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Capa do romance Apartamento 79, Vermelho

Apartamento 79, Vermelho

Gabriele retorna para conduzir o público através da segunda parte de Apartamento 79, Vermelho. Para compreender os segredos sombrios que cercam Wanda, é essencial ter acompanhado a temporada anterior. Esta obra é restrita a iniciados, e violar essa norma trará sérias consequências ao leitor. Prepare-se para mergulhar neste universo perigoso, mas lembre-se: assine o contrato antes de prosseguir. Tudo o que você viu até agora foi apenas o prefácio do horror.
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Capítulo 2

Ep.2

Na manhã seguinte, acordei cedo, tomei um banho, me arrumei e tomei meu café, sem o leite. Eu já estava saindo de casa quando ouvi um barulho do outro lado da porta. Achei que fosse minha vizinha, não conversava muito com ela, então sempre a deixava pegar o elevador primeiro e depois eu saia. Olhei pelo olho mágico, mas não era ela. E tive uma pequena surpresa quando vi a porta do apartamento 79 aberta. Há muitos meses isso não acontecia.

Saí na mesma hora, não que eu esperava ver Leon ali. Mas lá no fundo pensei nisso. Fiquei ali na frente do elevador prestando atenção no que acontecia lá dentro. Havia algumas pessoas arrastando coisas e falando baixo. Eu dei uma olhada de lado, de esguelha, disfarçando. O homem me viu e fechou a porta na minha cara. Eu desviei o olhar e entrei no elevador. Será que enfim ele estava sendo vendido?

Esqueci o assunto, não queria mais pensar nisso. Meu dia seria longo e eu precisava me concentrar. Quando cheguei à empresa, encontrei Renan no elevador, meu estagiário que peguei emprestado para serviços extras, como já ficaram sabendo. O elevador encheu e pouco nos falamos além de um “oi”, afinal ninguém sabia sobre nós. Mas senti sua mão boba passear no meu bumbum. Ele usava roupa comum, não existia a formalidade de uma gravata, pena, adorava uma coleira.

Meu chefe já estava em sua sala, como de costume. Nancy, minha grande amiga, chegou depois, e, logo em seguida, Breno com seus óculos pretos de nerd, sempre tentei aproximar a Nancy dele. Nunca deu certo. Depois, foram chegando os outros funcionários da empresa. Cumprimentamos-nos com um breve bom dia. Sentei-me na minha mesa ao lado de Nancy, ela sabia o que acontecia entre eu e o estagiário.

– Alguma novidade? – perguntou Nancy, tinha um cabelo louro escuro, curto e algumas mechinhas. Ela era meio cheinha, como ela mesma dizia.

– Tinha gente no apartamento 79 – respondi.

– Não foi bem isso que perguntei – disse Nancy. Ela queria saber como foi à noite com o estagiário.

– Eu sei – eu ri baixinho.

– Você não vai começar com isso de novo? – disse Nancy, reprovou completamente o que aconteceu entre eu e Leon.

– Eu não disse que vi Leon, só disse que tinha gente no apartamento.

– Mas bem que queria – disse Nancy.

– Eu terminei com ele, não se lembra?

– E parece que isso não quer dizer muita coisa – disse Nancy.

– Acho que vão vender – disse, para acabar com aquele clima chato pela manhã.

– Tomara – respondeu ela. – Era a dona do apartamento que estava lá?

– Não, só vi alguns homens conversando e empurrando coisas – respondi. – Espero que não seja ela.

– Por que não. Ficou com medo depois do que aquela mulher disse? – perguntou Nancy.

A mulher a que Nancy se referia era Cléo. A primeira e única mulher com quem já transei naquele mesmo apartamento. Foi uma verdadeira loucura. Eu disse para ela o que aconteceu entre a gente, eu precisava desabafar com alguém. Ela me achou louca e nunca se imaginou fazendo sexo a três, quanto mais com outra mulher. “Ela disse que só teria coragem de chupar a própria pepeka, mas, mesmo a dela, ela nem alcança”. Então, ela nunca faria isso.

– Ele usou você, Gabriele, na verdade, os dois usaram e se lambuzaram – disse Nancy. – E pelo o que você disse ele tem outra pessoa. E você sabe quem é.

– Sim, eu sei.

– Então esquece esse assunto e me diga como foi com Renan? – perguntou ela, baixinho.

– Você precisa arrumar alguém logo, Nancy, e parar de ouvir minhas historinhas eróticas – disse para ela com um sorriso.

– É só o que eu tenho por enquanto – disse Nancy. – O estagiário tem evoluído?

– Dia a dia – respondi.

– Nossa, assim ele vai da pepeka pra bundinha logo, logo – riu Nancy.

– Já foi – respondi, e rimos juntas.

Foi um longo dia de trabalho, e no final de tarde, eu quis me divertir um pouco com meu estagiário. Isso eu nunca tinha feito, mas a ideia despertou quando ele passou a mão no meu bumbum no elevador. Senti certo pânico misturado com uma excitação, com algo que não conseguia mais controlar. Numa sala de arquivos, enquanto estávamos tirando cópias de alguns papéis e documentos, nós ficamos sozinhos por breves minutos. Eu me curvei sobre uma copiadora e fiquei balançando meu bumbum lentamente, de um lado para o outro. Renan estava logo atrás de mim e não parava de me olhar. Eu coloquei a mão entre minhas coxas e subi, e continuei a rebolar.

– O que está fazendo? – perguntou ele, olhando para a porta. De repente alguém poderia entrar.

Eu me virei e perguntei:

– Gosta da minha bundinha?

– Claro, muito – respondeu surpreso com minha pergunta.

– Então bate uma pra mim.

– Quê? – perguntou, mais surpreso ainda, e olhou para a porta novamente.

– Bate pra mim. Agora! – disse olhando em seus olhos. Ele percebeu que era sério.

– Aqui?

– Sim, eu quero ver.

– Pode aparecer alguém – disse Renan.

– Já estão indo embora – disse Gabriele. – Bate. Agora! – fiz quase soar como uma ordem.

Nunca pedi para fazerem isso, e vocês? Mas acabei pedindo no impulso e nem pensei nas consequências.

Renan hesitou, olhou a volta e baixou o zíper da calça, colocou o pênis para fora e começou a se masturbar na minha frente. Ele parecia com medo de ser pego enquanto seu pau crescia em sua mão, e eu não conseguia parar de olhar. Estava ficando duro, bem duro.

– Imagina que você tá colocando na minha bundinha – disse só para provocar, ele bateu mais rápido olhando a toda hora para a porta. A cabecinha tava brilhando, eu queria colocar a boca ali. – Você quer colocar na minha bundinha?

– Sim... quero – disse ele, já falando com dificuldades.

– Se eu baixar a calcinha você coloca na minha bundinha? – o provoquei mais.

– Claro!

– Eu adoro quando você goza e me aperta com força. Adoro sentir seu pau no meu ânus quando eu to de quatro, minha buceta fica pingando. Gosta de olhar minha bundinha quando você come? Gosta de abrir?

– S-Sim, sim... – ele estava quase gozando.

– Gosta de chupar minha bundinha? Colocar a cara inteira nela?

– G-Gosto...

– Então goza, eu quero ver – eu disse.

Ele não respondeu, só gemeu, fechou os olhos e gozou na minha frente. Ele ejaculou várias vezes, vários jatos leitosos pingando no chão. Eu lambi os lábios enquanto via algumas gotas pingando daquela cabecinha que já esteve em minha boca. Eu apertei meu peito, e nessa mesma hora alguém entrou pela porta. Eu tirei a mão do peito e meu estagiário escondeu seu pau dentro da calça rapidamente.

– Já terminou, Renan? – perguntei qualquer coisa só para disfarçar.

– Que? Ah, sim. Já sim – disse Renan disfarçando seu pau duro dentro das calças.

O funcionário era Fábio, e é claro que ele desconfiou que algo estava acontecendo ali. Ele pegou algumas folhas, uma caixa e logo saiu, e, enquanto fechava a porta, ele olhou para o chão salpicado de um líquido branco e brilhante.

– Isso foi loucura – disse Renan arrumando a calça assim que ele saiu.

– Sim, foi. Mas foi bom. Não foi? – perguntei e me aproximei dele, o abracei, encostei todo meu corpo ainda sentindo seu pau que acabara de gozar.

– Foi sim – respondeu, me deu um beijo rápido e saiu. Acho que foi no banheiro se limpar.

Não sei o que estava esperando que ele fizesse. Como tentar me chupar, me enfiar o dedo ali mesmo e também me fazer gozar. Eu fiquei ali arrumando papéis com uma sensação de que estava sentindo falta de algo... diferente. Algo tinha mudado em mim.

Já estava exausta quando cheguei ao meu prédio, acho que tinha perdido o ritmo, estava mais cansada que antes, mais que o habitual. E sem dúvida foram as home office. Renan não veio comigo, eu queria aquela semana para mim.

Entrei no elevador e quando apertava meu andar, ouvi um barulho de salto que se tornava cada vez mais audível e mais rápido. Aquilo me soava familiar, eu conhecia aquilo, eu me lembrava daquilo. Afastei-me da porta e vi uma mão bloqueando a porta do elevador, e ela entrou com sua elegância e sua postura austera. Era Wanda. Fui para o fundo do elevador tão espantada que não consegui disfarçar. Ela me encarou por breves segundos tão fixamente que chegou a me intimidar, me assustar, depois se virou e apertou nosso andar. E não disse nada.

Ela ficou parada na minha frente com uma das mãos na cintura e a outra manuseando o celular enquanto o elevador subia.

Continua...

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