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Capa do romance A virgem feita para o CEO secreto

A virgem feita para o CEO secreto

Samanta, uma jovem órfã, vê sua vida mudar ao trabalhar para sua ídola, Alisson Novack. Durante um incidente no elevador, ela conhece Harvey, o herdeiro arrogante que esconde sua identidade. O encontro inusitado, marcado pelo desespero dela, encanta o bilionário de forma fatal. Anos depois, o destino se repete quando o filho de Harvey se apaixona por uma funcionária que ignora sua linhagem. Como ela reagirá ao descobrir que ama o herdeiro dos Novack?
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Capítulo 1

Eu não estava no meu melhor dia, e isso estava me deixando extremamente ansiosa e preocupada. Geralmente, eu sentia isso. Era como se o peso do mundo estivesse em minhas costas. Como se eu tivesse que provar que era capaz e que poderia fazer todo o meu trabalho sem problemas.

Mas a questão era que eu estava cansada, sentindo-me uma inútil, além de estar atrasada para uma ocasião importante.

Quando cheguei à TEC Corporation, eu era apenas uma garota recém-formada, trazida pela magnífica Alisson Novack.

Alisson Novack. Essa mulher era como uma deusa para mim, e isso me trazia um peso enorme. Ela me levou para a empresa. Confiou em mim. Ela era a esposa do chefão e a fodona que havia criado um sistema de defesa e rastreamento que ganhou o seu nome. Alisson passou a ser um exemplo para os alunos da faculdade de TI.

Os professores sempre diziam que eu era bem parecida com ela; algo que me deixava envergonhada e me fazia gaguejar ou, muitas vezes, rir de nervoso. Eu achava que era, claramente, uma piada, até ela aparecer em uma das minhas aulas finais.

Suei frio como se estivesse na Sibéria. Alisson era a mulher mais inteligente e foda que eu já tinha conhecido, e quando ela pôs os olhos em mim, eu me senti pequena.

Eu não tinha família, apenas uma melhor amiga, que se chamava Hope, e Alisson, que havia se tornado a minha mentora. A mulher me escolheu, no meio de tantos alunos talentosos, e me deu um cargo importante na empresa do seu marido, em um setor responsável pelo monitoramento.

Eu desenvolvia métodos para melhorar o sistema, no entanto, tinha acabado de surgir uma vaga para chefe do departamento, e eu a estava disputando com meu arqui-inimigo.

Adam Clark. Esse homem era um desgraçado, que sempre queria me ver por baixo. Ele disputava comigo desde a minha chegada à empresa. Eu acreditava que ele invejava a forma como eu tinha entrado ali: pelas mãos da própria Alisson. Eu a tinha como minha madrinha, mesmo que não fôssemos próximas.

Essa vaga era importante para mim, para eu provar que era boa; não só para mim mesma, que sempre me pegava duvidando da minha capacidade, mas também para Adam e todos ao meu redor, que me subestimavam só porque eu era tímida e quieta.

Porém, a minha melhor amiga sempre dizia: “Você tem que mostrar do que realmente é capaz, e está na hora de mudar de atitudes. Seja forte, destemida, raivosa e agarre o que deseja.”

Era isso. Eu tinha que mostrar do que era capaz: uma mulher forte e determinada, que teria que falar para um grupo de pessoas sobre o porquê deveria ser a escolhida para aquele cargo.

“Respira, Samanta. Você conseguirá”, mentalizei.

Porém, eu estava atrasada, como sempre. De alguma forma, meu despertador não me despertou e eu perdi o primeiro metrô. Tive que correr até a empresa, e parecia que o meu cartão não queria me permitir entrar no prédio. Todos tinham que ser autorizados, e, para isso, os funcionários tinham um crachá.

Quando consegui, avistei o elevador quase fechando. Demoraria uma eternidade para eu pegar o próximo, então corri como uma louca e gritei para um homem que estava dentro dele:

— Segura!

Eu estava tão eletrizada pela adrenalina, que me enfiei com tudo na caixa de metal e quase me bati na parede. Em poucos segundos, as portas se fecharam, o ar pesou em meus pulmões e eu pus as mãos nos joelhos, por causa do cansaço. Eu estava muito sedentária. Respirei pesarosamente e mal olhei para o homem que estava ao meu lado.

— Obrigada. — Dei um sorriso cansado ao pôr a mão no meu peito, que doía. — Acho que estou muito sedentária. Isso me cansou ao extremo.

Ouvi um riso abafado; o que me fez olhar para ele. Assim que fiz isso, engoli a língua. O desconhecido era um pouco mais velho do que eu, sexy, com uma barba rala, braços do tamanho das minhas pernas e um físico perfeito. Bem... Deu para ver bem como ele era, pelas suas roupas de corrida.

Balancei a cabeça de um lado a outro e me recompus, voltando a ficar reta. Olhei para cima e fingi que não tinha acontecido nada.

— Deveria treinar um pouco — ele disse, com um tom elegante e despojado, como se estivesse me dando uma dica. — Recomendo começar aos poucos, com uma caminhada, e depois uma leve corrida.

— Claro. Obrigada. — Não sei o porquê, mas o meu tom saiu mais irônico que o normal. — Geralmente, fico sentada na frente de um computador, e isso me custa um bom tempo.

— Deve ter tempo para a sua saúde.

Franzi o cenho, voltando a encarar a figura linda e estranha ao meu lado.

— Desculpa, mas é um personal trainer? — Minha curiosidade o fez sorrir; o que o deixou ainda mais lindo. Quando ele fez isso, o seu rosto tomou um brilho e criou covinhas fofas nas bochechas. — O que me leva à pergunta: veio ao lugar certo?

O homem, de quem eu ainda não sabia o nome, esforçou-se para engolir o seu belo sorriso e lambeu os lábios, fazendo-me encará-los esquisitamente.

— Vim... — Ele parou de falar, parecendo pensar no que diria. — Estou aqui para encontrar uma pessoa.

— Ahhh... — Balancei a cabeça positivamente.

Voltei a prestar atenção no monitor do elevador, que nunca parecia chegar ao meu destino, que era o 18º andar, dois andares abaixo da presidência do CEO, onde Nathan Novack, o todo-poderoso, trabalhava.

De repente, as luzes começaram a piscar e, do nada, o elevador apagou, parando.

— O quê?! — Desesperei-me. — O que está acontecendo? — As luzes de emergência ligaram e eu me vi presa naquela caixa. — Não! Não faça isso agora!

— Acho que teve um apagão — o homem ao meu lado falou, também achando isso estranho. — Não tem um gerador aqui?

— Tem. Então, por que parou? — Comecei a apertar algum botão, desesperada. Realmente, esse não era o meu dia. — Eu não estou acreditando no que está acontecendo. — Repentinamente, minhas emoções exageradas foram ativadas, fazendo com que meus olhos se enchessem de água. — Logo hoje?

— Fique calma. Com certeza, tudo irá voltar ao normal logo. — Olhei para o desconhecido e, por poucos segundos, senti raiva dele. Ele me olhava, assustado. Ou preocupado. Naquele momento, eu não sabia o que sentir. — Vão notar que os elevadores pararam.

— Estou atrasada. — Alterei-me. — O universo está me mandando muitos sinais. Estranho bonitão, eu não estou bem. Acordei tarde, perdi o primeiro metrô e corri para pegar este elevador, mas agora ele parou. — Uma fúria brotou no meu peito, deixando-me quente, como se estivesse fervendo. — MERDA! Eu não sou assim. Geralmente, sou calma, calada e dedicada. Logo agora, neste momento importante para a minha carreira, a droga do elevador da empresa de tecnologia parou, do nada. — Eu sentia a necessidade de dizer tudo que se passava em minha cabeça, ou explodiria. O problema era que o homem ao meu lado não tinha culpa alguma disso. — Aposto que isso é um plano do Adam.

— Adam? — ele perguntou, cauteloso.

Eu apostava que, para esse homem lindo de morrer, eu parecia uma louca. Eu me sentia uma.

— Meu arqui-inimigo — expliquei, lembrando-me do rosto do desgraçado, e senti que o desconhecido ria de mim. Eu o olhei feio, e isso o fez engolir o riso. — Esse idiota sempre me boicota em cada passo que dou. Se eu vou bem no meu trabalho, ele faz de tudo para me derrubar e quer sempre estar em minha frente. Até agora, com essa promoção. Ele nem gosta de liderar e nem é o melhor do nosso setor, mas foi só eu me candidatar, para ele fazer o mesmo.

Eu sentia como se o meu sangue estivesse se transformado em lava.

— Qual o seu nome? — ele me perguntou, trazendo-me de volta à realidade.

— Samanta — respondi, rude. Nada daquilo era culpa dele, e eu não queria ser ríspida com esse estranho, só que não podia controlar isso no momento.

— Samanta... — ele repetiu, colocando suas enormes mãos na minha frente e olhando em meus olhos. Ele pegou as minhas mãos, que estavam frias, e o calor do seu corpo me acalmou. Esse toque me deixou confusa e em alerta. Senti um arrepio fora do comum. Mas era óbvio que ele não pensaria em me seduzir no elevador. Além disso, eu não fazia o seu tipo. — Respira fundo.

— Não venha com essa de respirar fundo — eu o cortei, afastando-me dele. — Estou puta. Estou furiosa. Me desculpe. Eu não quero ser rude, mas...

— Mas está agitada e preocupada. Eu sei. — Ele pareceu ser compreensivo. — Às vezes me sinto assim.

— Nas suas aulas da academia? — a ironia saiu sem que eu percebesse, e ele riu.

— É — ele confirmou, humorado. — Às vezes tenho alunas que se sentem profundamente frustradas, e eu sempre falo para elas respirarem fundo e mentalizarem.

— Você é um hipster também? — Levantei uma das sobrancelhas.

Ele pegou as minhas mãos de novo e olhou no fundo dos meus olhos. Eu queria saber qual era a cor dos seus, pois pareciam profundos. O homem tinha sobrancelhas grossas e definidas, que lhe davam um aspecto sério e sexy, além de um maxilar definido, lábios grossos e cabelo escuro, liso. E, naquele momento, algumas das suas belas mechas estavam sobre o seu rosto. Isso aqueceu o meu coração.

Fiz o que ele me pediu: respirei fundo e tentei me acalmar. Mas não funcionou.

— Vai conseguir o que deseja — ele disse, quase profetizando. — Não precisa ficar estressada. Se você sabe que ele não tem qualificação para o cargo, então, ele não o terá.

— Acredite: aquele filho da... O idiota tem persuasão. Já caí na dele uma vez. — Lembrei-me do fatídico dia. — Ele sempre consegue o que quer.

— Aonde isso vai levá-lo, se ele não tem o que é preciso?

— Não sabe como é difícil ser uma mulher em uma sala em que as pessoas, na maioria homens, te veem como fraca.

— Você não precisa mostrar nada a ninguém. — Do nada, perguntei-me o porquê desse estranho estar me motivando. Quem era ele? — Se não conseguir agora, vai conseguir no futuro. Não precisa se desesperar.

— Sabe... Suas palavras são boas. Acredito que todas as suas alunas caem aos seus pés, não é mesmo? — Estreitei os olhos.

O homem deu uma gargalhada, jogando a cabeça para trás. Isso o fez me soltar. Confesso que eu queria mais do contato dele, e foi esquisito sentir isso.

— Não posso dizer que não.

— Aposto que é um galinha — saiu sem eu pensar. Até arregalei os olhos. — Desculpa, saiu sem querer.

— Não me ofendeu. — Ele ficou ereto, olhando-me de cima. Eu era uma formiguinha perto dele. — Confesso que sou bom com as mulheres.

— Também, com essa beleza... — soltei, novamente, sem querer. — Você tem alguma coisa que me faz falar coisas que, geralmente, não falo em voz alta.

— Gosto disso — ele admitiu, deixando-me surpresa.

O cara me encarou por um bom tempo, fazendo-me ficar vermelha de vergonha. Ainda bem que as luzes vermelhas, que indicavam o pane no sistema dos elevadores, não o deixavam ver isso.

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