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Capa do romance Amor Titã

Amor Titã

Após o fracasso na captura da Titã Fêmea, a Tropa de Exploração enfrenta perdas devastadoras. Enquanto o Capitão Levi oculta sua dor sob uma fachada fria, surge um boato alarmante: uma segunda fêmea foi vista com Eren, Mikasa e Armin em Sina. Temendo uma traição mortal, Levi parte em uma missão desesperada e encontra as duas criaturas em combate direto. Agora, ele deve liderar seus soldados perdidos em meio ao caos de um confronto sem precedentes.
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Capítulo 2

Muralha Sina, dias atuais...

Annie acordou exausta da missão que fracassou. Capturar Eren foi mais difícil do que havia imaginado.

Além de sua falha, ainda precisava se preocupar com Lorena. Sabia que a garota estava rodeando as muralhas, sempre se movendo de forma aleatória, dificultando seu rastreio.

Se juntou a sua equipe na polícia militar e seguiu com sua missão de escolta até ser interceptada por Armin.

Lorena, por outro lado, atravessava uma entrada secreta para dentro da Capital. Sentia a perna latejar e caminhava com dificuldade. Consequências de tentar impedir um sequestro envolvendo titãs sozinha.

Encostou em um muro e tirou o capuz. O cabelo preso num coque frouxo foi amarrado novamente com mais firmeza, escondendo os cachos.

Respirou fundo e seguiu sentido o castelo. Tinha que impedir a condenação de Eren.

Levantou o olhar para o céu, praguejando o Sol quente. Dias muito calorentos sempre a fazia passar mal.

Levi se encontrava mais mal humorado que o costume. Seu olhar vazio escondia o misto de culpa e dor.

Para completar, as palavras do pai de Petra não saíam de sua cabeça. Como a garota considerava se casar com ele, justamente com ele, não tinha ideia.

Suspirou e cruzou os braços tentando se livrar desses pensamentos. Foi quando aconteceu a transformação.

Levi reconheceu. Sabia que havia um traidor na muralha. Porém, não esperava que ele fosse se revelar.

Ouviu-se um segundo barulho e os gritos de Pânico começaram. Um de seus homens, esbaforido, lhe informou que havia uma segunda Titã Fêmea.

Impossível!

Rápido e ágil, seguiu para a passagem, topando com dois titãs de 14 metros. Uma lhe era familiar. A outra lhe lembrava Eren devido ao cabelo castanho, mas o corpo feminino não deixava dúvidas.

Assim que Annie se viu sem saída, se auto mutilou, liberando sua forma Titã. Iria terminar o que começou.

Ouviu um grito.

–ANNIE!!!

Segundos depois, havia uma segunda Titã a desafiando.

Lorena tinha informações de rumores que a Tropa de Exploração iria ajudar Eren a fugir, substituindo o garoto por outro novato. Contava com isso.

Notou que a cidade estava estranhamente quieta e que algumas pessoas moviam-se de forma furtiva. Tentavam tanto passar despercebidos que se tornou óbvio para a garota que era uma cilada.

Esse pensamento fez um gelo atravessar seu estômago.

Teriam descoberto?

Impossível! Sempre mantive nomes falsos e me movi sem manter um padrão. Será que...?

Não completou o pensamento. Alguns metros a frente, visualizou uma figura loira ser atacada depois de um sinal logo depois, a transformação de Annie aconteceu.

Inferno!

–ANNIE!

Seu grito chamou atenção de alguns soldados. Ignorou todos eles e correu alguns metros, antes de morder a própria mão e se transformar.

Ambas titãs se encaravam, esperando que a outra fizesse o primeiro movimento. Os soldados se encontravam perdidos.

Eren, Armin e Mikasa corriam para o subsolo quando ouviram a segunda transformação e voltaram para averiguar.

Levi olhava transtornado a cena que se desenrolava em sua frente. Nunca imaginou que titãs lutaram a favor da humanidade. Contudo, ali estava uma segunda prova de que estava errado.

A gigante morena deu o primeiro passo, mirando o soco no rosto da loira, ao qual foi defendido.

Desviou o rosto e chutou a lateral do abdômen. Seu estômago foi atingido e ambas recuaram e se analisaram.

Não seria uma luta fácil de terminar. Annie era uma excelente lutadora e conhecia seus pontos fracos.

Lorena era persistente e pensava rápido. Conhecia suas fraquezas e tinha sempre estratégias de lutas variadas.

Não eram fáceis de serem derrotadas. Cresceram juntas e se traíram juntas.

Annie avançou, com uma série de socos diretos, desviados facilmente, porém, forçando a recuada de Lorena.

A morena sabia que não podia prolongar a luta. Havia civis por perto.

Desviou o rosto mais uma vez e moveu o punho de baixo para cima, acertando o queixo de Annie e logo depois seu estômago. Segurou os ombros da loira e acertou-lhe uma joelhada.

Se aproveitando da aproximação, Annie segurou Lorena e a mordeu próxima ao ombro.

Lorena concentrou sua regeneração, pensando em como acabar de vez com a luta sem destruir a cidade e ferir inocentes.

Viu a Tropa de Exploração se preparar para atacar e sabia que Annie usaria isso contra ela.

Apesar de se transformar num monstro, de ter feito coisas horríveis, Lorena ainda tinha um coração humano.

Endureceu a pele na região da nuca e decidiu que acabaria com essa luta agora, antes que mais mortes acontecessem. Já lhe bastava as mortes do dia anterior.

Não precisava de mais sangue nas mãos e na consciência.

Correu rápido contra Annie e se jogou pelo chão, arrastando o corpo pelo solo e derrubando Annie. Se ajoelhou rapidamente e rasgou a nuca da loira, que não teve tempo de reagir ao golpe.

Lorena abocanhou a figura humana, cuspindo na própria mão e a segurando próxima ao chão, controlando a força e se forçando a voltar à forma humana.

Dolorida, foi até a rival e retirou seu anel, recebendo um soco no rosto no processo.

Recuou alguns passos e cuspiu sangue e um dos seus dentes.

–Filha da puta!

Os soldados as cercaram, ordenando que se rendessem. Annie e Lorena ainda se encaravam, aumentando a tensão.

Annie ignorou a ordem e avançou contra Lorena, deixando se guiar pelas emoções.

A morena colocou um pé para trás e firmou o da frente, recebendo o impacto do corpo de Annie contra o seu e usando esse mesmo impulso para jogá-la no chão, sentar em seu abdômen e atingir o rosto da loira repetidas vezes antes que soldados a separassem e algemasse sua antiga amiga.

Annie, cuspindo sangue, disparou contra Lorena uma série de acusações.

–Você nos traiu! TRAIU SUA PRÓPRIA FAMÍLIA!

Lorena riu com escárnio.

Levi se aproximou e passou a prestar atenção na situação. Um dos soldados tinha uma lâmina pronta para matar Annie. Entretanto, Lorena impediu que a espada chegasse até a antiga amiga, usando uma das lâminas que um dos homens havia perdido durante a confusão.

–Não há vantagens em matá-la agora. — Lorena disse forçando a recuada do outro, que tremia de nervoso e medo.

Aquelas garotas eram assustadoras tanto em sua forma monstruosa, como na forma humana.

Lorena olhou rapidamente para a loira ferida atrás de si e se sentiu culpada. Ainda se importava com a antiga companheira e, mesmo que não quisesse admitir, estava a protegendo.

–Se afasta da Titã, coloque as mãos onde possamos ver e se ajoelhe.

Lorena se virou para quem tinha dado a ordem, encarando friamente o homem.

Obedeceu lentamente, sem demonstrar qualquer emoção.

–Traidora! — Annie grunhiu.

–Parece que somos farinha do mesmo saco, Annie. — Lorena sorriu sarcástica arqueando a sobrancelha — No fim, somos duas vadias traidoras.

Os soldados levaram Annie e tentaram se aproximar de Lorena. A garota olhou mortalmente para todos até focar o olhar em Levi.

–Você deve ser o capitão Levi. — Os olhos azuis esquadrinhou o homem de cima a baixo. Embora estivesse acostumado com todo tipo de olhar, Levi não deixou de se sentir incomodado com aquele intenso olhar azul sobre si — Não é tão impressionante olhando bem de perto. Estou até decepcionada.

O olhar frio do capitão sobre si não a abalou. Ackerman não respondeu a jovem. Burburinhos começaram entre os soldados, mas ele apenas encarava a moça.

De certa forma, lhe era muito familiar.

–Achei, inclusive, pela sua fama, que fosse mais inteligente — Continuou a mulher num falso tom casual — Mas sequer enxergou algo que estava bem debaixo do seu nariz. — A casualidade deu lugar a um tom sombrio.

Levi olhou no fundo dos olhos azuis. Embora parecessem neutros, o capitão enxergou ódio e dor neles.

Ainda sim, sentiu o corpo tencionar, a raiva ameaçando dominá-lo.

Afinal, quem aquela pirralha atrevida achava que era? Não passava de um monstro. Uma arma. Apenas mais uma ameaça a ser neutralizada.

–Acho que tem muitas perguntas a responder. Vou me divertir em arrancar as respostas que quero de você.

A morena gargalhou diante da ameaça.

Idiota! Tem muito o que aprender.

–No final, Capitão Ackerman, verá que somos mais parecidos do que imagina. Dois humanos forçados a serem monstros.

Aquelas palavras atingiram em cheio o capitão. Entretanto, ele apenas balançou a cabeça em descaso.

–Não somos parecidos.

A garota sorriu enigmática.

– Escreva minha palavras, capitão. Você vai ter que engolir a minha presença por muito tempo. Isso eu lhe garanto.

–Levem-a daqui! — Impaciente, deu a ordem e notou que um homem e uma mulher se aproximaram para obedecer.

O rapaz chegou primeiro e recebeu uma espécie de rosnado da prisioneira.

–Não se atreva a tocar em mim. — Seu tom era agressivo e sua expressão assustadora.

A mulher ainda se aproximou lentamente, se preparando para um possível embate. Mas para a surpresa de todos, Lorena apenas se deixou ser erguida pela soldada, entregando os punhos de boa vontade para ser algemada.

Houve uma nova tentativa de aproximação do homem e a reação foi a mesma.

–Deixem que Tasha cuide disso sozinha. Creio que não haverá problemas

— Levi ordena, curioso com a reação da segunda Titã.

Ela tem uma aversão muito grande ao sexo masculino. Entretanto, não exitou em me provocar. Apenas, o que está planejando?

E com essa dúvida, seguiu para a prisão. Lidaria com Eren e os outros novatos depois. Por hora, iria arrancar tudo que pudesse da morena.

Vamos ver o quão resistente você é.

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