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Capa do romance Alma Perdida, Inocência Quebrada

Alma Perdida, Inocência Quebrada

João Miguel levava uma vida plena com Sofia e seu filho Leo, até que Carlos Alberto surgiu. Manipulado, João foi forçado pela esposa a doar sangue além do limite, resultando em sua morte. Agora, como alma errante, ele assiste ao martírio de Leo, torturado por Carlos sob o olhar cruel de Sofia. Entre negligência e violência, o pequeno de sete anos sofre enquanto o pai busca justiça espiritual. Será que os responsáveis pagarão por tamanha barbárie e traição?
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Capítulo 1

Eu tinha uma vida que parecia perfeita.

Eu, João Miguel, tinha Sofia, a esposa que eu amava, e nosso precioso filho, Leo.

Mas havia uma sombra, Carlos Alberto, o "salvador da infância" dela, que se esgueirava em nossas vidas.

Então, veio o choque brutal.

Sofia, completamente cega por sua adoração a esse homem, me obrigou a doar uma quantidade absurda de sangue, mesmo sabendo da minha condição médica.

Eu morri, e minha alma ficou flutuando, uma testemunha silenciosa de cada horror que se desenrolava.

A dor começou de verdade ali.

Meu pequeno Leo, desesperado para me acordar, foi jogado de lado como lixo.

Ele foi empurrado, ignorado, ferido, enquanto a frieza de Sofia cortava o ar.

Carlos Alberto, o manipulador, o arrastou para longe, o torturou, quebrando seu corpo e seu espírito.

Minha alma gritava, impotente, enquanto eu via meu filho, meu sangue, sendo destruído diante dos meus olhos.

Ele caiu, bateu a cabeça, sangrou, e o pesadelo só piorava.

Como a mulher por quem eu daria a vida pôde se tornar um monstro tão cego e cruel?

Por que a manipulação daquele homem era mais importante do que ver seu próprio filho sofrer?

Por que Sofia riu, com um som oco e cruel, quando Leo perguntou: "E se o papai morrer?"

E ela respondeu: "Que morra. Seria um alívio."

O horror se intensificava a cada instante, e meu pequeno guerreiro, de apenas sete anos, machucado e sangrando, carregava o peso de uma verdade insuportável no seu coração.

Minha morte foi apenas o prelúdio para o calvário de Leo.

Mas toda crueldade tem um preço a pagar.

Será que a verdade, por mais devastadora que seja, emergirá?

E aqueles que nos destruíram enfrentarão a fúria que semeou sua própria ruína?

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