Capa do romance Casados Por Contrato - livro 1

Casados Por Contrato - livro 1

9.1 / 10.0
Em Casados Por Contrato - livro 1, Meg e Christian são forçados a um matrimônio de conveniência. Neste romance modern, eles devem superar o ódio e fingir uma união real por um ano. Leia books online free e descubra se o orgulho resistirá a esta nova realidade na web novel.
Resumo de Casados Por Contrato - livro 1
Margareth Miller viu sua felicidade ruir após um trágico acidente transformar sua rotina em um caos. Já Christian Winchester superou um passado difícil para viver entre festas e luxo. O destino deles se cruza quando um contrato de casamento imposto pelos pais os obriga a conviver por um ano. Apesar do ódio mútuo, eles precisam fingir um amor real. Nessa proximidade forçada, sentimentos inesperados surgem, desafiando o que sentem antes do fim do acordo.
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Casados Por Contrato - livro 1 Capítulo 1

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  Olá tudo bem? Antes de iniciar a leitura, preciso informar o conteúdo que vocês encontraram aqui. Nesse livro aborda assuntos sensíveis como: luto, suicídio, automotilação, pensamentos e atitudes depressivas, violência e homofobia que podem ser gatilhos emocionais. Se você for sensíveis à esses assuntos, infelizmente não recomendo esse livro. Só quero que você esteja ciente do que vai ler, assim evitamos que você se sinta desconfortável no decorrer da história. O que eu menos quero é isso, sua saúde mental é mais importante. Agradeço desde já por lerem o meu livro. Vocês são incríveis! Bjs, Vah!

♡ EPÍGRAFE  ♡

É possível encontrar o amor em um lugar improvável e amar alguém que achamos que odiamos?

♡♡♡♡♡

PRÓLOGO ♡

Meg Miller ♡

   CINCO ANOS ATRÁS

  — Quero ver filme de terror — afirmo animada no banco de trás do carro, enquanto coloco o cinto de segurança.

  — Nada de terror, quero ver romance — retrucou minha irmã sem tirar os olhos do celular, sentada do meu lado.

  Hoje mamãe resolveu que devermos fazer um programa em família, pois a um bom tempo que não fazíamos isso. Então cá estamos, indo para o cinema às oito horas da noite sendo que a sessão começa às nove, por isso papai está dirigindo rapidamente para não perdemos o filme. Filme esse que ainda não decidimos qual iremos ver.

  — Nem a pau que eu vou ver romance, vai ser terror — reclamo revirando os olhos olhando para a cidade, que está agora com poucas pessoas na rua devido à chuva que está caindo bem forte do lado de fora do carro.

  — E nem eu vou ver de terror — responde me fazendo bufar irritada e ouço a risada dos meus pais no banco da frente, provavelmente estão rindo da nossa discussão.

  — Larga de ser chata Mandy, isso são só desculpas, porque tá com medo — provoco desviando os olhos da janela para ela e rio pela cara de surpresa que ela faz. — Medrosa — cantarolo fazendo ela revirar os olhos.

  Eu sei dos seus medos, querida irmãzinha.

  — Você é tão boba Meg, e eu não tenho medo. Só quero dizer que nem idade para vermos filmes de terror nós temos. Você tem quatorze e eu quinze anos esqueceu? Não podemos ver um filme de terror no cinema — Mandyson argumenta me olhando novamente e pisca para mim, acreditando que ganhou essa discussão. Eu a olho pasma com a boca aberta em forma de “O”, mas logo tenho uma ideia, então abro um sorriso travessa e proponho:

  — No cinema podemos não ver, mas em casa podemos sim. — Ela me encara desconfiada e eu abro ainda mais meu sorriso. — Duvido você assistir a um filme de terror comigo hoje quando chegarmos — acrescento firme com as sobrancelhas arqueadas fazendo ela me olhar espantada, porém logo muda sua expressão para determinada.

  — Eu topo! — Exclamou fingindo estar animada e com isso arrancou uma risada minha e da minha mãe. Mamãe sabe que ela tem medo de filme de terror, principalmente os que têm fantasmas ou espantalhos assassinos.

  — Mesmo Mandy? Vai topar ver um filme comigo? — Questiono estudando seu rosto, pois não acredito na sua resposta. Seus olhos esverdeados parecidos com os do papai, se mantém firmes nos como se tentasse me convencer com o olhar. Mandy empina seu nariz pequeno e arrebitado como se tentasse mostrar indiferença e seus lábios finos enrugam em uma linha fina. Sua pele clara é iluminada pelas luzes dos postes da rua por onde o carro passa deixando sua pele alaranjada. Observo seu rosto um pouco mais e noto as diferenças entre nós; meus olhos são azuis como os da mamãe, meu nariz é mais fino e meus lábios mais grossos. Há diferença também em nossos cabelos, enquanto o meu é loiro, o da Mandy é castanho claro. Somente o formato arredondado dos nossos rostos são parecidos. Mandy logo desvia o seu olhar do meu e bufa frustrada. — Eu sabia! — Afirmo me contorcendo de tanto rir.

  — Mandy querida, não é vergonha ter medo de filme de terror — papai a conforta olhando para ela pelo retrovisor do carro, em resposta ela assente envergonhada e volta sua atenção para mim me olhando com desdém, e cruza os braços no peito e exclama:

  — Você é muita chata!

  — Sim, eu sei. — Ainda rindo eu bagunço sua franja castanha clara fazendo ela bater de leve na minha mão, mas depois ri.

  — Chega dessa discussão boba, quem vai escolher o filme sou eu e vai ser de drama. — A minha mãe, Amélia Miller, intervém do banco da frente, a Mandy e eu nos olhamos, fazemos uma careta e dizemos em uníssono:

  — Não! — Eu faço outra careta e acrescento: — Tudo menos drama, na minha vida já tem drama demais — choramingo e escuto meus pais rindo.

  — Não seja dramática Meg. Só porque  Kevin Lancaster não quis ir para o baile com você e preferiu ir com Diana Willians, isso não é o fim do mundo. — minha irmã comenta distraída olhando para o celular, só depois ela percebe o que disse e olha para mim apavorada, já eu a olho incrédula, afinal ela contou o que não devia.

  Eu gosto do Kevin desde a quinta série, porém só a minha irmã sabia desse meu pequeno segredo. Agora meus pais também sabem.

  Que droga!

  — Quem é Kevin? — Mamãe questiona curiosa, se virando no seu banco para me olhar, ela franze a testa enquanto seus olhos azuis me estudam querendo uma resposta.

  — Você tem um namoradinho? — Pergunta papai levemente zangado e me olha pelo retrovisor, mas logo volta a olhar para a estrada.

  — Que isso John Miller, claro que não! É só um garoto da escola — respondo rapidamente tentando ser convincente  e começo a rir, porém, tô rindo de nervoso. Desvio o olhar para a janela quando minha mãe continua me olhando com os olhos semicerrados, pois não acredita em mim. Vejo o instante que um raio corta o céu escuro e logo escuto o barulho do trovão.

  Eu acho que não foi uma boa ideia sair com o tempo assim.

  — Acho bom ser só um garoto da escola mesmo — papai resmunga no banco do motorista.

  — Só um garoto da escola. — Mamãe repete minha resposta, como se tivesse refletindo. — Se é só um garoto da escola por que ficou vermelha? — Pergunta de forma intimidadora.

  Eu fiquei vermelha? Merda.

  Eu toco no meu rosto sentindo ele quente, fico envergonhada então desvio o olhar da janela para minhas mãos inquietas e fico quieta. Porém, o interrogatório não para.

  — É o seu namorado Meg? Você sabe que eu não quero você arrumando namorado agora, a quero priorizando os estudos. Depois você pode pensar em namorar — o meu pai diz autoritário sem me olhar me fazendo revirar os olhos.

  — O John está certo, vocês têm que priorizar os estudos — mamãe concorda com o papai.

  Isso é uma droga, pois consigo lidar com às duas coisas ao mesmo tempo.

  — Isso não é justo! — Exclamo irritada cruzando os braços e olhando para o meu pai no banco do motorista.

  — É pai, eu concordo com a Meg. É injusto ela não poder namorar agora, pois eu sei que ela seria responsável e não deixaria o estudo de lado. — Mandy entra na conversa concordando comigo e eu balanço a cabeça positivamente olhando-lhe e depois olho para os meus pais no banco da frente, mamãe agora olhava atentamente para nós.

  — Até porque se a Mandy pode, eu também posso — comento como se não fosse nada de mais, contando o segredinho da minha irmã de propósito. — Desculpa não foi a minha intenção contar — acrescento com uma falsa voz de surpresa olhando para ela fingindo estar arrependida com a mão no peito, e noto que ela fica vermelha pelo fato do seu segredo ter sido exposto.

  Agora ela sabe na pele a sensação de ter seu segredo exposto.

♡♡♡♡♡

Olaa, tudo bem? Espero que tenham gostado do capítulo, comentem o que achou. Me sigam no insta: @autora_vanessarodrigues

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