Capa do romance Noivo de Aluguel

Noivo de Aluguel

9.7 / 10.0
Evelyn Lawrance é uma estilista de elite que brilha na Vogue e comanda sua marca própria. Após uma traição devastadora, ela foca apenas no trabalho, mas um convite de casal para o New York Fashion Week ameaça sua estreia. Sem saída, ela decide contratar um noivo de aluguel. Enquanto isso, o advogado Roger Campbell perde uma aposta inusitada com amigos e se vê obrigado a cumprir qualquer desejo deles. O destino une os dois em uma farsa romântica repleta de luxo e segredos.

Noivo de Aluguel Capítulo 1

Stephany Miller

A ansiedade tomava conta de mim desde o momento que descobri que estava grávida do meu primeiro filho e sinto aquele friozinho na barriga que representa o medo por não saber se serei uma boa mãe.

A notícia veio em um momento maravilhoso para nós e não me arrependo de tudo que vivemos e aonde chegamos, confesso que cada dia me vejo mais apaixonada por meu marido.

Will está com os dedos entrelaçados aos meus, esperando a obstetra nos chamar. Nem eu ou ele temos preferência se é menino ou menina e embora minha sogra e até minha mãe digam que é uma menina, ainda tenho aquela pontinha de esperança que seja menino.

Meu marido até insinuou que se não for uma menina podemos tentar mais um pouco ou até mesmo adotar uma menina, mas sei que se adotarmos, meu marido irá se empolgar.

Meus sogros receberam a notícia com muita felicidade e já prometeram que vão mimar demais o netinho ou netinha. Mal entrei no quarto mês de gestão e já querem planejar todo o quarto do bebê sem ao menos saber o sexo. Acredito que ele ou ela quer que seja uma surpresa, porque a cada ultrassom que faço, ele esconde de nós.

Meu marido está radiante com a ideia de ser pai mais uma vez e nosso casamento é regado de amor e felicidade. Will está se saindo muito melhor do que imaginei que seria como bom marido e pai.

Mariana veio morar conosco assim que voltamos da lua de mel, somos amigas e ela me chama de mãe, o que me deixa feliz. Sem contar sua empolgação em ganhar uma irmãzinha e não sei como dizer que pode não vir o que ela tanto deseja.

Mas a empolgação maior é do padrinho, aceitei a ideia do Will em chamar Roger para ser padrinho, embora ele seja nada comum é um homem maravilhoso que faz de tudo pela afilhada e sei que será um bom padrinho para o nosso filho.

Neste momento, ele está na nossa casa esperando que dê a notícia sobre o sexo do bebê. Há duas semanas ele chegou em casa com um ursinho de pelúcia vestido de fada, mesmo eu tendo avisado que ainda não sabíamos o sexo.

Me lembro bem do dia.

***

Reviro os olhos ao ver aquele presente, isso só colocaria mais ideia na cabeça de Mari.

E se não vier o que ela tanto deseja?

Mesmo não sendo capaz de impedir que ela fique triste, sei que irá entender.

A mãe dela já avisou que se depender dela não terá mais filhos, porque nunca estragaria o corpo por causa de um filho, o que deixou Mari desolada e isso me aborrece.

Por que que uma mãe pensa assim dos filhos?

— É lindo, Roger, mas já avisei inúmeras vezes que ainda não sabemos se é menina!

Ele dá de ombros enquanto abro a porta.

Mariana vêm correndo o abraçar e o vejo rodopiar a menina no ar, não posso negar que mesmo sendo um safado, será um bom pai.

— Mas, eu sou o padrinho vidente e não erro nunca! — se gaba, o que só durou até Will entrar na sala e ir até seu amigo.

— Que mentira deslavada, Roger! Sabemos muito bem que você erra tudo que diz ter certeza!

Eles se cumprimentam.

Will vem em minha direção e beija meus lábios.

— E se o amor da minha vida disser que não é para fazer alarde, você deve obedecer.

Roger faz uma careta e começamos a rir.

— Mari, porque não leva o tio Roger para ver sua nova coleção de boneca enquanto preparamos um delicioso café. — Mal termino a frase e ela o arrasta em direção a escada.

— Conheço este olhar, meu amor, mas você sabe como ele é!

Entrelaçamos nossos dedos e vamos até a cozinha. Maria estava de folga e iria preparar algo para nós.

— Sim, mas fica colocando ideias na cabeça da Mari. Já pensou se não for uma menina, o que vamos fazer? Não quero magoar minha doce menina — digo me desvencilhando dele, indo pegar o suco e depois as frutas. — Pegue os pães, a torta e as torradas, irei pegar algo para passar no pão e depois me ajude a pegar os talheres, pratos e copos.

Will vem até a geladeira onde estava e retira gentilmente a jarra da minha mão.

— Você está muito mandona, mas já disse que não pode carregar peso e nem se estressar. Irei falar com Roger, mas até lá irá se sentar naquela cadeira enquanto arrumo tudo. — Beija meus lábios.

Sei que seu cuidado é zelo, medo que algo aconteça comigo ou com o bebê, o tornando protetor demais.

Respiro fundo, vou até a cadeira, me sento e fico vendo-o preparar tudo.

— Quanto a decepcionar Mari, não acredito que seja possível, ela quer tanto uma criança que não vai se importar se será menino ou menina e se for o caso podemos adotar duas meninas.

Arregalo os olhos com sua decisão, pois sei que ele o fará só para ver sua filha feliz e será uma grande responsabilidade adotar.

— Duas? Não acha que está exagerando um pouco?

Ele nega balançando a cabeça.

— Quanto a adotar, não tenho nada contra, mas vamos com calma, meu amor, é muita responsabilidade ter mais um filho, sendo que o nosso nem veio ao mundo ainda.

Will termina de cortar os pães e os coloca no prato.

— Sim, será, mas vamos pensar nisso quando descobrirmos o sexo do bebê!

Will findava a discussão e mesmo que possa falar algo, ele não iria mudar de ideia. Confesso que a ideia é tentadora, afinal podemos adotar e dar amor e tudo que as crianças precisam.

***

Voltamos para a sala e me sento na cadeira esperando que eles desçam.

Algum tempo depois eles descem e se sentam comigo.

Naquele momento, entendi que nada faria Roger mudar de ideia, então haveria apenas uma solução que faria com que tudo mudasse e ele parasse de pôr ideias na cabecinha da minha menina.

Sirvo suco para Mari e um pedaço de pão.

— Mamãe, eu quero muito uma irmãzinha, mas se vier um menino eu irei amá-lo do mesmo modo!

Sorrio docemente com sua resposta e sei que ela o amará, sim, mas temo que seja decepcionante ainda mais após a mãe dela dizer que jamais dará um irmão a ela.

— Eu sei, meu anjo, nunca duvidei da menina maravilhosa que tenho! — Olho para Roger e tento fazê-lo parar com isso. — Você diz que é uma menina, mas não sabemos ainda e daqui duas semanas teremos uma consulta. Quem sabe eu descubro o sexo do bebê, mas até lá estará proibido falar o que será ou não...

— Por quê? Está com medo de eu estar certo?

— Está confiante demais para o meu gosto!

Roger sorri maliciosamente como se tivesse algo em mente.

— Estou sim, tanto que para acabar com isso proponho uma trégua, não quero que meu amigo me mate por estressar sua esposa grávida.

Isso era verdade e ele sabe, ainda mais depois de Will olhar feio para ele.

— Então sugiro uma aposta, se for uma menina você me deixará mimá-la com tudo que o padrinho dela tem direito.

— Agora se for um menino, você fará tudo que eu quiser por um ano e eu já tenho o que quero em mente.

Já faz um tempo que desejo expandir os negócios, Will me ajudou e muito com as mídias. Agora havia solicitações de várias mulheres que queria começar com o ramo de acompanhantes homens e Roger é apropriado em todos os quesitos.

— Devo lembrar a senhora Blackwell que é uma mulher casada e muito bem-casada!

Reviro os olhos com seu comentário.

— Não é nada disso, se ele perder será treinado por mim e por meus associados a ser um bom funcionário.

Havíamos decidido que não contaríamos a Mariana sobre algumas coisas da minha profissão até pelo menos ela ter idade suficiente.

— Você está maluca, Ste?

Observo que Roger quase se engasga com a minha ideia e começo a rir da sua reação.

— Está com medo de perder?

A sua pose de perplexo muda e ele se torna o macho alfa que não gosta de ser chamado de medroso.

— Nem um pouco, apostado e espero que saiba perder!

Começamos a rir e Mari encarava o padrinho.

— Dindo, acho que você está lascado!

O riso rolou solto naquele momento e embora não tivesse a ideia de apostar, ela veio em uma boa hora.

.

Os pensamentos daquela tarde se esvaem quando a secretária nos chama dizendo que é a nossa vez, ela nos leva para o consultório e fecha a porta ao sair. Apertamos a mão da doutora Melanye e ela me entrega a roupa para trocar, pois faltava pouco para saber como meu bebê estava.

Vou até o banheiro, me troco, saio em direção a maca e me deitei com a ajuda de Will.

— Em todos meus anos de obstetra nunca vi um pai tão zeloso e amoroso que vem em todas as consultas!

A doutora parecia orgulhosa e sorrio para Will.

— É meu segundo filho e estou empolgado demais!

A doutora se senta ao meu lado, eleva a camisa rosa, passa o gel gelado no meu ventre e aquele arrepio transpassa meu corpo. Logo ela coloca o aparelho e olho para a tela vendo meu bebê.

— Ali está o bebê, ele está crescendo com saúde conforme os seus exames. Quer ouvir os batimentos?

Balanço a cabeça e mal posso conter as lágrimas que começam a rolar.

O som do coração do bebê pulsando ecoa pela sala, Will entrelaça nossos dedos e os leva até os lábios os beijando.

— Nosso bebê é lindo, meu amor!

Will está tão emocionado quanto eu e a doutora começa a explicar tudo que precisamos saber sobre a entrada do segundo semestre de gestação, inclusive tudo que devo comer e fazer.

— Bom, agora vamos tentar ver se hoje ele nos revela se é um menino ou uma menina?

Mordo o lábio, não importa o que venha, sendo repleto de saúde já será o suficiente.

— Sim, queremos e falo mais por meu marido, já que ele já está empolgado em começar a preparar o quarto do bebê!

A doutora sorri e começa a alisar o aparelho no meu ventre.

Após algum tempo olhando para a tela diz:

— Vocês estão com sorte, ele tirou as mãozinhas da frente e posso dizer que vocês terão um lindo menino!

Will segura firme minha mão e agradece.

— Meu amor, será um menino!

Mordo o lábio e mal contenho a alegria de saber que agora somos uma família completa.

A doutora me libera para me vestir e após me dar as receitas saímos do consultório. Iriamos para casa, mas antes preciso comprar algo tendo em vista que Roger está na nossa casa com Mari, ansioso para saber se acertou.

Na loja de bebês compro um lindo body escrito “Sou o principezinho do padrinho”, nada melhor que um presente para revelar que será um menino, mas pedi que embrulhassem em papel rosa para deixar Roger bem feliz antes de ver o presente real.

Nos últimos dias conversei com Will sobre a possibilidade de adotar uma menina, agora que sei que teremos um menino, quero mais uma menina na nossa vida e não me importa como ela seja, desde que possamos dar todo o amor do mundo.

Saímos da loja e quando entramos em casa vejo os dois de pé aguardando a notícia. Nada digo, apenas estendo o presente a Roger, que já fica todo convencido que será uma menina, mas após abrir o pacote e ver que será um menino, ele sorri feliz.

— VOU SER PADRINHO DE UM MENINO! — grita feliz e puxa Will para um abraço, enquanto Mari vem até mim e me abraça dizendo:

— Eu já te amo muito e serei a melhor irmã do mundo. Ajudarei em tudo!

Meus olhos enchem de lágrima e abraço minha filha.

— Oh, meu amor, eu sei que vai! — Volto minha atenção a Roger e concluo: — Você começa na agência na segunda-feira e me diga o melhor horário, pois será um treinamento muito longo...

Começamos a rir.

Roger vem até mim e me abraça.

— Com muito orgulho farei, eu sei ganhar assim como sei perder, mas já aviso que vou mimar muito meu afilhado e claro minha afilhada igualmente, porque mesmo não sendo uma menina eu já o amo como se fosse meu filho.

Vamos para a mesa comemorar, mais tarde irei conversar com Mari sobre a ideia de adotar uma menina e ver o que ela me diz.

Agora sim posso dizer de boca cheia que minha família está completa.

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