Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Amor Envenenado, Justiça Amarga

Amor Envenenado, Justiça Amarga

Após quarenta anos de dedicação, minha mãe foi envenenada por Keila Diniz. No tribunal, meu marido e renomado advogado, Gustavo Guedes, defendeu a criminosa, manipulando a verdade para absolvê-la. Diante da injustiça e das ameaças dele de manchar a memória da vítima, fui humilhada. Ao assinar o divórcio, percebi que ele sacrificou minha família por ambição. Agora, planejo meu desaparecimento para iniciar uma vingança implacável contra aqueles que me destruíram.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 1

Minha mãe, uma enfermeira que passou quarenta anos cuidando dos outros, foi envenenada e deixada para morrer depois de um baile de caridade. A mulher responsável, Keila Diniz, estava no tribunal, com uma máscara de inocência e lágrimas, alegando legítima defesa.

O verdadeiro horror? Meu marido, Gustavo Guedes, o maior advogado de São Paulo, estava defendendo Keila. Ele destruiu a reputação da minha mãe, distorcendo a verdade até que o júri acreditasse que Keila era a vítima.

O veredito veio rápido: "Inocente". Keila abraçou Gustavo, um sorriso triunfante brilhando em seu rosto. Naquela noite, em nossa mansão fria, eu o confrontei. "Como você pôde?", engasguei. Ele respondeu calmamente: "Era meu trabalho. Keila é uma cliente muito importante."

Quando gritei que ela tentou matar minha mãe, ele ameaçou usar os registros médicos sigilosos da minha mãe, seu histórico de depressão, para pintá-la como instável e suicida. Ele estava disposto a destruir a memória dela para proteger sua cliente e sua carreira.

Eu estava presa, humilhada e de coração partido. Ele havia sacrificado minha mãe por sua ambição, e agora estava tentando me apagar. Mas enquanto eu assinava os papéis do divórcio que ele havia preparado, um plano selvagem e desesperado começou a se formar. Se eles me queriam fora, eu desapareceria. E então, eu os faria pagar.

Capítulo 1

O piso polido do tribunal refletia as duras luzes fluorescentes, fazendo tudo parecer frio e irreal. Eu encarei a mulher no banco das testemunhas, Keila Diniz, seu rosto uma máscara perfeita de inocência e lágrimas.

Ela enxugava os olhos secos com um lenço de seda.

"Eu estava com tanto medo", ela sussurrou, sua voz tremendo na medida certa. "Ela veio para cima de mim... eu só me defendi."

Mentira. Cada palavra era uma mentira. Minha mãe, uma enfermeira comunitária que passou quarenta anos cuidando dos outros, não faria mal a uma mosca. Ela havia derramado acidentalmente uma bebida no vestido de grife de Keila em um baile de caridade. Esse foi seu único crime.

Por isso, Keila e suas amigas encurralaram minha mãe em um corredor silencioso. Elas não apenas a espancaram. Elas a deixaram para morrer.

O verdadeiro horror veio depois, no hospital, quando os médicos encontraram o veneno. Uma toxina de ação lenta, destinada a garantir que ela nunca mais acordasse.

Foi tentativa de homicídio, simples e direto.

Mas aqui estávamos nós, e o júri estava engolindo a performance de Keila. E o homem que dirigia todo esse circo, aquele que estava destruindo a reputação da minha mãe, era meu marido.

Gustavo Guedes.

Ele se levantou, seu terno caro perfeitamente alinhado, sua expressão de simpatia profissional por sua cliente. Ele era o fundador do maior escritório de advocacia da cidade, um homem conhecido por seu charme e suas estratégias impiedosas no tribunal. Eu já tive tanto orgulho dele.

Agora, eu só sentia nojo.

Ele voltou seu olhar para o júri. "Isso foi um acidente trágico, um mal-entendido agravado pelo medo. Minha cliente, a Sra. Diniz, é a vítima aqui."

As palavras me atingiram com mais força do que um soco. Senti a bile subir pela minha garganta.

O veredito veio rápido. "Inocente."

Keila abraçou Gustavo, um sorriso triunfante brilhando em seu rosto por uma fração de segundo antes de substituí-lo por um olhar de alívio e tristeza.

Eu fiquei sentada, congelada na galeria, o mundo se dissolvendo em um zumbido surdo em meus ouvidos. Não podia ser real.

Naquela noite, nossa mansão fria e silenciosa parecia mais um túmulo. Eu o esperava na sala de estar quando ele chegou em casa. Ele afrouxou a gravata, seus movimentos fluidos e confiantes, como se tivesse acabado de voltar de um dia normal no escritório.

"Janaína", ele disse, sua voz neutra.

"Como você pôde?", finalmente engasguei, as palavras saindo rasgadas.

"Era meu trabalho." Ele foi até o bar e serviu-se de um uísque. "Keila é uma cliente. Uma cliente muito importante."

"Ela tentou matar minha mãe!", gritei, meu controle finalmente se quebrando. "E você a deixou sair livre!"

Ele tomou um gole lento de sua bebida, seus olhos encontrando os meus por cima da borda do copo. O calor que eu antes amava em seu olhar havia desaparecido, substituído por algo frio e duro.

"As provas eram circunstanciais", disse ele calmamente. "A... condição da sua mãe a tornava uma testemunha pouco confiável aos olhos deles."

"A condição da minha mãe? Você quer dizer o coma em que Keila a colocou?"

Ele pousou o copo com um clique suave. "Estou falando do histórico médico dela. Aquele que eu tenho bem aqui."

Ele bateu em uma pasta de couro elegante sobre a mesa. Meu sangue gelou.

"Do que você está falando?"

"Sua mãe tinha um histórico de depressão, Janaína", disse ele, sua voz baixando, tornando-se íntima, conspiratória. "Tratada por isso anos atrás. Não seria difícil para um bom advogado sugerir que ela era instável, talvez até suicida. Que o veneno..."

Ele deixou a frase pairar no ar, a implicação me sufocando.

Ele estava ameaçando destruir a memória da minha mãe, pintá-la como doente mental para proteger sua cliente e sua carreira. Para se proteger.

Lágrimas escorriam pelo meu rosto, quentes e furiosas. "Você não faria isso."

Ele deu um passo mais perto, seu rosto se suavizando em uma máscara de preocupação que agora eu reconhecia como completamente falsa. "Claro que eu não gostaria. Eu te amo, Janaína. Você sabe disso."

Ele estendeu a mão para tocar meu rosto, e eu recuei como se estivesse queimada.

A lembrança dele me pedindo em casamento passou pela minha mente. Ele era um advogado jovem e ambicioso na época. Ele me perseguiu por dois anos, implacável e charmoso. Minha mãe o adorava. Ela me disse que ele era um bom homem, que sempre me protegeria.

"Eu desisti da minha própria carreira para te apoiar", sussurrei, as palavras com gosto de cinzas. "Eu estive ao seu lado quando seu escritório estava apenas começando, quando não tínhamos nada."

"E eu te dei tudo", ele contrapôs, sua voz perdendo o tom gentil. "Esta casa. Esta vida. Eu fiz tudo por nós."

"Por nós?", eu ri, um som quebrado e feio. "Você fez isso por você, Gustavo. E você sacrificou minha mãe por isso."

Sua mandíbula se contraiu. A máscara havia caído. "A família de Keila é poderosa. Torná-los inimigos destruiria tudo o que construí. Tudo o que temos."

Ele pegou a pasta novamente, segurando-a como uma arma. "Deixe isso pra lá, Janaína. Não entre com um recurso. Não fale com a imprensa. Esqueça."

"Ou o quê?", desafiei, minha voz tremendo. "Você vai divulgar os registros médicos sigilosos da minha mãe? Vai dizer ao mundo que ela era uma mulher deprimida que tentou se envenenar?"

"Estou pedindo que você seja inteligente", disse ele, sua voz baixa e perigosa. "Para o seu próprio bem. E pelo legado da sua mãe."

A ameaça era clara. Ele usaria as dores mais íntimas dela contra ela, contra mim. Ele transformaria a vida dela em uma mentira para se salvar.

Eu encarei o homem com quem me casei, o homem que amei com todo o meu coração. Ele era um estranho. Um monstro escondido atrás de um rosto bonito e um sorriso encantador.

A luta se esvaiu de mim, substituída por um desespero frio e pesado. Eu assenti lentamente, incapaz de falar com o nó na garganta.

Ele viu minha rendição, e um olhar de satisfação cruzou seu rosto. Ele caminhou até mim, seus passos silenciosos e predatórios.

"Boa menina", ele murmurou, sua mão pousando no meu ombro. Seu toque era frio. "Tudo vai acabar logo. Podemos voltar a ser como éramos."

Fechei os olhos. Ele estava errado. Nada jamais seria o mesmo. O amor que eu tinha por ele estava morrendo, sendo substituído por outra coisa. Algo sombrio e paciente.

"Preciso que você assine uma coisa para mim amanhã", disse ele, sua voz casual novamente. "Apenas alguns papéis para o escritório. Uma formalidade."

Eu não respondi.

"Vou pedir para minha assistente trazer", ele continuou, sem precisar de uma resposta. "Descanse um pouco, Janaína. Você parece exausta."

Ele se virou e saiu da sala, me deixando sozinha no silêncio opressivo. Olhei ao redor para a casa opulenta, para a vida que ele afirmava ter construído para nós. Era uma jaula. Uma bela e dourada jaula.

E eu soube, com uma certeza que me gelou até os ossos, que eu tinha que sair. Mas não apenas sair. Eu tinha que queimar tudo até o chão.

Você pode gostar

Capa do romance Alvo do CEO: Segure-me com Ternura
9.3
Após um relacionamento de um ano, Rebecca vê seu mundo desmoronar quando o namorado a abandona para se casar com outra. Em meio ao choque e à embriaguez, seu caminho cruza com o de Albert, um homem astuto e manipulador. Enredada em seus jogos, ela aceita uma proposta arriscada: ser sua amante por apenas dez dias. Contudo, o que deveria ser um acordo passageiro torna-se perigoso à medida que a obsessão dele por ela cresce sem controle a cada dia.
Capa do romance DELÍRIOS ERÓTICOS
8.8
Explore uma coletânea de contos modernos focada no prazer sem restrições e em desejos intensos. Esta obra apresenta narrativas de sexo ardente e tensão irresistível, desenhadas para envolver o leitor em um calor inevitável. Com histórias que incluem temas de incesto e situações pecaminosas, cada capítulo busca despertar fantasias profundas através de encontros explícitos e ousados. Prepare-se para uma experiência literária provocante e sem pudores.
Capa do romance MAIS UMA VEZ....
9.2
Teodora Del Castilho, herdeira poderosa e cruel, cometeu o ato final ao matar Deryck Montserrat, seu amor não correspondido, e tirar a própria vida após não conseguir separá-lo de Melissa Lisboa. Contudo, ela desperta misteriosamente aos dezoito anos, no início de sua trajetória de maldades. Diante dessa nova chance, Teodora confronta um dilema: buscar redenção e mudar seu destino ou insistir na obsessão perigosa pelo homem que nunca a amou.
Capa do romance Não Mais Uma Substituta: A Nova Vida de Sofia
8.3
No dia do seu aniversário, Sofia espera sozinha em um restaurante enquanto Ricardo, seu marido há cinco anos, socorre Isabella, seu eterno primeiro amor. Após meia década de submissão e indiferença em um casamento de conveniência, uma foto e uma mensagem fria tornam-se o limite. Cansada de ser apenas uma substituta e de viver uma farsa unilateral, Sofia decide dar um basta na humilhação. Ao apagar a foto dele, ela escolhe o divórcio e retoma sua liberdade.
Capa do romance O Amor Secreto do Bilionário
9.4
Mayra é a assistente indispensável do bilionário Christian Hill, conhecendo sua rotina melhor que ele próprio. No trabalho, ela admira sua competência, mas fora dele, precisa agir como babá do sarcástico patrão de vinte e cinco anos. Christian é um mulherengo inveterado e ranzinza, cujas ironias divertem Mayra enquanto irritam os outros. Além da parceria profissional, são melhores amigos, e Christian não hesita em proteger ferozmente sua preciosa aliada.
Capa do romance O Cirurgião e a Mentira: Sangue nas Mãos do Poder
9.2
Após perder a mãe em uma cirurgia suspeita liderada pelo sogro, Dr. Tiago, a protagonista enfrenta o desprezo do marido, Pedro. Enquanto ele defende a reputação do pai e ignora a negligência médica, ela exige o divórcio para romper com essa família indiferente. Acusada de egoísmo e loucura, sua dor se transforma em determinação quando uma mensagem anônima revela que a morte não foi acidental. Agora, ela busca a verdade oculta por trás do poder do hospital.