Capa do romance A Vingança Fria e Suprema da Esposa Genial do Bilionário

A Vingança Fria e Suprema da Esposa Genial do Bilionário

8.2 / 10.0
Em A Vingança Fria e Suprema da Esposa Genial do Bilionário, uma cientista vinga a filha contra o marido que a traiu. Este romance modern explora como uma pesquisadora usa seu intelecto para destruir um império. Leia este billionaire romance novels e descubra uma trama de justiça e poder.
Resumo de A Vingança Fria e Suprema da Esposa Genial do Bilionário
Com a filha entre a vida e a morte, uma mulher descobre que seu marido, Risco, a traía publicamente com Marfim. Pior: ele planeja usar a própria filha para um transplante de medula ilegal em benefício da amante. Ele acredita que ela é apenas uma esposa fútil, ignorando que ela é a genial cientista 'Fantasma'. Agora, ela usará seu intelecto brilhante e recursos secretos para salvar a criança e destruir o império do homem que a traiu cruelmente.
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A Vingança Fria e Suprema da Esposa Genial do Bilionário Capítulo 1

A chuva açoitava as janelas do chão ao teto da cobertura no Upper East Side, uma batida violenta e rítmica que combinava com a pulsação frenética do coração de Emelie.

Dentro do quarto de bebê, o ar estava denso com o cheiro de lavanda e doença.

Emelie encarou o termômetro digital em sua mão. A luz de fundo brilhava em um vermelho raivoso.

104F.

— Mamãe... — Lily choramingou. O som era baixo, úmido e apavorado.

Emelie largou o termômetro na mesa de cabeceira e pegou sua filha de cinco anos nos braços. A pele de Lily estava queimando, irradiando um calor que parecia anormal, perigoso.

— Estou com você, meu bem. Estou com você — sussurrou Emelie, com a voz trêmula.

Com a mão livre, ela procurou desajeitadamente pelo celular. Ligou para Clifton.

Um toque. Dois toques. Três.

*Click.*

— Você ligou para a caixa postal de Clifton Wilder. Por favor, deixe um...

Emelie encerrou a chamada e discou novamente.

Ela precisava dele. Precisava do carro. Precisava não estar sozinha naquela casa cavernosa e vazia enquanto sua filha queimava em seus braços.

A chamada foi direto para a caixa postal desta vez. Ele a havia recusado.

O pânico, frio e agudo, disparou em seu peito. Ela abriu suas mensagens de texto e digitou rapidamente para Gavin, o assistente executivo de Clifton.

*Lily está doente. Febre de 104. Indo para o NY-Presbyterian. Avise o Clifton. AGORA.*

O status mudou para *Lida* instantaneamente. Nenhuma resposta.

De repente, o corpo de Lily enrijeceu nos braços de Emelie. Seus olhos reviraram, mostrando apenas o branco, e seus pequenos membros começaram a se contorcer ritmicamente.

Uma convulsão febril.

— Não, não, não! Lily! — Emelie gritou.

Ela não esperou pela babá. Não esperou pelo motorista.

A adrenalina inundou seu sistema, aguçando sua visão. Ela ajeitou Lily em seu quadril, pegou a bolsa e correu.

Desceu a escadaria de mármore. Atravessou o grande hall de entrada.

A Sra. Higgins, a governanta, movia-se a um ritmo glacial perto do armário de casacos. — Senhora, está caindo um temporal lá fora. Devo procurar um guarda-chuva?

— Abra a maldita porta! — Emelie rugiu, sua voz irreconhecível para seus próprios ouvidos.

A Sra. Higgins se encolheu, seus olhos se arregalando, mas ela abriu as pesadas portas duplas.

O vento atingiu Emelie como um golpe físico. A chuva encharcou sua blusa de seda em segundos, colando-a em sua pele. Ela não sentiu o frio. Sentiu apenas o calor aterrorizante do corpo convulsionando de sua filha.

Ela se atrapalhou com as chaves do SUV, seus dedos escorregadios de chuva. Jogou Lily na cadeirinha, prendendo apenas o clipe do peito, e pulou para o banco do motorista.

O motor rugiu. Emelie cantou pneu ao sair da garagem, os pneus rangendo contra o asfalto molhado.

Os limpadores de para-brisa se moviam de um lado para o outro, travando uma batalha perdida contra o dilúvio. As luzes da cidade se transformaram em borrões de neon e cinza.

Emelie apertou a discagem rápida na tela do painel. Clifton.

— O assinante para o qual você está ligando está ocupado no momento.

— Ocupado — Emelie cuspiu a palavra, batendo no volante. — Ocupado.

Ela desviou de um táxi, passando por um sinal vermelho na Park Avenue.

Dez minutos depois, a placa vermelha e brilhante de "EMERGÊNCIA" do New York-Presbyterian Hospital surgiu à frente.

Emelie abandonou o carro na entrada, jogando as chaves na direção de um segurança assustado. — Estacione!

Ela correu pelas portas de vidro deslizantes, com Lily mole e pesada em seus braços.

A área de triagem era um caos. Tosse, choro, o bipe de monitores.

Emelie correu para o balcão. — Minha filha. Febre alta. Convulsão. Ela está com dificuldade para respirar.

A enfermeira atrás do vidro não levantou o olhar. Ela deslizou uma prancheta pelo balcão. — Preencha isto. Identidade e cartão do seguro.

— Você me ouviu? — Emelie bateu a mão no balcão. — Ela está ficando azul!

A enfermeira olhou para cima, com uma expressão entediada. Ela observou a blusa encharcada de Emelie, o cabelo bagunçado, os olhos esgazeados. Viu mais uma mãe histérica do Upper East Side.

— Senhora, todo mundo aqui está doente. Sente-se e preencha os formulários.

Lily soltou um suspiro sibilante. Seus lábios estavam assumindo uma aterrorizante tonalidade violeta.

Emelie olhou para os dedos de Lily. Os leitos ungueais estavam inchados. Baqueteamento digital. Isso não era apenas uma gripe. Era hipóxia. De longo prazo, ou aguda e severa.

— Ela está com hipóxia — disse Emelie, sua voz baixando uma oitava, tornando-se gélida. — Coloque um oxímetro de pulso nela. Agora.

Um jovem residente, com o crachá dizendo Dr. Aris, passou por ali, segurando um prontuário. Ele parou, olhando para Emelie com leve divertimento.

— Provavelmente é apenas um pico viral, Sra...?

— Wilder. Emelie Wilder.

— Sra. Wilder. Precisamos baixar a temperatura primeiro. Tylenol e compressas frias.

— Olhe para as unhas dela! — Emelie gritou, estendendo a mão de Lily em direção a ele. — Verifique o enchimento capilar! Olhe a cianose! Isso é sistêmico!

O Dr. Aris suspirou, claramente irritado com a intromissão. — Nós vamos atendê-la, senhora. Por favor, acalme-se.

De repente, Lily se inclinou para frente e vomitou um líquido claro. Sua cabeça pendeu para trás.

O monitor de triagem perto do qual ela estava começou a apitar estridentemente.

SpO2: 84%... 80%... 78%.

O pânico explodiu.

— Peguem uma maca! — gritou o Dr. Aris, sua postura mudando instantaneamente.

Eles levaram Lily às pressas para dentro. Emelie correu ao lado da maca, agarrando o corrimão de metal com tanta força que seus nós dos dedos ficaram brancos.

No corredor, seu celular vibrou violentamente em seu bolso.

Emelie o pegou, pensando que era Clifton.

Era uma notificação de notícias do Page Six.

*URGENTE: Clifton Wilder e a Musa Eleanora Hardy Brilham no Met Gala.*

O polegar de Emelie congelou sobre a tela.

Havia uma foto. Em alta resolução.

Clifton, de smoking, devastadoramente bonito. Ele estava colocando o paletó sobre os ombros de Eleanora. Ele a olhava com uma ternura ensaiada e cinematográfica — um olhar tão perfeitamente construído para as câmeras que quase parecia real.

Eleanora estava rindo, com a mão pousada intimamente em seu peito.

O registro de data e hora era de dez minutos atrás.

Enquanto Lily estava convulsionando. Enquanto Emelie gritava com uma enfermeira. Enquanto ela dirigia debaixo de uma monção.

Clifton estava mantendo sua amante aquecida.

Algo dentro de Emelie se estilhaçou. Não foi uma quebra barulhenta. Foi uma falha estrutural e silenciosa de seu coração.

Mas enquanto a dor a atingia, outra coisa se ergueu para enfrentá-la. Uma clareza fria e dura.

A filha do Dr. Garvin Glover acordou.

Eles levaram Lily para uma sala de trauma. Uma máquina de CT portátil já estava lá para outro paciente.

— Precisamos desobstruir as vias aéreas! — o Dr. Aris gritava ordens.

Emelie enfiou o celular no bolso. Ela se aproximou do monitor onde as imagens da tomografia estavam carregando.

— Senhora, você precisa se afastar! — latiu uma enfermeira.

Emelie a ignorou. Ela encarou as imagens em escala de cinza dos pulmões de sua filha.

Manchas brancas. Por toda parte. Como vidro estilhaçado espalhado pelo tecido escuro.

O Dr. Aris estava olhando o manual, hesitando. — Isso é... pneumonia? Ou atelectasia?

— Não é nenhum dos dois — disse Emelie. Sua voz estava firme, desprovida da histeria de momentos atrás.

Ela passou pela linha amarela, apontando um dedo trêmulo para a tela.

— Hemorragia Alveolar Difusa Bilateral. Olhe as opacidades em vidro fosco nos lobos inferiores. Isso é DAH desencadeada por uma vasculite de início rápido.

O Dr. Aris congelou. Ele olhou para Emelie, olhou de verdade para ela, pela primeira vez. — Como você...

— Ela precisa de um lavado broncoalveolar imediatamente — Emelie ordenou, as palavras saindo de sua boca com a precisão de uma metralhadora. — E comece com Methylprednisolone. Dois gramas. Em bolus IV. Agora.

— Não podemos simplesmente administrar altas doses de esteroides sem um diagnóstico confirmado — gaguejou o Dr. Aris. — Pode ser bacteriano. Os esteroides a matariam.

— Se você esperar por uma cultura, ela sufoca em dez minutos — Emelie sibilou. Ela pegou o formulário de consentimento do balcão, arrancou uma caneta e assinou com tanta força que a ponta rasgou o papel.

— Estou citando o Protocolo Glover para DAH pediátrica. Se você ignorar uma Hemorragia Alveolar Difusa em apresentação e ela tiver uma parada, a autópsia confirmará que eu estava certa, e o processo por negligência médica acabará com sua carreira antes que ela comece. Faça!

Seus olhos eram vazios escuros de autoridade. Era o olhar de uma Chefe de Cirurgia, não de uma dona de casa. Ela ergueu o celular, exibindo um gráfico de um banco de dados médico restrito ao qual não deveria ter acesso. — Olhe o padrão. É inegável.

O Dr. Aris engoliu em seco. A pura força de sua vontade, respaldada pelos dados específicos que ela mostrou, esmagou sua hesitação.

— Peguem os esteroides — ele ordenou à enfermeira. — Preparem para o BAL.

A equipe entrou em ação.

Emelie recuou até que suas costas bateram na parede fria de azulejos. Ela os observou intubar sua filha. Observou os medicamentos fluírem para o acesso intravenoso.

Seus joelhos cederam. Ela deslizou pela parede até o chão, abraçando os joelhos contra o peito.

Suas mãos tremiam incontrolavelmente agora. Não de medo. Mas do colapso da adrenalina.

Seu celular vibrou novamente.

Ela olhou para baixo.

Chamada Recebida: Clifton.

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