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Capa do romance A Patricinha e o Barman

A Patricinha e o Barman

Criada sob o rígido controle paterno em uma mansão luxuosa, Sophia decide ditar seus próprios rumos após a perda do avô. Nessa nova fase, ela cruza o caminho de Alex, um barman batalhador que superou uma trajetória de privações. O encontro transforma a realidade de ambos, mas a conexão entre a jovem rebelde e o homem de origem humilde enfrentará grandes obstáculos, especialmente a fúria implacável do pai dela, que não aceita essa união.
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Capítulo 2

Sophia

Ontem fiquei até tarde conversando com a Carol, e hoje acordo atrasada para a faculdade, me levanto rapidamente, e vou para o banheiro fazer a minha higiene matinal, coloco uma roupa me olho no espelho, Tenho os cabelos pretos compridos na altura da cintura, no ato de rebeldia pintei as pontas do meu cabelo de rosa, e sempre fazia uns cachos nas pontas por que o meu cabelo era muito liso, meus olhos verdes me fazia me sentir bonita, meu nariz era pequeno e arrebitado que me dava um ar de arrogância que eu detestava, tinha uma pele tão branca que parecia até que eu tinha morrido, meu corpo vamos dizer que eu era do tipo pera, nada de peito e passei 10 vezes na fila da bunda. Passo na cozinha, pego uma maçã e vou para o meu carro.

Estava na estrada, quando o sol me cega me abaixei para pegar os meus óculos de sol no porta-luvas quando eu escuto o barulho.

- Ai meu Deus, eu atropelei alguém.

Olho para o para – brisa e tem uma pessoa no meu capô, entro em pânico, pego o meu celular e ligo para o Leo.

- Oi, euatropeleialguém – Falo tudo de uma vez.

- O que? Desculpa não posso te ajudar agora, estou no meio de uma reunião, eu não posso parar tudo, toda vez que você se mete em uma encrenca.

Desligo o telefone na cara dele, porque eu nunca me meti numa encrenca até agora, e quando eu mais precisava dele ele fala isso.

Desço do carro me tremendo toda, não sei se porque é bem cedo mais a rua estar deserta, me aproximo do homem que está no meu carro, e vejo seu peito subindo e descendo a moto está no chão, fazendo uns barulhos, e imediatamente a desligo, vou para perto da sua cabeça, e ele está inconsciente. Pego o meu celular novamente.

- Oi Clara, preciso de uma ambulância para a rua vinhedo, o mais rápido possível.

- Já estou mandando.

Desligo e ligo para o guincho. Se passou uns 10 minutos e chega à ambulância, nisso as pessoas começaram a vir para perto do carro, a polícia chega e começa a me fazer perguntas, e levam ele para o hospital e fico para esperar o guincho.

Assim que consigo me livrar deles, vou direto para o hospital.

- Oi Clara, para onde levaram ele? – Falo com a recepcionista.

- Ele foi para a emergência, Doutor Cezar está com ele.

Fui direto para a área da emergência, e encontro minha mãe no corredor.

- Filha, o que você está fazendo aqui, aconteceu alguma coisa?

- E eu atropelei um homem. – Falo chorando.

- Calma, minha filha, você o mandou para cá?

- Sim, a Clara disse que o Doutor Cezar estava com ele.

- Então vamos lá ver como ele está? – E me guiou abraçada.

Essa era a vantagem de ser donos do hospital, nunca precisava ficar esperando por informações.

Esperei do lado de fora, porque não estava com roupas adequadas para entrar, minha mãe entrou, e com pouco tempo depois ela saiu.

- E então mãe?

- Ele está fora de perigo, o Doutor Cezar vai pedir uns exames só para se certificar, mas ele está fora de perigo.

Fiquei mais aliviada, e continuei esperando do lado de fora, já haviam se passado 40 minutos, desci até o café do hospital e tomei um café gelado, e voltei para a porta do quarto, Doutor Cezar sair e vem falar comigo.

- Ele está bem, ainda está dormindo, você o conhece?

- Não.

- Vamos esperar ele acordar para ver como ele vai ficar, se quiser pode entrar. – E saiu.

Hesitei um pouco, mas enfim entrei, quando chego perto da cama, ele se vira para mim, como os olhos abertos. Me encantei com seu rosto, tinha uns olhos azuis da cor do mar, uma barba no rosto muito bem aparada, os cabelos castanhos escuros curto, estava todo bagunçado. Estava com tipoia no braço, e o outro estava coberto.

- Onde eu estou? – Pergunta franzindo a testa.

- No hospital.

- O que? – Ele fecha os olhos por um momento, quando ele abre. – Droga, vou matar aquele filho da puta. Me jogou para fora da pista.

- Desculpa.

- Você me trouxe para cá? – Ele olha em volta e antes de eu responder. – Mais que merda, isso é um hospital particular?

- Sim. Mas não precisa se preocupar.

- Quanto tempo eu estou aqui?

- Algumas horas.

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