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Capa do romance Aliança com o Mafioso

Aliança com o Mafioso

Após testemunhar o assassinato brutal de seus pais, uma jovem mergulha em um rastro de sangue e dor para proteger sua irmã. Consumida pelo desejo de vingança contra um inimigo cruel, ela aceita uma proposta drástica: casar-se com Alexei Corleone, o filho do homem que destruiu sua vida. Em meio ao ódio histórico entre as famílias, essa aliança perigosa é sua única chance de obter justiça e garantir a segurança do que restou de seu mundo.
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Capítulo 2

Me encontrava paralisada de terror quando um respingo de sangue quente atingiu meu rosto. O vermelho intenso se espalhou pelas minhas bochechas e testa, uma visão horrível que me deixou nauseada. O cheiro metálico invadiu minhas narinas, trazendo um gosto amargo de pânico à minha boca.

Nesse momento, um estrondo ensurdecedor estourou no ar, ecoando em meus ouvidos e fazendo meu coração disparar. Era o som de um tiro, tão alto e abrupto que reverberou por todo o meu ser. Minhas pernas fraquejaram e eu me agarrei ao primeiro objeto próximo para não cair. Cada célula do meu corpo estava alerta, aguardando o próximo desdobramento assustador.

E então, acima do barulho retumbante, um grito feminino agudo rasgou o ar. Era um som cheio de desespero, medo e angústia. O grito ecoou por todo o ambiente, reverberando em minha mente como uma faca afiada. A voz parecia conter toda a aflição e vulnerabilidade de uma mulher que estava em perigo iminente, uma clamando por ajuda em meio ao caos.

Em meio àquela situação caótica, minha mente e meu corpo entraram em um estado de luta ou fuga. Meus instintos de sobrevivência gritaram para correr, encontrar abrigo e escapar daquela cena aterrorizante. Cada detalhe ficou gravado em minha mente, uma memória que jamais esquecerei, uma lembrança assombrosa dos respingos de sangue no meu rosto, do ressoar alto do tiro e do grito estridente da minha irmã caçula.

Eu me vi presa em um turbilhão de emoções quando o mundo ao meu redor parecia desacelerar. Cada segundo se arrastava como se estivesse sendo puxado por uma força invisível, prolongando a agonia que eu testemunhava diante dos meus olhos.

Minha visão embaçada se fixou na figura da minha irmã, que se lançou sobre os corpos imóveis dos nossos pais. Seu pranto era ensurdecedor, como um lamento profundo que cortava o ar. No entanto, mesmo estando tão próxima, suas lágrimas e gritos pareciam distantes, como se estivéssemos separadas por uma imensidão intransponível.

Eu queria correr até ela, abraçar ela e oferecer algum conforto, mas me sentia congelada, incapaz de mover um músculo sequer. Uma mistura de choque, horror e tristeza me envolvia, pesando em cada fibra do meu ser. Era uma dor que me esmagava, me deixando impotente diante da brutal realidade que se desdobrava diante de mim.

Enquanto minha irmã soluçava e clamava por uma realidade diferente, eu me sentia como uma espectadora desamparada em meio a um pesadelo. A distância emocional que sentia entre nós parecia insuperável, como se estivéssemos presas em dimensões separadas da dor e do sofrimento.

Meu coração se partia ao ver a aflição da minha irmã, mas me sentia impotente para alcançar ela. A sensação de impotência me consumia, enquanto eu observava sua angústia de forma surreal, como se o tempo estivesse esticado, prolongando cada momento de desespero.

Foi nesse momento que a percepção de que tudo estava mudando de maneira irreversível se enraizou em mim.

Um lento e doloroso despertar da realidade começou a se infiltrar em minha mente enquanto eu encarava a cena diante de mim. O desespero angustiante da minha irmã agora adquiria um significado sombrio e terrível. A ficha começava a cair, e a verdade cruel se revelava diante dos meus olhos.

Meus pais, aqueles que sempre estiveram presentes em nossas vidas, agora jaziam sem vida. A realidade se infiltrava em cada fibra do meu ser, um golpe devastador que me roubava o ar dos pulmões. Eles não acordariam, nunca mais. A dor insuportável do luto tomava conta de mim, como se meu coração tivesse sido partido em milhões de pedaços.

Os olhos marejados da minha irmã refletiam a mesma dor e desespero que eu sentia. Agora, entendia que ela não estava apenas chorando por um momento de angústia passageiro, mas sim pela perda irreparável que tínhamos sofrido. A ficha caía com todo o peso do mundo, e a tristeza inundava cada parte do meu ser.

As lágrimas ardentes inundaram meus olhos, embaçando minha visão à medida que deslizavam pelo meu rosto. Uma dor lancinante tomava conta do meu peito, uma dor que parecia quase insuportável. Cada batida do meu coração ecoava com uma angústia profunda, enquanto eu lutava para encontrar forças para lidar com a devastação que me cercava.

Em meio a essa tormenta emocional, meu olhar encontrou os homens armados à minha frente. Eles eram a representação física da violência e do perigo que havia invadido minha vida. Meu coração se encheu de uma mistura explosiva de raiva, medo e determinação.

Um grito rouco, cheio de fúria e desespero, emergiu de minha garganta, ecoando no ar tenso ao nosso redor. Era um grito primal, uma expressão de todas as emoções intensas que fervilhavam dentro de mim. Era um grito que desafiava o destino cruel que havia se abatido sobre nós e afirmava minha resiliência diante daquela situação.

Olhei diretamente nos olhos dos homens armados, encarando a ameaça que representavam. Embora o medo ainda corresse por minhas veias, uma chama de coragem se acendeu dentro de mim. Eu me recusei a ser reduzida ao silêncio, ao desamparo. Havia uma força indomável em meu íntimo, uma vontade de lutar, de proteger o que restava de minha família e de mim mesma.

Minha impulsividade e raiva levaram-me a agir antes mesmo de considerar as consequências. Sem pensar claramente, avancei em direção a um dos homens, cujo cabelo branco se destacava entre os outros. Meu desejo desesperado de proteção e defesa obscureceu temporariamente minha razão.

No entanto, antes que pudesse chegar até ele, recebi um tapa violento no rosto, que me fez cair desamparada e bater a cabeça no chão. A dor aguda se espalhou pelo meu crânio, acompanhada de uma tontura atordoante. Por um momento, tudo ficou embaçado e confuso, minha visão girando em espirais enquanto eu tentava recuperar a consciência.

A agressão física, além de tudo o que já havia suportado emocionalmente, fez com que meu corpo trepidasse com um misto de dor e choque. Me sentia aturdida e vulnerável, enquanto minha mente lutava para se reorientar diante da súbita violência que me atingira.

- Giorgia!! – Luce grita.

Ouvir o grito angustiado da minha irmã ecoando pelo ar novamente fez com que meu coração se apertasse ainda mais. Era como se a dor dela ecoasse dentro de mim, reforçando minha determinação em proteger ela custe o que custasse.

Entretanto, minha realidade foi momentaneamente abalada novamente ao ver que ela estava sendo segurada por alguém. A sensação de impotência voltou a me envolver, enquanto eu lutava para me recuperar do golpe que havia sofrido e reunir forças para agir.

Mesmo que minha mente estivesse nublada pela dor e pela confusão, a visão da minha irmã lutando para chegar até mim foi como uma injeção de coragem em minhas veias. A preocupação e o amor que sentia por ela se tornaram um combustível poderoso, me impulsionando a buscar uma solução para nos libertar dessa situação terrível.

- O que é para fazer com elas? – Um dos homens armados pergunta, segurando com firmeza minha irmã em um mata leão, que pouco a pouco dificultasse que respirava. Ele a olhava de um jeito ameaçador, como se fosse matar ela com um simples movimento – É para matar? – Ele aperta um pouco mais o braço ao redor do pescoço dela.

- ...Não – Rosno, me esforçando para levantar, apesar da sensação de queimação em um dos lados do meu rosto.

O homem de cabeça branca dá um meio sorriso, pouco antes de balançar ligeiramente a cabeça de um lado para o outro.

- Por enquanto não. Tenho outros planos para elas.

- Solta ela! – digo com a voz trêmula, com a minha visão novamente embaçado por causa das lágrimas. Não queria se quer imaginar o que ele poderia estar planejando para nós dois, principalmente agora que não tinha quem nos defender e consequentemente os aliados que meu pai dizia ter, não se importariam nem um pouco com a situação.

Meu ímpeto de avançar em direção ao homem de cabelos brancos dominava meu raciocínio, empurrando-me a tentar mais uma vez. No entanto, antes que pudesse tomar qualquer ação, a dor aguda de uma coronhada atingiu minha cabeça, fazendo-me cair novamente ao chão, desta vez à beira da inconsciência.

A escuridão começou a se infiltrar em minha visão, como uma sombra avançando lentamente. Me sentia tonta e fraca, lutando para manter os olhos abertos e a consciência presente. Cada respiração se tornava mais difícil, e a dor latejante em minha cabeça era quase insuportável.

Meu corpo tremia, tanto pela dor física quanto pela angústia emocional. As vozes dos homens ao meu redor tornavam-se distantes e confusas, como se estivessem em um mundo à parte. A percepção do perigo iminente e da ameaça que enfrentávamos ainda estava presente, mas minha capacidade de reagir e resistir estava rapidamente desaparecendo.

Um sentimento de desespero se misturava com a escuridão que invadia minha visão. Eu sabia que precisava lutar para me manter consciente, para encontrar uma maneira de sobreviver e proteger minha irmã. No entanto, a fraqueza física e a dor debilitante me envolviam, ameaçando me arrastar para o abismo do inconsciente.

Enquanto a visão escurecia aos poucos, fiz um último esforço para me agarrar à lucidez e à esperança. Busquei a força interior que ainda restava dentro de mim, o amor pela minha irmã e a determinação de resistir. Prometi a mim mesma que, se conseguisse sobreviver a essa provação, jamais me renderia ao desespero. E então, com a escuridão cada vez mais presente, me entreguei ao desconhecido, lutando para permanecer consciente e com a esperança de que a luz encontraria seu caminho de volta para mim.

A escuridão se aprofundava ao meu redor, a sensação de estar presa em um pesadelo crescia cada vez mais. Meu coração ainda se agarrava à esperança de que, ao acordar na manhã seguinte, tudo voltaria ao normal. Acreditava que meus pais estariam vivos e que encontraria minha irmã tranquilamente dormindo no quarto ao lado.

Desejava intensamente que a realidade cruel que eu estava vivendo fosse apenas um sonho horrível, uma criação da minha mente assustada. Fechei os olhos com força, buscando um alívio momentâneo, imaginando que, aos abrir novamente, acordaria em um lugar seguro, onde a violência e o sofrimento não existissem.

No entanto, mesmo nesse instante de esperança ilusória, uma parte de mim sabia que a verdade era dolorosa demais para ser ignorada. A angústia e a tristeza que permeavam cada célula do meu ser eram indícios de que aquilo não era apenas um pesadelo passageiro.

A realidade implacável e cruel começava a se infiltrar em minha consciência, quebrando a ilusão frágil que eu havia construído. O destino terrível que havia se abatido sobre minha família não poderia ser negado. A sensação de desolação e vazio se instalava cada vez mais fundo em meu coração.

Enquanto a escuridão me envolvia, uma lágrima solitária escorreu por meu rosto, um símbolo silencioso de tristeza e aceitação. Percebi, com um pesar profundo, que o mundo ao acordar não seria mais o mesmo. A vida que conhecia havia sido despedaçada e não poderia ser recuperada.

E assim, naquela escuridão quase total, abracei a triste realidade de que não haveria um despertar para um amanhã normal. Uma dor profunda tomou conta de mim, e a jornada de aceitação da perda irreparável começou a se desenrolar.

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