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Capa do romance Amor, traiçoeiro amor

Amor, traiçoeiro amor

Domenico Angeli nutre um ódio profundo por Dante Caruso e todos ao seu redor, focando seu desprezo em Carolina, a filha do seu rival. Determinado a recuperar o que pertence à sua família por direito, Domenico planeja uma vingança implacável. Ao conhecer a jovem Caruso, ele decide transformá-la em sua principal ferramenta de retaliação. O plano consiste em seduzi-la e levá-la ao altar, usando o casamento como arma para forçar Dante a devolver tudo o que roubou.
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Capítulo 3

_ Nossa, aqui é tão... lindo! _ Alice comentou, quando elas entraram no restaurante e ela olhou em volta, admirada. 

_ Boa noite! _ um belo rapaz se aproximou do grupo, sorrindo para as jovens mulheres. _ Me chamo Guido Salvatore e faço questão de acompanhá-las até os seus lugares. 

Carolina olhou para trás, para as outras garotas, fazendo um “Oh” silencioso, surpresa com a recepção. 

As meninas riram baixinho, enquanto Carolina se voltava para Guido Salvatore. 

_ Você é o dono do restaurante, não é mesmo? _ ela quis saber, pois se lembrava de ter lido o nome dele em algum lugar, enquanto pesquisava sobre o recinto. 

_ Digamos que o sucesso não é apenas meu, mas faço a maior parte do trabalho. _ Guido brincou, piscando para ela. _ Mas não contem isso para o meu sócio, se um dia o conhecerem, tudo bem? 

_ Não se preocupe conosco. _ Carolina respondeu, sorrindo.  

_ Então, quem é a aniversariante essa noite? _ ele quis saber, olhando para todas as garotas, sem reconhecer nenhuma delas. 

_ É ela! _ Alice respondeu no mesmo instante, apontando para Carolina. 

_ Dezoito anos? _ ele quis saber, olhando fixamente para Carolina. 

Ela corou, antes de responder: 

_ Como soube? _ ela perguntou, então revirou os olhos diante de uma pergunta tão boba, quando se lembrou dos dados que ela havia preenchido no momento da reserva. _ Oh, apenas ignore a minha pergunta. 

Guido sorriu para ela.  

_ Não é a primeira vez que recebemos um grupo assim, tão grande de mulheres, para comemorar um aniversário. Fiz apenas uma suposição, senhorita Caruso. _ ele respondeu. _ Agora, por favor, me sigam. Vou mostrar onde fica a mesa de vocês e voltarei logo em seguida com o menu. 

Elas seguiram atrás de Guido, e Carolina ouviu o comentário de uma de suas amigas: 

_ Nossa, não acredito que o próprio dono do restaurante veio nos receber! _ ela comentou. 

_ Juro que até me senti uma pessoa importante... _ outra comentou, baixinho. 

Guido parou perto de um conjunto de mesas, organizadas lado a lado, transformando-as em uma só. 

_ Tomei a liberdade de unir as mesas, para que ficassem mais a vontade. _ Guido explicou. _ Mas posso voltar todas para os seus devidos lugares, caso prefira assim... 

_ Não, está ótimo assim, obrigada! _ Carolina respondeu rapidamente antes de olhar em volta mais uma vez. 

Não havia mais ninguém no restaurante além delas e os garçons formavam uma fila, prontos para atendê-las. 

_ Vou buscar o Menu e já volto. _ Guido falou. _ Por favor, sintam-se à vontade. 

_ Caramba, Carolina! _ uma das meninas falou, inclinando-se sobre a mesa para que ninguém mais ouvisse. _ Se eu soubesse que o atendimento aqui era tão bom, teria reservado algumas mesas no meu aniversário também, ao invés de fazer aquela festa... 

Carolina forçou um sorriso, lembrando-se da festa de aniversário da garota, dois meses atrás. 

Foi uma festa enorme e muito bonita, mas Carolina ainda se lembrava das piadinhas a seu respeito, quando apareceu na festa com um vestido que seu pai escolhera, que evidenciava cada curva em seu corpo. O problema, era que ela não tinha seios grandes o suficiente para preencher o decote do vestido e suas amigas zombaram disso a noite inteira. 

Guido retornou um minuto depois, distribuindo o Menu para todas nós, para que escolhêssemos o nosso jantar. 

_ As senhoritas bebem vinho? _ Guido perguntou, olhando para todas elas, que assentiram no mesmo instante, menos Carolina. _ Isso é muito bom! Vou pedir que sirvam um Château Cheval Blanc, 1947. 

_ Mas... _ Carolina estava prestes a dizer que aquele era um vinho muito caro e não queria abusar do cartão que seu pai lhe dera aquela noite, para comemorar seu aniversário. 

_ Não se preocupe. _ Guido falou, piscando para ela. _ Considere como um presente de aniversário, do Dom Salvatore. 

_ Ual! _ Alice murmurou, ao lado de Carolina. 

_ Eu... _ Carolina gaguejou, sem saber o que dizer. Mas não podia negar, pois suas amigas pareciam ansiosas para experimentar aquele vinho. _ Tudo bem, eu... agradeço. 

Guido sorriu para ela antes de pedir licença e se afastar novamente, enquanto elas escolhiam o que iriam comer. 

Assim que entrou na cozinha, Guido parou de sorrir. 

_ Não acredito que me fez fazer isso! _ Guido resmungou, enquanto encarava Domenico. 

_ Você conseguiu descobrir qual delas é a filha de Dante? _ Domenico quis saber. 

Ele decidiu que seria melhor se cancelassem qualquer reserva para aquela noite, assim seria mais fácil reconhecer Carolina e se aproximar dela. 

_ Sim. _ Guido respondeu, a contragosto. _ Acho que posso dizer que é a garota mais tímida da mesa. Cabelos loiros e olhos azuis. Ela está sentada em uma cadeira no centro da mesa e acho que é a única loira natural naquela mesa. Não sei por que essas meninas de hoje em dia insistem em pintar os cabelos... 

_ Você fala isso porque tem preferência por morenas. _ Domenico respondeu, arqueando uma sobrancelha. 

_ Eu tenho bom gosto, cara. _ Guido respondeu. _ E você também, já que escolheu um vinho tão caro como cortesia. 

_ Não se preocupe com o vinho. _ Domenico respondeu. Arcarei com as despesas dessa noite. 

Foi a vez de Guido arquear as sobrancelhas, surpreso. 

_ Isso é sério? _ ele quis saber. 

_ Claro que sim. _ Domenico respondeu, antes de lhe dar as costas e seguir até a adega de vinhos. 

Escolheu uma garrafa de Château Cheval Blanc, 1947, e voltou para a cozinha. 

_ Agora é com você! _ Guido falou, afastando-se e se juntando aos cozinheiros do restaurante. 

Domenico preparou o carrinho, selecionando as taças de vinho e colocando a garrafa dentro do balde de gelo, antes de sair e levar tudo até a mesa onde as garotas estavam sentadas. 

_ É estranho... _ uma delas dizia, enquanto ele se aproximava. _ É um restaurante tão caro e famoso... Porque somos as únicas aqui, essa noite? 

_ Você reservou todo o restaurante para comemorar o seu aniversário, Carolina? _ Outra garota quis saber, surpresa. 

_ Não eu... 

_ Boa noite. _ Domenico falou, ao se aproximar da mesa. _ Desculpe a intromissão, mas essa noite costuma ser menos movimentada do que as outras. Por isso o restaurante está vazio. 

_ Ahhh. _ uma delas murmurou, satisfeita com a resposta. 

Domenico parou ao lado da cadeira de Carolina e abriu a garrafa de vinho. Então colocou uma taça diante dela e apontou para a garrafa de vinho tinto. 

_ Posso? _ ele quis saber e Carolina assentiu, encarando-o. 

Ele era um belo rapaz, ela pensou, admirando-o disfarçadamente enquanto Domenico servia o vinho em sua taça. 

Na verdade, se o tivesse encontrado dentro do restaurante, ela julgaria que ele era um cliente, e não um funcionário. 

Principalmente, por conta do perfume que ele usava naquele momento, e que preenchia suas narinas. 

Domenico se afastou para servir as outras meninas, mas não sem lançar alguns olhares na direção de Carolina, vez ou outra. 

Quando ele se afastou, levando o carrinho vazio consigo, as outras garotas riram e gracejaram: 

_ Acho que ele não parava de olhar para a Carolina... _ uma delas comentou. 

_ Ele é um gato! _ Alice comentou, fazendo com que Carolina olhasse para ela com surpresa. _ Uma pena que o seu pai jamais permitiria que se envolvesse com um garçom. 

_ Meu pai não liga para essas coisas. _ Carolina respondeu, de imediato. _ Mas, vocês estão exagerando. Ele estava sendo apenas atencioso, já que é o meu aniversário. 

_ Hum hum... _ Alice comentou, com um sorriso repleto de malícia, antes de provar um gole do vinho. _ Puta merda, acho que nunca tomei um vinho tão bom em toda a minha vida…  

_ Até parece que já tomou tanto vinho assim... _ Caroline respondeu e todas riram, divertidas, enquanto Alice apenas revirava os olhos. 

_ Você não sabe de nada, garota! _ ela respondeu. _ Agora prove! 

Carolina olhou para a taça, a sua frente, e hesitou antes de pegá-la e levá-la aos lábios. 

Tomou um pequeno gole, enquanto suas amigas faziam o mesmo. 

_ É muito bom. _ Caroline falou, admirada.  

_ Não sei como conhece tanto sobre vinhos, sem saber que gosto tem! _ Alice resmungou, antes de pegar o Menu. 

Alguns minutos depois, elas decidiram o que iriam comer e Guido voltou para anotar os pedidos, antes de voltar para a cozinha.

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