Capa do romance CASADA COM O INIMIGO

CASADA COM O INIMIGO

9.3 / 10.0
Eu acreditava ter encontrado a felicidade plena ao me casar com o homem que sempre desejei, o verdadeiro amor da minha vida. No entanto, essa ilusão romântica desmoronou diante de uma realidade sombria e desconcertante. Agora, percebo que compartilho minha rotina e minha cama com um completo estranho. A cada amanhecer, enfrento o vazio de uma união baseada em segredos, vivendo ao lado de alguém cuja verdadeira face permanece um mistério total.

CASADA COM O INIMIGO Capítulo 1

POV LINE

Eu estava atordoado. Omg eu tive um pesadelo! Olhando para o lado da cama, não vi Daniel. As persianas estavam fechadas e as luzes apagadas, o que tornava minha visão muito ruim e as luzes muito fracas. O sono também não fortalece meus olhos.

Cobri o rosto com as mãos e bocejei preguiçosamente.

O relógio marca 2h38. Alá!

A porta do quarto se abriu e Daniel entrou nu, de pijama. Seu cabelo está desgrenhado, o que o torna mais sexy na minha opinião.

- "O que te impede de dormir?" ele perguntou assim que seus olhos se fixaram em mim.

- "Pesadelo" respondi franzindo a testa, mal lembrando do sonho. Daniel continuou a caminhar até a cama e deitou ao meu lado.

- "Ei, é só um sonho, baby. Vá para a cama" Sua voz suave esconde uma preocupação sem palavras, mas vou deixar isso para amanhã.

- "Junte-se a mim?" Eu fiz beicinho. Eu estava suando um pouco e esse pesadelo foi estranho e me deixou completamente em pânico. Daniel não recusou meu pedido e me segurou em seus braços.

Não há lugar melhor no mundo.

Eu estava à beira de um sono profundo, e pelo som da respiração ritmada de Daniel, eu sabia que ele também estava dormindo pacificamente.

●●●

Você me machucou. Não estou surpreso porque o comum não pode ser surpreendente. As ondas sempre quebram quando chegam ao limite, isso é normal e não impressiona ninguém.

Mas você me machucou e, em vez de aceitar meu arrependimento, lutei. Não acho certo fazer isso, mas não me arrependo. Sou grossa, agressiva e cruel. Costumo ser assim quando me machuco e, acredite, isso acontece muito.

Eu fui cruel com você naquela vez. O que eu te disse te machucou também, sabia? estragado. Eu realmente não me importo como você se sente naquele dia. Isso é bem merecido. Você é meu idiota, o que você quer em troca? Você pode se cortar com cacos de vidro; esta é uma característica desagradável da vida.

Se fui brutal quando me machuquei, a solução foi simples. Só não me machuque.

Mas não é tão simples, não é? Você precisa ser um idiota toda vez que se sentir magoado, mas eu não tenho o mesmo direito. Você vai dizer coisas horríveis para mim e eu vou engolir, mas quando eu fizer (quando eu disser coisas horríveis no calor do momento) você não engole, você cuspiu toda essa merda em mim.

Eu te odeio tem sido minha prioridade por tanto tempo.

Eu te odeio e te amo.

Eu te odeio por perdoar sua merda.

Eu odeio que você tenha tirado o pouco de amor próprio que me restava.

Mas, acima de tudo, eu me odeio por te permitir me fazer essas coisas. Foi tudo culpa minha.

Você foi a melhor parte de mim por um tempo, mas um tempo curto demais para valer a pena. Eu não tenho o direito de continuar te amando como se você fosse bom, porque não é.

E eu sei... eu sei que a porra do futuro não nos quer juntos. E, quer saber? Eu concordo com ele.

●●●

Eu acordo novamente. Tudo ao redor da sala é banhado pela luz do sol. Olho para o relógio e são 8h43 de uma preguiçosa manhã de sábado. Levanto-me embora meu corpo exija mais dez ou quinze minutos de sono.

Vá para o armário depois do banho para encontrar as roupas mais confortáveis que puder encontrar. Acabei optando por uma peça ousada, um vestido preto justo ao corpo e não muito curto.Minha Aláa interior aplaude. É um vestido simples, eu gosto pelo fato de que deixa minhas pernas aparentemente mais torneadas. Sinto-me plausível.

Volto ao quarto e calço uma sapatilha nude. Meu cabelo não está ruim, então apenas com algumas pinceladas de escova já o deixo apresentável.

Saí do quarto depois de aprontar e fui até a cozinha onde notei a patrão. Jones. Ele está ocupado com o café da manhã e não percebe minha presença. -"Bom dia "Tento uma abordagem leve para não assustá-la.

"Bom dia, Rain," Gale disse com um sorriso brilhante. Uau, ela finalmente esqueceu. "Sra. Black" até. Cinza ". Eu gosto.

- "Hum... cadê o Daniel?" Eu estou perguntando. Não o vejo desde manhã. Poder ter sido apenas sono ou um resquício do meu pesadelo, mas parecia estranho, estranho mesmo. Na época eu não tinha um motivo real para perguntar a ele, mas agora tenho.

- "Sr. Black chega cedo no escritório. Posso te remunerar um chá "ela pergunta, com a voz cheia de expectativa, mas não o suficiente para esconder-se o anseio de mudar de assunto. Eu embalam a cabeça e sentei no banco em frente ao balcão. Observou casualmente Gail encher a caneca com água quente. Eu como o que ela põe no meu prato, não porque estou com fome, mas porque não quero discutir aos cinquenta quando ele me pergunta se eu almocei. Além disso, quero que ele seja falante para que eu possa fazer algumas perguntas sobre primeiras horas da manhã.

Dude aparece na cozinha e me dá um olhar formal.

"Sra. Black," ele cumprimentou.

-"oi, Dude "eu lhe dou um sorriso. Gail e Dude iniciam uma conversa profissional, em tom baixo e medido.

Finjo indiferença para ambos e continuo comendo as amêndoas. Levo meu último gole de suco de laranja à boca e, através do vidro do copo, vejo dois homens bem vestidos entrarem na cozinha.

Eles são altos, com a postura de um armário. Pelo poste, vestimenta, e pela modo como entraram no local, certamente são seguranças .

Reviro os olhos. Não é como se essa casa precisasse de toda esta segurança. Isso é inconcebível para qualquer cidadão americano comum.

-"Onde você estava?" Ouço a voz do Daniel silvar atrás de mim. Seu olhar nada amigável para Dude me diz que eles estão em um impasse.

Viro o rosto a tempo de captar seu olhar duro aos homens. Eufemismo é dizer que a imagem desses dois armários se escolhendo sobre o tom acusatório do Daniel não é engraçada.

-"nós a encontramos, senhor" Dude responde, de forma passional até.

Daniel o encara com compreensão e lhe dá um aceno de cabeça.

Em partes, ele não quer dividir esse assunto comigo ou Gail. Porém, sua voz está elevada à ira em alguns níveis.

"ótimo" Daniel murmura. Gail se retira e decido fazer o mesmo. Não há situação pior do que o desconforto em sua própria casa.

Levanto e caminho em direção ao quarto. Não me parece um bom momento para uma conversa com o Daniel, e ele nem direcionou os olhos á mim!

Não é como se ele quisesse uma conversa inquisitorial.

-"Welch descobriu a origem dos rastreadores" ouço um dos homens dizer assim que tomo uma certa distância.

Esse assunto não te diz respeito! Meu subconsciente retruca.

-"Aparentemente foi a sra. Lincoln" o mesmo homem diz.

Sinto o sangue ser drenado do meu rosto.

Lincoln...

Para em meu caminho, estou estática. Então o "assunto misterioso" é sobre a Slova vadia Robinson! Volto para a cozinha no mesmo instante. Meus passos são tão rápidos quanto minha Linetomia permitem.

Certamente não me envolve, mas essa mulher não é meu tópico favorito em discussões. Quero saber quando e porque ela é mencionada e principalmente quando querem me abster do conhecimento.

Adentro novamente no recinto e veja um dos homens entregar uma caixa pequena ao Daniel.

-"Sra. Lincoln? A Slova ?" Pergunto. Nesse momento, ganho a atenção de todos, principalmente do Daniel, que me encara como se a pergunta não o agradasse. E me encara, também, arrependido por não ter resolvido este problema em seu escritório

Cruzo os braços abaixo dos seios, esperando...

-"estou esperando uma resposta" digo o encarando de maneira mórbida.

Descontente!

POV LINE

Olho inutilmente para Dude, em busca de uma resposta. Como eu pensei, inutilmente, ele jamais responderia.

Os homens, apelidados carinhosamente como "armários", saem da cozinha após um olhar significativo da parte de Dude, que se retira também.

Ah, claro. Um assunto de casal.

-"isso não lhe diz respeito" Daniel diz como forma de explicação.

-"diversas coisas na minha vida não lhe dizem respeito e mesmo assim você está à par de tudo" murmuro. Line 1, Daniel 0.

Ele suspira antecipadamente antes de atirar suas palavras em mim.

-"Line..." Daniel tenta uma abordagem suave.

-"eu quero te proteger" sua voz é mais suave do que qualquer um de nós dois supomos.

-"mas eu não sou de vidro. Se sou sua esposa, é para estar do seu lado tanto quanto você está do meu" falo de maneira calma. Não o quero irritado comigo, e não quero estar irritada também. Meus objetivos são o fazer falar e tentar apaziguar seu humor.

Bem, me acalmar também seria bom.

Caminho até ele, fechando a distância entre nós. Quando chego perto o suficiente para ouvir a palpitação do seu coração expectante, emolduro os braços ao redor do seu pescoço e o puxo para mim, da forma que posso, para um abraço.

Daniel envolve-me em um abraço mútuo e enterra seu nariz no meu cabelo.

-"eu não quero que se preocupe, okay?" Ele pergunta em um sussurro. Concordo com a cabeça em um gesto pacífico. Ouço as batidas do seu coração mais constantes e mesmo que ele esteja "um vulcão coberto pelo iceberg" sua respiração não nega a preocupação.

Daniel ergue meu queixo, desta maneira, posso olhar em seus olhos. Ele inclina os lábios e sela-me com um beijo rápido.

Daniel morde meu lábio inferior e eu solto um baixo gemido quase involuntário. Sua hábil língua desliza pelos meus lábios em um beijo calmo e molhado.

Como em um tango sensual, nossas línguas se encontram em cada choque. Meus lábios incham com o desejo se reprimindo entre minhas pernas. Daniel desce a mão que estava em meu queixo até meu seio e aperta levemente.

-"ah" suspiro. Agarro o cabelo do Daniel e o trago mais para mim, tornando o beijo que começou suave, em um ato mais carnal e primitivo.

Ele me conduz para trás com passos cautelosos, até que meu traseiro encontre o balcão logo atrás de nós.

-"hum" resmungo contra sua boca. Reúno todas as forças do meu âmago e empurro o peito do Daniel com as duas mãos. Ele não se move, mas afasta-se minimamente. Bem, é o suficiente para que eu possa cobrar a saciedade da minha curiosidade.

-"está me enrolando, Black " digo ofegante.

-"façamos um trato" ele sugere em tom lascivo, que é muito bem interpretado por mim.

-"não imagino qual" pisco os cílios inocentemente. Daniel sorri ao perceber a carga sexual distribuída pela minha voz.

-"eu conto depois. Agora..." antes que meu cérebro possa raciocinar sua fala, Daniel agarra minha cintura com as duas mãos e me ergue em uma posição sentada sobre o balcão.

-"ah" grito em surpresa, antes de sorrir como uma colegial.

-"quero te dar umas palmadas" ele completa. O sorriso brincalhão que preenchia meu rosto é substituído pelo cativeiro dos meus dentes, que prendem meu lábio inferior dolorosamente.

-"eu ainda não..." antes mesmo de completar a frase, Daniel puxa minha cintura para si e automaticamente nossos corpos estão juntos.

Ele cobre meus lábios com os seus e força a entrada da sua língua pela minha boca. É inegável que não resisto, retribuo seu beijo na mesma intensidade.

Cruzo as pernas em seu torso e seu membro excitado roça meu sexo. Sou puxada para a beira do balcão. É quase um teste de confiança em que meu corpo se apoia no corpo dele. E sentir seu membro tocar a parte mais sensível de mim, é como se fossemos um.

If I told you this was only gonna hurt

If I warn you that the fire's gonna burn

Would you walk in? Would you let me do it first?

Do it all in the name of love

Would you let me lead you even when you're blind?

In the darkness, in the middle of the night

In the silence, when there's no one by your side

(Se eu te dissesse que isso só iria machucar

Se eu te avisasse que o fogo iria queimar

Você andaria nele? Você deixaria eu ir primeiro?

Fazer tudo em nome do amor

Você me deixaria te guiar mesmo quando for cego?

No escuro, no meio da noite

No silêncio, quando não há ninguém ao seu lado)

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