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Capa do romance AMOR PROIBIDO COM MEU MEIO-IRMÃO

AMOR PROIBIDO COM MEU MEIO-IRMÃO

Elara Voss buscou liberdade em uma noite de paixão com um estranho sedutor, sem saber que o homem de olhos cinzentos era Damien Blackwood, seu novo meio-irmão e CEO implacável. O reencontro na mansão da família transforma o desejo em algo proibido e possessivo. Enquanto Damien usa Elara em sua vingança sombria contra o próprio pai, segredos perigosos e ameaças de um sindicato emergem. Agora, ela deve decidir entre a lealdade familiar e a entrega total a esse amor fatal.
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Capítulo 3

Narrativa de Elara

Os passos de Victor sumiram pelo corredor um pouco depois, deixando-me sem fôlego no silêncio do quarto dele.

Eu me afastei dele e corri para o meu quarto antes que ele pudesse me segurar e me impedir de sair.

A porta bateu. E encostei-me pesadamente contra ela com o coração martelando forte contra a minha caixa torácica em um ritmo selvagem que, de certa forma, combinava com o latejar entre minhas pernas de onde Damien havia me tocado através do meu jeans há poucos minutos.

Deus, os dedos dele-firmes, insistentes, como se ele fosse dono de cada centímetro do meu ser.

"Uma virgenzinha apertada você era, prendendo-se ao meu redor como se tivesse nascido para isso."

Aquelas palavras ecoavam na minha cabeça, sujas e possessivas, fazendo minha calcinha ficar encharcada de umidade tudo de novo.

Pressioneis minhas coxas uma contra a outra, odiando como meu corpo ansiava por mais daquela dominância sombria, mesmo com o pavor cravando as garras no meu peito diante da decadência.

Ele era meu meio-irmão, pelo amor de Deus. E ele era perigoso, com aquelas sombras nos olhos que sugeriam segredos capazes de despedaçar esta família frágil se ele realmente tentasse.

Verifiquei a tranca da porta duas vezes para ter certeza de que estava trancada. Damien parecia o tipo de cara que poderia entrar de fininho na minha cama enquanto eu estivesse dormindo.

Não que eu fosse achar ruim.

Naquela noite, o sono veio com sonhos sombrios e distorcidos de seu olhar cinzento perfurando meu ser, devorando-me.

Sonhos onde o corpo dele se movia fundo dentro de mim enquanto eu gritava seu nome sem um pingo de controle.

Acordei arquejando, meus dedos deslizando para dentro de mim para perseguir o fantasma dele. Minha cabeça se curvou para trás, a boca aberta enquanto meus dedos em movimento me levavam ao ápice.

Depois, caí de volta em um sono sem sonhos por uma hora ou duas, finalmente descansando antes de ele voltar para me assombrar.

As mãos dele na minha pele.

A voz dele me chamando de devassa.

O resto do fim de semana foi exatamente assim, preenchido por Damien.

E houve momentos em que nos cruzamos naquela mansão. Ele se inclinava e me lembrava de seu corpo.

Eu sabia o que ele estava fazendo. Estava me provocando até que eu não conseguisse mais aguentar e cedesse.

Eu cederia? Provavelmente.

A segunda-feira chegou rápido.

A luz da manhã, que filtrava facilmente pelas cortinas, arrancou-me do torpor dos sonhos de sempre.

Segunda-feira sempre atingia como um tapa, especialmente com toda aquela bobagem do último ano esperando por mim.

Vesti-me rapidamente com minha saia xadrez e blusa branca, nada muito revelador.

Mas o tecido de alguma forma conseguia roçar na minha pele sensível, lembrando-me facilmente de suas marcas que agora estavam escondidas sob o corretivo.

Ele havia me encurralado em um ponto entre a cozinha e a sala de jantar e me devorado com as mãos e os dentes.

A penetração não aconteceu. Mas teria acontecido se a mamãe não tivesse começado a me chamar para descer e lhe dar uma mão.

Olhei uma vez para o espelho.

"Você vai ficar bem, Elara", sussurrei antes de me virar.

No andar de baixo, na cozinha, mamãe estava ocupada passando café para Victor, que examinava o tablet e latia ordens ao telefone para seus subordinados infelizes sobre algum negócio.

Enquanto isso, Damien estava sentado na bancada, de terno como o CEO que era-a camisa social justa abraçando seus ombros largos, a gravata com o nó perfeito, exalando aquele poder controlado que fazia meu estômago revirar.

Seus olhos se moveram para mim, escuros e sabedores. Aquele olhar cinzento traçou a extensão das minhas pernas sob a saia.

O calor subiu para o meu rosto.

"Bom dia", resmunguei, pegando uma caneca e evitando o olhar dele.

Mamãe sorriu radiante.

"Elara, querida, o Victor tem reuniões o dia todo e eu vou resolver umas coisas. O Damien se ofereceu para te deixar na escola a caminho do escritório. Não é gentil da parte dele?"

Minha xícara bateu na mesa. Fiquei grata por não ter caído.

"O quê? Não, eu posso ir de ônibus."

Ela fez menção de falar, mas foi Victor quem se antecipou, intrometido como sempre.

"Bobagem", Victor cortou, sem erguer os olhos. "Ele está indo para o centro de qualquer maneira. Sabe como é, família ajuda família."

Balancei a cabeça.

"Não quero incomodar ninguém."

Victor se virou para Damien.

"Isso vai te incomodar, filho? Deixar sua irmã na escola?"

Eu sabia o que ele diria mesmo antes que seus lábios atraentes se movessem.

"Não é incômodo nenhum."

Sua voz era suave.

Mas, por baixo da mesa, o sapato dele tocou meu tornozelo-uma provocação deliberada, enviando faíscas quentes direto pela minha coxa.

Os lábios de Damien se curvaram ligeiramente, aquela polidez fria mascarando o predador.

O café da manhã passou como um borrão enquanto eu mexia na torrada com a mente em turbilhão.

Será que ele planeja encostar o carro, me prender contra o banco e me possuir ali mesmo?

O pavor se misturava ao meu desejo pecaminoso-a dominância dele chamando aquela luxúria que ele havia despertado dentro de mim.

No entanto, a negação gritava não, mesmo com meus mamilos se enrijecendo contra o sutiã.

Saímos logo depois, o carro preto elegante dele roncando na entrada da garagem. Deslizei para o banco do passageiro, com a saia subindo um pouco no processo.

Os olhos dele desceram para a pele exposta por alguns instantes. Ele deu partida no motor e saiu suavemente.

A cidade passava num borrão no silêncio pesado que pairava denso de tensão.

A colônia dele preenchia o espaço-o cheiro de especiarias e pecado, a mesma fragrância daquela noite. Meu núcleo se contraía no vazio, ansiando por ele.

"Você estava ousada ontem à noite", ele disse finalmente, com os olhos na estrada. "Me empurrando, mas a sua intimidade chorava por isso."

Arfei, minhas bochechas queimando. "Cale a boca. Aquilo foi um erro."

Ele riu sombriamente.

"Erro? Você se desmanchou nos meus dedos em minutos. Imagine o que meu corpo faria agora, devassa."

A palavra vulgar era distorcida, proibida.

Mas ele tinha razão, eu teria me desmanchado se a mamãe não tivesse me chamado.

Engoli em seco.

"Você é doente."

Mas minha voz tremeu, as coxas se pressionando. A escola surgia à frente. O trajeto parecia interminável. Ele virou uma esquina fechada, estacionou em um lado calmo da rua e deixou o motor ligado.

"O que você está-", comecei, o pânico subindo no meu peito quando ele se inclinou sobre mim.

A mão dele segurou minha coxa firmemente, deslizando para cima sob a saia.

"Vendo se você ainda continua molhada para mim", ele sussurrou pouco antes de seus dedos encontrarem minha calcinha, que já estava úmida.

Ele gemeu baixo.

"Porra, você está encharcada. Pelo menos o seu corpo é honesto, mesmo que você negue."

Lamuriei, segurando o pulso dele para pará-lo. Mas ele não se afastou.

O polegar dele circulava meu clitóris através do tecido em uma tortura lenta. O prazer disparou em mim, sombrio e viciante.

"Para... alguém pode ver."

Ele sorriu de lado.

"Esse é o barato."

Ele empurrou a calcinha para o lado, e um dedo entrou de leve, provocando minha entrada. "Apertada como sempre."

As emoções duelavam na minha cabeça como uma guerra mundial-vergonha, desejo, medo.

Ele era o poder em pessoa ali, simplesmente me reduzindo a esse estado ofegante, os quadris se movendo por mais.

E afastei mais as pernas para ele, mesmo odiando a mim mesma. "Mais forte", sussurrei, com a mente poluída como a dele.

Ele acrescentou outro dedo, movendo-se profundamente dentro de mim. Seu polegar se movia implacavelmente sobre meu clitóris inchado.

"Boa garota. Implore pelo toque do seu meio-irmão", provocou ele.

Sua mão livre agarrou meu cabelo, puxando minha cabeça para trás, a boca reivindicando a minha em um beijo brutal-sua língua invadindo minha boca, provando minha rendição.

Gemi contra ele, meu corpo se tensionando rápido com meu núcleo se contraindo.

A escola estava esquecida agora.

A única coisa que eu conhecia plenamente era a dominância dele e o risco de ser pega no meio de tudo isso.

Meus medos se concretizaram.

A buzina de um carro ecoou por perto, separando-nos instantaneamente. Ele recuou, seus dedos deslizando para fora úmidos, deixando meu corpo latejando no limite.

"Hora da aula", disse ele, sorrindo friamente, lambendo os dedos. "Pense em mim enquanto estiver sentada lá, ansiando."

Ele dirigiu o resto do caminho sem pronunciar uma única palavra.

Nem eu.

Chegamos logo, e saí tropeçando com as pernas trêmulas, ajeitando a saia.

"Foque nas lições."

Então ele se foi.

"Bastardo", murmurei entre dentes, porque como ele esperava que eu me concentrasse depois daquilo?

Os portões da escola surgiam à frente. recompus-me e corri para dentro bem no momento em que o sinal de atraso começou a tocar.

As aulas se arrastavam-matemática, história. Tudo era um borrão dentro da minha cabeça.

Minha mente estava poluída, cheia até a borda com lembranças de seus dedos e do corpo dele nos meus sonhos.

No almoço, minhas amigas tagarelavam enquanto eu me desligava e fantasiava acordada com as coxas unidas sob a mesa.

Uma mensagem fez meu telefone vibrar. Verifiquei e era de um número desconhecido: "Mal posso esperar para terminar o que comecei. -D"

O pavor me atingiu instantaneamente, porque como ele conseguiu o meu número?

Decepcionada? Não.

Perigoso, sim.

Que segredos ele escondia? Os sussurros de Victor ecoavam na minha cabeça.

"Se o Damien descobrir..."

O que ele estava escondendo?

"Você já fez as tarefas?", uma das minhas amigas perguntou.

Balancei a cabeça.

"Tenho um plano para isso." Ela assentiu. Todas sabiam o que era.

Enviei uma mensagem para um colega de classe, Jake, flertando inocentemente para distraí-lo.

"Ei, vamos estudar mais tarde?" A resposta dele foi rápida, fazendo-me sorrir de leve.

Ele era o meu plano para a tarefa. Eu simplesmente faria com que ele fizesse por mim.

As aulas da tarde foram piores; a educação física me deixou suada e hiperconsciente.

Mas acabou logo.

A mansão estava silenciosa quando finalmente cheguei em casa. Mamãe estava na rua resolvendo coisas e Victor estava no trabalho.

O carro de Damien estava na entrada-cedo do escritório? Presumi.

Entrei de fininho para evitá-lo. Mas não tive sucesso, porque ele me esperava na cozinha, afrouxando a gravata.

"Bem-vinda de volta, minha pequena devassa", disse ele com uma voz que parecia veludo.

Congelei.

"Estive esperando por você."

Minhas sobrancelhas se ergueram.

"O que você quer?"

Ele ia falar, mas se distraiu com o meu telefone que vibrou.

Puxei o aparelho para olhar e ele simplesmente o arrancou das minhas mãos.

"Damien!", protestei, batendo o pé com raiva. "Devolve isso."

Seus olhos se estreitaram para o meu telefone, que ainda vibrava com a mensagem de Jake.

"Flertando com garotos? Depois que eu te tive primeiro?" Ele ergueu a cabeça. O ciúme brilhou escuro, possessivo.

Ele me encurralou contra o balcão, o corpo firme contra o meu.

"Você é minha agora."

A mão dele deslizou pela minha saia novamente, os dedos me encontrando mais molhada do que antes.

"Esse corpo se lembra."

Ele esfregou círculos intensos, provocando-me cruelmente. Arfei, cravando as unhas na camisa dele, a dominância inebriante.

Mas passos me alcançaram-os saltos altos da mamãe estalando. Ele deu um passo para trás e me deixou arfando pesadamente.

"Conversamos mais tarde."

Ele me entregou o telefone e se afastou do meu ser que arfava. Fui deixada ali, privada de mais um clímax tão necessário, de novo.

Mais tarde, no andar de cima, entrei de fininho no quarto dele porque precisava do corpo dele.

Mas ele não estava lá.

Contudo, suas gavetas estavam ligeiramente abertas e uma pasta aparecia.

A curiosidade me corroeu quando tentei recuar e sair.

Peguei a pasta.

Blackwood Enterprises estava escrito em letras grandes no topo.

Meus olhos correram para o caderno aberto bem em cima da cama dele.

Havia notas sobre um "sindicato rival" e "vantagem contra Victor". Estavam ligadas a perigo? Meu coração acelerou.

Ouvi passos e corri para fora do quarto, direto de volta para o meu.

Meu coração estava batendo forte quando me encostei na porta fechada.

O telefone na minha mão vibrando quase me causou uma parada cardíaca. Era apenas uma mensagem de texto de Damien.

"Vejo você à meia-noite na casa da piscina ou eu vou atrás de você."

O medo me dominou. Mas o mesmo aconteceu com uma antecipação pecaminosa. Que jogo era esse?

Eu não sabia.

O relógio corria em direção à ruína.

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