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Capa do romance A procura do AMOR

A procura do AMOR

Victoria leva uma vida comum e discreta, mas vive um dilema interno: nunca sentiu a verdadeira paixão, nem mesmo com seu atual namorado. Buscando o ardor do amor, ela se aventura em um encontro às cegas com um estranho da internet e, simultaneamente, se aproxima de um novo aluno na escola. Dividida entre essas duas novas conexões, Victoria enfrenta uma confusão emocional inesperada. Agora, ela deve descobrir se a abundância de escolhas é o caminho para o seu coração.
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Capítulo 3

Era o dia do encontro às cegas, mas andei pensando melhor sobre o assunto. Para que perderia meu tempo encontrando uma garota chata em um encontro às cegas, se poderia ter várias garotas divertidas em uma boate que descobri aqui perto? Adivinhem qual opção eu escolhi? Com certeza, a balada. Por isso, coloquei uma camisa preta e deixei alguns botões abertos, ajeitei meu cabelo em um topete organizado e deixei minha barba bem aparada. A noite é uma criança, e eu estou disposto a brincar muito.

Cheguei ao local, e obviamente estava lotado. O Rio de Janeiro era outro nível. O barulho da música eletrônica era totalmente agitado, e as luzes ofuscavam meus olhos. Fui na direção do balcão e pedi uma bebida bem caprichada. Avistei algumas garotas que estavam dançando e me olhando de forma insinuadora. Não perdi tempo e comecei a dançar com os drinks para o alto, indo em direção a elas. Dançamos colados de forma contagiante, e comecei a beijá-las ali mesmo, intercalando de uma para outra. Distração, era disso que eu necessitava.

Entretanto, minha animação foi estragada pelo toque insistente do meu celular no bolso. Pedi licença para as garotas e fui para um local apartado atender.

Era um número desconhecido, e pensei que talvez pudesse ser meu pai.

— Alô, quem é? — perguntei, tampando um ouvido, pois o som da balada estava atrapalhando minha audição.

— Já se esqueceu de mim, amor? — Ofeguei sem paciência alguma para seus joguinhos.

— Katy, como conseguiu meu número? Você ainda tem a cara de pau de me ligar depois de tudo que me fez?!

— Isso não importa, Aaron. Você sabe que aquilo foi um erro. Quem eu amo é você. Eu não sei o que deu em mim. Eu estava bêbada. — Apertei meus olhos com força.

— Não venha colocar a culpa na bebida. Você não estava bêbada quando se insinuava descaradamente para o Leon na minha casa. Não tente me fazer de idiota, porque eu sei o tipo de mulher que você é. Devo lembrar como nos conhecemos? Através de uma aposta?

— Você também apostou, Aaron. Não banque o santo. E quanto ao Leon, você acredita muito no seu irmãozinho, mas ele sempre foi afim de mim. — Tive que rir.

— Não, Katy. Meu irmão nunca olharia para uma mulher como você, e você sabe disso. Por isso, queria tanto ele, mas como não conseguiu, pegou meu melhor amigo. Tudo para você é um prêmio.

— Não diga isso. Nós nos apaixonamos. Eu te amo, e você sabe disso. — Meu peito apertou ao ouvir suas falsas palavras.

Eu não posso acreditar nisso. Katy conseguiu destruir minha noite, incrível como ela consegue azedar meu humor em dois segundos. Virei a garrafa tomando um gole grande e decidi: eu vou nesse encontro. Essa garota, apesar de chata, é bem bonita. Eu posso tentar sair com ela, e quem sabe me apaixonar? Seria tão impossível isso acontecer? Talvez seja, afinal não temos nada em comum, mas que se dane! Talvez ela seja uma boa distração hoje à noite. O encontro seria em uma praça aqui perto e depois eu a levaria para um restaurante, e quem sabe para um hotel. Minha intenção era aproveitar o máximo que pudesse.

Como era perto, fui a pé mesmo. Inspirei meu próprio aroma, esperando não estar fedendo a suor ou cachaça. Pelo jeito, a mulher era do tipo sem graça e exigente, apesar de na foto estar bem bonita e até sensual, o que me deixava totalmente intrigado. Eu a imaginava como uma nerd de óculos escuros e roupas compridas, mas pelo contrário, ela era muito gata.

Cheguei na bendita praça e olhei ao meu redor. Vi alguns casais se pegando e uma garota sozinha mexendo no celular, meio aflita. Ela era, no mínimo, uns sete anos mais nova que eu, parecia uma garota de colegial qualquer. Era uma gracinha, não vou negar, mas eu não era nenhum tarado ou algo do tipo. Eu não me metia com meninas novinhas, não fazia meu tipo. Era ridículo um homem feito se envolver com uma colegial. Dei uma risada! Pena que Katy não pensava assim, mesmo ela sendo cinco anos mais velha que o Leon, aquela descarada! Por que estou pensando nela mesmo?

Enquanto a mulher em questão não chegava, deitei no banco da praça e comecei a beber, olhando para o céu estrelado. O amor é uma coisa louca. Eu nunca achei que poderia me apaixonar, e escolhi justo a pior das mulheres. Parabéns, Aaron, você é um grande pateta!

Eu não sei quanto tempo fiquei deitado naquele lugar gelado bebendo, mas ao meu ver, minha acompanhante tinha desistido do encontro e eu tinha levado um belo toco. Era tudo que precisava para ter uma noite de merda! Me levantei, me sentando no exato momento em que vi a jovem vir na minha direção conversando no celular. Pela maneira que ela gesticulava nervosa, parecia que algo tinha acontecido.

— Ele me deu um toco, Estefani?! Acredita nisso? Que tipo de cafajeste marca um encontro e não vem? Eu disse que esse encontro às cegas era um erro! — berrou enfurecida, e eu crispei os olhos, atordoado.

— Você disse encontro às cegas? — indaguei, e ela levou um susto ao olhar para o lado.

— Ai meu Deus, um mendigo!! Por favor, moço, não me roube nada. Eu não tenho dinheiro. Se quiser meu celular, toma, mas não me machuque. É tudo que eu tenho! — disse com a mão no coração, estendendo o celular na minha direção. Ocultei um sorriso. Encarei seu rosto pálido e inocente por alguns segundos. Ela era bem mais bonita do que pensava. Estiquei minha mão e puxei seu pulso de uma vez, a trazendo para cima de mim. Seu corpo se inclinou para frente e ela caiu sentada no meu colo, espantada. Apoiei minha mão nas suas costas, apreciando seu perfume doce e floral. Nossos olhos se fitaram intensamente, e eu desviei para seus lábios delicados.

__Eu pareço um mendigo para você? Como uma menina tão linda como você pode marcar um encontro às cegas com um desconhecido? E ainda mentindo sua idade, está tão desesperada assim? - franzi o cenho, e ela crispou os olhos, se dando conta de quem eu era, e se levantou rapidamente do meu colo.

___Não te interessa! Foi um erro, eu não devia ter vindo aqui, senhor! - juntou as mãos e olhou para o chão, envergonhada.

___Não me chama de senhor, não sou tão velho assim, quero dizer, para uma garota como você que mal saiu das fraldas eu devo ser. Eu sabia que garotas novas tinham fetiche com caras mais velhos, mas você realmente não parece esse tipo.

___É porque eu não sou, com licença! - Ela olhou para a garrafa de bebida ao meu lado e estava prestes a fugir, porém eu fui mais rápido e entrei na sua frente, fazendo seu corpo se chocar com o meu. A essa altura do campeonato, eu não estava raciocinando direito. Seu aroma tinha me deixado entorpecido, e sua timidez era uma graça, uma mistura perfeita para me transformar em um crápula nessa noite.

___Tem certeza que não é? - falei rouco, próximo do seu ouvido, e seu corpo estremeceu. Deslizei meus dedos sobre suas delicadas mãos, que estavam caídas ao lado do corpo. ___Você me enganou, colocou uma foto mexida, trocou a idade, apenas para vir me encontrar. Tem certeza que não era isso que queria?

___Não... não foi minha amiga que fez isso. - gaguejou, enquanto meus dedos subiam em seus braços, roçando a pele, fazendo-a se arrepiar.

___Então eu posso chamar isso de destino? - Segurei seu queixo buscando seus lindos olhos castanhos, ela parecia nervosa e engoliu seco. ___Voce quer me beijar?

___O que? Não! - negou e encarou meus lábios alguns segundos.

___E por que teus olhos e teu corpo diz o contrário? - Ela iria abrir a boca para falar algo, porém rodeei o braço ao redor da sua cintura e a puxei para mim tomando seus lábios em um beijo ardente e cheio de desejo, apertei seu corpo magro contra o meu, seu corpo era tão delicado que tive medo de se quebrar em meus braços, seu gosto era doce e puro, podia sentir seu corpo tremulo, e eu não sabia o que raios tinha naquela bebida para estar fazendo isso, ela parecia de menor, e se alguém me visse aqui com ela teríamos problemas, mas eu estava totalmente perdido na maneira com que seu corpo respondia aos meus toques, e no gosto do seu sabor que sabia que precisava de mais... Eu a queria.

___Vamos para um hotel- disse entre seus lábios e foi o suficiente para afasta-la, ela me empurrou bruscamente em seguida me acertou um tapa no rosto.

____Seu canalha! Quem você pensa que eu sou?!! - falou entre dentes.

___Mas o que é isso? Além de linda é marrenta? foi você que veio aqui ou se esqueceu? - passei a mão no rosto que estava ardendo, sua mão era delicada, mas era forte.

___Tem razão, eu cometi o pior erro da minha vida, é claro que não iria sair nada bom disso, encontrar um qualquer na rua, eu quero um amor verdadeiro, mas não assim, não com um safado como você, por isso esqueça isso, e finja que esse encontro nunca aconteceu por favor! - as lagrimas pingaram do seu rosto e ela saiu correndo chorando, e fiquei paralisado perplexo, seria difícil fingir que essa loucura não aconteceu, mas eu posso tentar, Droga de noite! Droga de bebida! Praguejei e passei o polegar nos lábios, por que o seu gosto tinha que ser tão bom? Ela é só uma garota Aaron, uma jovem adolescente que você nunca mais vai ver na vida, por isso trata de esquece-la, como a menina mesmo disse foi um erro, um maldito e gostoso erro, curvei os lábios e voltei a deitar no banco olhando para o céu, porém pelo menos para isso essa garota serviu, me fez parar de pensar na Katy, porque agora era ela que dominava meus pensamentos proibidos.

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