
Amor Tóxico: Apaixonando-me pelo meu amante cruel
Capítulo 2
Lawrence estava se casando?
A mente de Brynn girou em confusão com essa revelação.
Será que o casamento dele significava que ele finalmente a deixaria em paz? Esse pensamento deveria ser reconfortante.
No entanto, isso também significava que ele não estaria mais lá para apoiá-la financeiramente. Esqueça a mensalidade—só as contas do hospital de sua mãe eram exorbitantes, e ela sabia que não conseguiria gerenciá-las sozinha! Ela aceitou a dura realidade que poderia enfrentar—tornar-se amante de outro homem...
A expressão de Lawrence de repente se tornou feroz, tirou-a de seus devaneios. Ao encarar seu rosto marcante, mas ameaçador, ela notou a vermelhidão ao redor de seus olhos e seus lábios apertados. Seu olhar permanecia frio, mesmo quando estava tendo relações com ela.
Depois de um momento, Brynn conseguiu forçar um sorriso e disse, rigidamente: "Que ótimo... Parabéns."
Ele encarou seu rosto, tão bonito e perfeitamente composto como uma máscara impenetrável, sem mostrar qualquer rachadura.
Seu olhar ficou mais frio enquanto ele cerrava os dentes e zombava. "Muito bem, muito bem."
Ele não aliviou, fazendo a respiração de Brynn ficar irregular.
Lawrence estava claramente punindo e humilhando-a, mas quanto mais ela resistia, mais ele se deleitava em quebrá-la.
"Parabéns? Ha..."
Seu olhar nunca se desviou dela.
"Dói!"
Ele olhou para cima, admirando um círculo de marcas de mordida sangrentas em sua linda clavícula como se fosse uma obra-prima.
Vendo o brilho em seus olhos, Brynn lançou-lhe um olhar de puro ódio. "Você... pervertido!"
Ele agarrou seu queixo, aproximando seu rosto do dela, sua respiração quente sobre sua pele. "Você acha que isso me fará libertá-la?"
Ela pressionou os lábios, silenciosa, seus olhos desafiadores.
Ele sorriu e intensificou seus movimentos.
Continuou seu tormento até as primeiras horas. Quando ele parou, Brynn, exausta e com febre, sentiu como se tivesse sido arrastada de uma fornalha ardente.
Lawrence recuou, olhando para ela com os olhos semicerrados. Silenciosamente, ele se virou e seguiu para o banheiro.
Com o som da água preenchendo o quarto, Brynn soube que era sua deixa para partir.
Ele nunca gostava que ela ficasse a noite, então, não importava a hora, ela se vestia apressadamente e saía enquanto ele estava no chuveiro.
Mas hoje, ela se sentia desconfortável. Suas pernas pareciam estar sentindo-se nas nuvens enquanto se levantava. Quando Lawrence emergiu, apenas de toalha, ela tinha acabado de conseguir vestir o casaco.
Ele olhou para ela com uma expressão de desaprovação.
Envergonhada, Brynn manteve as costas voltadas para ele e tentou se manter ereta.
Lawrence permaneceu em silêncio, serviu-se de um copo de água e tomou um gole lentamente.
Então, ele notou sua mão esquerda enfaixada, com sangue manchando a gaze.
Colocando o copo de lado, ele caminhou até ela, segurou seu pulso e perguntou em um tom frio e autoritário: "O que aconteceu?"
Brynn tentou soltar a mão. "Me machuquei no trabalho."
Lawrence estava prestes a responder quando seu telefone o interrompeu.
Ele verificou, virou-se e atendeu a ligação.
"Por que está me ligando tão tarde... Sim, eu estava prestes a ir para a cama..." Seu tom era suave, quase carinhoso. Parecia que ele cuidaria incondicionalmente da pessoa do outro lado.
Brynn não se importava com quem era essa pessoa. Ela aproveitou o momento para se dirigir à porta, mas assim que chegou lá, Lawrence encerrou a chamada e se virou para olhar para ela.
Ele notou sua tentativa apressada de sair, levantando a sobrancelha levemente.
Brynn tinha acabado de calçar os sapatos quando ouviu ele chamá-la casualmente por trás: "Fique esta noite."
"Por quê? Você..."
Enquanto ele jogava a toalha casualmente, Brynn se virou, suas bochechas corando enquanto segurava firmemente a alça da bolsa.
Uma zombaria veio de trás. "Por que fingir ser tímida? Não é como se você não tivesse visto isso antes."
Ela não apenas tinha visto, mas...
A vergonha envolveu Brynn, aprofundando o rubor em seu rosto.
Ele rapidamente se vestiu e se aproximou dela, olhando para seu rosto abaixado. "Senhorita Gibson, você é bastante habilidosa em servir. Tenho o trabalho certo para você."
"O quê?"
Brynn ergueu a cabeça em confusão, sem compreender totalmente o significado dele.
***
Em um quarto VIP no andar superior do hospital.
Embora Brynn fosse uma visitante frequente neste hospital, ela não sabia que havia quartos tão luxuosos no andar superior.
"Desculpe por te ligar tão tarde. Eu estava me sentindo um pouco assustada..." A voz da mulher era terna e ligeiramente sedutora, reservada para alguém de quem ela gostava.
Brynn ficou silenciosamente no canto, seu cabelo longo escondendo seu rosto e obscurecendo sua expressão.
"Como você não gosta de dormir sozinha, trouxe alguém para te fazer companhia", disse Lawrence, com os olhos brilhando em um sorriso caloroso.
"Quem é essa jovem?" Os olhos inquisitivos de Carla Scott analisaram Brynn. Ela notou a aparência juvenil da garota, lembrando um pêssego maduro e atraente. Desde sua chegada, ela estava quieta, parecendo uma delicada boneca de porcelana, frágil e facilmente danificada.
A expressão de Carla era uma mistura de cautela e curiosidade, mas ela sorriu e perguntou: "Por que você trouxe uma amiga tão tarde?"
"Ela é uma nova assistente estagiária na minha empresa", respondeu Lawrence despreocupadamente, virando-se para Brynn. "Venha e diga olá."
Brynn hesitou brevemente, depois reuniu coragem e se aproximou.
"Senhorita Scott."
Ela lentamente levantou a cabeça.
Carla inicialmente não pensou muito, mas ficou surpresa quando a reconheceu. "Brynn? É você, Brynn Gibson?"
"Sou eu", respondeu Brynn, sua voz firme enquanto sua mão direita lentamente se fechava em um punho.
A sobrancelha de Lawrence levantou-se, seu sorriso se alargando. "Vocês duas se conhecem?"
"Com certeza! Lawrence, você pode não saber, mas Brynn costumava ser bastante famosa. Ela era a princesinha da família Gibson, sempre vista como a filha perfeita por todos os pais! Ah, por causa dela, acabei sendo repreendida tantas vezes. Minha mãe até desejava poder trocar de filha com a família Gibson!"
Carla riu ao recordar, embora seu olhar permanecesse intensamente em Brynn.
Brynn, agora filha de um fraudador financeiro, havia visto sua vida encantada desmoronar!
Lawrence abaixou o olhar, seu sorriso sutil, mas evidente.
Ele estava bem ciente disso, de fato estava.
O tom de Carla suavizou enquanto se virava para Brynn. "Brynn, onde você está ficando esses dias? Ouvi dizer que leiloaram a vila da sua família. Estou mesmo preocupada com você..."
Brynn permaneceu quieta, mordendo a língua para usar a dor como distração da memória.
Carla, notando o silêncio de Brynn, parecia reconhecer seu erro. "Oh, desculpe, me empolguei ao ver uma velha amiga."
Ela então deu a Lawrence um olhar preocupado. "Lawrence, eu disse algo inadequado?"
Lawrence deu-lhe um olhar terno, alisando suavemente seu cabelo. "Não, você estava apenas falando a verdade."
O sorriso de Carla se iluminou com o comportamento gentil dele.
"Mas por que você trouxe Brynn aqui?"
"Você não gosta do pessoal do hospital, então fiz arranjos especiais."
Brynn forçou-se a não ouvir a conversa deles, esvaziando a mente para diminuir a dor.
Carla, visivelmente tocada, exclamou: "Lawrence, você é tão atencioso!" Ela se agarrou ao braço dele, fez um pequeno bico e então olhou para Brynn. "Lawrence, estou sentindo um pouco de sede. Poderia me trazer um pouco de água?"
Lawrence virou-se bruscamente, sua voz fria. "Você não ouviu ela?"
Você pode gostar





