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Capa do romance Apaixonada Pelo Idiota do Meu Chefe

Apaixonada Pelo Idiota do Meu Chefe

Isis levava uma vida pacata e estável, mas tudo desmoronou em um único dia. Após descobrir a traição do noivo com outro homem e brigar com a mãe, ela foi assaltada e acabou se embriagando. O caos a levou para a cama de um desconhecido, apenas para descobrir, no dia seguinte, que ele é seu novo chefe. Agora, o que deveria ser um emprego formal torna-se um turbilhão de sentimentos e complicações. Como ela lidará com essa confusão inesperada no trabalho?
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Capítulo 2

Caralho! Não acredito que vou me atrasar logo hoje. Ouço o despertador e tateio a mesa procurando o maldito celular, quase tenho um troço quando vejo a hora, Nesses sete anos de trabalho nunca me atrasei, mas justo hoje que o meu chefe vai anunciar sua aposentadoria e nos apresentar seu filho como novo chefe eu dou um mole desse. Culpa da maldita tequila e daquele... Como era mesmo o nome do cara? Isis... Isis... Você dormiu com um cara e nem ao menos consegue lembrar o nome dele.

Meu subconsciente, como sempre, fazendo me sentir pior do que já estou, nunca dormi com um desconhecido, mas quem pode me culpar? Não é nada fácil pegar a pessoa com quem você se casaria dormindo com outro homem em sua cama, depois discutir com sua mãe que resolveu arrumar um namorado vinte anos mais novo e no final de tudo ter o carro assaltado e para completar descobrir que o seguro havia sido cancelado por falta de pagamento. Não sei como pude me esquecer de pagar a maldita fatura. Em um único dia tive uma série de acontecimentos catastróficos que resultaram em muita tequila, um desconhecido com uma linda tatuagem de tigre nas costas e acordar em um quarto de motel. Será que ele ficou chateado por eu ter ido embora e deixado cem reais no travesseiro? É uma pena não lembrar do rosto dele, só sei que ele era gostoso.

Resolvo empurrar meus problemas para debaixo do tapete e corro para fazer minhas higienes e vestir uma roupa rápido. Faço tudo em tempo recorde e finalizo com uma maquiagem básica. Assim que termino, desço as escadas e vejo minha cunhada e sua “bola de futebol” quer dizer barriga enorme colada no fogão.

— Bom dia, cunhadinha linda! Como você está?

— Mile, meu amor, estou nada bem. – Viro a minha cabeça e sinto uma forte pontada, maldita ressaca.

— Eu sei, sua cabeça está doendo. Por isso eu deixei separado o comprimido do Grey e um copo de suco de laranja fresquinho para você. – Depois de cinquenta tons de cinza só chamamos advil de remédio do Grey. — Sua mão e sua perna ainda estão doendo? Esse corte na sua mão foi profundo, deveria ir ao hospital levar ponto.

— Mile, você não existe, obrigada! Não preciso ir ao hospital, sei que irei ficar bem. E esse meninão anda chutando muito? – ela sorri alisando sua barriga.

— Ele decidiu que não terá horário para treinar.

— Oh, Nathani! Para de ser sapequinha e dê descanso para sua mãe. – Falei alisando sua barriga e ele chuta.

— Viu? Espero que ele seja uma criança bem calma e tranquila. – Ela diz com um sorriso bobo e presumo que as mães devem ser assim.

— Ele é filho do Ravi, nunca vai ser quieto, teve uma vez quando nós dois éramos crianças que....

— Pare de ficar contando os meus podres de infância, mana. – Meu irmão desce as escadas de cara amarrada.

— Eu queria muito saber o final da história, Isis. – Minha cunhada diz com curiosidade.

— Não tem final nenhum. – Ele diz seco olhando para mim.

— Ravizinho! Me deixe contar, vai – Faço beicinho na tentativa dele me deixar contar algumas de nossas traquinagens, porém não obtive sucesso. Ele cisma que as nossas histórias malucas podem influenciar seus filhos, coisas de pai coruja.

— Pode contar irmãzinha, mas aí você vai ter que estar disposta a andar uma quadra e pegar um ônibus e o metrô.

— Você é ridículo. – Mostro a língua para ele, que sorri.

— Eu te amo. – Ele continua sorrindo vitorioso.

— Nossa, essa relação fraternal de vocês é muito estranha. Espero que Amélie e Nathan não fiquem desse jeito.

— Às vezes eu queria ser filho único, mas aí olho para essa praga aqui e vejo que minha vida sem ela não teria sentido.

— Ownt! Eu te amo, Ravito. – Jogo um beijinho no ar e ele pega.

— Retiro o que acabei de dizer, quero que a relação deles seja igual a de vocês.

— E vai ser, meu amor, você verá.

Os dois começam a se beijar e minha cabeça começa a doer novamente e mais uma vez amaldiçoo aquelas doses de tequila.

— A pegação tá bacana, mas precisamos ir.

— Tá bom sua chata, nessas horas eu queria ser filho único.

— E você perderia toda a luz que eu trouxe à sua vida. – Digo sarcástica.

— Nada convencida. Nós só vamos depois que você se alimentar.

— Mas não quero comer. – Cruzo os braços igual uma criança birrenta.

— Mas vai, nem que seja uma torrada e uma xícara de café.

— Me ajuda, Mile. – Olho para a minha cunhada em súplica pedindo apoio.

— Você está sozinha nessa. Eu preciso da tia favorita dos meus filhos, viva.

— Eu sou a única tia que eles têm.

— Exatamente. – Ela sorri carinhosamente e me irrita.

Depois de comer obrigada pelos dois chatos me despeço de minha cunhada e entramos no carro, já no meio do trajeto olho para o meu irmão e fico pensando em como é bonito ver o amor dele pela esposa.

— O que você está pensando, pequena? – ele me dá uma rápida olhada e volta atenção para a estrada.

— Estava pensando em você e Camile. Meu irmão, você é um sortudo, é uma pena que outros membros da família não tenham a mesma sorte.

— Isis, eu não sei o que de fato aconteceu entre você e Pietro, mas seja lá o que tenha sido foi muito melhor ter descoberto agora do que depois de casada com ele.

— Isso você tem razão, mas todos da nossa família estão felizes. Mamãe foi feliz com o papai e agora está toda alegrinha com o Homero por mais que eu não aprove e você encontrou a Camile e eu achei que tinha encontrado a metade da minha laranja e...

— A metade estava podre. – Ele começa a rir, mas se controla assim que o olho torto.

— Desculpa pequena, não deu para controlar. Mas pensa que agora você está de volta ao mercado e pode sair e namorar, enfim, conhecer pessoas novas e interessantes.

— Mas Ravi, estou prestes a fazer trinta anos. Daqui a pouco vai ser impossível ter filhos.

— Não pense assim! E outra, você está nova e está voltando a ser saudável. Relaxe e pare de bobeira.

— Será que um dia eu vou voltar a ser feliz e amada? – uma lágrima escorre por meus olhos e a seco rapidamente torcendo para que ele não tenha visto.

— Com toda a certeza. – Ele sorri para mim me dando forças.

— Obrigada, mano! Não sei o que faria sem vocês.

— A nossa família pode ser louca e muitas vezes disfuncional, mas sempre estaremos juntos para apoiar uns aos outros, isso é o legado deixado por nosso pai.

Ravi me deixa em frente à empresa em que trabalho e ele vai para o seu escritório de contabilidade. Meu irmão tem trinta e cinco anos, é casado com a Camile que chamo carinhosamente de Mile que é um amor de pessoa e juntos eles têm a Amélie e agora estão à espera do pequeno Nathan. Ravi, tem seu próprio escritório de contabilidade quase em frente onde trabalho. Eu sou gerente comercial de propaganda na empresa StarWood Cosméticos, uma empresa antes voltada apenas para estética feminina, porém com o mercado de produtos masculinos crescendo nossa empresa expandiu e isso significa ainda mais trabalho para mim, mas temos um chefe muito legal que é amado por todos, na empresa somos tratados como uma grande família, mas isso já não se pode dizer de seu filho que assumirá seu cargo. Os rumores na empresa são que Sebastian Roux é linha dura e um babaca, fico torcendo para que isso seja apenas invenção, pois caso não seja, prevejo problema.

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