
* Além do tempo *
Capítulo 2
Akilov.
— Clarice, vamos levante essa bunda da cama, se não vou jogar água fria em você.
— Hoje é seu grande dia e temos muito a preparar.
Por alguns minutos me perdi nas lembranças do meu batizado. Um culto de adoração para os deuses chamados de “deuses pagãos” pela igreja, que nos concederam poderes extremamente forte. Segundo os deuses, eu, Sabrina e Meandro somos companheiros e que junto com Clarice, somos um dos bruxos mais poderosos da terra. E que tínhamos que treinar e estudar muito para saber usar e também controlar. Na escola de bruxos em que crescemos aprendemos muito, mas não tanto como aprendemos diretamente das entidades pagãs habitantes das florestas em que morávamos. Os quais nos adotaram quando éramos ainda bebês. Surpreendentemente, nós quatro temos a mesma história. Fomos abandonados na floresta e criados pelas entidades sobrenaturais que ali habitam. Não visíveis os olhos humanos.
Sabrina.
— Clariceeeeeeeeee! Gritei já puxando as colchas de cima dela.
— Você tem que se arrumar.
— Vamos nos atrasar para seu batizado. E o caminho é distante.
— Vamoooooos, acorda agora!
Eu olhei para Akilov, e o vi perdido em pensamentos. Tenho certeza que ele está relembrando do nosso batismo. As entidades pagãs nos tornaram poderosos e companheiros. Sim, sou companheira dos meus grandes amigos de infância. E eu não poderia ter recebido presente maior do que essa aliança eterna com eles. Eu já sentia muito amor por eles, porém tinha medo de estragar nossa amizade. E ainda tinha a Clarice, que apesar de ser meses mais nova que nós, também esteve conosco desde sempre. Éramos tão pequenos quando fomos abandonados na floresta por nossos pais, mas em fim, nos encontramos e estamos unidos até hoje.
Nossa noite de batizado foi na lua de sangue. Foi cheio de magia, excitação, desejo, conhecimento e descobertas. É certo que se algum membro da igreja estivesse presente na floresta de forma infiltrada, todos nós teríamos morrido queimados.
Meandro.
Entrei no quarto já jogando água em Clarice, mas acabou pegando em Sabrina e Akilov também. Clarice levantou num pulo, enquanto meus companheiros me olhavam chocados. Eu dei uma boa gargalhada da reação de todos.
— Em qual mundo as cabeças ocas foram parar?
— Não resisti a tentação de jogar água, depois que eu subi e vi vocês parados aí olhando para o teto e Clarice ainda dormindo.
— Vamos, levantem-se porque já corremos o risco de chegar atrasados.
— Um dia a cavalo até o local, e temos poucos minutos para preparar o altar até a lua de sangue aparacer. E durar também por alguns minutos.
Eu sabia que eles estavam recordando nosso batismo. Que dia foi aquele! Eu nunca havia experimentado nada parecido em toda minha vida. E melhor, ganhei dois parceiros, a quem sempre amei e desejei em segredo. Mas tinha medo de ser rejeitado. Sempre amei Akilov e Sabrina mais do que a mim mesmo. E os deuses me concederam esse delicioso presente de batizado.
Os deuses nos avisaram que nosso batizado, não seria um batizado comum, assim como o de Clarice.
Naquela noite, sobre a lua vermelha, cortamos nossas mãos e juntamos nossa palma ensaguentada concluindo nossa união, e enquanto o sangue se misturava, como magia, a lua vermelha brilhou, e músicas eram entoadas em nossa volta. Nossos corpos se entrelaçaram em uma dança sensual. Nós três começamos a nos despir. Senti como se labaredas queimasse dentro de mim, e eu estivesse embriagado, mas eu realmente estava, entretanto, de luxúria.
Nossos corpos se esfregavam, senti bocas percorrendo pelo meu corpo, mãos deslizando desde o meu pescoço, até meu peitoral másculo, descendo para o meu abdômen bem traçado, e descendo mais para meu genital. Nossa que sensação maravilhosa. Senti os dedos de Akilov circulando minhas nádegas, senti seus lábios macios me beijando em todo o contorno e abrindo minha bunda, deslizando a língua no meu orifício em movimentos circulares. Senti meu membro sendo abocando por Sabrina, sugado com força, sendo engolido em um movimento de vai e vem, gritei de excitação empurrando mais fundo na garganta dela soltando gemidos e suspiros de prazer. Meu gozo explodiu fundo na garganta de Sabrina. Me soltei dela e virei para Akilov, queria muito penetra-lo, e lhe conceder o mesmo prazer que ele estava me proporcionando. Enquanto isso Sabrina deslizava sua língua na boca de Akilov. As mãos dela passeou pelo seu corpo bem torneado, chegando ao seu fálus todo melado, fazendo o movimento de vai e vem, até que chegamos ao gozo juntos.
Pegamos a Sabrina e a deitamos na grama macia, Akilov envolveu os fartos seios dela com a boca, se deliciando com seus bicos enrijecidos, abocanhando e sugando cada um. Eu desci para sua intimidade suculenta. Estava tão molhada e preparada para nós. Lambi seu clitóris macio, suguei todo o líquido de sua abertura, passei a língua nos lábios e depois penetrei na sua fenda. Que gosto maravilhoso minha menina tem! Sonhei tanto com esse momento. Desci minha língua para seu orifício inferior, e penetrei, quando ouvi ela gemer de prazer, não me contive mais. Puxei Akilov para debaixo dela o ajudando a penetrar atrás, e eu penetrei na frente. Sabrina gritava na minha boca de tanto prazer, pedia para meter mais fundo e mais forte. E foi o que fizemos, até que gozamos todos juntos. Nós deitamos de lado, abraçados e totalmente saciados, acabamos adormecendo abraçados ali mesmo.
E assim foi nosso batismo.
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