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Capa do romance Amor Além do Tempo.

Amor Além do Tempo.

Aos 16 anos, Camilla deseja trocar o interior de São Paulo pela capital, seguindo os passos do irmão. Seus planos ganham um novo rumo ao conhecer Murilo, um policial sério de 22 anos que se fascina por ela. Apesar da resistência alheia e do tempo que insiste em afastá-los, a conexão entre os dois permanece viva. Entre os perigos da profissão dele e os conflitos familiares dela, ambos testarão se esse sentimento resiste aos anos e aos novos caminhos.
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Capítulo 3

Me chamo Murilo, tenho 22 anos e acabo de me tornar Policial Militar, minha família falou que eu sou louco, que o mundo está muito perigoso pra isso.

Para tranquilizar minha família escolhi uma cidade mais tranquila que a Capital, vou trabalhar em Itupeva.

Hoje é meu primeiro dia de trabalho, estou nervoso, sei que ser policial é perigoso, mas estou muito bem preparado pra isso. Acordo cedo, tomo banho e um café, pego meu carro e vou até a delegacia da cidade, na entrada já tem um homem de meia idade me esperando.

- Bom dia.

- Bom dia, você deve ser o Murilo, eu sou Matias, seremos parceiros aqui.

- Ah que bom! Conhece bem a cidade?

- Nasci, cresci e moro aqui minha vida toda, conheço a cidade e todos que moram por aqui.

- Isso é ótimo.

- Vamos entrar, vou te mostrar o vestiário, você se troca e depois podemos falar mais do trabalho.

Depois de me trocar assinar alguns documento, conhecer cada parte da delegacia já são 11 horas e Matias fala de fazermos uma ronda para eu conhecer a cidade um pouco.

- Você dirige garoto, minha visão não é mais a mesma pra isso.

- Sim senhor.

Quando estamos passando na frente de uma escola tem uma quantidade enorme de gente.

- Isso é sempre assim?

- Não, isso é briga. Encosta, vamos averiguar de perto.

Paramos e as pessoas brigando demoram uns minutos para notar nossa presença. Matias desce do carro imediatamente, eu fico esperando, até que ele me chama, deve querer que eu resolva pra pegar experiência.

Desço e vejo 4 jovens no meio da multidão, devem ser os envolvidos.

- Murilo! da um pulo aqui, me ajude a cuidar dessa ocorrência.

Nem me aproximei direito e já começam a falar, parecem um bando de crianças.

- Foi ele que começou! Disse Bia apontando para o Eduardo.

- Eu um caralho, quem começou foi seu irmão, não parti pra cima de ninguém.

Bom, é hora de mostrar quem manda.

- Pra começar, não pedi pra ninguém abrir a boca. - Eu disse em tom firme

- Você, você, você e você ficam aqui, o restante é melhor ir, não tem mais nada pra ver. - Acho que essas são os envolvidos, então a plateia pode ir embora.

As pessoas começaram a ir, eu noto que uma das meninas é realmente linda, dou uma volta em torno dela e que menina! Realmente linda, cabelos castanhos, olhos grandes, pele clara, mas deve tomar sol, tem um leve bronzeado.

- Então diga, o que aconteceu? - Pergunto para a bela que está tentando se esconder atrás de um caderno.

- Bom quando eu e Bia estávamos saindo eles já estavam brigando, a gente queria levar o Bruno pra casa, mas o Eduardo continuava provocando.

- Entendi, e então Bruno qual o motivo da briga? - Quando pergunto percebo que ele olha pra menina e para o chão, mas não fala nada.

- O motivo é ela, se alguém fala ou chega perto da Camilla ele fica assim! E a puta não é nada dele. - Bonita do jeito que é, realmente é de causar briga, mas xingar a menina? Ela parece meiga e tímida, não tem cara dessas coisas.

- E quem é você pra ofender a moça, parece que interrompi cedo demais, se falasse assim de qualquer amiga minha também levaria um soco.

Nesse momento Matias coloca a mão no meu ombro e me interrompe, acho que por hoje tá bom.

Depois de um pequeno discurso, Matias ficou de falar com o pai de um dos envolvidos.

- Tio, por que só com meu pai? Eles deveriam estar aqui também.

- Tio? Eu olho pro garoto no banco de trás da viatura e para Matias.

- É Murilo, esse aí eu vou levar em casa porque sou amigo da família, ele sempre me chamou de tio, e você Eduardo passando a mão na colega, brigando por causa de mulher, que educação é essa hein?

- É aquilo que eu falei o Bruno gosta da Camilla, mas não fala nada pra ela. Eu comentei que a cada dia ela estava mais gostosa e ele ficou irritado, eu não passei a mão nela, foi só uma besteira pra ver ele irritado. Mas aí ele perdeu a cabeça e veio pra cima de mim.

- Conta isso pro seu pai, estamos quase chegando.

Matias entrou na casa com o garoto, eu fiquei no carro esperando, não conheço ninguém por aqui, mas gostei da menina que vi. Realmente é um bom motivo para a briga de dois garotos.

No dia seguinte faço o mesmo processo acordo cedo, tomo café... Droga não abasteci meu carro! Vou ter que ir a pé, por sorte não é tão longe.

Estou caminhando pela rua e olha só, o motivo da briga está bem a minha frente, acho que saiu daquele portão azul.

- Olá senhorita!

- Ah, Oi.

- Você é o motivo da briga de ontem certo?

- Ai meu Deus que vergonha! Me chamo Camilla. E você é o policial.

- Me chamo Murilo.

- Prazer Murilo, o que faz aqui?

- Meu carro quebrou terei que ir andando pra delegacia e você?

- Estou indo pra escola, sempre vou andando...

- Se importa de eu acompanhá-la?

Nesse momento ela deu uma risada, mas que risada gostosa de se ouvir, puder reparar nos contornos de seus lábios, é realmente uma moça bonita.

- Ah, é sério? Pensei que estava brincando.

- Não estou brincando... - Pego seus cadernos e carrego eu mesmo.

Paramos um pouco a frente em uma outra casa.

- Minha amiga Bia e o irmão sempre vão comigo.

- Tudo bem... - Droga pensei que conversaríamos no caminho.

A outra menina sai com o rapaz da briga, não estou de uniforme, parece que não me reconheceu.

- Bom dia Camilla, e quem é esse seu amigo? Ele é do 3° ano?

- Esse é o Murilo.

- Fala cara, sou o Bruno... - Sério ninguém me reconheceu? Vou acompanhando e ouvindo as conversas.

- Camilla você sabe do Eduardo?

- Graças a Deus não, depois que fomos pra casa não soube nada.

- O Matias é muito bonzinho, deveria te levado ele pra delegacia. - Disse o Bruno.

- Nesse caso você teria ido junto e a mãe mataria você depois. - Parabéns Bia, se um merece o outro também.

Chegamos na porta do colégio...

- Camilla está entregue, agora tenho que achar meu caminho. - Eu disse sorrindo e dei um beijo no rosto dela.

- Ah! É verdade te desviei um pouco, mas é fácil, segue essa rua da frente até o final e vira a direita, a delegacia e a no final dela, é uma rua longa vai andar bastante, mas não tem erro. E obrigada pela companhia.

Ela me deu um beijo no rosto e eu aceno com a cabeça para os outros. Eu devo estar louco de andar no meios desses adolescentes. Mas gostei de conhecer a Camilla ela parece ser gente boa.

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