
Tentação pecaminosa: Playboy bilionário implora meu retorno
Capítulo 2
"Se eles descobrirem, estou acabada. Você tem o poder de apagar as imagens. Por favor, estou te implorando..."
Íris tremia incontrolavelmente, seus dedos agarrados firmemente à manga de Vicente enquanto sua voz se quebrava de pura desespero.
Sem hesitar um segundo, ele afastou seus dedos, seu rosto vazio de emoção, frio e distante. "Tenho um encontro amanhã. Não tenho tempo para isso", ele disse.
Sem mais uma palavra, virou-se e se afastou. Ajudá-la não lhe custaria nada. Mas ele não o faria.
Íris ficou imóvel, seu corpo ficando mais frio a cada segundo.
Se a verdade viesse à tona—se alguém descobrisse que ela e Vicente foram os pegos naquele ato escandaloso no funeral de Caden—sua vida estaria em ruínas.
Bryanna a deserdaria. Sua universidade a expulsaria. Sem formação, conseguir um emprego respeitável seria impossível. Anos de trabalho duro não valeriam nada.
Ficar com Vicente no funeral de Caden—nenhuma punição poderia jamais limpar essa desgraça. Sua reputação estaria em ruínas.
O que ela poderia fazer então?
Íris afundou no chão, pressionando uma mão sobre a boca enquanto soluços silenciosos sacudiam seu corpo.
No dia seguinte, ela evitou a escola, com muito medo de colocar os pés para fora. Tudo o que podia fazer era esperar—temendo o momento inevitável em que seu mundo desabaria ao seu redor.
No início da tarde, Vicente voltou para casa.
"Como foi seu encontro com Elianna?" Bryanna perguntou a ele com curiosidade entusiasmada.
Vicente levantou uma sobrancelha, ligeiramente divertido. "Nós nos demos bem."
Bryanna suspirou aliviada. "Que maravilha! Vou ligar para Dolores imediatamente."
Enquanto Vicente tirava o casaco, seus olhos se desviaram para a entrada, onde um par de sapatos colocados cuidadosamente chamou sua atenção. "Íris está em casa?"
Bryanna, já discando, respondeu distraidamente: "Ela disse que não estava se sentindo bem, então ficou em casa."
Vicente colocou o casaco de lado. "Vou verificar como ela está."
Bryanna hesitou por um momento antes de falar. "Íris já é adulta. Vocês dois devem manter uma certa distância."
Parado na base da escada, Vicente soltou uma risadinha. "Praticamente a vi crescer."
Bryanna assentiu em concordância, um sorriso satisfeito se formando. "Íris sempre foi a mais educada—ela nunca faria nada inapropriado. Não importa. Vá em frente."
No andar de cima, no quarto.
"Dor menstrual?" A voz de Vicente era baixa enquanto ele olhava para a pequena figura encolhida sob o cobertor rosa. Deslizando uma mão sob as cobertas, ele traçou seus dedos ao longo de suas curvas suaves, movendo-se para baixo.
"Por favor, pare com isso!" Íris ofegou, sua respiração entrecortada enquanto agarrava freneticamente a mão dele que vagava.
Vicente afastou suavemente os fios de cabelo soltos de sua testa. "Você parece doente."
Íris virou o rosto para o lado, evitando deliberadamente seu toque.
Ele a puxou para o seu colo, sua mão pressionando contra seu abdômen em movimentos lentos e deliberados. "Dizem que fazer amor com mais frequência ajuda com a dor."
Ela estremeceu levemente.
Naquele instante, tudo ficou claro para ela. Ele nunca planejou deixá-la ir.
Ele não ignorou a câmera de vigilância—ele deliberadamente deixou as imagens surgirem. No momento em que Bryanna a expulsasse e a universidade a expulsasse, ela ficaria sem nada. Sem lar. Sem futuro. E quando isso acontecesse, ela nunca poderia escapar de seu controle.
Lágrimas rolaram pelas bochechas de Íris enquanto ela lutava para falar através dos soluços. "Por favor, imploro-te... Só me deixe terminar meus estudos."
Vicente deslizou sob as cobertas ao lado dela, seu hálito quente e carregado de desejo. Ele não estava prestando atenção.
Seus dedos de repente pararam, e uma leve ruga se formou entre suas sobrancelhas. "Você não está menstruada."
Íris congelou, balançando a cabeça.
Ele soltou um suspiro lento, divertimento filtrando-se por sua voz enquanto sua mão continuava sua descida deliberada e provocante. "Sua mentirosa."
A mente de Íris entrou em turbulência. Ela não ousava resistir. Ela nem mesmo ousava se mover.
Suas mãos eram experientes, soltando suas roupas com facilidade. Uma a uma, as finas camadas de tecido escorregaram.
Sob o cobertor, suas mãos vagavam livremente. Sua respiração ficou mais pesada, o ar entre eles espesso de calor.
Íris se encolheu, seu rosto queimando enquanto se afogava no cheiro dele.
Cada lugar que seus dedos tocavam parecia fogo, seu corpo traindo os últimos vestígios de sua determinação.
Sob suas provocações constantes, uma fina camada de suor cobriu sua pele.
A tensão se enrolou entre eles, o fogo do desejo os consumindo.
Uma batida repentina quebrou o momento.
"Vicente, por que a porta está trancada? Preciso falar com você." A voz de Bryanna soou do lado de fora.
Íris se levantou rapidamente, procurando suas roupas. Mas Vicente a agarrou pelo pulso, puxando-a de volta para a cama, envolvendo o cobertor firmemente ao seu redor.
Então, como se nada tivesse acontecido, ele se levantou e foi até a porta.
Quando a porta se abriu, sua expressão já tinha voltado ao seu habitual controle. Ele se virou para Bryanna com um sorriso suave. "Há algum problema?"
Seu rosto estava vazio de qualquer desejo—não restava nenhum traço do homem que havia se entregado ao desejo desenfreado momentos atrás.
Bryanna não perdeu tempo indo direto ao ponto. "A Família Lambert afirma que conseguiu as imagens de vigilância, mas a distância torna quase inúteis. As imagens estão borradas demais para identificar os rostos do casal sem vergonha. Você tem uma equipe de primeira linha—poderia ajudar a melhorar a resolução?"
Vicente casualmente endireitou suas abotoaduras. "Sem problemas."
O peito de Íris se apertou. Por que ele não recusou?
Bryanna exalou aliviada, então se virou para Íris. "Íris, naquele dia eu te vi entrando pela porta dos fundos. Você viu alguém no quiosque atrás da funerária?"
Naquele dia, tudo aconteceu tão rápido.
Dentro do quiosque, seus corpos superiores permaneciam totalmente vestidos, mas suas metades inferiores estavam entrelaçadas tão apertadas. De longe, pareciam nada mais do que duas pessoas sentadas incomumente próximas. Na realidade, estavam perdidos no auge de sua paixão.
De longe, uma figura estava à porta dos fundos da funerária, acenando em sua direção.
No auge da intensidade, eles se renderam ao seu alívio.
E então—Maggie Warren se aproximou para cumprimentar Vicente.
Íris mal conseguiu puxar sua saia a tempo, seu rosto ainda corado, sua respiração instável.
De volta à realidade, ela levantou os olhos, apenas para descobrir que Vicente já havia desviado seu foco para outro lugar. Com as mãos nos bolsos, ele estava à porta. Seu terno permanecia impecável, sem um único vinco à vista.
Nenhum vestígio do homem que acabara de consumi-la momentos atrás. Como se ela fosse a única que perdeu o controle.
Reunindo seus pensamentos, os olhos de Íris se encontraram com os de Bryanna, e um choque de pânico a percorreu. Ela rapidamente balançou a cabeça, sua voz trêmula. "N-não... Não vi ninguém."
Bryanna assentiu satisfeita. "Bom. Como uma dama de uma família distinta, você não deveria estar exposta a—muito menos testemunhar—essas coisas vergonhosas."
Íris abaixou o rosto, o peso da culpa se instalando pesadamente em seu peito.
Bryanna voltou seu foco para Vicente. "Podemos esperar resultados dentro de uma semana?"
Sua resposta foi suave, quase sem esforço. "Cinco dias no máximo."
A cabeça de Íris se ergueu em choque. O que ele estava insinuando? Ele pretendia deixar a verdade vir à tona?
Mas fazia sentido. Uma vez que o escândalo surgisse, todos assumiriam que ela tinha se jogado para ele. Afinal, por que Vicente Stewart—um homem com riqueza, poder e status—nunca teria falta de atenção feminina?
As lágrimas em seus olhos ameaçavam escapar.
"Quanto mais cedo, melhor", Bryanna disse, sua voz com uma ponta de impaciência. "Preciso saber qual mulher desavergonhada teve a audácia de fazer uma coisa dessas."
Mulheres que usavam sua beleza para manipular homens a enojavam.
Ela voltou sua atenção para Íris, franzindo as sobrancelhas em desaprovação. "Íris, Vicente está bem aqui. Por que você ainda está escondida sob as cobertas? Levante-se."
Íris permaneceu congelada no lugar. Ela não podia se mover—não quando não tinha nada sob o cobertor.
"O que há de errado? Você está se sentindo mal?" Bryanna deu um passo à frente, pressionando uma mão na testa de Íris. "Você está queimando. E está encharcada de suor."
O coração de Íris batia tão forte que ecoava em seus ouvidos.
Isso não era uma febre. Isso era obra de Vicente.
Vicente ficou calmo, sua postura inabalável, mãos colocadas ordenadamente nos bolsos. "Ela está menstruada. Peça à governanta para trazer uma almofada térmica e alguma bebida quente."
Bryanna soltou um suspiro frustrado. "Você deveria ter me contado em vez dele. Homens não deveriam se preocupar com esse tipo de coisa."
Os lábios de Vicente se curvaram em um sorriso. "Está tudo bem. Somos família."
Íris sentiu sua compostura escorregar. Ele estava gostando disso.
Bryanna retirou a mão, soltando uma leve risada. "É bom ver vocês dois se dando bem. Quando Elianna se juntar à família, espero que você a trate tão bem quanto."
Vicente levantou uma sobrancelha, mas não disse nada. Seu silêncio falou volumes.
Sob o cobertor, Íris apertou os lençóis com tanta força que seus nós dos dedos ficaram pálidos.
Enquanto Bryanna se afastava com Vicente, ela acrescentou: "Vamos, vamos escolher alguns presentes para Elianna. Ela deve ter algo bonito na próxima vez que você a vir."
Por enquanto, Íris havia ganho um alívio temporário. Com apenas uma semana antes dos resultados serem revelados, ela não teve escolha a não ser voltar para a escola.
Naquele dia, a ligação de Bryanna veio. "Íris, venha para casa. Agora."
Um profundo senso de medo se instalou no peito de Íris. Não importava o quanto ela desejasse um resultado diferente, o momento que ela tanto temia finalmente havia chegado.
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