
Apaixonado pela filha do Don - Apostando no Amor
Capítulo 2
Após a acalorada discussão no escritório, Bryan subiu ao quarto e, sem demora, tomou um banho. A água morna escorria por seu rosto enquanto ele tentava apagar as palavras ríspidas que haviam sido trocadas com o pai. Assim que terminou, vestiu-se, pegou o celular, as chaves do carro e saiu. Ao surgir no corredor, deparou-se com a mãe, que o aguardava com uma expressão preocupada.
— Bryan, aonde vai? — perguntou ela, cruzando os braços.
— Vou encontrar uns amigos.
Justine suspirou profundamente.
— Você devia estudar e tentar recuperar suas notas.
— Para quê? — Bryan parou e, com um olhar desafiador, retorquiu. — A senhora quer que eu viva estressado com o trabalho, igual ao meu pai?
A resposta a pegou de surpresa, mas ela manteve a serenidade.
— Meu filho, se não está gostando de cursar economia, escolha outro curso. Não é tarde para mudar de caminho.
Bryan balançou a cabeça, claramente impaciente.
— Quero jogar futebol, mãe. É isso que quero fazer da minha vida.
— Muitos jogadores de futebol estudam e se graduam em alguma área. Não precisa ser um ou outro, Bryan.
Ele não respondeu de imediato, limitando-se a lançar um olhar apressado na direção da escada.
— Até mais tarde, mãe.
— Não se atrase para o jantar! — insistiu ela enquanto o filho descia rapidamente.
— Tchau, mãe — disse ele, já do primeiro andar.
Dois seguranças já tinham trazido o carro e o aguardavam na frente da mansão. O velho Bill estava ao lado do Mustang prata, que já aguardava o jovem. Ao lado dele, Ricardo, outro guarda-costas, olhava de maneira impassível.
— Vocês têm mesmo que ir comigo? — indagou Bryan, visivelmente contrariado.
— São ordens do seu pai — explicou Bill com um tom monótono.
— Ok, mas eu dirijo.
_______________
Pouco tempo depois, chegaram ao Riverside Pub & Grille, em Bel Air. No interior do bar, Bryan estava à mesa com dois amigos, Will e Harry. A conversa fluía animada enquanto discutiam a última partida de futebol e a líder de torcida com quem Bryan havia passado a noite após a vitória. O riso dos três dominava o ambiente, até que uma figura inesperada chamou a atenção deles.
Uma garota de jardineira jeans entrou pela porta. Seus passos desajeitados a fizeram esbarrar na mesa mais próxima, e ela, sem jeito, ajeitou os óculos enquanto se sentava perto da janela.
— A mãe dela é tão linda… Como ela pode ser uma garota feia e desengonçada? — comentou Will, rindo.
Bryan arqueou uma sobrancelha, curioso.
— Como sabe quem é a mãe dela, Will?
— A mãe dela é a cantora italiana Marie — respondeu Will com naturalidade.
Bryan lançou um olhar de soslaio para a garota, que agora lia concentrada, tocando o lóbulo da orelha.
— Ela não é tão feia assim.
Harry soltou uma gargalhada.
— Ah, é? Então, por que não fica com ela, Bryan? Você sempre escolhe garotas lindas. Nunca te vi dar atenção para alguém assim.
Bryan franziu a testa, claramente intrigado com a provocação.
— Aonde você quer chegar com isso?
Will não perdeu tempo.
— Aposto cinco mil dólares que você não consegue ficar uma semana com ela.
— Quero entrar nessa também! — completou Harry, sorrindo de orelha a orelha.
Por um instante, Bryan ficou em silêncio, avaliando a aposta. Depois, um sorriso confiante surgiu em seus lábios.
— Eu topo.
Minutos depois, a garota se levantou após pagar a conta. No caminho para a porta, esbarrou em Bryan. Os livros que carregava e seus óculos caíram no chão.
— Desculpe — disse ele, abaixando-se para ajudá-la.
Surpresa, ela tentou pegar os óculos antes que ele o fizesse. Ao levantar os olhos, encontrou os belos olhos azuis de Bryan. Seu rosto ficou imediatamente ruborizado, e ela desviou o olhar enquanto recolhia os livros.
— Grazie… — murmurou timidamente, cabisbaixa.
— Espere — chamou Bryan, segurando o braço dela com delicadeza. — Você é filha da cantora Marie, não é?
Ela assentiu com a cabeça, suspirando. Estava acostumada a ser reconhecida apenas por esse vínculo.
— Meu nome é Bryan. — Bryan abriu um sorriso simpático. — Posso te oferecer uma bebida para me desculpar?
— Não, obrigada… Licença — respondeu ela, desviando-se dele e saindo apressada pela porta.
Enquanto isso, Bill e Ricardo observavam de longe, rindo discretamente da tentativa do jovem de conquistar a garota.
— O que acha, Ricardo? Isso vai dar problema — comentou Bill.
— Com certeza. E o senhor Harrison vai nos trucidar se algo der errado.
Sem demora, os dois seguiram Bryan, que, decidido, saiu atrás da garota.
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