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Capa do romance A sacerdotisa da Isis Negra

A sacerdotisa da Isis Negra

Jey Salvesi mora com seu filho Naden em um prédio condenado. Sua rotina muda ao descobrir um livro na casa de Karen, uma vizinha enigmática. Ao usar um colar místico, Jey é levada à Fonte das 13 Deusas, iniciando uma jornada de magia e desejo. Agora, ela busca vingança contra Neferkeraton, o sacerdote que a matou há dois milênios. Ao lado de guerreiras poderosas, Jey enfrentará batalhas sangrentas onde a inocência não existe e o destino exige retribuição.
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Capítulo 2

Acordei com o Lucyen me chamando, as 9:00 da manhã, com aquele sotaque, e um cheiro gostoso de perfume de homem, ou loção nem sei mas o que era.

-Linda, hei acorde, precisamos ir, precisamos sair do prédio.

-Oi bom, dia que horas são? como você entrou aqui? começava a me dar conta de como estava vestida e do que havia acontecido noite passada.

-Calma, o Naden me chamou disse que você estava fria, e te cobriu fechou as janelas e depois foi me chamar pois você não acordava, mas já vi que você está bem ok estou indo.

Ele me olhava com uma cara fechada segurando uma caneca de café, e eu toda perdida, atordoada, sem saber o que aconteceu.

-Lucyen espera o que aconteceu? por que você está aqui? Acordei atordoada, sem ter noção das coisas.

Ele apenas olhou para o lado e viu uma peça de roupa no chão e apontou uma mancha roxa em cima do meu seio, onde estava o colar, que antes era vermelho e ao amanhecer se tornou tão azul quanto uma gema de tanzanita pura, quando ia lhe contar minha aventura noturna vi Senhora Karen na porta do apto fazendo sinal de silêncio, como se pudesse ler meus pensamentos.

-Jey acho que somente deviéramos manter o respeito e não trazer ninguém para dentro de casa já que seremos forçados a viver dentro da mesma casa, respeite pelo menos a minha presença e do seu filho, ok, cada um no seu quarto, e continuamos como amigos como sempre fomos.

Minha natureza se revoltou por que ele nem se quer olhou para mim ou perguntou o motivo daquela, mancha roxa em mim, já disse que não sou deslumbrada, e sei ser muito má quando quero.

-Pois é Ramsés, realmente eu não tinha nenhuma intenção além disso, se pensou que seriamos um casalzinho errou profundamente, não confunda amizade e respeito com outras coisas não estamos na escola, e já deixamos de ser adolescentes a muito tempo se não me engano.

comecei alevantar quando o colar bateu em cima da mancha fazendo o exato formato ele ficou perdido, tentou me chamar de linda, catei meu robe no chão olhei o de cima a baixo, e sai.

Vi seu olho de verde ficar transparente de vergonha, cai em mim que ele gostava de mim , mas lutava contra algo dentro de si, algo que não sei que é, mas nem sabendo disso minha raiva dele passou, tomei um banho coloquei um vestido qualquer joguei a camisola na mochila, tomei um café em silêncio, Nadem me deu um beijo e ficou observando, nessas horas ele sabe que é melhor manter uma certa distância.

Nunca havia chamado o primeiro nome do Lucyen ele ficou aturdido, ficou sem ar, como se soubesse que fez uma grande merda, uma realmente das grandes.

-Linda? olha para mim Linda?

Olhei para ele com tal fúria, que ele se entalou com o café e gritou, um homem de 1,95 com medo de uma mulher de um 1,70, assustado ele perdeu a cor, e comecei a me controlar porque ele realmente estava com medo de mim.

-O que você tem Ramsés surtou foi? pensou que ia jogar café em você, mesmo tendo me chamado de promiscua em poucas palavras, eu não faria isso.

-Não, eu sei que não jogaria café me mim, mas cortaria minha garganta, olha a cor dos seus olhos, olhei meu reflexo no celular e me assustei, mas não demonstrei, meus olhos de âmbar escuro estavam vermelho rubi, como a pedra do colar que amanheceu azul, fui a pia da cozinha e lavei o rosto e me acalmei e os olhos voltaram a cor normal.

-Acho que você bebeu algo, o que você colocou nesse café? eu hein tá tendo alucinação as 10:00 da manhã? ai ai, Vamos temos muito que carregar, para baixo.

Começamos o trabalho em silêncio, e olhei para fora D.Karen estava sentada a porta do apto que ficava no final do corredor, e me fez sinal de cuidado como morador, do apto, mas se posso ver o espírito dela, porque ela não fala? e decidi chamar, mentalmente como vi num livro antigo.

-D. Karen o que houve por que a senhora está aqui? e não em outro plano? por que posso te ver? Mas não te ouvir?

-Ora Ora, veja só menina você sabe usar seus poderes, consegue falar comigo por telepatia, isso é ótimo, minha amiga saia do prédio o mais rápido que puder, pois quem mora aqui se chama, Miguel Antunes, desde que eu passei para o lado espiritual, ele anda a te cercar, ele é partidário das trevas, se finge de religioso, mas precisa do sacrifício magnético de alguém para ter poder.

Meu coração gelou, as pernas tremeram, o estômago deu sinal de dor, e pude sentir com ajuda da força da minha amiga um homem, deitado ao chão não conseguia ver seu rosto apenas a cicatriz estranha no peito, em meio a escrituras estranhas, nu, com uma faca ritual nas mãos a energia, que vinha de lá era nauseante, era horrível, então percebi que minha amiga estava mantendo ele dormindo, até que eu pudesse sair, sem ele saber para onde fui. Trocamos um ultimo olhar eu e Karen, quando o Naden me chamou de lado.

-Mãe se eu te contar uma coisa jura que não grita nem me chama de maluco?

-Sim claro, porque farei isso amor?

-Tá, mãe eu vejo a D.Karen ela está ali sentada, olhando para nós mãe, as vezes tenho medo, mas depois ela sorri e sei que é ela de verdade, porque ela não é má, sabe eu vejo essas coisas, nunca te falei por que você ia pensar que sou doido ou que sou mentiroso.

-Não filho, nunca ia pensar isso de você por que também vejo essas coisas desde criança, só que depois que você nasceu isso se tornou muito mais forte, a ponto de eu ter sonhos que se tornam realidade, lembra que te conto alguns e outros ponho no diário?

-Sim mãe acho que vou fazer isso também, você me compra um diário?

-Compro sim filho.

Trocamos um sorriso de cumplicidade e fomos interrompidos pelo Lucyen anunciando que só estava nos aguardando no caminhão do Henrique, segurei a mão do Naden e descemos, as escadas, e olhei para trás vi a entrada do prédio, velho deteriorado, agradeci a esse um ano e meio morando ali, e parti para um novo futuro. Após 5 minutos que saímos o transito normal eram quase meio dia de sábado, senti um fluxo de energia, estranho, Naden me olhou de olhos arregalados, e percebi que ele havia sentido mesmo que eu, onda de energia da mais perversa.

Vale ressaltar que alguns não sabem, mas essas energias possuem características, cheiro ruim, vibração que descontrola o ambiente e as pessoas, fazem você passar mal, e foi o que ocorreu o Nadem, pediu para pararmos o caminhão e desceu correndo fui no encalço dele e começou a vomitar, e disse que se sentiu tonto, dei água a ele o Lucyen ficou assustado, mas pedi que ficasse no caminhão que eu cuidava disso, voltamos ao caminhão o Nadem estava mole, deitei ele no meu colo e seguimos, fechei os olhos e coloquei as mãos na cabeça do meu filho, e fiz uma oração ao universo, ele adormeceu, depois de 30 min, ouvi alguém falar

-Chegamos Linda! anunciou o Lucyen Abri os olhos e vi, um galpão diferente a frente parecia de um escritório, ele abriu o portão, e entramos com o caminhão, o lugar era mesmo enorme, tinha uns 4 degraus para entrar, e uma porta bem larga e uma grande sala comprida, Lucyen me mostrou 4 salas que poderiam servir de quarto, em três tinham banheiro, e outro banheiro no corredor das salas que era curto pois todas ficavam de portas viradas umas para as outras. Me mostrou outra sala interligada a sala comprida que tinha uma pia, onde limpavam as coisas de motor, peças etc, serviria de cozinha, uma enorme cozinha diga se de passagem, tinham outras 2 salas com porta de vidro, e outra sem porta onde tinha outra pia funda, pensei em área de serviço ao lado tinha uma porta que dava para um vasto quintal, onde tinham árvores era uma enorme terreno que dava para outra rua mas tinha uma construção que ainda não tinha visto no final do terreno, na futura cozinha tinha uma porta de vidro enorme, que dava para a lateral, onde colocamos o caminhão tinha outro pequeno galpão, tipo uma casinha ou deposito não entrei lá.

-Mãe vem cá, já escolhi meu quarto esse que dá para ver o quintal, aqui é tão grande que dá para andar de bike sem sai na rua ,lá fora que tem manga, coco, tem até banana no quintal mãe, caramba temos uma fazendinha no meio da cidade incrível, e ainda perto do mar olha mãe o mar da porta da sala todos os lugares dá para ver o mar, incrível, pena que está nublado e vai dar uma chuva daquelas.

-Verdade, vamos linda tirar as coisas do caminhão o Henrique não pode ficar o dia todo ele vai fazer outros trabalhos.

Apesar de eu estar visivelmente irritada com ele, o diabo delicioso não parava de ser gentil e sorrir para mim, mas o diabo é o pai da mentira enquanto nos somos filhas da astucia.

-Sim Ramsés, vamos, logo não quero estragar as coisas com essa chuva.

Vi o medo em seus olhos e os pelos do braço eriçarem por chama-lo pelo primeiro nome, pois sempre o chamo de Lu.

-Ei como vocês não me chamam, que vizinhos ingratos.

Diz Luiz acompanhado da esposa Carla, linda, que mulher é essa meu Deus, o cabelo? dela, fiquei pasma, trocaram abraços com Lucyen, e ele me apresentou a esposa, Carla é negra alta, e bem bonita dona de um salão, ela lembra essas rainhas da África.

-Ei gritou um outro era Daniel, acompanhado de mais dois dentre eles o Eduardo detestável, o outro era Ricardo, sempre sério e educado, já os conhecia, pois visitavam o Lucyen, mas o Eduardo me dava nos nervos, descobri que ele é primo da ex-namorada do Lucyen a Vitoria.

-Chegamos amigo, viemos ajudar; Olá Jey, como vai? Falou Ricardo

-Estou bem, graças a Deus e você? sua bebê, soube que ela ficou boa, que coisa maravilhosa.

Ele trocou olhares com Lucyen e respondeu.

-Ah sim os médicos fizeram um bom trabalho.

Todos ajudaram a carregar as coisas, para dentro os homens se encarregaram, de arrumar os moveis pesados, e eu e a Carla da cozinha enquanto arrumávamos as coisas eu me virava num jantar porque já haviam se passado, varias horas e estávamos famintos. Lá pelas 19:00 horas jantamos e quase as 21:00 todos se foram, agora só restava nossas coisas pessoais para arrumar, esse o dilema, onde o Lucyen ia guardar as roupas dele, pensava isso enquanto uma chuva fortíssima, caia lá fora, sentia o ar esfriando cada vez mais, queria cobrir o Nadem com edredom mais estava empoeirado da casa da Karen e busquei um cobertor velho meu. Meu corpo já doía, tomei um banho quente, o Lucyen foi ótimo em instalar, chuveiros quentes nos banheiros, esses doados pelo Luiz, pois ele falou que era muito frio ali, ele morou em meio aos motores da oficina com a Carla e três filhos antes de mudar de vida, e me mostrou os painéis de energia solar que ele colocou a anos atrás, isso era uma alivio, pois desempregada não teria como pagar contas altas.

Fui para cama, e deitei me cobri depois de uns minutos, senti um peso ao meu lado afundando meu colchão, senti algo frio passar por minha cintura, quando ia gritar, ouvi a voz, do Lucyen.

-Me perdoa Linda? eu fiz uma merda enorme, duvidando do seu comportamento e nem poderia te cobrar nada assim, mas, mas é que, ai meu Deus, é que eu estava com ciúme, e se soubesse que você estava com alguém, acho que meu coração não aguentaria, sabe, você sabe, que gosto de você, mas tem coisas que não posso contar sobre mim, se você puder conviver com isso, sei que podemos ser felizes.

Ele gaguejava ao falar, sentia o coração do Lucyen bater com a força de mil cavalos em um estouro, um calor, uma força estranha, a nos circundar, o calor invadiu o quarto, estávamos amoveis.

-Sim Lu, te perdoou.

-Mas linda vou te pedir perdão até ver isso nos seus olhos, perdão precisa vir da alma.

Puxou meu corpo contra o dele, e colocou a boca no meu pescoço, e de repente ouvi a musica tocar no celular dele, All Nights Beyonce. Me virei para olhar seu rosto esperando um sorriso bobo, como sempre, mas me assustei ao ver aquele homem que não conhecia, em baixo da pele daquele pelo qual meu coração se derretia ao me chamar de linda. Aconcheguei me ao peito dele, e senti seu coração batendo cada vez mais forte, levantei a cabeça, para falar, e respirei fundo, quando o primeiro som ia sair ele me sufocou com um beijo lascivo, intenso e por vezes dolorido, ouvia a musica ao fundo e tudo fazia sentido, meu torturador era meu remédio, que ironia do destino. Entramos numa espiral sexual intensa de fluxo e refluxo de energia somente nos tocando, cada respiração nossa, cada grunhido em meu ouvido e de repente, o sussurro delicioso.

- Hoje será amor gostoso a noite toda, minha linda, a noite vai ser longa, por que esperei muito por isso! A tempos não sentia uma combinação tão intensa, sua língua deslizando, em meus seios, era um loucura senti ele puxar minha camisola para baixo devagar, o quarto iluminado pelas luzes da rua, aquele homem nu, uma verdadeira fera em seu instinto primordial, em minha frente andando como um lobo a ter sua caça, ele não tinha vergonha de sua nudez, e se exibiu num caminhar diabolicamente sexy, fazendo minha natureza devoradora se manifestar, me senti como a primeira das mulheres, a força primordial circulava entre nós, eu não seria a caça e sim ele, o homem esta muito acostumado a dominar, mas não ser dominado, faria ele me render louvores essa noite, como disse o sobrenatural sempre me atraiu, mas um segredinho sobre mim sei mais do que digo, pois aquela que habita em todas as mulheres e ao mesmo tempo é una estava manifestada e sua força me habitava, também o fogo de Lillith percorria minhas veias.

-Venha disse lhe, venha a mim, com uma voz sensual.

Conduzi ele a meu corpo fazendo sua boca vagar em cantos que ele desconhecia, o fiz descer e provar o doce fogo do meu sexo, num vagaroso rebolar de quadris em sua boca enquanto ele se deliciava, e sugava avido, e gemendo.

Os homens precisam aprender a serem conduzidos em certas ocasiões, e serem gratos por nossa generosidade, e dar lhe uma fagulha da nossa centelha. Quando estava próxima a alcançar o clímax, o tirei do delírio de sentir meu sabor por completo, sabia que ele estava como eu queria, ereto, ansioso, tenso, e a qual quer sinal ele iria invadir meu corpo, com avidez, mas ele precisava saber que eu mando esta noite, puxei o em direção a cama, ele ficou aturdido sem saber o que fazer, beijei o com uma mistura de calor, sensualidade e delicadeza, onde ele se entregou a mim como um sentenciado ao carrasco, sem forças, eu não hesitarei em o sacrificar, não, não hesitarei, deitei o na cama, e montei eu seu corpo quente, como a uma amazona, e conduzi seu membro a me empalar, lentamente contraindo minha musculatura interna num processo lento e torturante, arrancando dele deliciosos grunhidos, fiz valer os anos de dança do ventre assim como Salomé fiz a dança secreta que só as mulheres donas de si, de sua liberdade sabem, de posse de todo meu controle corporal, o fiz sentir, movimentos lentos sumi-circulares, o levei do oito ao infinito.

Com um oito egípcio completo em sua ereção o levei a gemidos mais altos, sussurros, me controlei, para não deixar o orgasmo me dominar, fiz o oito de fogo, e sentindo o Lucyen gritar apertando meu seio com uma mão e minha coxa com a outra, entramos na linha do orgasmo sem retorno, era impossível segurar, a explosão que se iniciou, e com um movimento rápido soergueu se na cama e me abraçou suado, gemendo alto, tenso e deliciosamente gemendo meu nome, Jey entre os dentes e juntos tivemos um orgasmo tão poderoso e convulsivo como nunca senti, estávamos tão colados um ao outro que parecia impossível nos separar, meu corpo se liquefez, em ondas de orgasmo, meu corpo havia esquecido como era bom, fazer amor gostoso se é isso que ele pensa que fiz, como havia dito, ficamos assim nesta posição nos beijando lenta e vagarosamente por intermináveis minutos a sensação do toque dos lábios dele nos meus seios era inebriante.

o cheiro do sexo exalava pelo quarto, quando satisfeitos nos separamos, deitamos agarrados e continuamos a nos beijar, ele tocava meu rosto com uma delicadeza que já mais senti, nos tocamos e dormimos de mãos dadas, corpos colados cabeças no mesmo travesseiro, quase dois corpos ocupando o mesmo espaço.

Pensei dias felizes nos aguardam... não não mesmo.

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