Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance A virgem feita para o CEO secreto

A virgem feita para o CEO secreto

Samanta, uma jovem órfã, vê sua vida mudar ao trabalhar para sua ídola, Alisson Novack. Durante um incidente no elevador, ela conhece Harvey, o herdeiro arrogante que esconde sua identidade. O encontro inusitado, marcado pelo desespero dela, encanta o bilionário de forma fatal. Anos depois, o destino se repete quando o filho de Harvey se apaixona por uma funcionária que ignora sua linhagem. Como ela reagirá ao descobrir que ama o herdeiro dos Novack?
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

Harvey

Quando saí de casa naquele dia, não fazia ideia do que aconteceria. E posso dizer, com toda a certeza, que a última coisa que pensei era que encontraria uma mulher como aquela, presa em um elevador comigo, desejando que eu a levantasse para que ela abrisse o alçapão e pudesse subir, fugindo da caixa de metal, que já estava parada há 15 minutos.

Eu a encarei, confuso, como se ela fosse uma figura estranha, divertida e louca; tudo ao mesmo tempo. E meu bom humor no momento era surpreendente, pois, geralmente, eu não tinha paciência ou era complacente com essas atitudes. Minha mãe costumava dizer que isso vinha do meu pai, porque ele sempre foi assim, e ainda era em algumas ocasiões. Mesmo tentando dizer “não” para mim mesmo, eu concordava com esse pensamento. Sempre me espelhei nele, mas a nossa relação parecia distante.

Voltando-me para Samanta, que me olhava como se quisesse me matar, eu sorri, achando que estava em um sonho louco. Nunca teria apostado que algo assim pudesse acontecer com tanta facilidade. Observando-a um pouco, acabei vendo uma grande semelhança entre ela e minha mãe, que costumava provocar o meu pai e lhe dar apelidos, além de ser determinada, raivosa, inteligente e sempre conseguir o que queria.

— Eu não vou ajudar você nisso — recusei-me novamente.

Ela tinha um rosto muito delicado e olhos verdes intensos, que me deixavam encantado. Seu cabelo, ondulado, sofria com seus dedos longos, que insistiam em colocá-lo atrás das orelhas com muita frequência. Eu poderia dizer que ela era uma mulher muito bonita, mesmo com suas vestimentas mais despojadas e simples. Ela também tinha um belo corpo por baixo daquela casca estressada.

— Está louca? — Eu queria que ela visse o óbvio: se eu a ajudasse naquilo, ela poderia se machucar. — Sabe o quanto é perigoso ir até o alçapão de um elevador?

Ela batia, freneticamente, os seus pés no chão, com uma expressão de quem não queria saber dos meus conselhos.

— Estranho bonitão, eu não me importo.

Ela conseguia me fazer rir. Sério. E era tão natural. Eu gostava dessa sensação. Geralmente, as pessoas me tratavam sempre como se eu fosse o chefe ou o filho dele, e isso me deixava frustrado e entediado. Entretanto, entrar nesse elevador mudou um pouco as coisas para mim. Eu poderia dizer que tinha uma chave-mestra que destravava tudo, mas, não, eu desejava ver até onde ela iria ou quando os incompetentes da manutenção resolveriam o problema.

— Já falei sobre o quanto essa reunião é importante? — ela me questionou.

— Mais importante que a sua vida? — Franzi o cenho, semicerrando os olhos. — Tem noção de que se o elevador voltasse a funcionar, você poderia cair e morrer?

— Não vou sair, apenas abrir a caixa, para que o sinal do meu celular volte a pegar, pois, ironicamente, uma empresa de proteção de tecnologia faz tão bem o seu papel, que, nos elevadores, por conta da grossa camada que protege a cápsula, é quase impossível acessar o mundo lá fora. Então, tudo está cortado. Nem o botão de emergência está pegando. Estamos presos aqui há mais de 15 minutos, e... — Ela falou tão rápido, desesperada, que quase não entendi as suas palavras. Parecia que nem respirando estava. — Posso apostar que isso é coisa de Adam Clark. — Ao terminar a sua dissertação, finalmente, ela retomou o ar, parecendo aliviada.

Balancei a cabeça, achando graça disso.

— Sam. — Ela franziu o cenho, encarando-me. — Vou agir como se fôssemos amigos. Então, releva. — Seus olhos cor de esmeralda me fitaram com tanta atenção, quase como se lessem a minha mente. — Seria inútil se arriscar por conta de uma promoção. Além disso...

— Olha aqui, seu... Seu idiota... — Ela fez eu me calar, deixando-me chocado com o seu atrevimento. — Você pode se dar bem na academia, onde as mulheres disputam para te ter como professor, mas eu não. — Ela realmente acreditava que eu era um personal trainer. — Sou boa no que sou, e disso, não tenho dúvida. — Ela se aproximou de mim, levantando a cabeça e me olhando nos olhos. Sua postura determinada, sem medo, chamava a minha atenção. Não dava para eu acreditar que estava gostando de ser desafiado por uma mulher que devia ter 1,56 m de altura. — Mas, todos os dias, eu tenho que entrar nesta empresa e fingir que sou forte, que não me importo com as piadas, com as fofocas e com os olhares na hora do almoço. Não tenho um amigo ou colega. As pessoas acham que sou a queridinha da chefe. Sim, ela me trouxe para cá, mas o resto é comigo. Eu me sinto na selva, tendo que matar um leão todos os dias, pois sou a única mulher em uma sala composta 99% por homens. Agora, estou atrasada, presa e prestes a perder uma das poucas oportunidades que posso ter nesta empresa. Então, não venha me dizer que isso não vale a pena.

Quando ela terminou o seu discurso, nós nos entreolhamos por um tempo. Realmente, vivíamos vidas completamente diferentes. Enquanto eu sempre tinha o que queria, ela tinha que brigar para ter.

Não que eu não soubesse que as mulheres sempre tinham que fazer o dobro do esforço dos homens para conseguir algumas coisas. Minha mãe costumava me dizer isso, e ela era um desses exemplos. Porém, eu vivia em minha bolha há tanto tempo, sem me importar com as pessoas ao meu redor, que isso acabava me passando despercebido.

Eu não era insensível, só um idiota que tinha tantas coisas na cabeça, que se esquecia de prestar atenção nos pequenos detalhes.

— Você quer abrir o alçapão para acessar o mundo exterior, sem ter que se arriscar lá fora? — questionei, ainda achando que ela seria louca o suficiente para realmente sair.

Eu não poderia deixar que ela fizesse uma loucura. A chave que eu tinha em meu bolso e que, ironicamente, ficava grudada com a chave do meu carro, poderia ajudar, só que eu não queria que Samanta soubesse quem eu era. Eu achava bom ser tratado como um cara comum. Um “idiota”, como ela mesma disse.

— Sim — ela respondeu, firme.

Até acreditei nela. Senti o objeto no bolso e pensei em usá-lo, antes que ela se machucasse, mas a garota puxou o meu braço, mostrando-me o que eu tinha que fazer.

— Assim. — Ela uniu minhas mãos, entrelaçou os meus dedos e abaixou os meus braços, criando uma espécie de apoio para ela colocar os pés. — Vou abrir o alçapão e usar o meu celular para me comunicar com alguém. — Tirou o aparelho do bolso. — Simples.

— Eu...

— Não se oponha, bundão, apenas... — Do que ela me chamou? Franzi o cenho, confuso. — É só me ajudar, e se livra de mim.

— Mas eu...

— Qual o seu nome, bonitão?

As palavras pareciam presas na minha língua. Apenas a encarei por um tempo, até que ela estalou os dedos na minha frente, fazendo com que eu voltasse à realidade.

— Harvey — falei, ainda aéreo. — Me chame de Harvey.

— Harvey... — Olhei para os seus lábios quando ela falou o meu nome. Ela usou o mesmo apelido que minha mãe usava para se referir ao meu pai. — É só me ajudar nisso, e logo vai se livrar de mim.

Minha mente ficou tão nebulada, que eu não disse uma palavra. Ela apenas se segurou nas minhas costas e se impulsionou para subir. Então, as luzes voltaram ao normal e o elevador voltou a subir, fazendo com que ela se desequilibrasse e quase caísse. Por sorte, segurei o seu corpo, mas bati as costas na parede de metal.

Foi tudo tão rápido, que mal pude refletir. Em poucos segundos, eu já estava agarrado com a mulher, que se segurava em mim e me olhava, assustada. Seus olhos estavam esbugalhados. Eu estava assustado também; o que me trouxe uma raiva repentina.

— Está vendo, sua maluca? — Fiquei furioso, entretanto, não a soltei. — Poderia ter se machucado. — E lá estava o Harvey que todos conheciam: furioso, arrogante e autoritário. — Avisei que era perigoso. Poderia ter se machucado. Eu não...

— Olha aqui, bundão... — Seu rosto ficou vermelho de raiva e ela se soltou de mim. — Eu não tive culpa se esse... Se esse elevador parou e me deixou puta da vida. — Bateu os pés, apertando as mãos. — Eu, provavelmente, perdi a minha oportunidade. Fiquei presa neste negócio com um idiota. Não pode me culpar por ter ficado desesperada. — Todas as vezes que ela me chamava assim, eu me sentia desconfortável. Era como se eu estivesse vendo a minha mãe mais jovem. — Você, aparentemente, tem tudo que quer; já eu nunca tive nada. — Minha ira desapareceu no momento em que a vi segurar as lágrimas. Eu me senti um completo idiota por ter falado daquela forma com ela. — Não importa mais. É melhor seguir o seu caminho, e espero não te ver mais.

No mesmo instante, as portas se abriram no 18º andar e ela saiu. Fiquei tonto pelo choque. Olhei para as suas costas enquanto ela caminhava para longe, e, então, as portas se fecharam de novo. Dois andares depois seria o meu, e eu ainda me sentia desnorteado.

Olhando para o chão, vi o telefone da mulher caído, só que já não dava mais para eu a chamar.

Você pode gostar

Capa do romance A namorada de mentirinha do CEO arrogante
9.2
Após ser demitida e flagrar a traição do namorado com sua amiga, uma mulher tenta reconstruir a vida. Ela consegue um emprego sob o comando de Henrique, um CEO tão atraente quanto arrogante. Com três meses para provar seu valor e evitar nova demissão, ela se vê presa em uma mentira perigosa: fingir ser namorada do chefe. Entre beijos técnicos e declarações falsas, a resistência ao charme dele vacila, transformando o ódio inicial em uma atração incontrolável.
Capa do romance Do Sequestro ao Romance Ardente
8.2
Desesperada para pagar o tratamento da irmã, uma confeiteira decide sequestrar Pedro Almeida, herdeiro de um império cafeeiro. Inexperiente, ela falha no resgate, mas o próprio refém decide ajudá-la a valorizar o crime. Entre lições de sequestro e vulnerabilidades expostas, surge uma conexão intensa. Quando uma traição coloca ambos em risco, Pedro se sacrifica para protegê-la e mente às autoridades para salvá-la, provando que o amor nasceu no cativeiro.
Capa do romance Laçada pelo Cowboy
8.5
Madelaine vivia o auge do sucesso até ser traída pelo noivo, que a deixou sem nada. Sem emprego e sem rumo, ela retorna ao Texas para buscar refúgio na fazenda da família. O local, porém, está na mira de Daniel, um bilionário do setor agrário decidido a expandir seus domínios. Disposta a proteger seu legado, Madelaine enfrenta o fazendeiro em um embate intenso. Em meio a disputas de terra e objetivos opostos, uma tensão inesperada surge entre os dois rivais.
Capa do romance Mãe por acidente
8.6
Acusada de ser uma interesseira, a protagonista enfrenta a fúria de Luck após revelar sua gravidez. O bilionário arrogante tenta suborná-la para interromper a gestação, reagindo com violência psicológica diante da recusa. Em um embate tenso, ele faz ameaças sombrias, sugerindo que acidentes fatais podem acontecer. Mesmo aterrorizada pela frieza dele, ela decide enfrentá-lo para proteger seu bebê, ignorando o perigo que esse homem poderoso representa.
Capa do romance O amor como arma
8.2
Após a ruína de sua família, ela se casou com o irmão do homem que amava, ignorando as súplicas do ex-namorado. Quatro anos depois, viúva e desamparada, ela e o filho são expulsos de casa pela madrasta do falecido marido. Sem alternativas, ela busca abrigo justamente com seu antigo amor. Entre provocações e mágoas do passado, ela esconde o que sente para se aproximar dele, decidida a usar essa ligação para recuperar a herança que lhe foi roubada.
Capa do romance O amor do CEO na armadilha
8.8
Gabriella viu sua vida pacata desmoronar quando a empresa Quebracha destruiu sua única herança: a casa dos pais. Ao confrontar Max Evans, o implacável CEO, um incidente inesperado os coloca em conflito direto. Enquanto ela clama por justiça e pela inocência perdida, Max a acusa de ser uma espiã corporativa tentando sabotar seus negócios. Em meio a acusações e suspeitas de uma armação maior, será que a verdade unirá esses dois mundos e derreterá o coração de Max?