Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance A Sombra da Infidelidade

A Sombra da Infidelidade

Após sua filha Ana ser brutalmente agredida, Pedro é falsamente acusado por sua esposa, Maria. Ele descobre que ela e o amante, João, planejaram tudo para tomar sua empresa. Vítima de subornos e provas forjadas, Pedro enfrenta uma trama de traição e ganância. No entanto, o despertar de Ana e uma tatuagem reveladora tornam-se as chaves para desmascarar os culpados. Em uma luta por justiça e sobrevivência, ele busca proteger sua filha e destruir aqueles que tentaram arruiná-los.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 1

A ligação do hospital rompeu o silêncio da minha noite de trabalho.

Minha filha, Ana, de dezesseis anos, vítima de uma brutal agressão, estava na UTI.

Ao lado da cama, um monitor cardíaco apitava num ritmo assustador, enquanto um policial sussurrava sobre a investigação.

De repente, Maria, minha esposa, surgiu no quarto, mas seu choque virou frieza.

"Onde você estava, Pedro?" , ela perguntou com uma voz cortante, sugerindo que eu fosse o monstro.

Fui arrastado para a delegacia, acusado do impensável.

Voltei para casa exausto, mas a casa estava vazia, Maria havia sumido.

Decidi ir ao meu estúdio de jogos, buscando um mínimo de normalidade, mas no carro, um áudio do gravador de bordo mudou tudo.

A voz de Maria, calma, profissional, discutindo subornos e a manipulação da polícia para me incriminar.

E a voz de um homem. João. O antigo amor da faculdade dela.

Ele riu e disse que Ana havia atrapalhado os "planos deles" e que teve que dar um jeito nela.

Maria completou com frieza: "Assim, poderemos ficar juntos abertamente, e a empresa de jogos dele será nossa."

O pior veio em seguida: "Seria melhor para todos se ela simplesmente não acordasse."

O ódio me sufocou.

No hospital, João e Maria, de mãos dadas, se apresentaram aos jornalistas, encenando uma vítima.

Meu autocontrole se desfez. "SEU MONSTRO!" , gritei, avançando sobre João.

Maria me acusou de estar descontrolado, enquanto João, teatral, alegou que eu estava delirando.

Foi então que "testemunhas" falsas apareceram, afirmando que me viram perto do local do crime.

As algemas apertaram meus pulsos, e fui levado, vendo Ana imóvel pela janela de vidro, alheia à traição.

Na sala de interrogatório, Maria ofereceu um "acordo": eu confessaria a agressão e pegaria uma pena reduzida.

Ela usava Ana como moeda de troca: "Pense na Ana, Pedro. Se você lutar contra isso, será um escândalo. É o melhor para ela."

"Eu vou destruir vocês" , eu jurei, sentindo a frieza dela.

Fui solto sob fiança, mas logo raptado, amarrado em um armazém.

João e Maria apareceram, com luvas de látex, para coletar meu DNA para incriminar-me.

João, com um sorriso diabólico, revelou: "Sua filha… ela é teimosa como você. Ouviu o que não devia."

"E depois que a polícia encontrar seu DNA... você convenientemente cometer suicídio na prisão... tudo será nosso."

Ele riu, e Maria riu com ele.

A raiva me impulsionou. Com um rugido, arrebentei minhas amarras e avancei sobre João.

Maria me golpeou por trás, mas antes que a escuridão me engolisse, uma lembrança veio à tona: a tatuagem de escorpião no pulso de João e a mentira de Maria sobre um assalto anos atrás.

No hospital, ainda acorrentado, descobri que Ana estava estável, mas eu precisava agir rápido.

Protegi os fundos para o tratamento dela, enquanto pensava na Maria que eu havia amado.

Sua ambição, as mentiras e a forma como Ana se tornou uma peça nesse tabuleiro de sua ganância.

Não havia mais amor, só um objetivo: sobreviver, expor a verdade, proteger minha filha.

João e Maria vieram me visitar, trazendo os papéis do divórcio.

Eles queriam tudo, e eu assinei, entregando minhas posses, mas mantendo minha dignidade.

"Nunca foi isso que importou para mim" , eu disse.

João e Maria se beijaram na minha frente, me humilhando, mas eu lancei uma semente de dúvida: "Ele sabe que, se chegar a hora, você o trairá tão facilmente quanto me traiu."

A semente da desconfiança foi plantada.

O detetive Silva, metódico e desconfiado da história de João e Maria, foi a minha única esperança.

Então, o telefone tocou.

Ana de olhos abertos.

Ela olhou ao redor e apontou.

Para João.

"Foi… ele…" , a voz dela era fraca, mas clara. "Ele… me machucou."

João surtou, e Maria gritou que Ana estava delirando.

Eu olhei para Silva e revelei a prova: "Ele tem uma tatuagem. No pulso direito. Um escorpião."

Maria congelou. E ali estava, o escorpião. A marca do monstro.

João foi preso. Maria o encarou, com olhos duros como pedra: "Eu não sou sua advogada. Eu sou a mãe da garota que você tentou matar."

Ouvindo Ana chorar, minhas pernas cederam.

"Me perdoa, filha" , eu soluçava.

Maria tentou se desculpar, mas eu a cortei: "Você perdeu esse direito no momento em que desejou que ela não acordasse!"

"Você não vai chegar perto da minha filha nunca mais. Para nós, você está morta."

João Martins morreu durante a transferência para a prisão.

Meses depois, Ana teve alta.

Moramos em um novo apartamento, longe das memórias, construindo uma nova vida.

As cicatrizes permanecem, mas nas manhãs de domingo, com panquecas e filmes, o sorriso de Ana nos prova que, apesar de tudo, estamos finalmente juntos.

Você pode gostar

Capa do romance A Escolha das Chamas
9.1
Miguel lutava pela vida, e suas economias eram a única esperança. No incêndio, implorei que Leo, meu marido bombeiro, o salvasse. Ele ignorou meu irmão para resgatar sua irmã e malas de luxo. A vizinha revelou a verdade: Leo hesitou e escolheu bens materiais em vez de salvar Miguel. Diante dessa traição cruel, confrontei sua negligência deliberada e exigi o divórcio. Agora, eu, Sofia, buscarei justiça contra o homem que abandonou minha família nas chamas.
Capa do romance Amor e Ódio na Canção
8.6
Miguel assiste impotente sua esposa Sofia e o cantor Heitor forçarem Clara, sua filha febril, a se apresentar. A ganância supera a saúde, e a menina morre após ser drogada para suportar o show. Expulso até do funeral e consumido pelo luto, Miguel descobre que a tragédia foi um plano cruel para gerar fama. Agora, o silêncio de sua guitarra dá lugar a um único propósito: destruir aqueles que sacrificaram a vida de Clara em nome do sucesso e do dinheiro.
Capa do romance Ainda Nos Braços do Mafioso livro 2- série sequestrada pelo mafioso
7.8
Capturada por Aleksei Popov, o implacável líder da máfia russa, sou forçada a um mundo de submissão. Minha resistência apenas instiga sua obsessão. Na Rússia, Saint surge como minha única esperança, arriscando tudo para me salvar do caos. Entre luxo e sofrimento, a linha entre dor e prazer se apaga. Deixei de ser um anjo para me tornar uma santa caída, disposta a mentir e destruir esse inferno para recuperar minha alma e liberdade.
Capa do romance Désirée
8.7
Caio, o maior traficante de armas do mundo, sofre com crises de ansiedade, levando seus aliados a buscarem ajuda profissional. O criminoso acaba obcecado por sua psicóloga, transformando o tratamento em uma perseguição implacável. Enquanto a polícia tenta desmascará-lo, o mafioso exige a presença da médica em tempo integral. Mesmo sem ser correspondido, ele ignora a lei e faz de tudo para forçar um casamento, tornando-a prisioneira de seu desejo.
Capa do romance Desprezada Online, Rainha Offline
8.3
Duda usou um filtro de feiura no app Alma Gêmea para ser amada pela essência. Após três anos de namoro virtual, o influenciador Gabriel a traiu em uma live, humilhando sua aparência e pedindo Clara Santos em casamento. Clara roubou a identidade de Duda, que acabou expulsa da própria guilda e virou piada nacional. Agora, com o apoio do misterioso jogador Zero, Duda busca justiça para revelar que ela é a verdadeira amada e desmascarar os traidores.
Capa do romance MEU DONO
9.4
Nem sempre o destino é gentil e, às vezes, escolhas drásticas tornam-se o único caminho para a sobrevivência. Laura cresceu vendo seu irmão como um grande herói, mas sua realidade desmorona ao se envolver com Raul, o melhor amigo dele. O que parecia proximidade transforma-se em um pesadelo sufocante. Presa em uma teia de controle, ela descobre tarde demais que Raul não a ama, mas a trata como uma refém sob o seu domínio absoluto e cruel.