
A sacerdotisa da Isis Negra
Capítulo 3
O dia amanheceu mais lindo que nunca, levantei cedo, olhei a cama o Lucyen estava esparramado nu, deliciosamente, num sono preguiçoso, entre meus velhos lençóis,já bem desgastados, levantei me, me lavei rapido ainda flutuando pelo orgasmo maravilhoso da noite anterior, mas meu instinto, me dizia, o demônio está a espreita. Nem se quer olhei o relógio, e tratei de arrumar a cozinha numa velocidade absurda estava ligada no 220w, fiz café arrumei a mesa, coloquei as roupas para lavar, abri as caixas que estavam na casa da Karen, e fui brindada com um belíssimo enxoval,tinha de tudo, coloquei para lavar, na maquina, parti a procura de um lugar para instalar os livros, montei as prateleiras, quando senti mãos tocando meu pescoço, pensei ser o Lucyen,quando virei era uma sombra, de olhos cor de fogo, a tentar me sufocar, dei um grito, tão alto que todos estavam em meu encalço em segundos, neste momento lembrei me de um feitiço de banimento, essa lembrança veio da minha alma, e não de ter aprendido isso em algum lugar, sem vacilar falei em tom autoritário,e com uma força a mim desconhecida. -Diabolus potestatem habeo te, ego iudicabo te convallium quo affliguntur damnati, ubi non sairas.(Tenho poder sobre ti demônio, eu o sentencio ao vale dos condenados, de onde nunca mais sairá) Uma fumaça negra saiu em forma de redemoinho pela porta de vidro da cozinha e cai no chão de joelho em uma tosse horrível,Nadem veio desesperado em meu socorro, enquanto Lucyen ficou, estupefacto, imóvel sem acreditar no que havia acabado de presenciar, e Naden gritou. -Tio água, rápido, rápido ela engoliu alguma coisa. Lucyen correu a buscar água e fiquei debruçada em Naden enquanto ouvia ele dizer. -Respira mãe, respira, com calma, mãe o que era quilo? meu Deus. Ele pegou o copo das mãos do Lucyen que ainda estava envolto em lençóis e aturdido, fui para mesa da cozinha que estava coberta pelas cinzas e sentei numa cadeira e bebi a água,melhorei lamentei nosso primeiro café da manhã na casa nova. -Linda você tá bem? meu amor? por favor fala algo. Por um segundo fiquei congelada nas palavras "meu amor" -Sim estou bem, mas que droga foi aquilo? que Porra foi essa Lucyen? Nos olhamos, ele parecia saber mais do que realmente dizia, mas não disse nada só ficou com a boca semiaberta, e as palavras morreram quando uma voz de mulher falou, vindo da porta. -Isso é um demônio um Jinn, e ele veio matar você,sugar sua energia vital, ou seja sua magia. 21Ficamos a nos encarar a quase um minuto, uma senhora de belos cabelos brancos, ondulados, e olhos azuis,num vestido que mais parecia de um filme dos anos 50, elegante,não era alta mais devia ter uns 60 anos. -Deixem apresentar me, Sou Wera, Fraw Wera, sou alemã, e Karen me mandou aqui, posso entrar? Eu o Lucyen nos olhamos por um segundo, ele sem saber o que fazer deu de ombros, pois ainda estava em lençóis, fiz um sinal com os olhos ele entendeu fez um aceno de cabeça e se retirando, disse. -Sim claro, pode entrar, senhora Wera, o que a traz aqui? Por favor. lhe indiquei uma cadeira limpa, e comecei a afastar os objetos sujos, da mesa e leva los a pia, joguei rapidamente a toalha na lavanderia, e voltei antes que ela pudesse responder qual quer coisa, servi café sem ao menos pergunta lhe se gostava. -Obrigada ela disse, você está bem? sente se bem? depois desse pequeno embate? -Não sei ao certo, mas acho que sim. -Bem você é Jey Salvesi, não é? -Sim, como sabe? o que é isso? -Olá dona Wera, está tudo bem? como chegou aqui? perguntou Naden Olhei ele abraçar a senhora, ela com um sorriso amoroso, disse. -Menino valente, nossa amiga Karen me mostrou o caminho. -Ei de onde vocês se conhecem? -Mãe ela é a coordenadora da escola, não lembra? -Desculpa filho não lembro. -Calma tudo vai se acertar, dizia Fraw Wera -Bem Jey, eu vim pelo caminho guiada pela Karen, e vi quando aquilo entrou na sua casa, e tentei ajudar, mas quando consegui entrar, você havia lançado um feitiço de banimento em latim antigo, ao qual, muitos não conseguem lançar, e como aprendeu isso? Pois muito conhecimento se perdeu, ao longo dos séculos. -Sim isso também me interessa, muitíssimo, disse o Lucyen atrás de mim já devidamente vestido. -Ei que direito você tem de me cobrar explicações desse tipo, já que você mesmo me disse que tinha coisas sobre você que não poderia me contar, como ousa me cobrar assim? Hã senhor? Ele assustado pois nunca me viu falar assim, ficou de olhos arregalados, e eu sem perder a pose sustentei o olhar duro nele, aguardando uma resposta evasiva, mas para minha surpresa. -Minha mãe era uma bruxa e morreu numa batalha, contra um feiticeiro, terrível no Egito, ela não morreu doente de febre, e sim foi assassinada, mas quando você ia me contar que era uma BRUXA? Hã? e apontou o dedo para mim. 22-Quando eu tivesse certeza do que realmente sou e se seria possível tudo isso que vi, e pudesse provar a você antes que me internassem num sanatório, simples assim Ramsés. Sentei me na cadeira sem perder a altivez, ele revirava os olhos, sem paciência. -Outra coisa Ramsés Lucyen, deixar bem claro que estou ciente que você usou, feitiçaria, bruxaria, magia seja o que for na filha do Ricardo, por que senti isso quando ele estava aqui arrumando a mudança, ok então chega de segredinhos, e isso começa agora, chega, o gato comeu sua língua foi? -Bom Jey, Karen está muito preocupada, falou Wera,- Você precisa proteger a casa, pois aqui é seu local de trabalho ou não lhe foi informado isso? -Sim, me foi, mas chegamos ontem a tarde, e estávamos muito cansados eu não tive tempo, não consegui, fazer nada, a esse respeito e mesmo assim, teria que procurar nos livros da Karen algo assim. Ouvi a risada do Lucyen, olhei fuzilando ele, mesmo assim ele riu. -Bruxa kkkk, como você realiza um banimento, que nem a minha mãe era capaz de fazer, sendo ela a sahirat Kabira. -Bom guarde sua ironias, pois mesmo sua mãe sendo a grande bruxa, será que ela pediu a Maat, o que realmente precisava? Vi o Lucyen arregalar os olhos por eu ter entendido sua língua tão facilmente. -habib khayif?( Assustado querido) -Aywa(Sim) Levantou se saiu, respirei fundo, o Nadem só me olhava, pensei que merda acabou tudo, e Lucyen voltou trazendo uma mala. -Bom isso é o que tenho da minha mãe, livros já que percebi que as línguas não serão barreiras para você. E colocou a mala em cima da mesa, abriu tinha 5 grandes livros antiquíssimos com capas de couro, metal, seda, linho, e madeira, Fraw Wera sorriu e agradeceu com um sorriso. -Bom Salvesi precisamos trabalhar, após o fim dos trabalhos vocês terão muito tempo para conversar, em particular. -Tudo bem se Karen a guiou aqui Fraw, deve ter um motivo muito forte. Passamos a trabalhar, buscamos água limpa, e colocamos num balde novo, da sua enorme bolsa Fraw Wera tirou alguns pequenos frascos, e explicou sendo ervas de proteção, alguns cheiros me eram bem conhecidos, como louro, alecrim, Arruda, manjericão e erva-pimenteira, Sálvia Branca —Esta você pode substituir por Palo santo disse, e Cânfora natural, aquecemos uma quantidade de agua até quase a fervura, e colocamos tudo e abafamos até as propriedades das ervas passarem para a água, depois despejamos no balde já previamente cheio, depois Fraw me ensinou um, encantamento de proteção em Latim arcaico. 23-Qui affecto protego, mixtisque iubas serpentibus et posteris meis stirpique meae domum meam, et deducet me ruunt momenta ut potest iactare servate innoxias -Vamos Jey repita, Naden você também e você Lucyen. -Isso protegerá a casa e vocês prontos? respondemos -Sim Misturamos o preparo a água fria no balde, e recitamos sete vezes o feitiço de proteção, com mãos estendidas sobre o balde e liberamos nosso poderoso magnetismo, com a força do coração, pois nem uma magia, é feita sem a chama secreta que habita no coração de um mago ou Bruxa, estávamos suando os quatro, Fraw Wera muito clara como uma bela boneca de marfim, estava vermelha, encarregou Lucyen de derramar no telhado parte da poção de proteção, eu e Nadem de espalhar pelas portas janelas e cantos dos da casa inclusive o banheiro, pois existem seres que habitam esse tipo de cómodo, pois gostam do mau cheiro de dejetos os chamados Jinn da demonologia árabe e outros demônios, e foi o que enfrentei a pouco, eles são feitos de fogo frio, fogo negro como é conhecido aqui no ocidente, causam grandes tragédias, e manipulam os humanos e invadem seus corpos sugam sua energia vital. Com medo de mais uma ataque espargi mais da poção em baixo das camas, em todos os cantos não deixei nada passar é preciso saber que esse tipo de feitiço não dura para sempre, proteção de casas, e principalmente de pessoas precisam ser renovados, e não pense você que se você é americano só vai ser atacado por Rake isso não existe definitivamente, não só os demônios como seu subordinados, e vários tipos de entidades sombrias, elas não escolhem você pela nacionalidade e sim por padrão vibratório, demônios domésticos escolhem casas com égregoras desequilibradas, para se alimentarem, e manterem sua força, pois são incapazes de gerar algo, como a magia de luz, que vem da centelha divina da alma, lembra se eu sei mais do que digo, não se confunda com minha aparência de mulher sofrida, que vive a espera do príncipe no cavalo branco, pois cairá do cavalo, meu príncipe encantado,
SOU EU.
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