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Capa do romance Amor Além do Tempo.

Amor Além do Tempo.

Aos 16 anos, Camilla deseja trocar o interior de São Paulo pela capital, seguindo os passos do irmão. Seus planos ganham um novo rumo ao conhecer Murilo, um policial sério de 22 anos que se fascina por ela. Apesar da resistência alheia e do tempo que insiste em afastá-los, a conexão entre os dois permanece viva. Entre os perigos da profissão dele e os conflitos familiares dela, ambos testarão se esse sentimento resiste aos anos e aos novos caminhos.
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Capítulo 2

Meu nome é Camilla, tenho 16 anos moro em uma cidadezinha de São Paulo, chamada Itupeva, o lugar aqui é legal, é uma cidade pequena, mas tem seu charme. Tenho uma família simples, minha vida atualmente é estudar e curtir com as minhas amigas. A gente nunca passa dos limites, meu pai faz marcação cerrada comigo e ainda tem meu irmão, ele tem 19 anos, trabalha na Capital e estuda em uma universidade pública de lá. O Gustavo é a minha inspiração, quero um dia conquistar muitas coisas sozinha, assim como ele tem feito.

— Fala mana, o que tá fazendo?

— Oi Gustavo tudo bem? Eu estou estudando, amanhã tem prova de química! E você o que conta de bom?

— Estou me preparando pra uma prova também, é sobre educação financeira, mas tá de boa, essa parte eu domino. Passa pra mãe.

— Tá bom, beijo mano.

Deixei minha mãe falando com meu irmão e fui deitar, amanhã eu tenho que estar disposta.

No outro dia acordei cedo e fui pra escola, passei na casa da Bia, ela é minha melhor amiga, não tem nada da minha vida que ela não saiba.

— E aí, preparada pra prova?

— Você acha que todo mundo é que nem você Bia? Eu estudei, estou mais que preparada.

Que dia chato! Eu penso, até a prova foi tranquila, até a Bia se deu bem, não tinha como errar.

Quando saímos tinha uma confusão na porta da escola.

— Gente, o que é isso? — Eu pergunto.

— Camilla, de boa... Deve ser o pessoal do terceiro ano brigando de novo.

— Perai, Bia aquele ali não é seu irmão?

— Ai que merda, vem me ajudar Camilla, tenho que levar ele pra casa.

Nos aproximamos e fomos ajudar o Bruno, ele é um ano mais velho que a Bia, sempre arruma confusão, a mãe da graças a Deus dele terminar o ensino esse ano, não vai ter mais essa preocupação.

— Bruno o que você arrumou dessa vez? — Perguntou Bia.

— Bia, fica fora disso, vou ensinar á esse idiota uma lição.

— Ei Bruno, não vale a pena, vamos pra casa vai.- Eu disse.

— Olha aí o motivo da briga... A gente não pode tocar no seu nome Camilla que ele fica assim. Eu só disse que a cada dia você fica mais gostosa.

— Eu nem te conheço! Vamos Bruno!

Eu me virei para ir embora e ele deu um tapa na minha bunda.

— E não é que tá gostosa mesmo! — Disse o idiota do Eduardo.

Nesse momento Bruno perdeu a cabeça, e foi pra cima dele, eu não sabia o que fazer, a Bia só gritava para separar e os outros só queriam ver a pancadaria. Eu resolvi entrar no meio, nunca tive medo de briga. Tentava segurar o braço do Bruno, mas não queria ser atingida.

— Solta ele Bruno, para com isso!

Só que então a coisa ficou feia de vez, todos paramos feito estátua, um carro da polícia parou bem na nossa frente. Eu só conseguia pensar que meu pai ia me matar se eu fosse parar em uma delegacia.

O policial no banco do carona desceu, ele se chama Matias, mora aqui perto, posso dizer que todos o conhecem, fico aliviada, ele vai fazer aquele discurso e liberar todo mundo.

— Murilo! da um pulo aqui, me ajude a cuidar dessa ocorrência.

Meu Deus quem é essa gato! Esse parceiro do Matias é lindo, jovem, malhado e com esses óculos escuros então, senti minha respiração mudar, e acho que metade das meninas aqui também.

— Foi ele que começou! — Disse Bia apontando para o Eduardo.

— Eu um caralho, quem começou foi seu irmão, não parti pra cima de ninguém.

— Pra começar, não pedi pra ninguém abrir a boca. — Disse o tal Murilo, fiquei pensando em como ele é grosso.

— Você, você, você e você ficam aqui, o restante é melhor ir, não tem mais nada pra ver. — Ele disse apontando pra mim, Bruno, Bia e Eduardo.

As pessoas começaram a ir, os olhares eram de que estávamos mais que encrencados. Murilo deu uma circulada em volta de mim, parecia me analisar de cima a baixo.

— Então diga, o que aconteceu? - Eita ele pergunta logo pra mim.

— Bom quando eu e Bia estávamos saindo eles já estavam brigando, a gente queria levar o Bruno pra casa, mas o Eduardo continuava provocando.

— Entendi, e então Bruno qual o motivo da briga?

Eu percebi que ele não queria me expor, ele me olhava e olhava o policial, mas não disse nada.

— O motivo é ela, se alguém fala ou chega perto da Camilla ele fica assim! E a puta não é nada dele. — Quem respondeu foi Eduardo.

A expressão de Murilo mudou, ele se voltou para o Eduardo, pensei que ele mesmo faria o que o Bruno foi impedido de fazer.

— E quem é você pra ofender a moça, parece que interrompi cedo demais, se falasse assim de qualquer amiga minha também levaria um soco pra aprender a tratar uma dama. — Gostei! O policial acaba de marcar vários pontinhos no meu coração, sou uma dama, fiquei pensando.

Nesse momento Matias colocou a mão no ombro de Murilo, parecia querer evitar problemas.

— Chega Murilo, essa molecada é assim mesmo. Primeiro meninas, vão pra casa, não deveriam se meter nisso, você Bruno use as palavras e não as mãos, isso ainda vai te colocar em encrenca e não terá a mim pra te liberar. Você Eduardo, eu mesmo vou levar em casa, esqueceu que seu pai corre comigo todo domingo? Ele vai gostar de saber como você trata as mulheres, ou acha que não vi o tapa que deu na moça, só isso já seria motivo pra levá-lo pra delegacia.

Eu queria rir, mas não podia, agradeci aos policiais e Murilo tirou os óculos, sorriu de volta. Que olhos... Ele é todo lindo na verdade.

Cheguei em casa e me joguei na cama, fiquei olhando para o teto, quando fechava os olho imaginava aquele policial.

— Ai Camilla amanhã é outro dia! — Digo pra mim mesma e durmo.

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