
Black Angel's
Capítulo 2
Eu me perco na sensação da sua boca se movendo duramente sobre a minha, já tive alguns Beijos antes, mas nada me preparou para essa dura realidade, ninguém no mundo parecia beijar tão bem assim, cai em si quando esse pensamento me vem a mente, eu não posso deixar que esse grandão desconhecido me estrague para todos os outros.
Eu o empurro e por reflexo acerto uma joelhada no meio das suas pernas, ele grunhi de dor e põe as mãos lá, acho que eu o acertei em cheio, me afasto rapidamente vendo seus olhos queimar de puro ódio em direção a mim.
-Sua cadela! Volte aqui..._ ele diz com raiva.
-Isso é para aprender a não sair por aí beijando mulheres a força! _ rebato.
-Corre mulher! Fuja para as montanhas, porque quando eu te pegar, e eu vou, pode apostar nisso, você vai me pagar caro por isso!
Sinto um arrepio na espinha ao ouvi-lo.
Solto uma risada nervosa e falo a primeira merda que me vem a mente de tão desconcertada que fiquei.
-Ha, ha, Sonha boneca!
Ao me ouvir dizer isso, se possível sua raiva aumenta mais ainda.
-Eu ainda vou te mostrar o que a boneca aqui faz mulher!
Saio rapidamente dali antes que fale mais alguma besteira da qual possa me arrepender depois, antes de entrar no bar novamente, ouço suas últimas palavras ao longe.
-Pode se esconder como um maldito rato, mas eu vou te achar!
Caramba! Eu estou ferrada dessa vez, esse homem é louco, preciso pedir o Bob para ir embora hoje mais cedo, ele vai entender, além do mais, não é como se eu precisasse do trabalho, dinheiro é o que não me falta, trabalho apenas para não levantar suspeitas e também para me distrair.
Tenho uma boa grana guardada em cédulas em casa no cofre, meus avós me deram essa quantia de presente no meu décimo quinto aniversário, foi nosso segredo, nem meus pais souberam dessa pequena fortuna que ganhei deles, era para eu usar para pagar a minha faculdade, mas depois de um ano meus avós se foram em um acidente feio de carro. Eu era filha única dos meus pais, assim que fiz 18 anos aconteceu uma falha nos motores do avião que eles estavam a bordo para chegarem mais cedo e comemorar meu aniversário comigo.
Aquele dia foi a minha morte, eu os perdi para sempre, o avião explodiu em pleno ar, tirando as pessoas que eu mais amava no mundo, eu perdi tudo, não tinha mais ninguém por mim, só restava o meu tio, que tinha sido adotado pelos meus avós quando era pequeno e foi flagrado tentando roubar comida para sobreviver, meus avós com o coração bom que tinha o adotaram, eles só não sabiam que ele iria crescer e se tornar ambicioso, capaz de tudo para conseguir o que queria, e quando eu soube do que ele era capaz reuni meus poucos pertences mais pessoais, em uma noite fria de inverno, fui ao cofre no fundo falso do meu closet, digitei minha senha, retirei todo o dinheiro que tinha lá dentro pondo em duas malas de mão, eu não podia abrir uma conta para colocar todo aquele dinheiro, eu seria descoberta se o fizesse.
Teria que ser esperta, e o mais discreta possível se quisesse sobreviver, então peguei minha mochila e as malas e sumi na noite.
De lá para cá, minha vida se tornou um verdadeiro inferno, todo lugar que eu chegava não podia ficar muito tempo que logo era descoberta e tinha que fugir as pressas, sofri alguns atentados mais nunca com êxito!
Aprendi a não usar nada que contenha tecnologia, como computador, celular, cartão de crédito, para não ser rastreada, localizada e assim venho me camuflando para sobreviver, mas até quando? Eu estou cansada de fugir, de me esconder, isso não é vida, eu o odeio com todas as minhas forças.
Hoje estou com 23 anos, exatos cinco malditos anos fugindo como um rato, eu sei que foi ele que matou todos aqueles que eu amava por ambição, eu o ouvi atrás da porta do escritório do meu pai ao falar por celular com alguém, que mandou matá-los, na noite em que fugi.
Primeiro meus avós que o acolheram com muito amor e carinho, eles eram muito ricos e após suas mortes 70% da herança ficou para meu pai, o filho legítimo e 30% para meu tio Walter, aquilo trouxe sua ira e ele queria mais, ele queria tudo e estava disposto a matar quem fosse para conseguir.
Bob entendeu meus motivos e me dispensou prontamente com medo de mais bagunça como aquela acontecer hoje, estou dirigindo meu Jeep para casa com esses pensamentos nublando minha mente, o mais incrível é que não há um dia se quer da minha vida em que eu não pense nisso tudo, mas naquele momento em que estava nos braços do grandão eu não pensei em nada, nem por um minuto se quer, esqueci o mundo a minha volta, foi uma sensação estranhamente boa, de paz como se ali eu estivesse a salva, mas convenhamos que eu estou ciente de que me meti em uma encrenca com o grande motoqueiro malvado e sexy... Oh, sim! Ele era quente, muito quente!
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