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Capa do romance A TENTAÇÃO

A TENTAÇÃO

Matheus acreditava plenamente ter encontrado sua alma gêmea, alimentando o sonho de um futuro perfeito e um matrimônio duradouro. Contudo, a estabilidade de seus planos é abalada quando uma tentação inesperada cruza seu caminho. De repente, a convicção que ele nutria se transforma em um mar de dúvidas profundas. O que antes era uma certeza absoluta agora é uma incerteza avassaladora, colocando em xeque cada decisão sobre sua vida amorosa e seu destino.
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Capítulo 2

Usando todo o meu autocontrole, consigo evitar uma ereção constrangedora e proibida.

- Como foi seu voo?

Eliana pergunta assim que a irmã se afasta de mim. Rapidamente minha noiva agarra meu braço e imagino que esteja mostrando que sou dela. Isso é estranho! Pra que fazer isso com a própria irmã?

- Bom!

Responde simplesmente, dando de ombros.

- Vamos logo pra casa.

Se vira me arrastando e olho para trás, vendo Natália nos acompanhando. Sorri para mim e balança a cabeça como se a cena fosse engraçada. Odeio quando Eliana me faz parecer um idiota.

**************

O caminho todo foi ouvindo minha noiva falando sem parar. O tempo todo olho pelo retrovisor para ver se a irmã dela está bem. Natália mantém seus olhos no celular e não me parece feliz. Solta o telefone no colo e suspirando, vira a cabeça para a janela. Alguma coisa a incomoda.

- Matheus!

O grito de Eliana me faz frear o carro bruscamente e escuto o som dos freios dos carros atrás de mim. Respiro aliviado quando ninguém bate em meu carro.

- O que houve, Eliana?

- Preciso passar no salão para deixar acertado o dia da noiva.

- Que merda!

Grito com ela, revoltado.

- Quase causa um acidente por causa de uma merda dessas?

- Merda?!?!? Se não passarmos lá agora, não terá uma noiva perfeita no nosso casamento.

- Você arranja outro lugar.

- Esse salão é o melhor de São Paulo. Não posso perder minha reserva.

Fecho meus olhos e respiro fundo para não surtar.

- Vamos passar, mas espero que não demore ou te deixarei no salão e vou para a minha casa.

- Ta... Ta... Ta...

Diz revirando os olhos, o que me irrita muito.

****************

Paro em frente ao salão.

- Não vai descer?

- Não...

Respondo sem olha-la.

- Natália, quer vir comigo?

- Não, obrigada!

Eliana abre a porta e sai do carro. Respiro fundo para aliviar a merda da raiva. Um silêncio perturbador surge. Olho pelo retrovisor e vejo olhos castanhos, virados para mim. Ficamos nos olhando sem dizer nada.

- Ainda dá tempo de desistir do casamento.

Ela diz sorrindo e me arrancando um sorriso.

- Sua irmã me mata se eu desistir agora.

- Você vai ser o tipo de marido mandado pela mulher. Sinto pena de você.

- Não é bem assim, apenas evito conflitos com Eliana.

- Evitar conflitos significa não dialogar?

- Quase isso.

Balança a cabeça com humor.

- Sinto te informar, mas seu casamento tende a falhar.

- É alguma especialista em casamento?

- Não...

Para de me olhar e vira para a janela.

- Como sabe que meu casamento tende a falhar?

Natália se mantém calada. Me assusto quando a porta do carro se abre bruscamente. Eliana entra irada e começa a falar sem parar. Não escuto merda nenhuma do que diz, meus pensamentos estão no que sua irmã disse. Ligo o carro e deixo minha noiva falando, enquanto sigo para a casa dela.

****************

Estaciono o carro em frente à casa e finalmente Eliana para de falar, saindo do carro.

- Você vai jantar com a gente hoje, preciso te mostrar algumas coisas.

Anda em direção a casa e escuto uma risada.

- Não vai responder "Sim, Senhora"?

Natália diz e abre a porta do carro.

- Ainda dá tempo de se livrar da escravidão da sinhazinha.

Tento não rir, mas não consigo. Entro na casa, logo atrás de Natália. Vejo Shirley se aproximar.

- Olá, Natália!

- Oi!

A forma ríspida com que ambas se cumprimentam me deixa confuso. Sei que Natália quase não é comentada na família e em dois anos com Eliana é a primeira vez que a vejo. Mas essa forma seca me mostra que tem algo nessa relação. O clima fica estranho e me sinto perdido.

- Eliana...

Chamo por socorro, para me tirar desse clima chato.

- Ela deve estar no quarto.

Shirley diz e me olha.

- Vou ver se o jantar está pronto.

- Vou me enfiar no quarto de hospedes.

As duas somem, ando em direção a sala e me sento. O tempo não passa e para mim, parece uma eternidade. Começo a ficar incomodado no sofá. Quero ir embora e cuidar dos meus processos, mas se for sem falar com Eliana, ela vai surtar. Levanto-me do sofá e decido ir falar com ela em seu quarto. Subo a escada e meu celular toca com uma mensagem. Tiro do bolso o celular, quando chego ao topo da escada. Encaro a mensagem de Elias, enquanto ando em direção ao quarto.

- Matheus!

Algo bate contra mim e meu celular cai no chão, sendo coberto em seguida por uma toalha. Meus olhos vão subindo por pernas longas, passando por coxas bem perfeitas. Mãos encobrem uma região que meus olhos desejavam muito ver. Vejo uma barriga com pequenas pintas. Uma cintura extremamente fina e paro em seios perfeitos. Uau! Perfeitos demais. Agora você sobe o olhar e descobre que é o corpo da sua cunhada que está te causando uma ereção. Cacete!!!! Ao invés de olhar para o rosto de Natália, meus olhos descem para a minha ereção constrangedora. Cara! Você só me ferra assim! Fecho um olho e subo a cabeça, olhando-a sem graça.

- Desculpa!

Não parece envergonhada por estar nua na minha frente.

- Desculpa por me ver nua ou por ter uma ereção?

- As duas coisas?

Digo sorrindo.

- Mãe, você viu a minha calça branca?

Eliana grita e escuto a porta de seu quarto se abrindo.

- Isso vai dar merda!

Sussurro e Natália se vira para ver a irmã saindo. Abraço-a por trás e a puxo para dentro do banheiro de novo. Empurro a porta com o pé, que bate com tudo.

- Mãe...

Eliana grita e acho que já deve estar no corredor. Agarrado a Natália, encosto minhas costas na porta a travando, caso tente entrar. Minha cunhada tem o cabelo em um coque, deixando seu pescoço exposto perto do meu nariz. Seu cheiro é doce e delicioso. Controlo o desejo de percorrer meu nariz pelo seu longo pescoço, mas não controlo o pulsar do meu membro em sua bunda.

- Seu pau está tremendo assustado com a situação?

Mordo meu lábio para não rir.

- Sim...

- Até seu pau vive na escravidão da sinhazinha.

- Só quero evitar problema para nós dois.

- Pode deixar, não quero que ela nos puna com uma chibata.

O trinco da porta gira com força, ela é empurrada com violência.

- Natália, já está tempo demais nesse banheiro. Sai dai agora!

Natália se vira em meus braços, colando seus seios nus em meu corpo.

- O que eu digo a sinhazinha?

Sussurra perto da minha boca e encaro seus lábios carnudos.

- Seu pau está tremendo de medo de novo.

Inferno de ereção pulsante.

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