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Capa do romance A Redenção do Ogro

A Redenção do Ogro

Camila abandonou a crença no amor após descobrir que a inocência traz vulnerabilidade, vivendo agora como uma submissa masoquista intensa. Já Bernardo, um dominador sádico e calculista, sempre buscou superar a sombra do irmão para orgulhar os pais. Quando essas almas feridas se cruzam, inicia-se um processo de readaptação mútua. O terceiro volume da série BDSM explora se ambos conseguirão superar traumas e obstáculos em uma jornada emocionante de mudança e recomeço.
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Capítulo 2

Bernardo Thomson

Tomo mais um gole de whisky e olho para a menina com o meu pau na sua boca. Boca daquelas com lábios grossos e vermelhos. 

Uma das bocas mais gostosas que meu pau já visitou neste clube. O clube "Fantasie", mais conhecido como clube da Margô.

Joaquina é linda. Uma negra de 1.78, corpo escultural, hoje ela está com cabelos cheios de cachinhos, tem olhos puxados para a côr mel e uma boca extraordinária.Sempre que eu venho aqui sozinho, e ela está disponível me lambuzo nessa boca.

Eu amo um boquete bem feito, mas tem que ser bem feito! Não essa meia boca que vejo por aí...

Tomo mais um gole do meu whisky e sorrio para ela, quando ela segura o meu pau e bate em sua cara...

-Está gostoso sua putinha?

-Sempre é mestre. Seu pau é um parque de diversão.

Seguro seu cabelo na nuca  e bato em sua bochecha.

-Ainda não vi essa maquiagem borrada... Então quero ver ele na goela Joaquina. Todinho...

-Sim mestre!

Eu a solto e ela começa a fazer o vai vem com a boca no meu pau. Eu me encosto na poltrona novamente e olho à minha volta.

O clube está cheio hoje, não podia ser diferente! É um final de semana, dia de ir à caça... E aqui é um ótimo lugar para isso...

Margô possui uma grande variedade de submissos solteiros em seu cash. E sempre tem alguém em busca de uma aventura por uma noite. E se você der sorte, até consegue algo mais sério. 

Pra mim não serve... Difícil encontrar submissos que aceitem contratos de 24/7 numa balada... Esses geralmente eu vou encontrar no internato da madame.

Então eu venho aqui apenas para relaxar quando estou sem uma submissa fixa.

Eu sou um workaholic... Então sempre dou preferência para contrato em que tenha uma menina à minha disposição. Às vezes, é chato ficar vindo na boate e caçar. Gosto das coisas mais cômodas.

Joaquina continua se dedicando à sua chupada. Coitada! Vai ficar com maxilar doendo... Mas não é isso que elas gostam?

Eu sorrio com meus pensamentos.

Olho para a pista de dança e vejo algo que me chama atenção...É um cabelo loiro vivo, que se sobressai na luz negra e nos piscas das incandescentes. Eu olho mais uma vez e vejo a dona dele.

Uma pequena mulher... Deve ter quanto de altura? 1.60? Provavelmente. 

Eu só consigo ver porque está na beirada da pista e de saltos altíssimos. Seu corpo se mexe conforme a música . Apesar de ser magra, ela tem os quadris arredondados e uma bunda espetacular, redondinha, cada banda deve ser do tamanho da minha mão. Imagino logo minha mão tatuada nelas e meu pau na mesma hora fica mais duro do que já está.

Lembro da menina me chupando... Olho para ela e de repente, sua chupada ficou sem graça para mim...

Olho novamente para a pista, ela está com um vestido cheio de brilhos que vai até abaixo do joelho. Saltos altíssimos. E os cabelos soltos ao natural em suas costas. São loiros e no momento estão ondulados, provavelmente são lisos. Quando ela se vira eu me aprumo na cadeira e olho mais uma vez.

Parece uma ninfa, daquelas de fábulas contadas na terra de meu pai. Daquelas que encantaram os viajantes no meio da estrada. Seu vestido tem duas fendas na frente que vão até a altura da virilha,deixando expostas pernas torneadas e magníficas. Pernas de dançarina. Engulo seco. Quem é essa menina? Eu nunca a vi por aqui...

É tão pequena!  Dá vontade de por ela na minha gaiola e deixar ali para que eu admire o dia todo.

Escuto alguém coçando a garganta e olho para o lado. Vejo Margô sentada numa poltrona ao lado da minha.

-Parece que Joaquina não está prendendo sua atenção.

Me lembro da mulher espetacular entre as minhas pernas. 

Realmente, o boquete deixou de fazer sentido, a partir do momento que enxerguei aquela menina. Não que eu não esteja duro... estou... Só perdi a vontade de ter a boca de Joaquina ali...

Me encosto na cadeira, olho para Joaquina e a dispenso.

-Fiz algo de errado mestre?!?

-Não querida! Só não estou no clima. Você vai ser bem recompensada!

-Sim mestre! 

Ela se levanta e eu guardo meu pau na calça novamente.

-O que você tanto olha, que perdeu o interesse na Joaquina?

Tomo um gole do whisky e digo:

-Aquela menina que está na pista.

Ela olha na direção em que apontei e sorri.

Margô já é uma mulher bem madura, mas continua linda como sempre foi. Acho que ela deve ser um pouco mais velha que eu, cabelos Chanel castanho, corpo curvilíneo, olhos expressivos. Uma boa amiga, que encontrei neste mundo do bdsm. Seu clube é o único que frequento, pois eu e meus irmãos, não somos muito adeptos a este tipo de diversão.

Mas gosto de vir ao seu clube, porque aqui eu sou muito bem tratado e tudo é muito discreto, igual as nossas festas.

Ela olha para mim e diz:

-Camila... Agora compreendo a fascinação. Até eu queria ela, se fosse BI... -ela suspira como se tivesse lamentando. -mas infelizmente não é.

-Ela é nova aqui?

-Não... Ela só está solteira a pouco tempo. Saiu de um relacionamento longo com um dominador.

-Que dominador?

-Dominique Trevisan

Faço uma careta... Um playboy que acha que entende de dominação, mas não entende nada. Já ouvi boatos de abusos praticados por ele com outras submissas. Ele é sádico como eu. Como essa coisinha linda foi parar em suas mãos?

-Eu nunca vi essa menina por aqui. Quanto longo era esse relacionamento?

-Dois anos. Dominique não é muito de tirar suas meninas de casa.

-Meninas?

-Ele tem um harém meu amigo, precisa sair mais para saber das fofocas! Ela era do internato da Madame. 

Levanto uma sobrancelha e olho para ela.

-Madame nunca me mostrou uma foto dela.

-Saiu de lá cedo. Parece que com dezenove anos. Não quis manter-se com ela. 

-Quantos anos ela tem?

-23. Ela não tem vínculos com ninguém... Prefere ter a sua vida. Mas gosta de relações duradouras... Não é de ficar pulando de galho em galho.

-O relacionamento acabou por qual motivo, você sabe?

- Não... Ela não falou... Mas ouvi boatos de que Dominique não queria terminar, ela que quis.

-Ela é linda!

-Porque não sai com ela? Quem sabe vocês não se dão bem?

-Ela é muito pequena Margô, eu não gosto de mulheres frágeis...

-Não é um contrato... É apenas uma ficada. Ela é masoquista no seu grau e além do mais... -ela se levanta e fala no meu ouvido.- é nos pequenos frascos que estão os melhores perfumes.

Sai da minha frente e eu continuo observando aquela ninfa requebrar os quadris na minha frente.

Porque não?

Eu sempre gostei de um passarinho?

Faço sinal para o garçom e digo:

-Sabe os gostos daquela menina?

-Sim mestre, ela sempre bebe martini quando vem.

-Leve uma dose  para ela, e diga que foi eu que ofereci.

-Sim mestre!

Vamos a caça Bernardo!!!

**************

Camila Coelho 

Recebo a bebida do garçom e olho para o sofá em que um gigante está sentado.

Ele me olha e faz uma saudação com a bebida. É um convite explícito para que eu me aproxime.

Porque não? O cara é um Deus grego!

E se eu vim aqui hoje em busca de companhia, é uma ótima opção.

De longe ele parece ser ruivo, alto e musculoso. Bem o meu tipo. Não gosto de homens pequenos, nunca gostei... Me lembram o meu passado, e eu não quero me lembrar do passado.

Eu me aproximo dele e ele faz sinal para que eu sente ao seu lado.

-Prazer Camila, meu nome é Bernardo Thomson.

Eu quase me engasgo com a bebida.

Ele me estende a mão, e me olha com aqueles olhos azuis que parecem muito claros, mesmo no ambiente escuro em que estamos.

Então esse é um dos médicos CEOS que as meninas da Margô suspiram toda vez, que tocam no assunto?

-Não sabia que o mestre frequentava esses lugares. -falo para que ele saiba que eu o conheço.

Ele sorri e diz:

-Então me conhece?

-De nome sim, nossa comunidade é minúscula.

-Pois é... -Ele se encosta na poltrona e diz olhando para a pista de dança. -E é por isso que desde que te vi eu estou me perguntando, como nunca tinha te visto por aqui?

-E como sabe meu nome?

-Margô...

Eu confirmo com a cabeça. Se falou com Margô, ele já deve saber que tinha um dono, mas falo assim mesmo.

-Eu tinha um dono... Talvez seja por isso...

-É... Talvez... Eu estou querendo uma companhia para a noite Camila. Você aceita?

Curto e grosso, gosto de pessoas assim. Apesar de estarmos num clube de bdsm, tem alguns Dominadores que ficam num lenga lenga, antes de nos abordar. Principalmente eu, que não sou uma das meninas da Margô. Eu até entendo, aqui se respeita muito a hierarquia e a vontade do outro.

Como vim para cá hoje em busca de diversão e o cara é um gato, não me faço de rogada.

-Sim mestre.

Ele sorri e me olha.

-Algo que preciso saber?

-Não gosto de escuro e sou masoquista. Hoje eu vim em busca de dor.

Ele ri...

E simplesmente é o sorriso mais lindo que já vi em toda minha vida! Mas continua não me encarando.

-Eu posso lidar com isso!

Ele se levanta e estica a mão para mim. Eu pego em sua mão e ele começa a me guiar para o corredor onde fica as masmorras.

Finalmente vou ter minha cota de dor esta noite. Não vou precisar me virar desta vez.

Eu sou viciada em dor, não me olhem como se eu fosse uma aberração. A terapia me ajudou muito, mas não fez milagres!

Eu preciso da dor para me sentir bem.

E depois dos últimos acontecimentos, Bernardo vai ser o primeiro dominador que eu vou sair depois de Dominique.

Também preciso saber se Dominique não me estragou novamente para o mundo! Aquele bastardo conseguiu derrubar muros, que eu havia erguido a bastante tempo. Balanço a cabeça para dispersar meus pensamentos. Não é hora pra isso. 

"Você precisa reencontrar o equilíbrio novamente para ir em frente. Porque você precisa se sentir viva! E com segurança, é só assim que consegue." -Repito o mantra de sempre.

É uma ótima forma de recomeçar! Ser comidinha para esse homem...

Não tem como não ficar animada!

Chegamos num dos quartos exclusivos. Claro que ele teria um, um dominador desta estirpe não é pego desprevenido. 

Eu entro e ele entra logo em seguida, fechando a porta.

-Usaremos as palavras de praxe e se caso você não gostar de algo, não exite me dizer.

-Sim mestre!

Ele deixa o quarto com uma iluminação forte e vai para uma mala que está em cima da cama fechada e pega algumas coisas dentro dela. 

-Tire o vestido e a lingerie, Camila.

Seu tom de voz muda, e eu já me sinto uma cadela, prontinha para ele.

Faço o que ele diz, me pondo em pé no meio do quarto.

Ele volta e me rodeia, olhando para todo meu corpo.

Para atrás de mim e segura minha duas mãos para trás colocando algemas em meus pulsos. Daquelas que beliscam...

Sinto sua respiração no alto da minha cabeça e seu cheiro.

Ele cheira a sândalo e algo refrescante que eu não consigo identificar o que seja. É um cheiro muito bom!

Ele dança com os dedos em meus braços e eu sinto um arrepio bom na espinha.

-Vire-se...

Ele diz, e na mesma hora faço o que ele pede, não me afastando de seus braços. Minha cabeça bate na altura de seu peito, isso porque estou de saltos altíssimos, imagine se estivesse sem eles.

Ele segura em meu queixo levanta para cima e me olha com aqueles olhos azuis límpidos. Eles são muito diferentes. As pupilas são escuras no contorno e transparentes no centro. E seu cabelo é um amarelo escuro, quase laranja. Sua barba tem fios ruivos. Parece que vejo a perfeição em minha frente.

Ele lambe meus lábios e me beija. Abrindo minha boca com a sua, explorando e empurrando sua língua para dentro dela. Como se quisesse me tirar tudo, com um simples beijo. Eu suspiro em seus lábios ao mesmo tempo que ele me agarra pela cintura e me suspende em seu colo. Indo comigo para um sofá e se sentando comigo em seu colo encaixada.

Ele explorava minha boca com maestria. Tem um gosto de whisky e charuto bem suave. É muito bom! O beijo, a pegada, seu gosto.

Ele larga a minha boca, mas não a minha nuca. Explora meu pescoço com ânsia como se quisesse me devorar, vai descendo os seus beijos intercalado com mordidas e lambidas até meu seios.

Ele morde o biquinho e me olha... Depois chupa com força e eu arfo em seu colo.

No mesmo instante sinto minha boceta se alagar. Merda, esse homem sabe o que está fazendo.

Ele de novo brinca com a língua no meu bico e sem que eu espere, morde novamente com força e depois chupa, e eu gemo mais uma vez... Sentindo meu ventre se comprimindo com a sensação que causa lá embaixo...

-Sensível passarinho... Gosto disso!!!

Ele dá um tapa no bico do meu seio e eu gemo.

Se levanta comigo no colo e me põe no chão de frente para um cavalete.

-Vamos jogar passarinho, deita de bruços...

Esse tom de voz me faz desmanchar... E ele consegue tudo que quer...

Continua…

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