Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance As cláusulas do Amor

As cláusulas do Amor

Um executivo implacável, focado em lucros e poder, vê sua lógica falhar diante de uma cláusula contratual inesperada. Para quitar dívidas e proteger uma criança, uma jovem determinada aceita um acordo de luxo e riscos. O que deveria ser apenas um contrato frio evolui para um jogo perigoso de sedução e mentiras. Entre olhares e toques, eles descobrem que o desejo foge do controle, provando que certas regras não se leem, mas se sentem intensamente.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

Meses antes do encontro com ele...

Abracei o corpo pequeno, tentando transmitir o pouco de calor que restava em mim. A tempestade de neve castigava as ruas, e dentro do apartamento o silêncio era quebrado apenas pelo vento que uivava nas frestas das janelas. Sem eletricidade, sem aquecedor, restavam apenas cobertas finas que já não nos protegiam.

- Promete que nunca vamos nos separar? - a doçura na voz dele me fez arder por dentro, como se cada palavra fosse um convite ao choro.

- Você é o meu tudo, jamais te deixarei. Sempre vou cuidar de você. - Respondi, forçando firmeza, mesmo com a emoção sufocando a minha garganta. Eu não queria que ele percebesse a tristeza que me corroía.

Ele sorriu e ergueu o rostinho para mim. Beijei sua testa, ajeitando as cobertas em volta do seu corpo frágil.

- Está muito frio... - murmurou, encolhendo-se ainda mais contra o meu peito.

- Vamos ficar juntinhos, debaixo das cobertas. Logo vai esquentar. - Menti, sussurrando em seus cabelos negros.

Não ia esquentar. Quanto mais a noite avançava, mais o frio nos engolia. Beijei o topo de sua cabeça e ergui o olhar para a mesa da sala: uma pilha de contas se acumulava como uma sentença. Faculdade. Hospital. Aluguel. Cada papel era um lembrete cruel de que eu estava afundando mais a cada dia.

Comecei a cantarolar baixinho a canção de ninar que ele amava desde bebê. Sua respiração foi se acalmando aos poucos, mas eu sabia que, por dentro, ele sentia o mesmo medo de que eu: e se nos separassem? Ele era tudo o que me restava. Eu era a única responsável.

Tentei não pensar, me concentrando na letra delicada da canção de ninar, abaixando a voz ao perceber que ele estava relaxando, sua respiração mais calma. Foi quando o celular iluminou a tela: mais uma mensagem de Charles. Sentindo-me um fracasso total, li mais uma de suas ameaças.

Você tem mais alguns dias e vou dar ordem de despejo! Mas você sempre tem a possibilidade de dormir comigo e posso perdoar os aluguéis em atraso. Não seja orgulhosa.

A ideia me enojava. Ele tinha idade para ser meu avô e, por mais desesperada que estivesse, jamais me submeteria àquele porco. Não respondi, como em todas as outras vezes. A raiva me consumia, a impotência me sufocava.

O trabalho como secretária também não ajudava muito. Meu patrão era uma boa pessoa, mas o irmão dele, seu sócio, era tão cretino e nojento quanto o dono do apartamento. Sempre me cercando, sempre insinuando que poderia "me ajudar" em troca de algo.

Chorei mais uma vez naquela noite, tentando não fazer barulho, deixando as lágrimas descerem enquanto virava o rosto para o alto para não molhar o meu pequeno. Tanta dor, tanto sofrimento em nossas vidas, enquanto o mundo lá fora seguia indiferente. Via as vitrines decoradas para o Natal que se aproximava, pessoas saindo pelas ruas carregando sacolas, presentes caros, enquanto eu mal tinha dinheiro para alimentar uma criança.

O cansaço me venceu mais uma vez. Talvez eu sonhasse, talvez fosse algo bonito. Porque ultimamente, nem mesmo durante o sono, eu sonhava.

O despertar naquela manhã não foi tranquilo. Mais chamadas de cobrança, mais ameaças do dono do apartamento, e o peso de uma prova importante na faculdade. Minha sorte foi conseguir uma folga no escritório, e a senhora Gorette, sempre gentil, convidou Gabriel para passear com ela e encontrar os netos, que gostavam tanto dele.

Fiz um café depois de arrumar a bagunça em casa e me sentei em frente ao laptop para estudar, mas a minha paz durou pouco. A campainha soou.

Meu coração disparou. Levantei-me devagar, imaginando ser algum cobrador, ou pior, Charles tentando me assediar mais uma vez. Fui até a porta e olhei pelo olho mágico. Do outro lado, como uma sombra fria, estava a senhora Corine, a assistente social. Seus óculos refletiam a luz do corredor. Fiquei tentada a não abrir, mas não podia correr dela para sempre.

Abri, e ela me encarou de cima a baixo, limpando a garganta.

- Bom dia, senhorita Karen, estou à sua procura já faz uma semana. Nunca está disponível para que eu visite este apartamento, nem para falarmos sobre a sua situação...

- Bom dia. Me desculpe, andei muito ocupada com o trabalho, a faculdade e em cuidar de Gab. Por favor, entre, posso oferecer...

- Isto é a vida de um adulto com filhos, por isso acho que você não está adaptada para tal responsabilidade. É muito jovem. - Interrompeu, entrando sem cerimônia e analisando tudo ao redor, sua voz venenosa disparando julgamentos.

- Poderia ser mãe dele pela minha idade. Não vejo sentido em sua fala. Muitas meninas jovens engravidam e...

- Sim. E a maioria delas não consegue sustentar os filhos ou para de estudar.

O preconceito em sua voz me feriu como uma lâmina. A vontade era bater à porta em sua cara, mas o risco de ela voltar com a polícia e arrancar Gabriel de mim me fez engolir a raiva.

- Temos visões diferentes, mas entendo o seu ponto de vista, senhora Corine. - Respondi, controlando o tom.

- O cheiro de mofo aqui dentro é desagradável. Não faz bem para a saúde de uma criança. - continuou, erguendo o nariz enquanto caminhava pelo apartamento como se fosse bem-vinda.

- Já reclamei para o proprietário, mas nada foi feito. Mesmo assim limpei tudo com cândida e produtos específicos. Assim que conseguir um emprego melhor, vamos nos mudar.

- Sonhos não se realizam se você não se mover, senhorita.

Jamais havia odiado tanto alguém. Pedi perdão mentalmente aos meus pais, porque eles não me criaram para cultivar ódio. Mas era impossível nutrir simpatia por aquela criatura cruel.

Ela retirou papéis da pasta, anotando em sua prancheta com expressão dura, indiferente ao meu estado. Não estava interessada em me ouvir, nem em ajudar. O sistema só queria arrancar o meu garotinho de mim.

- Estou me empenhando. Estou esperando respostas nos próximos dias...

- Seu tempo acabou.

- Não, por favor... - o choro de desespero rompeu sem trégua. - Não pode fazer isso, não pode nos separar.

- Onde está a criança? Vou falar com ele e chamarei a equipe para levá-lo ao abrigo.

- Ele está em um passeio com a minha vizinha.

- Uma estranha?

- Ela é minha vizinha, ex-professora de jardim de infância. Os netos dela moram a duas quadras, sempre brincam com Gab.

- Gorette?

- Sim. É ela quem nos ajuda.

- Ela é voluntária no abrigo, eu a conheço bem.

Ao menos uma boa notícia. Se ela conhecia a senhora Gorette, que sempre demonstrou tanto carinho por nós, talvez não me acusasse de negligência ou de qualquer outra falha que já estivesse planejando para me prejudicar. Respirei fundo, reunindo coragem, e tentei virar a situação a meu favor:

- Por favor, me dê mais tempo. Tem que haver outro jeito...

- Lamento, mas não existe outra solução. - Sua voz foi cortante. - Você tem um emprego com salário insuficiente para todas as despesas. Se não provar estabilidade, não terá como manter a guarda do menino. Sem falar neste lugar...

- Por favor... - minhas mãos tremiam, o papel que ela me entregava quase se rasgando entre meus dedos. - Dê-me mais tempo. Ele é apenas uma criança. Perdemos nossos pais, somos só nós dois. Não pode nos separar...

As lágrimas caíram sem permissão, encharcando meu casaco gasto. Num impulso, segurei o braço dela, implorando como uma condenada à beira do abismo.

- Já lhe dei um mês. - respondeu seca, afastando-se do meu toque. - No máximo, mais uma semana. Encontre um emprego. Não o deixe sozinho. Estou fazendo isto apenas por um favor a Gorette, deixe a ela minhas lembranças.

Não agradeci e nem falei mais nada, fixando no último tempo que me restava: Uma semana.

As palavras ecoaram como uma sentença de morte.

Fiquei parada à porta depois que ela se foi, sem forças, como se tivesse perdido também a dignidade ao me humilhar diante daquela mulher. Vergonha e desespero se misturavam no meu peito, mas o pior era o medo. Medo de que, por mais que eu lutasse, levassem Gabriel de mim.

Sob o olhar dele...

Meses antes do encontro com ela...

Tudo parecia ruir. Sempre tive o controle, e agora via o que construí vacilar por causa de uma traição ridícula. Só podia ser uma piada amarga.

- Esqueça isso... - Rino, meu primo, me encarou com seriedade.

- Foi uma maldita traição...

- Você nem gosta dela, não vejo dessa forma. - Meu irmão, ao contrário de Rino, riu, sempre pronto para transformar tragédia em piada.

- Você sabe que precisamos dessa fusão. É a chance de expandir os negócios da família. Estava tudo certo, era só ela aceitar, assinar os papéis...

- Sério? Você não percebe o que ela realmente queria? Você. - Ele fez sinal para o garçom, que trouxe outra garrafa do melhor uísque da casa.

Não era a primeira vez deles ali, mas para mim era.

- Ela queria ficar comigo. Estou com ela faz tempo...

- Justamente por isso. Ela queria casamento, queria ser sua esposa. - Rino sorriu.

- Não estou interessado em me casar. Se ela pensa que vai me atingir dessa maneira, está enganada.

- E o que pretende fazer?

- Duvido que você tenha coragem de entrar no dia da cerimônia e impedir o casamento declarando o seu amor. - Zombou meu irmão.

Amor? Ele realmente estava rindo. Sabia que eu não acreditava nesses sentimentos. Meu objetivo era vencer, conquistar mais poder, acumular ainda mais. A empresa da nossa família deveria ser a maior do mundo, e não seriam os caprichos da minha ex-namorada que me fariam ceder. Sempre tive tudo sob controle. Nunca admitiria perder, principalmente com tanto em jogo.

- Acho que ela realmente pode ter se apaixonado... - mais uma vez meu irmão riu da situação.

- Ela me ama. Está apaixonada por mim. Sou o melhor partido da cidade, na verdade, do país.

- Sim, o rei da modéstia. - Rino ergueu o copo em nossa direção.

- Apenas sou realista. Agora me diga, qual é a sua ideia para expandir sua parte?

- Tecnologia. Estou apostando em máquinas novas vindas do Japão. O único empecilho é o meu pai, você sabe...

- Ele quer você casado e com filhos. Que vida triste a de vocês, prestes a subir ao altar. Eu prefiro minha vida de solteiro, justamente por isso... - meu irmão apontou para a ruiva de vestido provocante que o chamava para dançar.

- Eu não vou subir ao altar, mas você vai precisar, se quiser convencer seu pai...

- Não mesmo. Não sou avesso ao casamento como vocês, mas não quero fazer isso por obrigação, por negócios. Se eu não puder acessar o fundo fiduciário, paciência. Mas vou tentar resolver de outra maneira. Gilbert me indicou algo... ainda estou pensando.

- O que seria?

- Um casamento por contrato...

- E você vai contratar alguém e correr o risco de ser uma alpinista ou de vender a história para o primeiro jornalista? - tentei alertá-lo da loucura que pretendia.

- Não, seria algo bem seguro. Existe um site de acompanhantes de luxo. - Ele colocou um cartão na mesa e continuou: - Está acostumado a contratar as garotas. O sigilo é respeitado, e elas trabalham com contratos que garantem segurança para ambos.

- Vai contratar uma garota de programa?

- Não são garotas de programa, são acompanhantes...

- Rino, uma mulher que oferece o corpo por dinheiro não tem outro nome. Você está arriscando...

- Não há necessidade de existir sexo durante a farsa. Exigirei isso. - Afirmou, já convencido da loucura que cometeria.

- Posso apenas desejar sorte. Se precisar de dinheiro para os negócios, eu...

- Você sabe que não se trata apenas de dinheiro. Se trata do que tenho direito. Minha mãe merece que eu assuma tudo.

Entendia a dor dele, mas só podia esperar que estivesse tomando a decisão certa. O telefone tocou, e Rino se levantou para atender. Peguei o copo e dei mais um gole. Eu precisava de álcool, precisava de ideias para trazer minha ex de volta.

Meu olhar se prendeu ao cartão que Rino havia deixado sobre a mesa. O nome da boate estava gravado em letras vermelhas sobre o fundo escuro, discreto, sem imagens vulgares. Por impulso, peguei o telefone e digitei o endereço do site.

O catálogo se abriu diante de mim. Mulheres perfeitas, belas como modelos de passarela. Passei por algumas fotos, sem paciência. Belas, sim. Mas vazias. Não era o que eu procurava. Na verdade, nem eu mesmo sabia o que procurava.

Até que um detalhe me fez parar.

A beleza estonteante estava ali, mas foi a descrição que me prendeu. Havia algo diferente nela, algo que me fez voltar à página e ler de novo.

Talvez a ideia de Rino não fosse tão ruim assim. Talvez eu pudesse fazer o mesmo, mas não para um casamento. Isto faria a minha ex repensar seu joguinho e voltar correndo, implorando pelo meu perdão, me dando assim vantagem para minhas exigências no nosso acordo comercial.

Olhei novamente para a foto no site. Os longos cabelos negros caíam em ondas, e os olhos misteriosos, escondidos atrás de uma máscara veneziana, pareciam atravessar a tela. Entre tantas mulheres que exibiam seus rostos com desinibição, ela era a única que preferia o anonimato. E justamente por isso se destacava.

Não ela. Havia algo diferente. Além da descrição que exaltava não apenas a aparência, mas também o intelecto, a sua beleza era desarmante, quase perigosa. Havia nela um mistério que me provocava, como se desafiasse qualquer um a querer descobri-la.

Rapidamente digitei uma mensagem no celular e, em seguida, liguei para Carlo.

- Acabei de receber sua mensagem. Quer que eu descubra tudo sobre ela... - respondeu de imediato, como sempre.

- Sim. Preciso saber cada passo dela. O principal: preciso ter certeza de que não é uma alpinista social...

- Tudo bem, considere feito. Mas preciso de tempo, ando resolvendo coisas para a sua família e tenho prazos nos próximos dias...

- Rino falou com você. Suponho que pediu a mesma coisa.

- Sim...

Um incômodo me atravessou no mesmo instante. Estaria meu primo interessado na mesma mulher que eu? Se fosse o caso, eu ofereceria mais. Para mim, aquilo não era sobre desejo, era sobre negócios. E negócios eu nunca perdia.

- Ele pediu informações sobre ela?

- Na verdade, não. O interesse dele é pela proprietária do lugar. Mas já o alertei: ela está presa em um casamento abusivo e tóxico...

Não sabia se ficava aliviado ou preocupado. Rino era o tipo que adorava posar de herói. Se alimentava do papel de salvador. Se nutrisse algum interesse por aquela mulher, saber que ela estava em apuros o levaria a complicações ainda maiores do que as que já tinha.

- Tudo bem. Cuide primeiro do que ele pediu, depois do que eu necessito.

- Não vai levar muito. Semana que vem você terá todas as informações sobre a sua garota.

Despedimo-nos e desliguei. Fiquei com aquela última frase ecoando em minha mente: minha garota. Ela não era minha. Era uma desconhecida, uma mulher misteriosa que eu usaria para os meus propósitos. E, ainda assim, havia algo nela que já me fascinava. Uma fagulha de curiosidade que eu não deveria sentir, mas que me prendia como um vício.

Você pode gostar

Capa do romance A barriga de aluguel mimada do bilionário
9.2
Melanie aceitou ser barriga de aluguel para salvar o pai, mas perdeu tudo após ser traída pela família e pelo noivo. Três anos depois, ela retorna para impedir a demolição de sua antiga casa e confronta o CEO Mateus. O que começa como um casamento de conveniência por causa da filha dele logo se transforma. Enquanto a menina pede por um irmão, segredos do passado ressurgem, forçando Melanie a questionar a verdade sobre sua vida e o acordo que selou.
Capa do romance A garota digna de muito mais
8.1
Stella viu o amor de Marc se tornar crueldade. Enquanto ela destruía as lembranças do casamento, ele a traía abertamente. Após confrontá-lo, ela apagou seu passado e sumiu, provocando a ruína do império dele. Marc tentou recuperá-la, mas encontrou apenas um registro de óbito. Tempos depois, ao reencontrá-la acompanhada por um magnata poderoso, ele implora por perdão. Com desprezo, ela deixa claro que ele nunca mais será digno de seu amor.
Capa do romance Andrew e a Escolha da Secretária - Duologia Amores Intensos Livro 2
8.6
No segundo volume da série Amores Intensos, Maria Eduarda aprende que o amor não deve ser sinônimo de sofrimento. Após um término doloroso, ela busca recomeçar como secretária na Ferraz e Collins. Lá, Duda reencontra Andrew, um CEO de olhos azuis marcantes e estilo nada convencional. O destino os une novamente, e ele promete transformar a visão de mundo da protagonista, conquistando seu coração ferido de uma forma arrebatadora e profunda.
Capa do romance Carinho incontrolável
8.7
Com uma proposta direta e um sorriso radiante, ela desafia o enigmático herdeiro da Companhia Yun. O jovem mestre, famoso por seu charme reservado e magnetismo natural, exige ser convencido a aceitar o matrimônio. Enquanto todos são atraídos pela sua aura taciturna e status de prestígio, ela mantém a confiança absoluta. Portando um trunfo secreto, a protagonista mergulha em um jogo de sedução para conquistar o coração do homem que todos desejam.
Capa do romance Minha querida princesa
7.9
Forçada por seus familiares a uma união indesejada, Melissa se vê presa a Brian Long, o implacável e gélido CEO do Grupo Long. Conhecido como o homem mais influente do País Z, ele esconde uma personalidade arrogante e cruel por trás de seu poder. No entanto, o surgimento de um sentimento genuíno promete transformar essa relação. Será que um amor profundo será capaz de derreter o gelo no coração do bilionário e mudar o destino desse casal?
Capa do romance O Contrato da Minha Vida
8.9
Aos 19 anos, Everely Piers enfrenta o colapso financeiro de sua família e o câncer terminal de sua mãe. Sem opções para custear o tratamento urgente, ela aceita um casamento por contrato com o influente Collin Black. O que nasceu como um acordo de conveniência e sacrifício toma um rumo inesperado na convivência. Entre o dever e a proximidade, Everely começa a sentir algo novo por Collin, questionando se o ódio inicial deu lugar a um verdadeiro amor.