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Capa do romance APAIXONADA PELO MEU CHEFE

APAIXONADA PELO MEU CHEFE

Elena nutre uma paixão antiga por Matheus Cavalcante, seu grande ídolo. Desempregada há algum tempo, ela enviou currículos para diversas organizações, incluindo a prestigiada empresa do homem que ama. Mesmo com a demora, a jovem mantém viva a esperança de ser contratada. Seu maior sonho é conseguir uma vaga para atuar bem próxima de Matheus, unindo sua vida profissional ao desejo de estar ao lado do seu eterno e secreto amor da vida.
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Capítulo 3

Cheguei em casa e o CD tocando super alto no carro, e eu cantando! Desliguei e subi correndo pro meu apartamento. Tranquei a porta, liguei o som, tirei as sandálias e comecei a pular em cima da cama. Rindo à toa. E do nada eu estava chorando! Meu Deus era tanta emoção! Peguei o celular.

– Oi, Elena! – Helô falou do outro lado da linha.

– Amiga! Amanhã vou conhecer o Matheus! Vou na Globo! Meu DEUS! Amiga, me ajuda a escolher a roupa per-fei-ta! Por favor! – Falei em uma lapada.

– Vem aqui A-GO-RA!

– Tô indo! Calma! – Ela riu e desligou.

Em cinco minutos ela estava em meu quarto, jogando todas as minhas roupas em cima da cama.

– É pra ajudar, não BAGUNÇAR! – Reclamei.

– Tenho que analisar assim! Fica quieta. – E dois minutos depois ela pegou um conjunto calça + blusa + sapato. – Esse é pra amanhã. – E pegou outra calça, uma blusa mais esportiva e um tênis All Star. – Esse é pra depois, caso precise. Roupas íntimas você pega, por favor.

– Ta! Para! – Ri. – Mas você acha que essa roupa tá boa mesmo?

– Você vai arrasar! O Matheus vai xonar em você!

– Para sua maluca! Sou assessora dele! Sou séria! – Segurei pra não rir.

– Aham. Acredito. – Ela fingiu. – Vai dar tudo certo, amiga! O Anderson vai ficar impressionado contigo e o Theus vai gamar em você!

– Será? – Analisei. – Para Elena! Você trabalha pra ele!!

Heloísa riu de mim.

– Olha, tenho que ir agora. Já tá tarde.

– Ok. Beijo. Obrigada, Helô! – Levei-a à porta e depois fui pra cama tentar dormir.

Não consegui. Olhei no relógio e eram 2 horas da manhã. Desisti e peguei o notebook para entrar no Twitter do meu FC. A primeira página que fui, óbvio, foi do Matheus. E ele havia postado um tweet.

“oooi meus mors! Amanhã é nos no Faustão, hein?! Ah! Amanhã vou conhecer a nova assessora! Será q ela é gata?

ÓBVIO que quase tive um treco! Comecei a tremer e dar F5 várias vezes. Era tão impossível de acreditar, mas era verdade! Voltei pra minha home e o que vários FCs falavam?

“ tomara que a nova assessora seja feia u.u” ou “Matheus o Gutão tá aqui em casa ’66)” ou “Dag voooolta! Tira aquela feia de lá!”.

Opa. Resolvi olhar outros tweets, do pessoal da banda, da equipe. Fiquei quieta, sem postar nada.

Acordei com o celular despertando 6hrs da manhã. Olhei pro lado, zonza, e vi o note caído de lado na minha cama. Por pouco não foi pro chão. Levantei-me, coloquei o note e o celular para carregarem um pouco e depois fui tomar banho.

Rapidamente saí, sequei o cabelo e vesti a roupa escolhida: calça skinny escura, uma blusa floral amarelada coladinha, uma jaqueta de couro preto e um scarpin preto envernizado.

Peguei a bolsa com os dois celulares comerciais, verifiquei se estava tudo o que eu precisava lá dentro: agenda, tablet, canetas etc. Joguei meu celular pessoal lá dentro e fui tomar café.

Escovei os dentes, peguei o note, a chave do carro, a malinha com mais roupas e desci do meu apê.

Só quando estava no carro, e o vento batia em meu rosto foi que me toquei. Eu ia ver o Matheus! A tremedeira foi tanta que engatei a marcha errada e o carro morreu.

– Perfeito! Clama Elena!

Liguei o carro de novo e rumei para o aeroporto. Em meia hora cheguei lá. Havia uma parte do estacionamento reservada para carros da Equipe MC. Estacionei lá e fui para a pista de pouso. De longe avistei o avião0, já posicionado, e três pessoas perto do avião. Well, Rober e o piloto. And devia vir com o Matheus.

Quando saí da área coberta, ouvi alguém me chamar, quando olho, é o tio Lucas. Meu coração quase saiu pela boca. Minha vontade era de correr até ele e chamar de “tio Lucas, meu anjo!”.

– Elena! – Ele disse. Segurei a emoção e respondi:

– Oi, Arnaldo! Bom dia!

– Bom dia, Elena. Pronta pro primeiro dia de trabalho?

– Mais que pronta!

– E olha só quem tá vindo ali. – Ele apontou, e eu olhei para trás. Quase saí correndo, gritando. Anderson e Matheus estavam vindo em nossa direção. Meus olhos se encheram de lágrimas – foi IMPOSSÍVEL controlar -, e nessa hora, tio Lucas estava me olhando. Ops.

– Você tá chorando? – Ele perguntou.

– Não! Foi um cisco. Esse vento… – Disfarcei, e sequei as lágrimas.

Matheus chegou perto de mim, me olhando com curiosidade.

Senti seu cheiro, tão intenso pra mim. E aquela sensação tão gostosa de senti-lo perto de mim passou quando tio Lucas falou.

– Matheus, essa é a nova assessora de imprensa, Elena.

Matheus me olhou e sorriu.

– Ei, e ai? Tudo bom? – Ele falou e me abraçou.

Meu mundo ganhou novo sentido naquele momento… Primeiro abraço dele! - Respirei fundo e senti aquele perfume. E então lembrei que eu tinha que responder. Me afastei dele antes que fizesse besteira.

– Oi Matheus, prazer, Elena. Olha, eu sei que não sou tão boa quanto a Dagmar, mas vou fazer o possível e o impossível para dar tudo certo!

– Que isso Elena, seu primeiro dia ainda! Calma muié! – Ele riu e eu precisei me segurar para não falar algo do tipo “Awwwwwnn’ que risada gostosa!”. Foi difícil demais

– Vamos ver então como a Elena se sai! Vamos? – Anderson falou. Afirmei com a cabeça e fomos para o avião. Rober me ajudou a subir.

– Você deve ser a nova assessora, não é?

– É, sou sim. – Sorri.

Olhei de esguelha pro Well. Ele já me atrapalhou abraçar o Matheus.

E pelo visto nem lembrava de mim.

– Oi, prazer. Wellington. Segurança pessoal do Matheus.

– Prazer, Elena. – Apertamos as mãos. Meu sorriso foi forçado até o zoinho.

Matheus entrou e se sentou na poltrona em frente à minha – pelamor, Matheus! Que tortura! – e começou a puxar papo.

– E aí, me fala um pouco de você.

O sorriso dele me deixou idiota. Me recompus e comecei a falar algumas coisas sobre mim. Mas nada que gritasse “SOU SUA FÃ, TE AMO DEMAIS!”.

Tudo o que ele falava, me deixava completamente fascinada. Foi muito muito difícil ficar concentrada.

Ele ali, tão pertinho de mim, conversando só comigo! Esperei tanto por um momento como aquele!

– Elena?  OOOI. – Ele fez um “tchauzinho” pra mim. – Te fiz uma pergunta. Tá voando aonde? – Ele riu.

– Desculpa, Matheus. Não era nada não. – Senti um calor no rosto e respirei rápido pra não ficar vermelha. – Qual a pergunta?

– Me fala um pouco de você… Você tem namorado?

AH MEU DEUS! CONGELA né?! A minha vontade era de dizer “sou casada com você desde a 1ª vez que te vi!”, mas…

– Não, sou solteira. E você? – Eu sabia que não, mas nada como confirmar.

– Não. Sou casado com as minhas fãs. – Ele riu. Awn’ sou casada com o Matheus - Chorei por dentro.

– Quantos anos você tem, Elena?

– 21. E você também, não é?

– Sim, fiz tem pouco tempo.

Como se eu não soubesse… Você fez dia 13 de março, às 10:35hrs, 21 anos e as fãs escreveram a maior carta do mundo em seu site, inclusive eu!

– Ah, sim. – Respondi.

– Você é novinha… – “Que isso novinha, que isso”. Ouvi o Matheus cantando mentalmente. Parei. – Fez faculdade? Sei lá, alguma coisa? – Matheus perguntou.

– Marketing e publicidade. Espero que eu dê conta de cuidar da sua agenda. – Sorri e dei de ombros.

– E de mim, né? – Matheus falou de modo meigo.

– HAN?  – Perguntei com o coração a mil.

– Uai, a Dadá era minha mãe de estrada. Fiquei mal-acostumado.

– Ele respondeu naturalmente. – Tá certo que você não parece uma mão, né? Novinha assim, lindona, mas pode ser amiga, não é?

Meu coração estava na oitava marcha. Me controlei e respondi.

– Claro. Ser sua amiga vai ser ótimo. Já que vou ter que ficar colada em você, não é?

Ele riu.

– É. Se você não fosse minha amiga, imagina como ia me acordar? “Sai daí guri! Olha a hora porra!”

– Nossa Matheus Oo! Nunca! – Ri também.

– Você sabe fazer creme de abacate? Foi a Dag que me ensinou, sabia?

Opa! Sabia, claro.

– É mesmo? É… Eu sei fazer sim – Aprendi por sua causa, aliás.

– Eita! E você? Vai me ensinar o quê? Porque até agora só sei fazer creme de abacate! Tô aberto a novas experiências culinárias. – E deu aquela risada gostosa.

– Bom, eu não sou lá essas coisas na cozinha, mas faço um pavê de abacaxi que todo mundo que come pede mais…

– Pavê de abaixaqui? – Matheus brincou. OMG. Tinha que ser ele. – Quero aprender. Você ensina?

– Quando você quiser.

Tio Lucas saiu do último banco e veio se sentar em um perto de mim e do Matheus.

– E ai, Matheus! Pelo visto já tá se dando bem com a Elena.

– Pois é, rapaz! Tá vendo? – E ele se abaixou e falou no ouvido do tio. Era pra ser baixo, mas eu ouvi. – Lindona, né?

Meu coração pulou no peito. Achei que ia ter um ataque. Suspirei e olhei pela janela. Só nuvens. Não ajudou. Tio Lucas percebeu. Nesse momento, Anderson tocou meu ombro por sobre a poltrona.

– A gente já vai pousar. Pronta?

– Sempre. – Respondi sorrindo.

– Assim que é bom! Pra aguentar essa rotina tem que ter muita energia. – E me olhou com uma cara de safado. Poft. Morri por dentro.

O avião pousou, e assim que saímos dele, Anderson me chamou.

– Elena, vou te dar algumas instruções.

– Pode falar.

Entramos em uma van preta, sentei-me junto com And no banco do meio, e Matheus sentou no de trás com Rober e tio Lucas. Ouvi os três cochichando e uma risadinha baixa do Matheus. Tentei ignorá-lo e prestar atenção no And.

– Elena, lá na Globo você vai ter que ver em que momento o Matheus vai entrar, e tem gravação de bastidores, você já deve ter visto? – Confirmei com a cabeça.

– Então, você tem que chamar o Matheus no camarim pelo menos quinze minutos antes dele entrar no palco, pra gravarem os bastidores e fazer passagem de som. Durante o programa você fica atrás do palco, tem um lugar lá. Depois da gravação, você tem que ver se querem mais alguma coisa. Se não, você chama o Matheus no camarim que depois daqui vamos pra São José dos Campos.

– Ok. Entendi.

– Vou ficar perto, mas vou deixar você tentar sozinha.

Respirei fundo e pensei “eu consigo”. Matheus colocou a cabeça no encosto e olhou pra mim e Anderson.

– E aí? Dá conta muié?

– Vamos ver. Creio que sim. – Sorri. Ele sorriu também e sentou-se de novo.

Chegamos na Globo. Era enorme. 10 minutos depois chegamos ao estúdio do Domingão. Desci na frente com And, e andei a passos decididos.

– Assessora? – Perguntou uma moça.

– Sim. Elena. – Apertamos as mãos.

Ela indicou e fomos andando por um corredor já cheio de portas.

– Então, o Matheus vai entrar no primeiro bloco, o ensaio será às duas horas e a passagem de som às duas e cinquenta. Três e cinco o Matheus entra no palco.

– Ok, entendi. Terá gravação de bastidores para a internet?

– Terá uma pequena entrevista sim. Cinco minutos dá.

– Perfeito. – Chegamos a uma porta. – Este é o camarim?

– Exatamente, podem entrar.

– Obrigada. – Agradeci e abri a porta. – Vem, Matheus. – Olhei pra ele.

– Hun, mulher decidida. – Ele olhou pra mim como olhou pro Rober dançando “A Cura do Tédio” no Villa Country. Quase ri.

– Vem. São… – Consultei o relógio. – Uma e quarenta. Descansa que daqui a pouco tem ensaio. Já te chamo.

– Ok. – Ele ergueu as mãos e foi se servir de água.

Saí do camarim e Anderson estava do lado de fora.

– Quero ver o palco, me guia, por favor? – Pedi.

– Claro. – Ele riu. – Tô gostando de ver.

– Obrigada. – Sorri.

No palco, verifiquei se a banda toda já estava lá, e Anderson aproveitou para me apresentar. Consultei com a produção do programa quanto tempo Matheus ficaria no palco, e então depois de ver que estava tudo OK ali, voltei para o camarim. And me acompanhou – eu estava com medo de me perder.

Cheguei no camarim faltando 5 minutos.

– Matheus, ensaio. Vem. – Chamei-o.

– Sim senhora. – Matheus bateu continência.

– Parou. – Ameacei-o de brincadeira. Ele riu e foi na frente. Segui atrás olhando aquele deus grego caminhando.

Matheus cumprimentou toda a banda e depois de passarem o som, ensaiaram por vinte minutos. Depois cortei e chamei ele para se arrumar. Voltamos pro camarim e deixei-o lá trocando de roupa, enquanto falava com o contratante de São José que o show poderia atrasar apenas um pouco. Faltando 20 para as 6, bati na porta e Matheus saiu, passando a mão no cabelo.

– Tô pronto, calma. – Ele riu.

– Bora gravar bastidores. Estão esperando no camarim 7.

Saí na frente, e chegamos ao camarim 7. Matheus ficou na posição que pediram e antes de gravarem, vi que a gola da camisa dele estava desarrumada. Fui até ele.

– Posso? – Perguntei com as mãos perto da camisa.

– À vontade. – Matheus deu de ombros.

Quando arrumei, ele arrepiou. Ele olhou o braço dele.

– Nossa. – E riu. Sorri e me afastei para não atrapalhar. Começaram a gravar e Matheus passava a mão no cabelo toda hora. Nervoso, será? Talvez. E eu com certeza.

– E ai, tudo certo? – And perguntou baixinho.

– Tudo. – Respondi.

Logo em seguida acabou a gravação. Peguei Matheus pelo braço.

– Vamos. Passagem de som.

Atrás do palco, os técnicos colocaram a aparelhagem nele, e eu fiquei vendo se desarrumou algum lugar. Testaram e o som estava perfeito. E então ouvi o Faustão.

– E vem aí o filho da Ana e do Carlos, irmão da Samara! Matheus Cavalcante!

Uma gritaria veio do outro lado da parede.

– Arrebenta! – Sussurrei.

– Deixa comigo. – Matheus sorriu pra mim e foi pro palco. Quando ele entrou no palco cantando, a galera foi à loucura.

Fiquei lá atrás, vendo-o pelo monitor. A galera cantando junto era emocionante.

E eu cantando também, baixinho. Alguém tocou meu ombro.

– O que você tá fazendo aqui? – Gelei.

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