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Capa do romance SEGUNDA CHANCE PARA O BILIONÁRIO - SÉRIE AMORES DOS BILIONÁRIOS - PARTE 1

SEGUNDA CHANCE PARA O BILIONÁRIO - SÉRIE AMORES DOS BILIONÁRIOS - PARTE 1

Lunna vive assombrada por traumas de infância e teme se entregar ao amor. Sua vida estremece ao conhecer Adam, um homem avesso a compromissos que desperta nela uma atração perigosa. No entanto, o surgimento de Romolo, o parceiro ideal, cria um dilema emocional. Entre segredos do passado e provações cruéis, ela precisará decidir se Adam merece redenção. Em meio ao caos e descobertas dolorosas, Lunna busca forças para enfrentar o destino e encontrar a felicidade.
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Capítulo 3

Alguns dias se passaram e faltava pouco para embarcar rumo ao desconhecido. Olho meu reflexo no espelho mais uma vez e me sinto diferente, não só porque estou completando dezoito anos, mas porque sei que finalmente sairei do meu casulo. Sorrio para minha imagem e saio do banheiro, indo em direção à porta do quarto. Desço as escadas e me assusto quando ouço gritos.

— Surpresa! — sorrio ao ver a vovó, a mamãe, a senhora Salinas e seu marido, alguns vizinhos e até os clientes da confeitaria.

Vovó e mamãe se aproximam, a abuela segurando um bolo com algumas velas acesas em cima.

— Faça um pedido — mamãe diz, com os olhos brilhando.

— Eu já tenho tudo que preciso, mãe, eu só... — fecho os olhos e sopro, vendo as chamas se apagarem. — Só tenho a agradecer.

Sorrio e caminhamos até a mesa.

Mamãe corta o bolo e distribui os pedaços. Ela sabe que não gosto dessa parte, porque não tenho uma “preferida” ou “pessoa especial.” Claro que amo minha mãe, mas todos me ajudaram tanto que seria egoísmo dar o primeiro pedaço para apenas uma pessoa.

•••••♥••••• 

Aquela noite foi incrível. Nos divertimos muito, com conversas alegres e muitas risadas. Foi o melhor aniversário de todos! Mesmo que mamãe insistisse em me dar uma festa glamorosa, com vestido de babados e valsa, eu não ficaria feliz. Gosto de coisas simples, onde se pode aproveitar ao máximo a vida e tudo o que ela pode nos oferecer.

— Filha! — sinto um aperto na minha mão. Olho para o lado e mamãe me olha preocupada. — Está tudo bem?

— Sim, é... apenas nervosismo.

— Já falei isso várias vezes, mas não me canso de dizer: tenho muito orgulho de você, minha filha — diz mamãe, sorrindo com os olhos cheios de lágrimas. — Seu pai também estaria... estamos tão orgulhosas, né, mãe? — ela diz, olhando para minha avó. Admiro tanto o carinho que elas têm uma pela outra.

Mamãe perdeu os pais ainda muito jovens, então, quando conheceu meu pai, minha avó meio que a adotou como filha. Vendo ambas assim, admiro o amor, o companheirismo e a confiança que uma sente pela outra.

— Claro que estamos. Por favor, cuide-se, minha filha — diz minha avó, acariciando meu rosto.

— Não se preocupem, eu vou me cuidar — respondo, olhando para elas.

— Você colocou tudo o que precisa na bolsa? Não se esqueça de que, quando chegar lá, tem que me ligar e avisar que está tudo bem.

— Não se preocupe, mãe. Vai demorar cerca de uma semana para começar as aulas. Vou ter um tempo e até já conheci minhas colegas de quarto por videochamada! — digo animada.

— Eu sei, meu amor, é que...

— Mamãe! — me abaixo, ficando à sua altura. — Não se preocupe, não sou tão indefesa quanto costumava ser. Saberei me cuidar, fique calma! Ligo para a senhora todos os dias.

Assim que digo isso, ela sorri.

— Você promete? — ela levanta a palma da mão de frente para mim, da mesma forma que fazia quando eu era criança, para garantir que eu não quebrasse minha palavra.

— Eu prometo! — coloco a palma da minha mão contra a dela, e nós giramos até que nossos dedinhos estejam unidos.

— Não esqueça de sacar o dinheiro, caso precise. Deixei uma boa parte do dinheiro que o su padre (seu pai) deixou para a gente, na conta dele e...

— Mãe, relaxa! Levanto-me, separamos as mãos e me sento ao seu lado.

— Vamos tentar ir te ver, filha — diz ela, enxugando as lágrimas.

— Mãe, não quero que você se mate tentando ir até lá. É longe, e o tempo de viagem é cansativo. Além disso, você não pode ficar sentada por tanto tempo. Então, tome cuidado!

— Está bem, está bem! Mas...

— Atenção, passageiros. Caminhe até o portão AL 3679 com destino a Boston, com conexão em JFK, Nova York.

— Mãe, eu preciso ir — Levanto-me, pegando minha bolsa com meu livro de inglês, que será uma das minhas companhias neste longo voo.

Ela pega meu braço e me puxa para ela, quase me fazendo cair em cima dela e da cadeira de rodas. Mamãe me abraça forte, parecendo que vai me sufocar, mas aproveito os segundos ali, inalando profundamente o cheiro doce de morango que está em seus cabelos. Será um bom tempo longe dela, mas sei que sentirei muita falta.

Eu me afasto dela, e seu rosto está banhado em lágrimas. Vou para o lado de minha avó e a abraço, ela beija minha cabeça. Fico ali por alguns segundos em seus braços. Era nela que eu costumava correr quando estava com medo ou nos momentos em que mais precisava, nas noites de tempestade... Ela estava lá, segurando-me. Enxugo uma lágrima que escorre e ouço a última chamada de embarque sendo feita.

Me afasto delas, a vovó senta ao lado da mamãe, que está chorando muito. Ela pega a mão da minha mãe e a abraça com o outro braço.

— Te amo, abuela, e te amo, mamá — digo em nossa língua materna, fazendo com que ambas me olhem com espanto. Mas logo sorriem. Me afasto e caminho até o portão de embarque, respirando fundo, deixando para trás as pessoas mais importantes da minha vida e indo em busca de uma vida melhor para elas.

Olho para trás uma última vez e ambas acenam em despedida. Ando até onde preciso fazer o check-in e começo os procedimentos para entrar no avião. Passo pela inspeção e segurança, me dirijo ao portão de embarque. Com o cartão de embarque em mãos e a mochila dentro das normas da companhia aérea, concluo a vistoria e já tenho acesso imediato à área de embarque. Verifico mais uma vez o horário e o portão de embarque nos monitores espalhados pelo aeroporto, pois sei que tanto o horário quanto o portão podem mudar a qualquer momento. Isso seria trágico, pois é a primeira vez que viajo sozinha.

— Atenção, senhores passageiros! Esta é a última chamada para o voo para Boston. Caminhe até o portão de embarque AL 3679, com conexão em JFK, Nova York.

Ouço a chamada novamente e acelero o passo. Assim que chego à sala de embarque, verifico o portão do meu voo para garantir que estou no lugar certo. Agentes de terra explicam como será o embarque e os grupos prioritários. Olho para o meu cartão de embarque, conferindo a identificação do meu grupo e o horário de embarque, além de verificar o tempo de voo. Mamãe disse que a separação por grupos facilita o embarque, ajudando a formar filas menores, então aguardo meu grupo ser chamado.

Não demora muito. Entrego o cartão de embarque e o documento de identificação a uma jovem que sorri gentilmente após analisá-los.

— Tenha um ótimo voo! — ela me entrega os papéis novamente.

— Muito obrigada! — sorrio e sigo pelo corredor de vidro, vendo vários aviões estacionados. Eles são enormes.

— Uau! — olho para o lado e vejo um garotinho de mãos dadas com sua mãe. — Eles são enormes, mãe! Os aviões são tão grandões!

Ela sorri com a empolgação dele.

— Eles são, sim, Mattheu. Agora vamos, senão vamos perder o voo. — Ela diz, e ele sorri animado.

Volto minha atenção para o corredor e, ao chegar à porta do avião, apresento novamente os papéis em minhas mãos e sou liberada para entrar. Estou um pouco perdida, então me aproximo de uma comissária de bordo.

— Olá, tudo bem? Bom dia! Poderia me ajudar a encontrar meu lugar? — pergunto.

— Olá, claro! — ela diz, entregando o papel a mim. — Venha comigo, por favor! — A sigo e caminhamos até o fundo do avião. — Os assentos são identificados por número e letras que ficam na base do porta-malas — ela indica com a mão. O número marca a fileira em que você está sentada, e a letra representa a posição do assento: janela, meio ou corredor, dos dois lados. Acima de cada fileira, há uma identificação da localização do assento. Basta seguir o desenho e sentar. Se tiver alguém no seu lugar, fale com a pessoa ou avise o comissário de bordo. — Chegamos ao meu assento e não havia ninguém lá. — Após localizar seu lugar, use o bagageiro acima para colocar sua bagagem de mão. Sua bolsa ou item pessoal deve ficar embaixo do assento à sua frente, perto dos seus pés.

— Muito obrigada pela ajuda! — sorrio para ela, que retribui o sorriso.

— De nada, e se precisar de algo, me avise novamente. Sei que será um longo voo! — concordo com a cabeça, e ela se afasta. Coloco minha mochila ao lado dos meus pés.

— Bom dia, queridos passageiros, aqui quem fala é o comandante, e serei responsável por este voo. Sejam bem-vindos! Este voo tem como destino Boston. Apertem os cintos e, em alguns minutos, o comissário começará a dar as instruções de segurança.

Assim que ouço o aviso, sinto um friozinho na barriga e faço o que me mandam. As instruções são passadas de forma bem simples.

Após as instruções, levanto a cortina da janela e me preparo para a decolagem. Sentir o avião saindo do solo é indescritível. Tento aproveitar cada segundo, mas acabo fechando os olhos e me segurando firme no assento. Quando finalmente os abro, olho pela janela e vejo a cidade ficando pequenininha lá embaixo. É realmente emocionante! A cidade que me acolheu está ficando para trás. Agora, estou indo para longe, deixando meu coração aqui com minha mãe e minha avó. Abro minha bolsa, pego meu livro e começo a estudar.

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