para ele.

  — Você matou a sua irmã! — Meu pai afirma friamente, fazendo meus olhos arregalarem não acreditando no que estou ouvindo.

  — Você matou a sua irmã. — Volta a dizer lentamente jorrando ódio e raiva em cada sílaba.

  — Co… mo? — Gaguejo incrédula ao ouvir o que ele disse.

  Eu sou o quê?...

  — Quer que eu desenhe? Você matou a sua irmã! Foi você que causou a droga daquele acidente. Garota você sempre foi assim, sempre causando problemas. Nunca fomos chamados na escola por causa da sua irmã, mas por sua causa quase toda semana estávamos na escola por você ter aprontado ou brigado com alguém. A Mandyson sempre foi obediente diferente de você que foi sempre difícil de lidar. — Papai joga todas essas palavras na minha cara. A cada palavra eu sinto a decepção e raiva dele.

  Eu sempre soube que nunca fui uma garota fácil de se lidar e que minha irmã sempre foi a perfeita. Eu sempre soube. Então, porque doí tanto ouvir meu pai jogar tudo isso na minha cara?  

  Sinto algo escorrendo por minha bochecha e então percebo que estou chorando.

  — Eu não matei a minha irmã — retruco atormentada elevando a voz e me sento no chão gelado abraçando minhas pernas com um braço chorando copiosamente.

  — Matou sim, foi tudo culpa sua! — Ele grita enfurecido jogando a garrafa no chão que se quebra com o impacto, fazendo voar cacos de vidros para todos os lados e o líquido escuro escorrer pelo piso branco da sala.

  — Para, por favor — eu imploro quase sem voz, meus pulmões parecem que diminuíram de tamanho, pois começo a respirar com muita dificuldade.

  — Não paro não, por sua culpa a Mandy não está mais aqui! — Esbraveja friamente vindo para cima de mim, fazendo eu me encolher toda com medo. — Você que foi a culpada — acrescenta com raiva, rosnando cada palavra com ódio enquanto aponta um dedo em minha direção. Seus olhos azuis e frios, me olham por segundos e então papai me dá as costas saindo pela porta por onde entrou.

  Tudo que o meu pai disse rodeia em minha mente não me deixando esquecer, me deixando totalmente confusa e atordoada. Por mais que tenha sido um acidente, se eu não começasse aquela discussão idiota nada daquilo teria acontecido.

  — Eu sou a culpada? — Pergunto baixinho para mim mesma olhando para o chão com a visão embaçada. — Eu matei a Mandy, mãe? — Questiono com a voz embargada desviando o olhar do chão para a minha mãe, ela levanta do sofá e vem até mim.

  — Você nunca deveria ter começado aquela maldita briga — apenas responde isso secamente enquanto me olha com os seus olhos vermelhos, e é difícil não notar que à raiva neles. Mamãe me dá as costas indo em direção a escada sem olhar para trás, ela sobe os degraus me deixando sozinha na imensa sala com os meus pensamentos que estão me deixando cada vez mais atormentada e estão me rodeando. Por mais que eu esteja em um lugar espaçoso e arejado me sinto sufocada e com dificuldades de respirar. Sozinha e só com os meus pensamentos como companhia e ouvindo meus próprios soluços com os olhos embaçados. Minha mente faz perguntas ao qual eu não sei responder.

  Eu sou realmente culpada?

Eu matei a minha irmã?

Fui eu que causei aquele maldito acidente?

♡♡♡♡♡

Olaa, tudo bem? Espero que tenham gostado do capítulo, comentem o que achou. Me sigam no insta: @autora_vanessarodrigues

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