
Apaixonado pela filha do Don - Apostando no Amor
Capítulo 3
Bryan caminhava apressado, ignorando as pessoas que por ali passavam.
Com um sotaque italiano inconfundível e olhar altivo, a garota havia despertado algo que nenhuma outra conseguiu. O modo como ela o ignorou feriu seu ego, como também o instigou. Não era apenas desejo, era um desafio.
— Espere! — Ele exclamou.
Tentou alcançar a jovem que andava sem olhar para trás, como se não o ouvisse ou, pior, como se ele fosse invisível.
— Pare de me seguir… — respondeu ela, sem sequer virar o rosto.
Por mais segura que ela parecesse, algo naquele encontro também mexeu com ela.
Antes que pudesse insistir, dois homens robustos desceram de um carro preto estacionado na esquina. Outro, que parecia mais jovem, surgiu atrás dele e, sem aviso, torceu-lhe o braço, prendendo-o em um movimento rápido e preciso. Bryan sentiu a dor irradiar pelo ombro, mas manteve o semblante duro.
— Esse rapaz está te incomodando, senhorita Gambino? — perguntou o segurança, fitando Bella com respeito quase servil.
O sobrenome dela ecoou na mente de Bryan. Ele já tinha ouvido aquele sobrenome, mas não sabia onde.
— Ei, solte o garoto! — Uma voz familiar cortou o ar. Era Bill.
Ao se aproximar, ele afastou o blazer, revelando a pistola que trazia presa à cintura. Seu gesto era um aviso claro de que não hesitaria em agir.
A situação ficou tensa. Os passantes começaram a desacelerar, observando a cena com curiosidade e cautela. Alguns já tiravam os celulares para gravar o momento.
A garota, que permanecia com uma postura displicente, virou-se para Bryan. Seus olhos brilhavam com algo entre irritação e curiosidade.
— Solte-o! — ordenou ela, com autoridade.
O homem que segurava Bryan hesitou por um momento, mas acatou a ordem. Ele o libertou e recuou, abrindo a porta do carro para que Bella entrasse.
Sem falar mais nada, ela subiu no veículo, e o vidro escurecido logo a separou do mundo exterior.
Bryan permaneceu imóvel por alguns segundos, observando o carro afastar-se lentamente. Estava absorto num misto de frustração e raiva por ter sido desprezado daquela maneira.
— Vamos, senhor! — chamou Bill, aproximando-se e colocando a mão no ombro de Bryan. — Quer voltar para o bar?
Bryan olhou para a direção do bar onde havia deixado os amigos. Pelas enormes vidraças do estabelecimento, ele podia vê-los rindo e cochichando entre si, sem dúvida estavam zombando do que viram. Aquilo aumentou ainda mais sua irritação.
— Não. Vamos embora! — decidiu.
De volta ao carro, ele se recostou no assento de couro, perdido em pensamentos. A vibração do celular interrompeu sua reflexão. Era uma mensagem da líder de torcida com quem ele havia passado a noite anterior. Sem paciência, ele jogou o aparelho no banco ao lado e desviou o olhar para as ruas da cidade, repletas de imóveis luxuosos e vitrines brilhantes.
A maioria das garotas faria qualquer coisa para ser namorada dele. Além de ser um atleta com um físico moldado por exercícios árduos, o dinheiro, poder e influência estavam sempre à sua disposição. Contudo, ele sentia que nada disso tinha valor diante da indiferença daquela garota. Pela primeira vez em muito tempo, Bryan se sentiu pequeno, quase irrelevante.
— Você sabe quem ela é? — perguntou Bill, quebrando o silêncio, enquanto o olhava pelo espelho retrovisor.
— Filha da cantora Marie! — Bryan respondeu.
O segurança dirigia com a postura rígida de sempre, ficou quieto por um tempo, mantendo os olhos na rua.
— Ela é a Bella Gambino. O sobrenome já diz muito. — Ele fez uma pausa. — O pai dela é um dos homens mais poderosos da Europa. Não é alguém com quem você queira se meter.
Bryan arqueou as sobrancelhas, surpreso. Ele não esperava que a garota que tanto o intrigava tivesse conexões tão profundas.
— Poderoso como? — Bryan arqueou uma sobrancelha.
— Digamos que ele não é do tipo que faz negócios convencionais. Se você valoriza sua vida, vai esquecer essa história.
Bryan ficou em silêncio, refletindo sobre as palavras do velho guarda-costas.
Ele não era do tipo que se deixava intimidar, mas estava entrando num território desconhecido. Apesar do aviso de Bill, ele não queria perder a aposta que fez com os amigos.
Enquanto o carro deslizava pelas ruas da cidade, Bryan estava decidido a descobrir mais sobre ela. Só precisava de duas semanas para conseguir mostrar aos amigos que nenhuma mulher resistia ao seu charme.
Em casa, Bryan estava subindo as escadas quando a irmã descia.
— Ah, aí está você! — A adolescente de olhos dourados encarou o irmão mais velho.
— Não quero conversar agora, Giovanna.
— A mamãe falou para você se arrumar para o jantar. Ela convidou a cantora Marie para ceiar conosco.
Ele parou, segurando firme no corrimão dourado. “Será que ela vai trazer a filha?” Pensou. “E se o pai dela vier?” Mentalmente, ele perguntava.
— Mamãe falou que Marie e a filha vão chegar às 7 da noite. — Giovanna avisou enquanto descia.
Aquela era uma ótima oportunidade de se aproximar da garota desengonçada que o desprezou.
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