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Capa do romance Além do tempo

Além do tempo

Mary carrega as cicatrizes de uma infância dolorosa e traumática. O destino a coloca no caminho de Daniel, um jovem rebelde por quem ela se apaixona profundamente. No entanto, o comportamento agressivo dele espelha as atitudes do pai dela, revivendo feridas antigas que nunca cicatrizaram. Diante desse ciclo tóxico e familiar, Mary toma a difícil decisão de se afastar para se proteger. Será que ela terá forças para romper esse laço emocional?
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Capítulo 2

Paul já estava cansado de procurar por Daniel, se sentou desistindo .

Meryen entra no escritório rindo.

- cansado de procurar pelo Daniel. - falou sabendo da ladainha de todo fim de semana. - Pai Advinha aonde ele está? - brincou

- Não me diga que de novo? Paul perguntou a filha espantado

Meryen assentiu, seu noivo havia ligado lhe informado aonde havia visto Daniel.

- Dormindo dentro do carro, na frente da casa de uma certa moça. - disse entre gargalhadas

- Nem quero ver quando sua mãe chegar do plantão. Paul falou rindo.

Mary acordou se levantou na ponta dos pés. Sem fazer barulho foi para seu lugar preferido.

Abriu a porta de correr , ficou olhando do segundo andar olhando a vista em volta perdida em pensamentos.

A casa era simples e pintada por fora de azul. Mas era o lugar desde de pequena encontrava paz.

"Um dia queria entender o que fiz. Para o Daniel ser o imbecil que é comigo. Esquece daquele imbecil. " se repreendeu e sorriu

Daniel mas um vez acordou, com sol batendo em seu rosto. Com uma baita dor de cabeça.

Se sentou no banco do carro olhou em volta, olhou as horas. Já passava das 9 da manhã.

Praguejando ligou o carro, e sai antes que fosse pego.

Giuliene observava a Mary ali parada na varanda, perdida de em pensamentos e sorriu.

Giuliene não passava de 1.60 de altura, olhos castanhos, um pouco acima do peso e um sorriso contagiante. Chamava atenção pelo seu jeito descontraído.

Muitas lágrimas demorou desde da infância de Mary até se torna uma mulher.

Mas seu amor por sua filha superava qualquer dor.

Suspirando e lembrando de Mary na infância desceu as escadas sorrindo.

Irritado consigo mesmo Daniel foi para o penhasco.

Desligou o carro, encostou sua cabeça no volante fechando os olhos.

- Por que? Por que mesmo que o tempo passe não consigo esquecer?. - Daniel lutou para não deixar uma lágrima cair. - Achei que o tempo apagaria essa dor!

Abriu porta luva, empurrou algumas coisas e retirou uma foto.

Soraya se enfureceu ao chegar em casa. E ser informada que mas uma vez Daniel não dormiu em casa.

Encarou Paul por um momento antes de falar.

- Você tem que conversar com ele. - esbravejou gesticulando - Tem que parar com isso. - Se sentou novamente na mesa. - Já me basta a dúvida que estou.

- Que dúvida? - Paul perguntou

- Daniel está me escondendo alguma coisa. - Soraya disse pensativa

- Até hoje não entendi por que a Mary parou de trabalhar na transportadora. - Paul disse segurando o riso

Paul sabia que o problema de Mary era Daniel. Paul tinha uma certa desconfiança. Porém preferia ficar calado.

- A única solução é casar seu filho. - Paul disse tentando se manter sério

- Quem seria a louca para aceitar?- Soraya questionou

- A Mary. - Paul disse se virando não se contendo

- Não. - Soraya se levantou - Paul aquela menina já sofreu demais. - Soraya fitou marido. - você está brincado não é? - perguntou

- Estou sim. - Paul mentiu

Na opinião de Paul e Meryen, Daniel só tomaria jeito com Mary o colocado no devido lugar.

Entretida Mary nem viu a hora passar. Começou a cantarolar gravando a imagem que via em sua frente,enquanto cantarolava.

( Música que a Mary canta)

A voz de Mary ecoando pela casa chamou atenção da mãe. Que subiu as escadas, ficou parada encostada no batente. Ouvindo a filha cantar.

Mary se virou e viu a mãe sorriu. Com gesto com a mão chamou a mãe. Giuliene se aproximou, sentou ao lado e se abraçaram.

Mary continuou cantando alegremente.

- Que bom te ver sorrir filha. - Giuliene disse beijando as bochechas da filha.

- Não vou estragar o dia por causa daquele imbecil. - Disse entre os dentes

Por um logo tempo ficou olhando a foto em sua mão.

A foto era de duas crianças. Um menino loirinho de olhos azuis emburrado e uma menina de cabelos pretos ,olhos esverdeados, gordinha, com um sorriso encantador.

- Queria poder voltar no tempo. - Daniel disse suspirando - chega disso!

Jogou de volta a foto. Ligou o carro e saiu. Foi tomar um banho e aproveitar seu dia. Até olhar as mensagens.

" Me aguarde dona Mary." Pensou com um sorrido maligno.

Mary após o almoço tomou banho vestiu um vestido leve. Que realçava seu corpo, o vestido era branco com algumas rosas vermelhas espalhado por toda saia no estilo trapézio. Sandália de salto alto, passou uma maquiagem leve.

Melissa aguarda Mary ansiosa, conversando com Giuliene. E se saboreando com sorvete de chocolate com morangos.

- você duas não tomam jeito. - Mary disse em reprovação as duas

- Nossa está uma diva. - brincou Melissa

- Diva e você Melissa. - devolveu o elogio

Melissa com um short folgado bege, camiseta preta e Sandália de saltos. Melissa estava simples e elegante.

- Vamos, minha diva de branco. - Melissa disse dando um beijo de despedida em Giuliene - Tia outro dia venho me deliciar com a senhora. - piscou - Alguém tem que ter esse prazer. - sorriu

Melissa chamava Mary de diva de branco por causa da sua profissão de técnica de enfermagem. E conhecer os planos da amiga em se tornar uma médica um dia.

As duas amigas foram para um sítio passar o dia e se divertir.

Cumprimentaram a todos. Melissa e Mary se dividiram. Mary como já conhecia bem o sítio caminhou para um lugar distante aonde poderia ficar sozinha e estudar sem ser incomodada. Aproveitando a beleza do lugar se sentou na grama.

O objetivo de Emily era conquistar Daniel. Participava das reuniões dos amigos só para não perder a oportunidade de se pendurar em Daniel.

- Oi Daniel querido. - disse assim que viu

Não obteve resposta, Daniel continuou andando a procura de alguém.

- Aí querido não vai falar comigo. - tentou se sedutora

- Me faz um favor Emilly? - Daniel disse rindo

- Qual querido? - indagou

- vai procurar outro idiota. - disse andando - Não estou com paciência para você hoje.

--Querido nos precisamos conversa. - disse vendo Daniel se afastando - sobre aquele assunto de ontem a noite. - disse lançando seu veneno

Daniel parou começou a rir antes de se virar. Com toda sua arrogância se virou.

- Já imaginou se contar a todos. - disse em tom ameaçador

- Pode contar . - se aproximou ficando frente a frente - Não vão te da ouvido. - a encarou cínico- Por que todas que experimentaram o Daniel aqui. - Disse sendo egocêntrico - Sempre querem mas. - a olhou de cima em baixo. - Não vão te levar a sério. Afinal, você é fácil.

Daniel no auge da sua arrogância se virou e começou a caminhar.

- você me paga Daniel!- Emily esbravejou

Daniel apenas viu. Não perderia seu tempo com Emily.

- Pode mandar a conta. - disse desdenhando

Daniel encontrou Mary , dormindo embaixo de uma árvore cercada de livros.

" Só ela para fazer isso. Invés de está aproveitando, está aqui dormindo cheia de livros' sorriu

Lentamente Mary abriu os olhos dando de cara com Daniel. Se levantou rapidamente, começou a juntar suas coisas.

Sem dizer uma palavra, começou a caminhar indo embora.

- Qual seu problema? - Daniel a puxou pelo braço

- Apenas não quero discutir. - disse puxando o braço

- Você é irritante, insuportável. - disse a puxando pelo braço

- O egocêntrico aqui é você. - disse o encarando. - Meu carro é o melhor. Sou o garanhão! Tudo que eu faço é perfeito. - Mary disse tentando imitar Daniel

- Pela primeira vez disse algo aproveitável. - disse rindo

- Me poupe. - disse se virando para se afastar

- você sabe que tudo que faço , faço com perfeição. - disse piscando o olho provocativo

- Imbecil. - esbravejou é saiu andando

Daniel a puxou pelo braço, com uma mão segurou-a pela cintura. A outra lhe puxou pela nuca a beijando a força.

Mary se debatia tentando se soltar. Quando estava sem fôlego Daniel a soltou.

Mary deu-lhe um tapa no rosto de Daniel, com todas as suas forças.

- Mary, esse tapa vai te custar caro. - gritou a vendo se afastar

Mary não deu a mínima a ameaça, continuou andando como se nada tivesse acontecido.

Quem será as crianças na foto?

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