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Capa do romance A Vingança Dela, a Vida Arruinada Dele

A Vingança Dela, a Vida Arruinada Dele

Após o laudo de suicídio do filho, uma perita criminal identifica sinais de homicídio que o promotor Bernardo Sampaio ignora deliberadamente. Decidida a obter justiça, ela sequestra a filha dele, Laura, torturando-a em frente às câmeras. Mesmo sob pressão do mentor e da nora, que tentam validar a tese de depressão, ela descobre um código de socorro na carta forjada. Agora, com a PF invadindo seu esconderijo, sua fúria contra o sistema torna-se implacável.
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Capítulo 1

Meu filho estava morto. O laudo oficial chamava de suicídio, uma overdose. Mas eu sabia que era mentira. Eu era Perita Criminal e eu mesma processei o corpo dele. As evidências gritavam assassinato.

Eu recorri, sete vezes, cada vez apresentando provas irrefutáveis. Em todas elas, o Promotor de Justiça Bernardo Sampaio bateu a porta na minha cara, tratando minha dor como um delírio de louca. O sistema que eu servi por vinte anos estava protegendo um assassino.

Então, eu fiz justiça com as minhas próprias mãos. Sequestrei a filha do Promotor, Laura Sampaio, e transmiti minhas exigências para o mundo. Para cada chance que ele desperdiçasse, eu usaria uma ferramenta forense nela, desfigurando-a permanentemente.

O mundo assistiu, horrorizado, enquanto eu grampeava o braço dela, depois o cauterizava, desenhando finas linhas vermelhas em sua pele com um bisturi.

Meu antigo mentor, Dr. Hélio Arruda, e a namorada do meu filho, Alexandra, foram chamados para me convencer, para pintar meu filho como um depressivo, para apresentar uma carta de suicídio forjada. Por um momento, eu vacilei, a dor de ser uma "mãe ruim" me esmagando.

Mas então eu vi. Uma mensagem oculta na "carta de suicídio" dele, um código secreto do seu livro de infância favorito. Ele não estava desistindo; ele estava pedindo socorro. Eles transformaram seu pedido de ajuda em uma mentira.

Minha dor se transformou em cinzas, substituída por uma determinação inabalável.

"Eu não aceito esta carta", declarei, pressionando a caneta de cauterização na perna de Laura enquanto a Polícia Federal invadia o local.

Capítulo 1

Meu filho estava morto.

O laudo oficial dizia que foi suicídio. Uma overdose. Meu Lucas, um campeão de atletismo com bolsa integral na USP, um garoto que planejava seu futuro com a mesma precisão que usava para saltar barreiras, aparentemente tinha desistido da vida.

Eu sabia que era mentira. Eu era Perita Criminal. Eu processei o corpo do meu próprio filho.

As escoriações nas costas dele eram de asfalto. As fraturas específicas na perna eram de impacto de para-choque. Os vestígios que encontrei, microfragmentos de tinta, correspondiam a um sedã de luxo.

Ele foi assassinado. Atropelado e abandonado.

Eu entrei com meu primeiro recurso. Foi negado. Entrei com o segundo, o terceiro, o quarto. A cada vez, eu apresentava minhas provas. A cada vez, uma porta era batida na minha cara. Após a sétima negativa, eu entendi. O sistema que eu servi por vinte anos estava protegendo um assassino.

Então, eu fiz justiça com as minhas próprias mãos.

Eu sequestrei a filha do Promotor de Justiça.

Agora, o mundo estava assistindo. Uma câmera escondida transmitia meu rosto, minha voz, minha determinação para todas as telas do país.

"Meu nome é Carolina Mendes."

Na sala estéril e branca que eu preparei, Laura Sampaio, de oito anos, estava deitada em uma mesa de exames, idêntica àquela onde vi meu filho pela última vez. Ela estava sedada, em paz, sem saber da tempestade que seu sequestro havia causado.

"Eu processei minhas próprias evidências. Meu filho, Lucas Mendes, foi assassinado."

Eu olhei diretamente para a câmera, meu olhar fixo no homem que eu sabia que estava do outro lado. O Promotor Bernardo Sampaio.

"Você tem sete chances. Sete, pelas sete vezes que você me negou justiça. Você vai divulgar o verdadeiro boletim de ocorrência, e vai dizer o nome do assassino."

Peguei a primeira ferramenta de uma bandeja de aço. Era um grampeador cirúrgico estéril. Seu brilho metálico refletia a luz.

"Para cada chance que você desperdiçar, eu usarei uma ferramenta forense na sua filha. E a marca será permanente."

A transmissão mudou para uma tela dividida. Meu rosto frio e determinado de um lado, os rostos desesperados e banhados em lágrimas de Bernardo e Clarice Sampaio do outro. Eles estavam em um centro de comando da polícia, cercados por oficiais.

"Carolina, por favor! Pelo amor de Deus, não faça isso!", Bernardo implorou, a voz embargada. "As evidências são claras! Seu filho tinha problemas. Foi uma tragédia, um suicídio!"

Sua esposa, Clarice, uma mulher conhecida por sua compostura gélida, estava em frangalhos. "Ela é só uma garotinha! Por favor, o que você quiser, nós daremos! Apenas deixe nossa Laura ir!"

A internet explodiu. Os comentários que rolavam ao lado da transmissão ao vivo eram uma torrente de ódio.

Monstro.

Ela é louca! Fritem essa desgraçada!

Como uma mãe pode fazer isso com a filha de outra mãe?

Eu os ignorei. Suas palavras eram ruído sem sentido. Olhei para o relógio na parede. Dez minutos haviam se passado.

"Sua primeira chance acabou, senhor Promotor."

Minha mão estava firme. Minha calma profissional, que se estilhaçou no dia em que perdi meu filho, havia retornado, transformada em algo frio e terrível. Pressionei o grampeador na pele macia do braço de Laura.

Click.

A garotinha gemeu durante o sono, uma pequena ruga se formando em sua testa. Um único grampo prateado agora perfurava sua pele.

"Estou esperando a verdade", eu disse, minha voz tão estéril quanto a sala ao meu redor. "E eu sei que o assassino está assistindo."

Na outra tela, Clarice Sampaio soltou um grito que foi engolido pelo caos do centro de comando. O rosto de Bernardo era uma máscara de puro horror e incredulidade.

Ele olhou para a câmera, os olhos arregalados com um terror que era, finalmente, real.

"Você é um demônio!", ele gritou. "Você é um monstro!"

Um delegado, meu ex-colega, Delegado Rocha, apareceu na imagem. "Carolina, pense no que está fazendo. Pense no Lucas. Você processou o corpo dele. Você sabe o que significa respeitar os mortos."

O feed de comentários rolava mais rápido.

Ela não é só uma sequestradora, é uma carniceira.

Ela tocou no cadáver do próprio filho? Doente.

Eu sabia que Lucas não era um suicida. Lembro-me de encontrá-lo naquela laje de metal fria. Eles tentaram limpá-lo, mas não conseguiram apagar a verdade. A sujeira sob suas unhas não era de um parque; era cascalho do acostamento da Rodovia dos Bandeirantes. O fentanil em seu sistema era uma dose alta, sim, mas o local da injeção era desajeitado, amador, não algo que uma pessoa faria a si mesma.

E a lividez, a forma como o sangue se assentou em seu corpo, contava uma história. Ele morreu deitado de costas, não debruçado em um parque como o laudo oficial alegava.

Por eu ser a mãe dele, eles designaram meu mentor, Dr. Hélio Arruda, para o caso, citando conflito de interesses. Eu confiei nele. Ele me ensinou tudo o que eu sabia.

Então o laudo dele saiu. Suicídio por overdose.

Exigi ver as provas eu mesma. Quando encontrei os fragmentos de tinta na calça jeans de Lucas, aqueles que o laudo oficial convenientemente ignorou, eu soube. Apresentei-os no meu primeiro recurso. Negado.

Apresentei a análise do cascalho no segundo. Negado.

Apresentei a cronologia falha da toxicologia no terceiro. Negado.

Para o meu sétimo e último recurso, apresentei uma varredura 3D de sua perna, mostrando o inconfundível padrão de fratura em espiral de um para-choque de carro atingindo um pedestre. Era irrefutável.

Eles negaram sem comentários.

Foi quando eu soube que a lei era uma mentira. Foi quando decidi criar uma verdade que o Promotor não poderia ignorar.

Minha dor se consumiu, deixando apenas um propósito frio e duro. Eu obteria justiça para Lucas, ou queimaria o mundo deles até o chão.

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