Capa do romance A Dívida do Rei da Máfia: A Fúria da Minha Família

A Dívida do Rei da Máfia: A Fúria da Minha Família

9.5 / 10.0
Dante construiu um império, mas no batizado da família, descobri sua traição. Grávida, vi meu marido exibir o filho da amante como herdeiro. Humilhada e ignorada por todos, sofri com o desprezo dele, que protegeu Selena e me acusou de histeria. Após ser falsamente culpada por agredir o bebê dela, Dante me abandonou na dor. Ao acordar no hospital sob ordens de pedir perdão à rival, entendi que nossa união acabou. A esposa fiel morreu; agora, surge uma nova mulher.

A Dívida do Rei da Máfia: A Fúria da Minha Família Capítulo 1

No batizado do sobrinho do meu marido, eu o vi do outro lado do salão de festas, segurando um recém-nascido com outra mulher. Eu estava grávida de quatro meses do seu herdeiro, mas ele apresentava o filho dela como se fosse seu.

Ele havia construído um império criminoso, e nosso casamento era uma aliança estratégica. Mas agora, os homens que brindaram ao nosso casamento o parabenizavam pelo filho de outra mulher, seus olhares passando por mim como se eu fosse invisível. Minha mãe confirmou meus piores medos: ele vinha pagando o apartamento de sua amante há meses.

Sua amante, Selena, me encurralou, sua voz escorrendo veneno.

"Ele me escolheu. E ao nosso filho."

O estresse provocou cólicas agudas e excruciantes, mas quando meu marido, Dante, correu até nós, ele tomou o lado dela.

"Abaixa o tom", ele ordenou. "Você está fazendo uma cena."

Ele me acusou de ser histérica, de encurralar sua amante frágil que acabara de dar à luz. Em meio a uma névoa de dor, eu o vi protegê-la de mim, sua esposa, me mandando para casa para "ser racional".

A humilhação pública foi total. Aniquiladora. No escritório do advogado, Selena me deu um tapa, depois derrubou o bebê conforto do próprio filho e gritou que eu tinha atacado a criança dela. Dante acreditou nela sem questionar. Enquanto eu desabava de dor, a última coisa que vi foram as costas dele enquanto se afastava com sua nova família.

Acordei no hospital. Ele chegou com a amante, não para ver se eu estava bem, mas para exigir que eu pedisse desculpas a ela.

Naquele momento, a mulher com quem ele se casou morreu. E em seu lugar, uma nova pessoa nasceu.

Capítulo 1

Ponto de Vista: Sofia

Os lustres de cristal do salão de festas pareciam chorar luz sobre a cena da demolição da minha vida. Eu vi meu marido, Dante Moretti, do outro lado do salão.

Ele não estava olhando para mim. Seu olhar estava fixo no recém-nascido aninhado nos braços de outra mulher, uma expressão de ternura paternal em seu rosto que eu apenas sonhara em receber.

Era o batizado do sobrinho dele. Eu estava grávida de quatro meses do seu herdeiro, a criança destinada a solidificar a aliança entre o dinheiro tradicional da minha família e seu crescente império criminoso.

Eu deveria estar ao seu lado, o retrato da esposa perfeita do chefe. Em vez disso, eu era um fantasma na minha própria festa, observando-o apresentar o filho de outra mulher como se fosse seu.

Os homens que brindaram ao nosso casamento, seus rostos lustrosos de falso respeito, agora o cercavam, a ele e sua nova família. Seus olhos passavam por mim, pela minha barriga inchada, como se eu não fosse nada mais que um móvel.

Minha mão tremeu enquanto eu encontrava um canto isolado e ligava para minha mãe.

"Sofi? O que foi?" sua voz era afiada, cortando meu pânico.

"Ele está aqui", sussurrei, as palavras presas na minha garganta. "Com ela. E um bebê."

Houve um silêncio glacial do outro lado da linha.

"Aquele desgraçado", minha mãe, Elisa Bastos, finalmente sibilou. "Eu sabia. Minhas fontes confirmaram esta manhã. Ele está pagando o apartamento dela no Itaim Bibi há oito meses."

A confirmação foi um golpe físico, roubando o ar dos meus pulmões. Ele não apenas traiu. Ele construiu uma segunda vida sobre uma base do meu dinheiro e de suas mentiras.

"Ele me disse que eu estava sendo paranoica", um soluço cru e feio escapou dos meus lábios. "Que eram apenas os hormônios da gravidez."

"Você é uma Bastos, Sofia", sua voz se tornou aço. "Você não é uma vítima. Não o confronte. Ainda não. Nós vamos resolver isso."

Desliguei a chamada, uma determinação fria como gelo começando a se cristalizar no fundo do meu estômago. Resolver isso? Não. Eu faria mais do que resolver. Eu ia queimar o mundo dele até as cinzas.

Assim que dei um passo para sair de trás do arranjo de flores, uma voz, escorrendo uma doçura sacarina, me parou.

"Sofia? Você parece tão pálida."

Era ela. Selena Campos. Ela estava diante de mim, um retrato perfeito de radiância maternal, seus olhos brilhando com um triunfo cruel e indisfarçado.

Continue Lendo

A Dívida do Rei da Máfia: A Fúria da Minha Família de Conteúdos

Ch. 1 Ch. 2 Ch. 3
Ch. 4
Ch. 5
Ch. 6
Ch. 7
Ch. 8
Ch. 9
Ch. 10
Ch. 11
all

Você pode gostar

Romances Recém-Lançados

Capa do romance Atraída pelo CEO
9.3
Após se formar, Suzanne conquista o cargo de secretária executiva no prestigiado Grupo Hunter, gigante do setor imobiliário californiano. Ao conhecer seu novo chefe, uma atração avassaladora surge instantaneamente. Contudo, o CEO é um viúvo recente que, com o coração endurecido pelo luto, jurou nunca mais amar. Diante dessa barreira emocional, Suzanne enfrentará o desafio de tentar curar as feridas do empresário e despertar novamente seus sentimentos.
Capa do romance Cinco Anos, Um Nome Esquecido
8.4
Breno recordava detalhes fúteis, mas ignorava a alergia mortal de Eliza. Após cinco anos, o descaso dele transbordou ao presentear Isabela, sua prioridade óbvia. Em um evento, ele sequer lembrou o nome real de Eliza, revelando o vazio da relação. Abandonada por ele em uma estrada escura com o tornozelo quebrado por se recusar a pedir desculpas à rival, ela finalmente encara o desperdício de sua dedicação enquanto ele parte, deixando-a ferida e sozinha na noite.
Capa do romance Confusões do Amor
9.1
Mica tinha a vida perfeita até que o luto transformou seu mundo em caos. Após perder seu melhor amigo, Mickael, a jovem mergulha no desespero, mas uma viagem inesperada muda seu destino. Lançada em um perigoso jogo de vingança, ela precisa sobreviver a um homem desconhecido que a arrastou para a violência. Entre traumas e ameaças à sua família, Mica luta para recuperar a vontade de viver. Em meio ao perigo, será que um novo amor pode florescer e trazer sentido à sua jornada?
Capa do romance Casar com Um Docinho Impertinente: Não Consigo Parar de Te Amar
8.7
Elise aceita um contrato de barriga de aluguel para quitar dívidas médicas urgentes, sem imaginar que Cherry preparou uma armadilha. Ao se mudar para a residência do casal para gerar o bebê, ela conhece Adam, o marido frio e atraente da mandante. Embora o acordo estabeleça limites rígidos entre eles, o bilionário começa a desejar que Elise seja sua para sempre. Agora, ela está presa em um abismo emocional onde a paixão desafia todas as cláusulas assinadas.
Capa do romance Meu Marido, Meu Inimigo
8.1
Após suspender o pequeno Léo no Colégio Aruanã, a psicóloga infantil é brutalmente sequestrada e espancada. No hospital, ela descobre a verdade devastadora: seu marido, Franco, é o pai do menino e o mentor do ataque contra ela. Com o casamento revelado como uma farsa jurídica, ela percebe que sua vida foi uma mentira. Contudo, Franco cometeu um erro ao lhe dar ações de sua empresa; agora, ela usará esse poder para destruir o homem que tentou matá-la.
Capa do romance Pecadora
9.4
Eu ri, deitada ao lado da minha irmã, ambas apertadas na minha cama de solteiro, como costumávamos fazer nas manhãs de domingo. Era engraçado como Rebeca sempre me fazia sentir livre e solta como normalmente eu não era. Eu sempre tinha sido tímida e quieta; ela, extrovertida e espalhafatosa. - Você​ri?​-​Ela​me​empurrou​com​o​ombro, pressionando-me contra a parede. Empurrei-a de volta, e ela quase caiu. Gargalhamos. Então ela envolveu minha cintura com um braço e ergueu o rosto, olhando para mim e dizendo, inesperadamente: - Estou grávida. Gelei, muda. Virei minha cabeça sobre o travesseiro e busquei os olhos dela, pensando ser mais uma brincadeira. Mas ela estava séria. Deixou a cabeça cair no meu travesseiro e ficamos nos encarando. Senti medo por ela. Minha irmã é quase dois anos mais velha do que eu, mas ainda assim tinha só dezoito anos. Ameacei chorar, mas me segurei. Murmurei, angustiada: - Meu Deus... - Deus não tem nada a ver com isso, Isabel. Ou talvez tenha... - Ela deu de ombros. - Você vai ser titia. - Rebeca, você sabe que isso vai ser uma tragédia aqui em casa. - Eu me ergui e me sentei, tensa. - Papai e mamãe... - Vão querer me matar. Ou melhor, me casar - brincou ela, de novo. Ela se sentou também, passando a mão pelo cabelo curto, na altura do pescoço, em cachos desconexos. Era totalmente diferente do meu, que passava da cintura, como fora o dela um dia, antes de se revoltar e cortar tudo, episódio que quase lhe custara uma surra do nosso pai. - Casar com quem? Quem é o pai do bebê? - Como vou saber, Isa? - debochou ela. - Pode ser qualquer um dos dez ou vinte com quem transei nos últimos tempos. - Ah, Rebeca! - Segurei suas mãos, nervosa. Não concordava com muitas das loucuras dela, mas, no fundo, eu a entendia. E me preocupava, por sua causa e por nossos pais. - Você faz isso só para confrontar os dois! - Faço porque quero! Sou livre! Sou maior de idade e trabalho. Vou contar a eles sobre a gravidez, alugar um quarto e sair daqui. Vou me livrar dessa loucura toda! - Não é loucura. - Tentei justificar. - Papai é pastor e... - Loucura! - repetiu, irritada. - Opressão! É isso o que ele faz com essa igreja que ele criou. Isso não é religião, Isabel. Deus não é essa infelicidade toda que somos obrigadas a suportar. Conheço muita, muita gente cristã que está longe de viver oprimida como nós. Uma parte de mim pensava como ela. Mas, criada desde pequena de maneira rígida, eu tinha medo daqueles pensamentos. Temia também pela salvação da minha irmã, que eu amava mais do que tudo. - Escute... - Coloquei a mão em seu rosto, com carinho e preocupação. - Não precisa dessa revolta toda. Você se machuca e magoa nossos pais, Rebeca. Pode falar o que quiser sem... - Falar o que quero? Desde quando? Não me faça rir, Isa! - Ela suspirou, mas não se afastou. - Sabe que eles não aceitam! É aquela religião maldita deles. - Não diga isso - briguei com ela. - É a nossa religião!
Capítulos
Leia agora
Compartilhar