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Capa do romance Arthur Bornovvi

Arthur Bornovvi

Um poderoso CEO precisa urgentemente de uma noiva para cumprir seus objetivos. O destino o leva a resgatar uma mulher que vive nas ruas, a quem ele propõe um inusitado acordo: um casamento por contrato. A união é estritamente pragmática, desenhada para beneficiar ambos os lados sem qualquer espaço para sentimentos. Eles estabelecem um pacto claro, prometendo uma convivência sem amor, paixões ou apegos emocionais enquanto durar o negócio.
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Capítulo 3

Em casa

Um mês de passa e Analu já havia sido liberada do hospital, dias antes disso Arthur ordenou que limpassem e arrumassem um quarto ao lado do dele na mansão, dando todo ar feminino o mais rápido possível.

Ele ainda não havia dito para Vanessa que a casa ganharia uma nova integrante e ao ver a arrumação a mulher julgou ser para ela.

- Nossa... Eu estou adorando que estão mudando tudo de lugar e deixando mais feminino só que eu não gosto dessas cores - aponta para cortina e Maria diz :

- Não é para você este quarto então não deve opinar em nada - debocha de forma rude e com a cara fechada. Ela odiava Vanessa e não via a hora de Arthur a expulsar de vez da sua vida.

- Mas quem virá para cá então ? É uma mulher eu tenho certeza mas quero saber quem é - afirma indo até Maria que a ignora - Conta logo empregada !

- Primeiro me respeite, segundo que não te interessa e terceiro... Saia já daqui por favor - ordena apontando para a porta.

- Até parece que você tem moral alguma nessa casa para me expulsar não é...

- Ela tem mais poder que você então quando ela lhe ordenar algo obedeça - afirma Arthur a puxando para fora.

- Arthur quem é que vai ficar naquele quarto ? Quem é essa vadia que você vai trazer pra cá ? - questiona revoltada e ele a encosta na parede e diz :

- Primeiro que eu já repeti várias vezes que essa casa não é sua entrega se eu quiser encher isso daqui de Prostitutas eu posso por que é meu... Segundo que você não tem direito nenhum de saber nada da minha vida está bem ? Eu já te avisei que não a quero aqui sem que eu te chame e eu espero ser a última vez que eu repito isso de forma educada - se afasta e abre a porta do seu quarto.

- Arthur que merda está acontecendo ? Você mudou muito comigo esses dias e eu quero saber o por que - salta na frente dele.

- Eu estou igual, como sempre... Você que insiste em se dar uma importância que claramente não tem - pega um presente - Entrega para o Felipe.

- Ok... Eu não sou Importante... Tudo bem - sai do quarto pisando duro e fingindo drama.

Arthur sabia que por mais que aquelas palavras tivessem doido nela quando ele a chamasse ela viria de prontidão... E nem ele sabia direito o por que.

Ele toma um banho rápido e depois vai até a cozinha almoçar, logo em seguida vai até o hospital onde pega Analu e trás para a mansão.

No caminho dirigindo ele conta algumas coisas sobre a paisagem e percebe ela extremamente maravilhada com tudo, quando estacionam na mansão o rapaz vê os olhos dela brilharem ao ver a propriedade e o vislumbre da garota o deixava satisfeito e feliz.

- Ali tem uma piscina e lá atrás uma cobertura com uma piscina maior, tem um lugar onde fazemos churrascos e lá dentro tem vários quartos e lugares bons para você ficar - abre a porta - Gosta de livros ? Tem uma biblioteca enorme lá em cima - aponta para as escadas.

- Eu acho que gosto e que casa linda - elogia olhando ao redor - Onde está aquela senhorinha muito fofa ?

- A Maria ? - confirma e a senhora vem da cozinha, Analu vai até ela animada e lhe dá um abraço forte.

- Essa daqui... O nome dela é Maria ? - indaga e ela acente com a cabeça.

- Que nome fofo, como a senhora... É a avó dele ? - questiona olhando para Arthur.

- Sou a babá dele minha querida.

- Babá ? Ele é tão velho e ainda tem babá ? - questiona e a senhora começa a rir.

- Eu não sou velho e não se tem idade limite para ter uma babá oras - abraça Maria - Essa daqui é a melhor de todas então não importa se eu sou um bebê ou um velho, eu sempre vou precisar dela - dá um beijo na senhora.

- Eu também preciso agora... Vamos ter que dividir - a abraça e ela retribui.

- Tem Maria suficiente para os dois não briguem... Agora venham almoçar por que eu fiz uma comida maravilhosa para os dois - segue até a cozinha e Analu vai junto porém ao ver Arthur na sala ela volta e pergunta ;

- Não vai comer com a gente ?

- Eu já almocei Analu... Vou resolver umas coisas do trabalho e Jajá eu volto pra te mostrar a casa está bem ? - dá um abraço nela - Qualquer coisa fala com a Maria e não esquece dos remédios - relembra e ela revira os olhos.

- A Maria é esquecida ? - indaga e ele estranha a pergunta.

- Um pouco por que ?.

- Eu sabia que tinha um motivo pra eu adorar ela - dá um abraço nele - Tchau e bom trabalho - vai até a cozinha e o rapaz percebe o que ela quis dizer.

- Saulo ! - grita o segurança vem até a sala.

- Pois não senhor.

- Lembra a Maria de dar o remédio da Analu as três e se eu não chegar antes das quatro lembra desse também ok ? E não deixa a Vanessa entrar de jeito nenhum - ordena indo até a porta da mansão.

- Ok senhor... Boa viagem.

- Obrigada - agradece fechando a porta.

Analu almoça e fica um bom tempo na cozinha com Maria, até que começa a se sentir um pouco mal porém disfarça e a senhora acaba não percebendo.

- Maria, o patrão disse que as três era para dar um remédio a uma tal de Analu - avisa Saulo bebendo um pouco de água.

- Ok eu acho que é esse - tira do avental e olha na receita - É esse mesmo - pega um copo de água e vai até Analu.

- Querida o seu remédio - entrega e a garota toma, aos poucos o mau estar vai passando porém Maria percebe ela um pouco quente e mede a temperatura na sua testa, preocupada a senhora procura um termômetro para confirmar a sua suspeita.

- O que está procurando ? - indaga Analu preocupada.

- Um termômetro minha linda... Você está um pouco quentinha e eu acho que foi o choque térmico devido ao ar condicionado - coloca o termômetro no antebraço dela e deixa um tempo até que percebe que ela realmente estava febril - Vem vamos deitar um pouquinho... Vou procurar o controle para desligar esse ar condicionado - a pega na mão e a conduz até o seu quarto.

- Que quarta lindo ! - elogia se sentando na cama - É só meu ?

- Sim é só seu... O Arthur mandou decorar desse jeito só por sua causa - a ajeita na cama.

- Que lindo... O Arthur dorme onde ? - questiona se deitando na cama.

- No quarto ao lado querida - fecha às cortinas e liga as luzes.

- Ah... Ele vai demorar ?

- Provavelmente não, então dorme bem pra quando ele chegar você estar bem disposta ok ? - dá um beijo na testa dela - Qualquer coisa aperta esse negócio aqui que eu venho correndo.

- Ok... Obrigada. Quando ele chegar me acorda ok ? - pede com carinho.

- Ok... Bons sonhos querida - vai até a porta e a fecha.

O tempo rapidamente muda e uma tempestade toma conta da cidade, estava tudo bem até começarem os trovões, algo que assustava bastante Analu.

- Arthur ! - grita se levantando assustada, ela suava frio e novamente estava tremendo bastante.

- Analu ? - abre a porta e ao ver ela mal corre para perto dela o mais rápido possível - Ei o que foi ? Não fica assim...

- Eu tenho medo de trovões Arthur... Eles me fazem lembrar quando ele... Você sabe - desaba em lágrimas e angústia da menina o faz ficar sem ação.

- Calma, fica calminha ok ? - dá um abraço nela - Ele não vai te fazer mal aqui está bem ? Eu estou aqui - faz um carinho nela.

- Fica comigo até tudo isso passar ? Por favor - implora com os olhos lacrimejando e ele aceita.

- Eu fico ok ? Eu vou ficar aqui o tempo todo... Não se preocupa - se senta na cama e ela o abraça com mais força.

A tempestade perdurou a noite inteira e só fez aumentar gradativamente, ela não conseguia dormir nem ao menos comer e o pouco que tentava ela acaba vomitando, desesperado Arthur cogita levar ela de volta ao hospital porém Maria diz que não seria uma boa ideia.

- Sair com ela nessa chuva pode piorar tudo querido, vamos esperar ela se acalmar que provavelmente ela voltará ao normal ok ? - sugere a senhora e o rapaz aceita a ideia, embora estivesse com medo.

Ele permanece com ela a madrugada inteira e com o tempo os trovões param e ela vai se acalmando até que dorme por completo, ele fica mais tranquilo ao ver ela dormindo e ir para o seu quarto vê a quantidade de ligações perdidas dos seus parceiros.

- Que merda eu esqueci hoje tem uma missão - bate na tela do computador - Nem vai dar tempo dormir... Que ódio! - esmurra a cama e logo em seguida vai pegar uma roupa.

Ele se veste e logo após pega as armas e a sua mochila, desce as escadas e vai até a cozinha onde fala com Maria.

- Eu vou sair e não sei quando volto exatamente, mas não conta para Alu e tenta deixar ela o mais calma possível ok ? - dá um beijo na senhora que ao ver aquela mochila nas costas do rapaz desfaz o sorriso imediatamente do rosto.

- Será que até com ela aqui você não largará essas missões Arthur ? Você não precisa mais disso - briga preocupada.

- Se eu não tivesse ido a uma missão a Analu estaria morta, não é tão ruim e você sabe que ninguém me pegará nunca ok ? - dá um abraço na senhora - Eu sempre tenho motivos pra voltar e nem quando eu não tinha não deixava de fazer isso.

- Eu vou orar por você... E se a broaca aparecer ? - cogita o deixando tenso. Só de imaginar Vanessa perto de Analu ele já beirava um colapso nervoso.

- Eu já avisei ao Saulo pra não deixar ela entrar ok ? Tchau - se despede saindo rápido e a senhora diz :

- Tomara mesmo que aquele homem de dois metros a contenha por que se ela falar alguma besteira pra Ana eu enfio essa colher na cara dela - afirma com ódio.

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