
Amor Tóxico: Apaixonando-me pelo meu amante cruel
Capítulo 3
Brynn relaxou o punho cerrado e disse: "Vou pegar a água."
Atrás dela, Carla disse suavemente a Lawrence: "Você não precisa ser tão duro. Afinal, Brynn já foi..."
"Você mesma disse. Isso tudo é passado."
Brynn apertou o copo com força.
Quando voltou com a água, viu Carla dar um rápido beijo na bochecha de Lawrence. Ao ser vista por Brynn, Carla corou e se escondeu debaixo das cobertas.
"Eu... estou pronta para dormir agora."
"Certo, vou ficar aqui com você."
Lawrence sorriu levemente, seus olhos encontrando brevemente os de Brynn.
Brynn colocou o copo na mesa, mantendo uma expressão neutra, como se não tivesse percebido nada.
Ele estreitou os olhos.
De repente, Brynn ficou rígida, olhando para ele em choque. Seu rosto ficou vermelho, seu corpo tenso, e ela segurou firmemente a borda da mesa.
Seu olhar era uma mistura de vergonha e raiva.
Hoje, o vestido de Brynn parava acima dos joelhos, revelando suas pernas esbeltas e retas, acrescentando um toque de elegância e atração.
Lawrence desviou o olhar, seu sorriso sutil, mas sugestivo.
Ele parecia saber exatamente como deixá-la desconcertada, fazendo-a tremer e sentir as pernas fracas.
Ao olhar para ele, uma mistura de vergonha e desamparo em seus olhos enevoados, ele se inclinou e sussurrou apenas para ela: "Você é realmente atraente."
Ele então casualmente pegou um lenço e limpou os dedos, seu sorriso zombeteiro.
Brynn hesitou, olhando para baixo, pressionando as mãos contra a barra do vestido.
Flertar com outra mulher na frente de sua noiva, ele não sentia nenhum remorso?
Carla espiou debaixo das cobertas, seus olhos grandes e lacrimejantes enquanto olhava para Lawrence. Suavemente, ela disse: "Lawrence, eu..."
Seu olhar mudou para Brynn, e sua voz se apagou.
Brynn, ansiosa para sair, rapidamente encontrou uma desculpa para partir.
Enquanto se afastava, a expressão de Lawrence ficou séria, seus olhos se estreitando em um olhar mais sombrio.
"Lawrence?" Carla chamou novamente, e ele olhou para cima, ciente dos pensamentos dela. Ele conseguiu um pequeno sorriso e se levantou para cobri-la, dizendo: "Descanse. A prioridade é sua saúde. E não se esqueça, nosso casamento é no próximo mês."
Carla o observou, optando por permanecer em silêncio.
-
Brynn parou no corredor, a brisa fresca da janela aliviando o calor em suas bochechas ruborizadas.
Atrás dela, passos lentos se aproximaram. "Você vai ficar aqui a partir de agora e cuidar da Carla."
Era o tom relaxado de sempre dele, satisfeito e preguiçoso.
A memória do que havia acabado de acontecer pairava em sua mente, fazendo suas bochechas aquecerem novamente.
"Concordamos que você não interromperia meus estudos."
"Não vou. Use seu tempo livre." O olhar de Lawrence era frio, um contraste agudo com seu eu erótico anterior.
"Eu preciso trabalhar também."
Sua voz era firme, indicando sua relutância em se misturar com pessoas de sua vida anterior, especialmente dado seu envolvimento atual com Lawrence. Isso tornava enfrentar Carla ainda mais difícil.
"Desista."
Seu tom era firme, e ele deu uma risada sarcástica ao segurar sua mão esquerda, notando que o sangue havia escurecido na gaze.
"Eu não te dei dinheiro suficiente? Por que você tem que acabar assim?"
Preocupada que pudessem ser vistos juntos, Brynn rapidamente puxou sua mão. "Não é pelo dinheiro..."
A sobrancelha de Lawrence arqueou, um sorriso zombeteiro formando em seus lábios, seu olhar intenso e penetrante. "Não é pelo dinheiro?"
Brynn percebeu o que havia insinuado, suas bochechas corando enquanto olhava para longe.
Era realmente ridículo. Não era pelo dinheiro, mas apesar de saber que ele a desprezava e buscava apenas humilhá-la, ela ainda se encontrava repetidamente em sua cama.
"Se eu me lembro corretamente, sua mãe também está neste hospital, certo?"
A expressão de Brynn mudou ligeiramente. "Você prometeu que não envolveria minha família!"
Ele provocativamente apertou seu queixo. "Bem, isso depende de como você... se comportar."
Soltando seu queixo, ele deu um passo para trás com um olhar de desdém. "Vá ver um médico sobre esse ferimento!"
Foi só depois que ele se afastou que Brynn encontrou uma enfermeira para trocar sua bandagem.
Quando voltou ao quarto, Carla ainda estava acordada, olhando para ela com um sorriso sutil.
"Quem diria que a estimada princesinha da família Gibson acabaria como minha cuidadora?"
Brynn permaneceu em silêncio, simplesmente entregando-lhe a água.
Carla olhou para ela e disse: "Está fria agora. Como posso beber isso?"
Com isso, ela derrubou o copo da mesa, quebrando-o no chão.
Brynn recuou rapidamente para evitar os cacos.
Carla deu um sorriso doce, levantando a mão, e disse: "Oh, querida. Desculpe, minha mão escorregou."
Brynn pressionou os lábios, dizendo a si mesma que era apenas parte do trabalho enquanto limpava silenciosamente a bagunça.
"Você realmente acha que trabalhando para Lawrence, pode mudar sua vida? Você sequer merece isso?" Carla não sentia necessidade de mascarar seus sentimentos em torno de Brynn; elas eram familiares demais uma com a outra.
"Só para você saber, Brynn, Lawrence é meu! Eu fiz tanto para ser a mulher que ele quer! Não vou deixar ninguém tirá-lo de mim!"
Depois de arrumar tudo, Brynn se levantou, seus olhos refletindo um traço de pena. "Então mantenha-o por perto. Espero que vocês tenham um casamento feliz."
Ignorando as provocações atrás dela, ela se virou e saiu.
-
No dia seguinte, pouco antes de sua aula terminar, Brynn recebeu uma mensagem de Carla pedindo sua sobremesa favorita do lado oeste e café do lado leste da cidade. Quando Brynn chegou ao hospital, a noite já havia caído.
Ela entrou no saguão do hospital carregando as encomendas e esbarrou em Kelley.
"Brynn! "
Kelley sorriu ao se aproximar, seu visual fashionista completado por grandes óculos escuros que cobriam metade de seu rosto.
"Você veio ver a mamãe? Vamos subir juntas."
Ela calorosamente entrelaçou o braço com o de Brynn, que, sentindo-se desconfortável com a proximidade, respondeu: "Vá em frente. Tenho outra coisa para resolver."
Elas eram irmãs, mas faltava uma conexão genuína. Nos dias em que o pai de Brynn tinha influência, a casa dos Gibson era um centro para visitantes, com Kelley frequentemente passando por lá, conquistando os Gibsons com suas palavras lisonjeiras. Uma vez que a fortuna da família Gibson diminuiu, Kelley parou de visitar completamente.
Kelley, cética, questionou: "Com o que você poderia estar ocupada?"
Seus olhos brilharam ao ver o café que Brynn carregava. "Você se lembra que eu amo essa marca? É tão difícil de conseguir; minha assistente espera na fila eternamente para consegui-lo todas as vezes."
Ela estendeu a mão para o café, murmurando: "Obrigada..."
Antes que seus dedos pudessem agarrá-lo, Brynn o puxou de volta. "Não é para você."
Brynn conhecia bem o caráter de Kelley; tudo o que Kelley desejava, ela reivindicava como seu.
Sentindo-se envergonhada pela recusa, Kelley conseguiu um sorriso forçado. "É para a mamãe? Você sabe que a mamãe não pode tomar café. Apenas me dê."
Kelley agarrou o braço de Brynn com força suficiente para causar dor. Brynn a empurrou para trás. "Eu disse que não é para você!"
O rosto de Kelley escureceu, seu sorriso se tornando frio. "Ah? Então é para você mesma? Você parece realmente aproveitar a vida. Você não está ciente dos altos custos dos cuidados médicos da mamãe? Com hábitos de consumo como os seus, você alguma vez pensa nela?"
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